Cerca de mil opositores do governo argentino se manifestaram na quinta-feira diante do Palácio de Justiça, em apoio à Suprema Corte, cuja renúncia havia sido exigida na terça-feira por uma passeata organizada por apoiadores do presidente Alberto Fernández.
Os ativistas antigovernamentais carregavam cartazes que diziam “Na Corte não se toca”, “Justiça independente por uma república democrática” e “Chega de impunidade!”. “O único procedimento válido para remover a Corte é o julgamento político, e não uma marcha de pressão, não pessoas nas ruas”, disse à AFP Osvaldo Pérez Sammartino, professor de direito.
A frase mais entoada foi “Argentina sem Cristina”, em alusão à vice-presidente Cristina Kirchner, líder de um setor de centro-esquerda da coalizão governista e acusada de corrupção.
Milhares de manifestantes pró-governo exigiram na terça-feira, na mesma praça, uma reforma do sistema judicial e a renúncia da Suprema Corte, que acusam de favorecer e proteger o ex-presidente liberal de direita Mauricio Macri nas causas judiciais por fraude ao Estado, espionagem e perseguição de opositores entre 2015 e 2019.
Moradores de duas pequenas localidades no noroeste de Myanmar acusaram os militares de incendiarem esta semana centenas de casas, alegadamente numa operação de busca por membros de uma milícia armada opositora do regime militar.
O ataque ocorrido segunda-feira na região de Sagaing, no noroeste, também relatado pela comunicação social independente, ocorreu na véspera do primeiro aniversário do Golpe de Estado em Myanmar (antiga Birmânia), em 1 de fevereiro de 2021, que derrubou o governo de Aung San Suu Kyi.
O golpe militar desencadeou protestos não violentos em todo o país, mas quando os militares e a polícia responderam com brutalidade, a resistência armada surgiu nas cidades e vilas.
O presidente dos Estados Unidos anunciou a morte do líder terrorista no Twitter.
As tropas especiais americanas mataram Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, líder do Estado Islâmico (‘Daesh’), anunciou o presidente Joe Biden na quinta-feira. A morte do líder do grupo terrorista surge depois de um ataque na noite anterior na Síria, pelos Estados Unidos, ter morto 13 pessoas.
O ataque foi em Atmeh, uma cidade na zona de Afrin, perto da fronteira entre a Síria e a Turquia – uma zona disputada e controlada por rebeldes sírios curdos. Entre os mortos no ataque de quarta-feira, morreram seis crianças e quatro mulheres. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse então que “mais informações serão dadas quando estiverem disponíveis”.
Nesse comunicado de quarta-feira, o Pentágono não deu informações nenhumas sobre as mortes de civis, testemunhas pela organização não-governamental White Helmets, que opera no local.
A Embaixada dos Estados Unidos anunciou o lançamento, no dia 31 de Janeiro, do terceiro Treinamento Conjunto de Intercâmbio Combinado (JCET) que vai durar 10 meses e visa “aperfeiçoar competências em operações especiais”.
Em comunicado, publicado na terça-feira no site da Embaixada, o representante de Washington em Maputo, Dennis Hearne, reiterou que os Estados Unidos estão “empenhados em assegurar a continuidade dos compromissos militares durante um momento tão importante para a segurança nacional de Moçambique”.
O programa JCET proporciona aos militares estrangeiros e às forças de operações especiais dos Estados Unidos uma oportunidade de trocar conhecimentos e melhores práticas e inclui actividades ligadas à lei do conflito armado, direitos humanos e treino médico.
Este é o terceiro exercício conjunto desde Março de 2021, o que, segundo o comunicado, é uma “demonstração de um aumento sustentado da cooperação entre os Estados Unidos e Moçambique em matéria de segurança”.
No Huambo, mais de 800 agentes alfabetizadores queixam-se da falta do pagamento de subsídios desde 2016. O Governo provincial promete pagar até ao final deste mês, mas os alfabetizadores não confiam na promessa.
Ao todo, estima-se que o Governo do Huambo deve aos agentes alfabetizadores 169 milhões de kwanzas (mais de 285 mil euros). A dívida remonta aos anos de 2016, 2017, 2018 e 2019.
Mais de 800 alfabetizadores continuam à espera do dinheiro dos seus subsídios. Uma agente, diz que está cansada das promessas governamentais. Os alfabetizadores recebem mensalmente 10 mil kwanzas (cerca de 17 euros) de subsídio de trabalho.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou a rede eléctrica do Posto Administrativo de Ncumpe, distrito de Namuno, província de Cabo Delgado.
O acto enquadra-se no programa do Governo, que visa a conclusão da electrificação de todos Postos Administrativos do país no presente quinquénio, para garantir o acesso à energia eléctrica nas zonas rurais.
Nyusi foi acompanhado pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.
A Save the Children Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Oficiais de Educação do Projecto She Belongs to School (SBIS). Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial de Ligações Clinico – Comunitárias. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Procurement e Logística. Saiba mais.
A ONG italiana COSV – Coordinamento delle organizzazioni per il servizio volontario pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Engenheiro em Energias Renováveis. Saiba mais.
A COSV – Coordinamento delle Organizzazioni per il Servizio Volontario pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Liaison Officer. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Agro-Pecuária. Saiba mais.
Uma mina de carvão abandonada na Índia oriental desmoronou-se durante uma escavação ilegal na terça-feira, provocando a morte a pelo menos cinco pessoas, disse hoje a polícia indiana.
Os socorristas estão à procura de outras vítimas que possam estar presos nos escombros em Dhanbad, uma área mineira no estado de Jharkhand.
A mina foi despejada pelas autoridades há 15 anos atrás, mas as pessoas extraem carvão em condições perigosas em pequenas minas no leste e nordeste da Índia, onde o carvão é colocado em caixas que são içadas à superfície com roldanas.
Os acidentes durante a extração ilegal são frequentes. O modo de vida dos que fazem tal extração depende da venda ilegal de carvão.
No ano passado, seis mineiros morreram depois de terem ficado presos numa mina de carvão abandonada que entrou em colapso no estado de Meghalaya.
Os bispos católicos alertam para um “perigoso” vazio de diálogo entre governantes e governados. Apelam ainda à Comissão Nacional Eleitoral que garanta a verdade e a transparência nas eleições gerais de agosto.
A menos de seis meses das eleições gerais, o presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) alerta para o “perigoso vazio de diálogo” entre as lideranças partidárias, e entre o Governo de João Lourenço e os cidadãos.
A falta de diálogo, acrescenta Dom José Manuel Imbamba, eleva “ainda mais os níveis de ansiedade, radicalismo, intolerância, indisciplina, violência física, verbal, moral e psicológica”.
Os bispos católicos estão reunidos na província costeira angolana de Benguela até à próxima segunda-feira (07.02) e mostram-se preocupados com o atual “ambiente sombrio e nefasto” no país.
A imprensa pública também tem contribuído para isso, diz Dom José Manuel Imbamba.
O desempenho dos meios de comunicação social do Estado “em nada contribui para a harmonia social, para a paz dos espíritos, e para cultura do diálogo, da democracia e da fraternidade”, comenta.
Um especialista norte-americano de direito LGBTQ disse que lhe foi negado um visto para ensinar numa universidade de Hong Kong, onde as preocupações com a liberdade académica estão a crescer.
Ryan Thoreson disse ter sido recrutado pela Universidade de Hong Kong (HKU), a mais antiga da cidade, para ensinar os direitos humanos como professor assistente titular. Mas o seu pedido de visto foi rejeitado, sem razão, afirmou.
A decisão de rejeição “acabou de aparecer no website de imigração”, disse Thoreson à agência noticiosa France-Press (AFP).
O professor ensinou em Yale e trabalha atualmente como investigador sobre os direitos LGBTQ para a Human Rights Watch, que tem criticado repetidamente o historial da China nesta matéria.
Na ausência de uma explicação oficial, disse que era difícil dizer se a recusa estava relacionada com a sua filiação na HRW.
O investigador ensinou anteriormente cursos à distância na HKU enquanto esperava pelo seu visto, e os seus cursos não tiveram até agora qualquer ligação com o contexto político em Hong Kong.
As autoridades de imigração de Hong Kong e a escola de direito da HKU não responderam aos pedidos de comentários da AFP. Historicamente, as autoridades da cidade não têm explicado as recusas de visto.
Quase três milhões de aves de capoeira foram abatidas em França para combater a gripe aviária, desde que os primeiros casos foram detetados nas explorações agrícolas, no final de novembro.
Segundo o ministério, a França tem 328 surtos em explorações agrícolas, incluindo 218 na região das Landes (sudoeste), no coração do país do foie gras, onde foram organizados abates maciços.
Este é o quarto episódio da gripe aviária a afetar a França – e particularmente o sudoeste – desde 2015. O último, no inverno passado, levou ao abate de mais de 3,5 milhões de aves de capoeira, principalmente patos.
Os vizinhos europeus não foram poupados, em particular a Itália, onde 18 milhões de aves foram abatidas desde outubro.
Face à súbita aceleração da epizootia em janeiro no sudoeste da França, o governo francês decidiu, a 20 de janeiro, aumentar maciçamente os abates preventivos nesta região, para que o vírus deixasse de encontrar um meio de propagação.
Estas crises repetidas geram custos consideráveis para os profissionais (paragens de produção, encerramento dos mercados de exportação) e para o Estado (compensação pelos animais abatidos e as perdas económicas resultantes).
Um mexicano foi condenado a 18 meses de prisão após abrir a porta de emergência e pular de uma aeronave que taxiava no Aeroporto Internacional de Los Angeles, nos Estados Unidos. Luis Armando Victoria Dominguez, de 34 anos, também foi acusado de agredir uma comissária de bordo que tentou impedi-lo de invadir a cabine do avião.
Na decisão, do último dia 26, o juiz Dolly M. Gee também condenou o mexicano a pagar US$ 20.132. Dominguez estava em um voo da United Airlines, operado pela SkyWest Airlines, que estava programado para voar de Los Angeles para Salt Lake City, em 25 de junho do ano passado.
Logo depois que o avião se afastou do portão de embarque, Dominguez “correu” para a frente da aeronave, passando por um comissário de bordo sentado e “começou a bater na porta da cabine e manipular a maçaneta trancada”.
Conforme testemunhas, após a tentativa frustrada de abrir a porta da cabine, Dominguez passou pela comissária de bordo e foi para a saída de emergência no lado direito do avião. Ele conseguiu abrir parcialmente a porta e pular da aeronave.
O Certificado Digital Covid-19 da União Europeia (UE) tem, a partir de terça-feira, uma validade oficial de nove meses para a vacinação, no contexto de viagens dentro do espaço comunitário, devendo também incluir informação sobre doses de reforço.
Conforme proposto pela Comissão Europeia e acordado pelos Estados-membros da UE no Conselho, “a partir de amanhã [terça-feira] começam a aplicar-se as novas regras sobre um período padrão de aceitação de 270 dias para os Certificados Digitais Covid-19 da UE, na vertente da vacinação, utilizados para viagens dentro da UE”, relembra o executivo comunitário em comunicado.
Assim, “os Estados-membros devem aceitar certificados de vacinação por um período de 270 dias – nove meses – desde a conclusão da série de vacinação primária”, ou seja, após a segunda vacina de duas doses ou de uma no caso de dose única, explica a instituição, lembrando que os países não devem adotar prazos diferentes para fins de viagem dentro da UE.
Estas regras não se aplicam aos certificados relativos à vacina de reforço.
Ainda assim, os Certificados Digitais Covid-19 da UE devem oficialmente incluir a partir de terça-feira a informação sobre essas doses adicionais, que estão a ser administradas à população adulta da UE em vários países europeus.
A vacina de reforço deve ficar registada como 3/3 no caso de uma série primária de duas doses ou 2/1 no caso de uma dose única, segundo as regras comunitárias em vigor desde dezembro.
Citado pela nota, o comissário europeu da Justiça, Didier Reynders, vinca que a nova validade de nove meses para a série primária de vacinação “reflete a diminuição da proteção da vacina e sublinha a importância de se obter uma vacina de reforço”.
Em causa está o Certificado Digital da UE, comprovativo da testagem (negativa), vacinação ou recuperação do vírus SARS-CoV-2, que entrou em vigor na União no início de julho de 2021.
Na passada terça-feira, os Estados-membros da UE acordaram que pessoas com o Certificado Covid-19 válido, como vacinados ou recuperados, não devem ser alvo de restrições adicionais à livre circulação, como testes ou quarentenas, para facilitar viagens dentro do espaço comunitário.
Na prática, isto significa que passará a haver uma abordagem baseada na pessoa, em vez das regiões de origem das viagens, assente no estado de cada viajante face à vacinação, teste ou estado de recuperação.
Numa altura de elevado ressurgimento de casos de infeção devido à variante Ómicron, a previsão dos especialistas é que a maioria dos europeus ganhe imunidade natural pelo contágio ou proteção devido às vacinas, pelo que os países começam agora a levantar imposições adicionais para viajantes vacinados da UE.
A comissão que investiga o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos tem na sua posse uma série de documentos rasgados por Donald Trump quando o ex-presidente estava na Casa Branca.
Estas informações pertencem ao Arquivo Nacional, responsável por manter todos os documentos de trabalho de um presidente após a saída deste da Casa Branca.
Algumas folhas de papel foram “recoladas com fita adesiva” por “funcionários de gestão de registos da Casa Branca”, referiu o Arquivo Nacional, acrescentando que outros documentos ficaram como estavam.
De acordo com o jornal Washington Post, estes documentos fazem parte de mais de 700 páginas enviadas pelo Arquivo Nacional à comissão de investigação.
O painel da Câmara dos Representantes investiga não apenas a conduta de Trump em 06 de janeiro, quando este apelou à multidão para “lutar incessantemente” contra o resultado eleitoral, mas também os esforços do republicano meses antes, na contestação da derrota eleitoral ou na obstrução a uma transição pacífica de poder.
A comissão de investigação recusou-se a referir à AFP quais os documentos específicos que foram enviados pelo Arquivo Nacional e quais destes é que estavam ‘rasgados’.
Em meados de janeiro este comité da Câmara dos Representantes tinha confirmado que estava a receber certos documentos “que o ex-presidente esperava manter ocultos”.
Entre as 700 páginas de arquivos recebidas, estão, entre outras coisas, as listas de pessoas que visitaram o ex-presidente norte-americano ou que mantiveram conversas telefónicas em 06 de janeiro de 2021, além de anotações feitas durante essas comunicações.
A vacina contra a covid-19 para crianças com menos de cinco anos de idade a ser preparada por um consórcio de empresas composto pela Pfizer e BioNtech poderá estar disponível no final de Fevereiro, segundo o The Washington Post.
Segundo o jornal, que cita fontes familiarizadas com a investigação, espera-se que as duas empresas farmacêuticas apresentem um pedido de autorização de utilização de emergência para a nova versão da vacina covid-19 à US Food and Drug Administration (FDA).
O medicamento pode ser administrado a crianças entre os seis meses e os cinco anos de idade, o que o torna o primeiro a ser comercializado para esta faixa etária. A FDA instou as empresas a apresentarem o pedido para que os reguladores pudessem começar a rever os dados obtidos pelas empresas após a administração de duas doses da vacina, relata o jornal.
Nos últimos meses, a empresa farmacêutica tem também testado uma terceira dose neste grupo etário, após os resultados da imunização de duas injeções não terem sido inteiramente satisfatórios.
Ainda assim, de acordo com o jornal, a empresa descobriu que as duas doses da vacina em crianças são seguras e está agora a testar os resultados com uma injeção de reforço, embora esta só esteja disponível pelo menos no final de Março.
Em Tete, centro de Moçambique, a população afetada pela tempestade tropical Ana diz que o apoio nos centros de acomodação não tem sido suficiente. Governo diz que já está a preparar um centro definitivo para os acolher.
Cerca de 2.450 famílias foram diretamente afetadas pela subida das águas do rio Rovubwe, que transbordaram na sequência do mau tempo. Além de afetar a zona norte de Moçambique, a tempestade também fustigou a província de Tete, no centro do país.
Para fazer face à situação, o Governo, através do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), montou dois centros na escola industrial de Matundo e na escola Joaquim Chissano, na cidade de Tete.
Mas o apoio não tem sido suficiente para suprir as necessidades das vítimas, queixam-se alguns dos afetados. “Ainda não tive nada, comida recebe-se em fila, parece que estamos a voltar aos anos oitenta ou setenta e tal”, disse à DW África um dos reassentados.
A delegada provincial do INGD, Teresa Jeque, não sabe até quando os reassentados serão assistidos. “Neste momento não podemos precisar, porque acompanhando a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia, estando na época chuvosa que ainda não terminou, temos de nos precaver”, afirma.
A secretária de Estado na província de Tete, Elisa Zacarias, de visita ao centro de acomodação na escola industrial de Matundo, esclareceu que os dois centros não são definitivos. “Os desafios são grandes, este centro aqui é transitório e não definitivo. O Governo já está a preparar um centro definitivo e lá sabem muito bem que a nossa população perdeu tudo, então para além de dar comida estamos a pedir utensílios também”, disse.
Nestes dois centros na cidade de Tete já foram montadas brigadas da saúde para a assistência de doentes. Foram também distribuídas tendas e redes mosquiteiras, mas até ao momento apenas uma minoria as recebeu.
A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) projecta em 49 mil o número de viaturas que deverão cruzar diariamente o conjunto das quarto praças de portagem instaladas ao longo da Estrada Circular de Maputo, numa extensão de aproximadamente 70 quilómetros.
No início ontem do pagamento das taxas de portagem ao longo desta rodovia, a REVIMO estimou ainda que pelo menos 26 mil viaturas deverão passar pela praça de Cumbeza, 13 mil da Costa do Sol, oito mil da Matola-Gare e duas mil em Zintava.
A cobrança das taxas de portagem na Estrada Circular de Maputo iniciou com pequenos constrangimentos, no início da manhã, altura em que se verificaram longas filas de viaturas que pretendiam atravessar de um lado para o outro.
O Presidente do Conselho de Administração (PAM) da REVIMO, Ângelo Lichanga, falando a jornalistas, numa breve avaliação preliminar sobre a cobrança de taxas ao longo desta via, disse que, sendo o primeiro dia, era de esperar que tal acontecesse, tanto é que alguns automobilistas manifestaram-se surpreendidos com a exigência do pagamento da portagem.
O PCA da REVIMO reafirmou que a cobrança das taxas tem por objectivo garantir que a estrada tenha manutenções de rotina e periódica, para além de proporcionar os utentes boas condições de transitabilidade.
Neste momento, tal como indicou, estão em curso trabalhos de rotina em várias secções da rodovia para garantir maior segurança rodoviária e qualidade dos serviços prestados.
Acrescentou que, paralelamente, decorrem obras de colocação de sinalização no pavimento e na vertical, trabalhos que serão feitos em toda extensão da Estrada Circular de Maputo.
Quatro ativistas da província de Cabinda manifestavam-se junto à embaixada portuguesa em Angola quando foram detidos, segundo um dos participantes no protesto. Polícia confirma e justifica com “tumulto”.
Um grupo de ativistas da província de Cabinda foi detido na terça-feira (01.02) quando se manifestava em frente à embaixada de Portugal em Luanda, capital de Angola, para chamar a atenção do Governo português sobre a situação política naquele território.
Em declarações um dos participantes no ato, Leoton Mabiala, disse que o protesto se iniciou com quatro ativistas munidos de cartazes, às 11h00. Perto das 12h00, surgiu um carro-patrulha da polícia e levou os manifestantes para lugar incerto.
Leoton Mabiala adiantou que além dos quatro ativistas, havia outras pessoas, em número que não revelou, que faziam parte do protesto, mas que “por questões estratégicas” se encontravam afastadas.
Contactada a polícia, o porta-voz do comando provincial de Luanda, Nestor Goubel, confirmou a detenção de três ativistas, que “não reuniram qualquer pressuposto” da Lei de Manifestações e Reunião. O porta-voz disse que, devido ao “tumulto” criado no local, foram preventivamente detidos e deverão ser presentes ao Ministério Público.
O presidente da Guiné Bissau, Umaro Sissoco Embaló, encontra-se detido por homens armados que terão encetado um golpe de Estado no Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros.
De acordo com informações avançadas pela BBC, que cita um jornalista local, além do presidente, também os ministros que se encontravam em Conselho de Ministros estão cercados.
Para já, toda esta informação carece de confirmação oficial, visto que ainda não foi comunicado nada sobre o paradeiro do presidente e primeiro-ministro da Guiné-Bissau. Há, por enquanto, apenas suposições não confirmadas.
A ONU e os líderes regionais já condenaram o ataque que está a lançar o caos na capital e exigiram que as instituições democráticas fossem respeitadas. Há ainda indicação de que pelo menos um polícia tenha sido morto.
Segundo fonte do Hospital Simão Mendes, em Bissau, pelo menos quatro pessoas ficaram feridas na sequência da tentativa de golpe de Estado. De acordo com a mesma fonte, todos os feridos foram transportados do Palácio do Governo para aquele hospital, sendo que três são ligeiros e um está em estado grave.
De referir que vários tiros de bazuca e rajadas de metralhadora junto ao Palácio do Governo da Guiné-Bissau foram ouvidos às 15h00 de ontem, tendo sido colocado por militares um perímetro de segurança. Os militares não deixam passar civis.
Estes incidentes na capital guineense junto ao palácio governamental decorrem dias depois de uma remodelação do executivo, decidida pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que foi contestada inicialmente pelo partido liderado pelo primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam. Posteriormente, o líder do Governo disse que concordava com a remodelação feita.
Militares entraram cerca das 17h20 no palácio governamental guineense, em Bissau, e ordenaram a saída dos governantes que estavam no edifício, atacado numa tentativa de golpe de Estado.
Segundo fonte governamental, “cerca das 17h20 os militares chegaram ao Palácio do Governo e disseram aos membros do Governo para saírem” e o local ficou apenas com militares, acrescentou a mesma fonte, indicando desconhecer o paradeiro do primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, e do Presidente, Umaro Sissoco Embaló.
Quando começou o ataque, no decurso do Conselho de Ministros de ontem, alguns membros do Governo conseguiram fugir por um muro de vedação nas traseiras do palácio e confirmaram que estão em segurança.
As inundações causadas pelas chuvas torrenciais em Quito, as mais intensas em 20 anos, causaram pelo menos 24 mortos, dezenas de feridos e 12 desaparecidos, anunciaram os serviços de emergência, em novo balanço.
A escala da destruição em Quito, uma cidade de 2,7 milhões de pessoas, é sem precedentes. As autoridades declararam um período de luto de três dias.
As chuvas torrenciais que caíram durante 17 horas sem interrupção na segunda-feira causaram o transbordamento de uma bacia de retenção, provocando uma torrente de água que desceu uma avenida durante mais de um quilómetro no noroeste da capital.
A bacia, com uma capacidade de 4.500 metros cúbicos, rebentou depois de receber quase quatro vezes o fluxo habitual, disse o presidente da câmara.
Torrentes de água transportando pedras e lama varreram carros e casas e ruas inundadas, de acordo com imagens transmitidas pelos serviços de salvamento e pelos meios de comunicação social. Vários edifícios foram danificados, incluindo uma esquadra de polícia e uma central elétrica.
O Alto Comissariado Britânico em Moçambique reafirmou o seu comprometimento com o processo de Diálogo Nacional Inclusivo, elogiando a abordagem participativa, inclusiva e transparente...