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Sábado, Agosto 8, 2026
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Exxon Mobil, Rosneft e TotalEnergies Concorrem a Novas Prospecções em Moçambique

As multinacionais petrolíferas Exxon Mobil, Rosneft e Totalenergies estão entre as 13 companhias que apresentaram propostas no sexto concurso de pesquisa e produção de hidrocarbonetos em Moçambique, disse na última sexta-feira, 25 de Março, à Lusa fonte do Governo.

Além das três companhias, também concorrem a italiana ENI, a russa Novatec, as chinesas Sinopec, CNOOC, CNPC e Petro China International, a Qatar Petroleum, a Sasol, da África do Sul, a indiana ONGC Videsh, a irlandesa Discovery Exploration​​​​​​​ e a Aiteo, da Nigéria.

Além de uma proposta da companhia mãe, a Totalenergies apresentou uma segunda proposta através de um dos seus braços empresariais, a Totalenergies EP New Venture.

“O Instituto Nacional de Petróleos (INP) vai proceder à avaliação dos documentos e a lista das empresas apuradas será publicada em 31 de Março de 2022”, disse a fonte.

O sexto concurso de concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos foi lançado no dia 25 de Novembro de 2021 e termina no dia 30 de Novembro, com o anúncio dos resultados.

O processo abrange 16 áreas de intervenção: cinco na bacia do Rovuma, sete em Angoche, duas no Delta do Zambeze e duas no Save, perfazendo mais de 92 000 quilómetros quadrados.

Uma das regiões, a bacia do Rovuma, sob o fundo oceânico em alto mar ao largo da costa de Cabo Delgado (norte do país), já tem áreas atribuídas.

Algumas das maiores reservas de gás do mundo foram ali descobertas e vão começar a ser exploradas este ano.

Moçambique tem ainda áreas atribuídas no âmbito do quinto concurso, cuja prospecção aguarda o arranque.

Está interdito ao trânsito o troço Nicoadala-Namacurra

Está desde a tarde de domingo interdito, o trânsito ao longo da EN1, em Nicoadala, para dar lugar a colocação da ponte metálica sobre a plataforma de estrada que passa por cima do rio Elege na província da Zambézia.

Chegaram este domingo as pontes metálicas que serão colocadas sobre a plataforma da estrada que liga os distritos de Nicoadala e Namacurra na província da Zambézia, uma via que há sensivelmente duas semanas foi cortada pelas águas da chuva que aumentaram o caudal do rio Elege, isolando as zonas centro e sul do país.

Trabalho recente desencadeado pela Administração Nacional de Estradas (ANE) permitiu a transitabilidade parcial da via, apenas para peões e viaturas ligeiras, ficando de fora os veículos de grande tonelagem. Entretanto, as pontes metálicas trazidas da cidade da Beira poderão melhorar ainda mais a travessia, conferindo maior segurança, conforme explicou o delegado da ANE, Jorge Govanhica.

“Por isso, a principal rede viária do país fica interdita desde este domingo até início da tarde desta segunda-feira, para permitir que os trabalhos decorram sem interrupção. Os trabalhos vão consistir na colocação da ponte metálica de 30 metros cujos elementos já estão completos” disse o responsável assegurando que tudo será feito para sejam cumpridos os prazos de execração até às 13 horas desta segunda-feira.

Govanhica fez saber ainda que, independente se for noite ou não, o empreiteiro estará no terreno a trabalhar até ao fim da operação.

“Devido a natureza dos trabalhos que vamos executar, vamos interditar a circulação de peões porque estaremos a usar gruas no carregamento das peças, o que não será muito seguro deixar a circulação de pessoas aqui, por isso apelamos às pessoas a cumprirem com o que temos vindo a dizer neste sentido”, apelou o delegado da ANE.

´Nenhum mineiro moçambicano na África do sul vai perder emprego´ -Ministra do Trabalho

A Ministra do Trabalho e Segurança Social garante que nenhum mineiro moçambicano vai perder emprego, como resultado do redimensionamento da mão-de-obra do sector mineiro sul-africano, a ser feito até dois mil e trinta.

Margarida Talapa deixou esta garantia na interacção que teve, esta sexta-feira, com parte dos dois mil mineiros moçambicanos que trabalham na mina de Sibanya Stillwater, em Rustenberg, na província de North West.

A Rádio Moçambique sabe que até dois mil e trinta, cerca de trinta mil mineiros estrangeiros devem deixar a indústria mineira sul-africana, por alegado desgaste natural.

“Os empregadores mineiros, até dois mil e trinta, vão diminuir o número de trabalhadores, mas até lá, nenhum moçambicano vai perder o seu emprego; significa que vamos continuar com os nossos trabalhadores, apenas não haverá novos recrutamentos” , disse

Neste momento, o sector mineiro sul-africano emprega pouco mais de dezoito mil trabalhadores moçambicanos.

A Ministra Margarida Talapa diz ter abordado a situação dos mil e trinta e quatro beneficiários de fundos de compensações, por doenças ocupacionais, cujos processos não andam desde dois mil e dezassete:

A Ministra moçambicana do Trabalho e Segurança Social está na África do Sul para estreitar as relações entre os dois países, no domínio do trabalho migratório

Governo desafiado a fixar padrões mínimos de qualidade na construção de habitações

A Organização das Nações Unidas para Habitação, propõe ao Governo a criação de padrões mínimos de resiliência na construção de habitações. A Ordem dos Arquitetos de Moçambique diz que é preciso formar a população em técnicas de construção.

Os ciclones, cada vez mais frequentes, que deixam sempre um rasto de destruição nas comunidades fazem multiplicar as reflexões sobre a resiliência das infraestruturas.

O tema juntou esta sexta-feira arquitectos e a Organização das Nações Unidas para Habitação, esta última que propõe ao Estado que estabeleça padrões mínimos de resistências das habitações.

Mas para que isso seja possível a Ordem dos Arquitetos de Moçambique aponta a importância de capacitar as sociedades sobre algumas técnicas de construção.

“O incentivo aos materiais de construção para que sejam acessíveis as populações é bom, mas não é só baixar o material de construção é preciso ensinar como usar este material”. Disse Anselmo Cani, representante da Ordem dos Arquitetos de Moçambique.

Mas este não é apenas papel do governo. Segundo a ONU-Habitat é preciso intervenção de todos os sectores da sociedade e sobre essa questão, a Ordem dos Arquiteto propões a que haja produção de recursos, criação de pequenas industrias que podem produzir materiais básicos.

São desafios e soluções debatidos num evento que visava buscar parcerias entre arquitetos italianos e moçambicanos, sobre a sustentabilidade e resiliência nas construções.

Vagas de emprego do dia 26 de Março de 2022

Foram publicadas hoje, dia 26 de Março no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Jardineiro

A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda pretende recrutar um (1) Jardineiro. Saiba mais.

2. Vaga para Enfermeira de Saúde Materno Infantil – Maputo

ONG que opera na área de Saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de Saúde Materno Infantil. Saiba mais.

3. Vaga para Enfermeira de Saúde Materno Infantil – Beira

ONG que opera na área de Saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de Saúde Materno Infantil. Saiba mais.

4. Vaga para Técnico de Medicina Geral – Maputo

ONG que opera na área de Saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Medicina Geral. Saiba mais.

5. Vaga para Técnico de Medicina Geral – Beira

ONG que opera na área de Saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Medicina Geral. Saiba mais.

6. Vaga para Responsável de Recursos Humanos

A Inther-Beira pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Responsável de Recursos Humanos. Saiba mais.

7. Vaga para Motorista

A Cleima Investimentos pretende recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

8. Vaga para Gestor de Monitoria e Avaliação

O Parque Nacional de Gorongosa (GRP) pretende contratar um (1) Gestor de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

9. Vaga para Gestor de Programa de Caju

O Parque Nacional de Gorongosa (GRP) pretende contratar um (1) Gestor de Programa de Caju. Saiba mais.

10. Vagas para Supervisores Distritais do Programa de Educação para Conservação

O Parque Nacional de Gorongosa (GRP) pretende contratar dois (2) Supervisores Distritais do Programa de Educação para Conservação. Saiba mais.

11. Vaga para Estagiário em Monitoria e Avaliação

A Associação Txivuno Txavanana (ATTV) pretende recrutar um (1) Estagiário em Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Consultor

A ALIADAS pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor – Assistência Técnica para Evento de Reflexão Iniciativa para Empoderamento da Mulher com Deficiência. Saiba mais.

2. Vaga para Back Officer – Mocuba

O MyBucks Mozambique (MCB), S.A, pretende recrutar um (1) Back Officer. Saiba mais.

3. Vaga para Back Officer – Pemba

O MyBucks Mozambique (MCB), S.A, pretende recrutar um (1)  Back Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Serviços ao Cliente (Atendimento e Caixa)

O MyBucks Mozambique (MCB), S.A, pretende recrutar um (1) Oficial de Serviços ao Cliente (Atendimento e Caixa). Saiba mais.

5. Vaga para Gestor Distrital/ Coordenador de Campo

A World Vision-Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro do pessoal um (1) Gestor Distrital/ Coordenador de Campo. Saiba mais.

6. Vaga para Técnico Hidráulico

A Haps Soluções, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Hidráulico. Saiba mais.

7. Vaga para Motorista

A Plan International pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.

8. Vaga para Oficial de Promoção

A Villa Luíza está a recrutar (1) Oficial de Promoção. Saiba mais.

9. Vaga para Oficial de Subvenções

A Fundação Aga Khan (AKF) está recrutar um (1) Oficial de Subvenções. Saiba mais.

10. Vagas para Promotores de Vendas

A Conformática Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal externo seis (6) Promotores de Vendas. Saiba mais.

11. Vaga para Oficial & Operador da Sala de Mercados

O MyBucks Mozambique, S.A, pretende recrutar um (1) Oficial & Operador da Sala de Mercados. Saiba mais.

12. Vaga para Consultor

A Reencontro pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para a Elaboração do Plano de Advocacia da Rede de Desenvolvimento da Primeira Infância. Saiba mais.

13. Vaga para Oficial de MEAL

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) Oficial de MEAL DPO Projecto ECHO Covid 19. Saiba mais.

14. Vagas para Estagiários de Assistente de Venda

A Meia Lua pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Estagiários de Assistente de Venda. Saiba mais.

15. Vaga para Secretária – Assistente de Contabilidade

A Conformática Lda pretende recrutar para seu quadro do pessoal uma (1) Secretária com responsabilidade de Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

16. Vaga para Oficial de Construção Civil

A Save the Children Internacional(SCI) está a recrutar um (1) Oficial de Construção Civil para responder à Emergência dos Ciclones Ana e Gombe. Saiba mais.

17. Vaga para Oficial Sénior de Tecnologias de Informação e Comunicação

A Action Contre La Faim (ACF) Mozambique esta a recrutar um (1) Oficial Sénior de Tecnologias de Informação e Comunicação. Saiba mais.

18. Vaga para Coordenador de Finanças

A CARE Internacional procura contratar um (1) Coordenador de Finanças. Saiba mais.

19. Vaga para Oficial de Instalações

A Action Contre La Faim (ACF) Mozambique esta a recrutar um (1) Oficial de Instalações. Saiba mais.

20. Vaga para Coordenador(a) de Sub-Grupo de Trabalho de Educação em Emergência e Gestor de Informação

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) (1) Coordenador(a) de Sub-Grupo de Trabalho de Educação em Emergência e Gestor de Informação. Saiba mais.

21. Vaga para Líder Técnico de Nutrição

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) Líder Técnico de Nutrição. Saiba mais.

22. Vaga para Chefe de Concepção e Desenvolvimento de Programas

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) Chefe de Concepção e Desenvolvimento de Programas. Saiba mais.

23. Vaga para Gestor de Projecto

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

24. Vaga para Coordenador Nacional de Engajamento Juvenil

A N´weti, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Nacional de Engajamento Juvenil. Saiba mais.

25. Vaga para Oficial Sénior de Procurement

A FH Association pretende recrutar, para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Procurement. Saiba mais.

26. Vaga para Coordenador Nacional de Meios de Subsistência

A FH Association pretende recrutar, para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Nacional de Meios de Subsistência. Saiba mais.

27. Vaga para Assistente de Procurement e Logística

A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Procurement e Logística. Saiba mais.

28. Vaga para Palestrante 

A Arquitetos Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Palestrante. Saiba mais.

29. Vagas para Programadores Estagiários

A Direccione Consultang pretende recrutar para o seu programa dois (2) Programadores Estagiários. Saiba mais.

30. Vaga para Gráfico Designer Estagiário

A Direccione Consultang pretende recrutar para o seu programa um (1) Gráfico Designer Estagiário. Saiba mais.

31. Vaga para Recrutador e Selecionador Estagiário

A Direccione Consultang pretende recrutar para o seu programa um (1) Recrutador e Selecionador Estagiário. Saiba mais.

32. Vaga para Analista de RH 

A Direccione Consultang pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de RH. Saiba mais.

33. Vagas para de Reparação de Telemóvel

A Maputo Repairing Center pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Técnicos de Reparação de Telemóvel. Saiba mais.

34. Vagas para Promotores de Vendas

A Maputo Repair Center, pretende contratar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Promotores de Vendas. Saiba mais.

35. Vaga para Técnico Designer

A Haps Soluções pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Designer. Saiba mais.

36. Vaga para Administrador

A Associação de Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Administrador. Saiba mais.

37. Vaga para Contabilista Sénior

A Associação de Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista Sénior. Saiba mais.

38. Vaga para Consultor

A Reencontro, Organização Moçambicana para Apoio e Desenvolvimento da Criança órfã e Vulnerável, pretende contratar para seu quadro do pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.

39. Vaga para Estagiário em Gestão de Recursos Humanos

A Nobrin pretende recrutar pata o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário em Gestão de Recursos Humanos. Saiba mais.

40. Vagas para Formadores Estagiários

A Nobrin pretende recrutar pata o seu quadro de pessoal Formadores Estagiários. Saiba mais.

41. Vagas para Assistentes Administrativos Estagiários

A Nobrin pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Assistentes Administrativos Estagiários. Saiba mais.

42. Vaga para Gestora Financeira Estagiária

A Nobrin pretende recrutar pata o seu quadro de pessoal uma (1) Gestora Financeira Estagiária. Saiba mais.

43. Vagas para Activistas e Voluntários Estagiários

A Nobrin pretende recrutar pata o seu quadro de pessoal Activistas e Voluntários Estagiários. Saiba mais.

44. Vaga para Gestor de Projectos Estagiário

A Nobrin pretende recrutar pata o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projectos Estagiário. Saiba mais.

45. Vagas para Agentes Publicitários Estagiários

A Nobrin pretende recrutar pata o seu quadro de pessoal Agentes Publicitários Estagiários. Saiba mais.

46. Vaga para Secretária Estagiária

A Nobrin pretende recrutar pata o seu quadro de pessoal uma (1) Secretária Estagiária. Saiba mais.

47. Vagas para Repórteres para Eventos Desportivos

A MS DATA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Repórteres para Eventos Desportivos. Saiba mais.

GP da Arábia Saudita vai mesmo realizar-se

O Grande Prémio da Arábia Saudita vai mesmo realizar-se, com todo o programa de sábado e domingo a manter-se como previsto (à exceção da conferência de imprensa, que ao tudo indica não se irá realizar) pese embora toda a indefinição que foi criada por conta do ataque a uma refinaria próxima do traçado de Jeddah.

Os pilotos estiveram reunidos mais de três horas, analisaram e discutiram o que fazer na sequência dos factos ocorridos, chegou a ponderar-se um boicote, mas no final acabaram por ser convencidos pelos argumentos da Fórmula 1 e da FIA, segundo apontam os jornalistas presentes no local. Inicialmente estava previsto um comunicado oficial para as 3 da manhã locais (meia noite de Lisboa), mas acabou cancelado.

Durante mais de três horas, os 20 pilotos do campeonato estiveram reunidos numa zona exclusiva do traçado de Jeddah, para discutir e analisar o que fazer na sequência dos factos ocorridos à margem do Grande Prémio da Arábia Saudita, com o lançamento de um míssil que destruiu uma petrolífera a cerca de 20 quilómetros do circuito.

Tudo começou pelas 19 horas de Lisboa (22 horas na Arábia Saudita), com uma primeira reunião com a presença de Stefano Domenicali, o homem forte da F1. Dessa reunião saiu o comunicado da organização do campeonato, que garantia que tudo seguiria como previsto pese embora a ameaça. Contudo, dentro da sala ficaram os pilotos e por lá permaneceram durante larguíssimos minutos.

Domenicali voltaria àquela zona uma hora e pouco depois, agora acompanhado por Ross Brawn. Entrou e saiu minutos volvidos, antes de por ali também aparecerem os chefes de algumas equipas, como Toto Wolff ou Chris Horner. E foi na companhia dos patrões que os pilotos seguiram durante largos minutos, até que, pelas 2h20 locais, abandonaram a sala.

Saíram todos sem falar, sendo que George Russell, na condição de líder da GPDA (a associação de pilotos) se encaminhou para a sala da direção de corrida, onde falou com os responsáveis do Mundial. Daí terá saído a decisão de correr no sábado e domingo, ainda que, ao que tudo indica, não tenha havido unanimidade nos pilotos.

Kyiv e Moscovo reconhecem que negociações de paz estão “muito difíceis”

As diplomacias russa e ucraniana reconheceram ontem, sexta-feira, que as negociações estão a ser “muito difíceis” e que continua a não haver consensos nas questões mais relevantes, um mês após o início da invasão russa.

“As posições estão a convergir em pontos secundários. Mas nas principais questões políticas, continuamos afastados”, disse Vladimir Medinsky, negociador-chefe de Moscovo, citado por agências noticiosas russas.

“O processo de negociação é muito difícil”, disse, por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, num comunicado, adiantando que não há qualquer “consenso” com Moscovo nesta fase das conversações.

Horas antes deste comunicado, o Presidente turco, Recep Erdogan, tinha assegurado que a Rússia e a Ucrânia haviam concordado em quatro dos seis pontos do documento de negociação, mas Kuleba rejeitou agora esse cenário.

“Não há consenso com a Rússia sobre os quatro pontos mencionados pelo Presidente da Turquia”, garantiu Kuleba, saudando, no entanto, “os esforços diplomáticos” turcos “destinados a acabar com a guerra”.

Medinsky explicou que Moscovo pretende um “tratado abrangente”, tendo em conta as suas exigências de neutralidade, desmilitarização e “desnazificação” da Ucrânia, bem como o reconhecimento da soberania russa da Crimeia e da independência das duas repúblicas separatistas do Donbass.

De acordo com o negociador-chefe russo, a Ucrânia “está essencialmente preocupada em obter garantias de segurança de terceiros, no caso de não poder integrar a NATO”, o que Moscovo considera “totalmente inaceitável”.

Do lado da diplomacia ucraniana, há agora a esperança de que a Turquia e outros países permaneçam “interessados em restaurar a paz”.

Depois de terem começado com reuniões físicas entre delegações, as conversações entre a Rússia e a Ucrânia estão agora a decorrer por videoconferência, quase diariamente.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.035 mortos, incluindo 90 crianças, e 1.650 feridos, dos quais 118 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,70 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

ORAM acusa Governo de pretender “mercado de terra” em prejuízo dos camponeses

A organização não-governamental (ONG) Associação Moçambicana de Desenvolvimento Rural acusou o Governo de pretender criar “um mercado de terra” no país e fragilizar os direitos dos camponeses, com a revisão da Política Nacional de Terras.

“Não é uma sensação, é uma conclusão que deriva da leitura da proposta de revisão da Política Nacional de Terras, o Governo está interessado em criar um mercado de terra e desproteger os camponeses e produtores familiares”, disse à Lusa o diretor-executivo da associação, Abel Saínda.

A organização tem sido uma das mais críticas em relação ao atual processo, primeiro passo para a revisão da Lei de Terras.

“Com a proposta que o Governo tem em mãos, o objetivo é proteger os interesses dos investidores externos”, declarou Saínda.

O ativista apontou o “efeito fraturante do princípio da livre transmissão da terra”, constante da proposta, como um exemplo de que o atual Governo está a ceder a “interesses particulares”.

“Com as fragilidades institucionais e sociais que temos em Moçambique, romper com o princípio da inalienabilidade da terra e prever a livre transmissão será um caminho para a criação de um contingente de sem-terras em Moçambique”, enfatizou.

Abel Saínda considerou que “o problema está a ser mal atacado”, quando se considera que a venda de terra vai permitir que os produtores tenham um ativo e acesso ao financiamento bancário, com a possibilidade de usar a terra como hipoteca.

“O drama dos agricultores e das comunidades não é o facto de não poderem vender a terra, são sim as condições proibitivas de acesso ao financiamento bancário e ao seguro agrícola”, acrescentou.

O diretor-executivo da associação manifestou preocupação com o risco de as posições da sociedade civil não serem incorporadas na próxima Política Nacional de Terras, defendendo que o atual executivo “não tem legitimidade para fazer reformas estruturais, porque não tem mais de três anos de mandato”.

Abel Saínda acusou ainda as autoridades de assegurarem apenas a presença física dos representantes das comunidades no processo de auscultação, ignorando uma verdadeira participação.

“Na reunião nacional realizada ontem [quarta-feira], o Ministério da Terra e Ambiente negou-me a palavra, porque o que interessa ao Governo é a minha presença física e não as minhas contribuições”, declarou.

Na quarta-feira, a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, disse que o Governo vai alargar por mais 30 dias o prazo do debate sobre a revisão da Política Nacional de Terras, numa altura em que é alvo de fortes críticas por parte da sociedade civil.

Maibaze avançou que o prolongamento do prazo visa permitir a auscultação de mais opiniões.

“O Governo, através do Ministério da Terra e Ambiente, criou mais um espaço de consulta pública, que irá nortear a gestão, administração e o uso sustentável da terra”, declarou.

O Governo moçambicano justifica a pertinência da revisão da Política Nacional de Terras e da Lei de Terras com a necessidade de promover um quadro regulatório que assegure um acesso equitativo, posse segura e uso sustentável da terra, ao serviço da sociedade e da economia moçambicana.

Eleições autárquicas vão custar 138 milhões de euros

A realização das eleições autárquicas do próximo ano em Moçambique ascende a 9,7 mil milhões de meticais – cerca de 138 milhões de euros. Processo foi lançado em Maputo pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

O processo das autárquicas em Moçambique, a serem realizadas em 2023, foi lançado esta sexta-feira (25.03) e deve custar o equivalente a 138 milhões de euros aos cofres do Estado.

No caso das eleições gerais de 2024, prevê-se que o orçamento seja de 18,7 mil milhões de meticais (266 milhões de euros), referiu Paulo Cuinica, porta-voz da CNE moçambicana.

O lançamento ocorre depois de o Conselho de Ministros ter decidido na terça-feira agendar o escrutínio para 11 de outubro de 2023.

Na sequência do decisão do Governo, a CNE anunciou hoje a constituição dos órgãos eleitorais provinciais e distritais, o que deve ocorrer no prazo de 60 dias.

“Há um conjunto de etapas que devem ser cumpridas para a realização das próximas eleições autárquicas, que incluem a constituição e instalação de órgãos de apoio”, afirmou Cuinica em conferência de imprensa.

O porta-voz avançou que os órgãos provinciais e distritais serão constituídos por mandatários dos três partidos com assento parlamentar (FRELIMO, RENAMO e MDM), de acordo com a legislação em vigor.

Caberá ainda à CNE posteriormente propor ao Governo as datas de realização do recenseamento eleitoral para as autárquicas.

Por outro lado, estão a ser criadas condições para a acreditação dos mandatários dos partidos políticos, observadores eleitorais e jornalistas que vão acompanhar o escrutínio, acrescentou.

Cidadãos moçambicanos passam a ter Número Único de Identificação Civil

Cidadãos moçambicanos vão passar a ter um Número Único de Identificação Civil, que vai integrar o Registo Civil, Número de Identificação Tributária, NUIT e da Segurança Social.

Esta inovação consta da lei que estabelece o regime jurídico de identificação civil e do bilhete de identidade, aprovada, esta quinta-feira, em definitivo pelo Parlamento.

O instrumento vai permitir ainda que o Bilhete de Identidade tenha um circuito integrado de armazenamento de dados, uma zona de leitura óptica, fotografia e todos os elementos identificadores do titular.

A vice-presidente da Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública na Assembleia da República, Deolinda Chochoma, explicou que com o instrumento passa a ser obrigatório que todos os cidadãos moçambicanos, a partir dos seis anos de idade, forneçam dados para atribuição da identificação civil.

INAM alerta para aumento de desastres naturais no país nos próximos anos

O alerta foi feito esta quarta-feira, 23 de Março, no lançamento do Relatório Anual do Estado do Clima em Moçambique-2021, por ocasião do Dia Mundial da Meteorologia, celebrado em reconhecimento do papel da informação meteorológica para o desenvolvimento sustentável e resiliente.

Falando na ocasião, o ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, citado pelo Notícias, referiu que este é o primeiro de um conjunto de relatórios que passarão a ser publicados anualmente contendo análises sobre a tendência do comportamento da temperatura e precipitação.

Defendeu a necessidade de acções adequadas nos sectores que lidam com a componente hidro-meteorológica e climática, visando reduzir o impacto e gestão de fenómenos naturais e fortalecer a resiliência em Moçambique.

Segundo o INAM, o relatório constitui mais um esforço da instituição de garantir um serviço climático que responda às necessidades do utilizador final e descreve as principais características do clima, além de fazer análise comparativa em relação ao normal climatológico dos indicadores e, por via disso, aferir o impacto das mudanças climáticas no país.

Sobre a monitoria feita em 2021, o documento aponta para a tendência de aumento da temperatura do ar em Moçambique, sobretudo na região sul, e constata que choveu menos que o normal nas regiões centro e norte durante o ano de 2021.

Adérito Aramuge, director-geral do INAM, recomendou, face a esta situação, a tomada de acções visando à adaptação dos diferentes sectores de actividades de modo a tornarem-se resilientes, pois estes eventos poderão afectar a segurança alimentar.

“Teremos, no futuro, uma atmosfera alterada se o comportamento da população não mudar de maneira a não ultrapassar do limite de 1,5 grau Celsius de temperatura defendido por cientistas para evitar os piores impactos das mudanças climáticas”, apontou.

Seca Severa Cresce na Região Sul, Ciclones Devastam Centro e Norte

Uma seca severa está a crescer no sul do país com consequências na agricultura, alertou um relatório do Programa Alimentar Mundial (PAM) com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

O cenário contrasta com a situação no centro e norte do país, onde ciclones têm devastado campos e as já de si débeis infraestruturas do país, agravando a situação de pobreza da população e as necessidades humanitárias.

“Ao longo de Fevereiro, as condições de seca severa desenvolveram-se no sul do país (de Maputo até Sofala e Manica, no centro)”, de acordo com o documento consultado pela Lusa.

O relatório previa a prevalência da seca em Março, o que se verificou, sendo que o país entra a partir de Abril na que é, naturalmente, a época mais seca, sem chuvas relevantes até Outubro, pelo que não se vislumbram melhorias.

A seca faz esperar “graves impactos na produção de culturas para as províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica e Sofala”, alertou o documento.

Qualquer retração na actividade agrícola no país tem potencial para provocar insegurança alimentar, dado que a maior parte da população vive daquilo que planta.

Este cenário de seca já tinha começado em 2021 e até ameaçou o norte e o centro do país.

“A primeira parte da temporada 2021/22” da época das chuvas foi o período “mais seco ou o segundo mais seco desde 1981”, consoante as regiões.

Só que enquanto a chuva, que caiu a partir de Janeiro, permitiu às culturas recuperarem nas zonas do país mais acima, ou pelo menos nas áreas que escaparam à fúria da tempestade Ana e do ciclone Gombe, no sul isso não aconteceu.

“O cenário mais provável é o de impactos severos na produção de milho, conduzindo a insuficiência nas culturas e a uma produção mínima em muitas áreas”, concluiu.

De acordo com os dados do PAM, 80% da população moçambicana, que ascende a 30 milhões de habitantes, não consegue comprar comida para ter uma alimentação adequada. Um total de 42% das crianças estão subnutridas.

A insegurança alimentar, ou seja, não saber quando será a próxima refeição, nem como a obter, afecta 24% das famílias moçambicanas de forma crónica e 25% passa pela situação pelo menos uma vez por ano.

Portugal Autoriza Despesa Para Missão de Formação Militar da UE em Moçambique

O Governo português autorizou uma despesa até 40 milhões de euros para o contrato a celebrar com a Comissão Europeia para a Missão de Formação Militar da União Europeia em Moçambique, refere uma resolução publicada esta quinta-feira, 24 de Março em Diário da República português.

De acordo com a resolução, o Conselho de Ministros decidiu “autorizar a realização da despesa relativa ao contrato a celebrar com a União Europeia [UE] para a implementação da medida de assistência, no âmbito do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, para apoiar unidades militares treinadas pela Missão de Formação Militar da União Europeia em Moçambique”.

A despesa será, “nos termos da Decisão (PESC) 2021/2032 do Conselho, de 19 de Novembro de 2021, até ao montante global de 40 milhões de euros”, acrescenta-se.

A resolução determina, no entanto, que “os encargos financeiros resultantes” daquele valor “não podem exceder, em cada ano económico”, os montantes de 30 milhões de euros em 2022 e 10 milhões de euros em 2023. Mas, o montante fixado em cada ano económico “pode ser acrescido do saldo apurado no ano que lhe antecede”.

Ainda de acordo com o documento, “os encargos financeiros decorrentes da presente resolução são suportados por verbas inscritas ou a inscrever no orçamento da Direcção-Geral de Política de Defesa Nacional, exclusivamente provenientes da União Europeia”.

A resolução delega, “com a faculdade de subdelegação”, no membro do Governo responsável pela área da Defesa Nacional “a competência para a prática de todos os atos subsequentes a realizar no âmbito da presente resolução”, que produz efeitos a partir da data da sua aprovação.

A execução da medida desta assistência terá “a duração de 30 meses, a contar da data de celebração do contrato entre a Comissão Europeia e o Ministério da Defesa Nacional, envolvendo, durante os primeiros 12 meses, um financiamento europeu no valor de 40 milhões de euros”.

A província de Cabo Delegado, no norte de Moçambique, “vive uma grave crise a diversos níveis, designadamente humanitários, económicos e de defesa interna”, refere o documento.

A União Europeia “ciente das vulnerabilidades a que esta população está sujeita e a fim de evitar o contágio a outras províncias bem como aos países vizinhos, adoptou, ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz”, o estabelecimento de “uma Missão de Formação Militar da União Europeia em Moçambique (EUTM Moçambique)”, explica a resolução.

“Seguindo esta linha de orientação, a EUTM Moçambique tem como objectivo estratégico apoiar o reforço de capacidades das unidades das Forças Armadas moçambicanas selecionadas para constituir uma futura força de reação rápida, para que essas unidades desenvolvam as capacidades necessárias e sustentáveis para restabelecer a segurança em Cabo Delgado”, refere-se na resolução.

Habitualmente, a Comissão Europeia elege para a implementação e execução deste tipo de projectos as organizações não-governamentais.

No entanto, no caso concreto da província de Cabo Delgado, a Comissão Europeia “reconhecendo a mais-valia de ter Portugal directamente envolvido neste projecto, devido às boas relações existentes entre os dois países, quer pelo conhecimento privilegiado do terreno, quer pela proximidade da língua, optou por ter Portugal, através do Ministério da Defesa Nacional, como parceiro”, salienta a resolução.

Neste contexto, o Conselho estabeleceu, em 19 de Novembro de 2021, que a execução das medidas de assistência é atribuída ao Ministério da Defesa Nacional, a quem cabe entregar às unidades moçambicanas “equipamento individual para soldados, equipamento colectivo a nível da companhia, meios de mobilidade terrestres e anfíbios, dispositivos técnicos, e um hospital de campanha”.

O conflito já provocou mais de 3 100 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e mais de 859 mil deslocados, de acordo com as autoridades.

População em fuga após disparos junto à vila de Macomia

Residentes de Macomia, na província de Cabo Delgado, fugiram para as matas na noite passada devido a disparos nas imediações, relatam moradores.

“Desde as 18:00 houve disparos e fomos todos dormir nas matas”, relatou esta manhã à Lusa um habitante a partir de um esconderijo, numa altura em que ainda não há informação oficial sobre a situação.

A fuga da população foi justificada com os receios de insurgentes armados poderem voltar a entrar na vila e sede de distrito, tal como aconteceu em 2020, apesar de atualmente haver tropas a guarnecer a área.

A mesma fonte referiu que os tiros começaram a ser ouvidos a partir da zona onde está a base das forças armadas moçambicanas e da SAMIM, tropas dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A população de Macomia teme que se torne igualmente arriscado aceder aos campos de cultivo em redor da vila.

Outra fonte, ligada às milícias locais, disse estar em casa a preparar uma mala com roupa para rumar a Pemba, capital provincial, devido aos renovados receios de insegurança na vila.

Antes de o conflito alastrar, Macomia era um dos principais entrepostos comerciais e de transportes da província, por se situar a meio da única estrada pavimentada a ligar o norte e o sul de Cabo Delgado, a estrada nacional 380.

A sede de distrito fica a cerca de 200 quilómetros a sul de Palma e Mocímboa da Praia, zona dos projetos de gás, reconquistada com o apoio de forças ruandesas em julho de 2021.

Suspeita-se que os grupos rebeldes em fuga da ofensiva militar sejam responsáveis pelo ataques que têm acontecido noutros pontos de Cabo Delgado.

Antes dos disparos desta noite, as tropas moçambicanas combateram grupos armados que na última semana invadiram a ilha de Matemo.

Noutro ponto da região, no extremo norte, junto à fronteira com a Tanzânia, aldeias do distrito de Nangade têm sido alvo de incursões de insurgentes desde fevereiro.

As autoridades moçambicanas têm pedido apoios à comunidade internacional para financiar o esforço militar em Cabo Delgado, considerando que apesar das melhorias no controlo da região nos últimos oito meses, o combate contra as forças insurgentes ainda não está ganho.

O conflito já causou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 859 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

“Angola é País do Mundo em Que Dívida à China Tem Mais Peso na Despesa Pública”

Um estudo da universidade chinesa Fudan indicou que Angola é o país do mundo em que o serviço da dívida para credores chineses vai ter, este ano, maior peso na despesa pública.

O país africano vai destinar quase 5% do produto interno bruto (PIB) para pagar juros e amortizar empréstimos contraídos anteriormente a entidades chinesas, de acordo com o relatório divulgado pelo Centro de Finanças e Desenvolvimento Verde da Universidade Fudan, uma das mais prestigiadas universidades chinesas, em Xangai.

De acordo com a agência de notação financeira Standard & Poor’s, Angola deve cerca de 21 mil milhões de dólares à China. O petróleo serve como garantia das linhas de crédito negociadas com Pequim.

O estudo da Fudan mostrou que, ao todo, os países mais pobres do mundo vão pagar, este ano, cerca de 13,7 mil milhões de dólares a credores chineses, ou 26% do conjunto do serviço da dívida destes países.

O relatório, elaborado por Mengdi Yue e Christoph Nedopil Wang, referiu que o montante dos empréstimos da China aos países em desenvolvimento só é superado pelo da Associação Internacional de Desenvolvimento do Banco Mundial.

A carga da dívida colectiva enfrentada pelos 68 países de rendimento baixo aumentou 12%, para um recorde de 860 mil milhões de dólares, em 2020. Em comparação com 2015, o número de países que mostram sinais de sobreendividamento duplicou.

A China é o maior credor de 17 países, a par do Banco Mundial, segundo o mesmo estudo.

Como o principal credor de 17 países de renda baixa, a China “tem mais responsabilidade e oportunidades de fornecer apoio bilateral e multilateral à reestruturação da dívida do que outros países”, escreveram os autores do relatório.

Moçambique é um dos Primeiros Países a Receber Ajuda da ICAO

Moçambique é um dos primeiros países a beneficiar da ajuda ‘Corredor Sanitário’, da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO), tendo recebido material, apoio, formação e outros recursos, anunciou esta entidade que reúne as companhias aéreas. Na mesma esfera está a Angola a beneficiar-se do apoio.

“Moçambique e Angola tornaram-se os primeiros países no mundo a beneficiar do pacote de implementação ‘Corredor Sanitário’ da ICAO, que é uma das várias ferramentas de recuperação da pandemia fornecidas pela ICAO aos governos nacionais”, anunciou a entidade.

Em comunicado, a ICAO afirma ainda que “os pacotes de implementação serviram como recursos fundamentais de combate à pandemia durante os esforços de recuperação do sector do transporte aéreo” e é composto de “material de orientação, apoio de peritos, formação e outros recursos, correspondendo às últimas recomendações do grupo de trabalho do conselho da ICAO para a recuperação da aviação, da Organização Mundial de Saúde e de outros contribuintes para o ‘Manual de Testagem e Medidas transfronteiriças de Gestão de Risco’”.

Este pacote, disse o secretário-geral da ICAO, Juan Carlos Salazar, citado no comunicado, “permite aos Estados melhorar a preparação e as respostas a eventos de saúde pública, e mais especificamente a darem passos para estabelecer corredores definidos entre destinos específicos que têm implementadas medidas completas de saúde e segurança”.

O conjunto de medidas tem servido como “recursos fundamentais globais contra a pandemia durante os esforços de recuperação do transporte aéreo, em áreas incluindo a gestão do risco de segurança, facilitação de passageiros e cargos, segurança da aviação e reabertura de aeroportos”, lê-se na nota.

“É com muita honra e prazer que a Autoridade de Aviação Civil de Moçambique recebeu este convite para ser parte do projecto pioneiro da ICAO chamado ‘Corredor Sanitário’, juntamente com Angola, um país com quem Moçambique tem uma longa história de laços políticos e socioculturais”, comentou o presidente da Autoridade de Aviação Civil de Moçambique, João Martins de Abreu.

“Ser escolhido para estar no centro de preceitos que vão ajudar outros países a lidar melhor com situações similares às que o mundo está a viver é motivo de satisfação para o nosso país, e mais uma vez reiteramos o nosso empenho nas causas da aviação civil, e na salvaguarda da protecção dos profissionais no nosso sector, bem como da população em geral”, acrescentou o responsável.

Lavrov acusa ocidente de declarar “guerra total” à Rússia

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, acusou hoje o ocidente de ter declarado uma “guerra total” à Rússia com o objetivo de “destruir” a sua economia e o país.

“Foi-nos declarada uma guerra híbrida total, com o objetivo de destruir, quebrar, aniquilar, estrangular a economia russa, e a Rússia no seu todo”, afirmou Lavrov durante um encontro com uma fundação diplomática russa.

“Este termo [guerra total], que utilizava a Alemanha hitleriana, é agora pronunciado por muitos políticos europeus quando explicam o que pretendem fazer à Rússia”, precisou.

O desempenho central da Rússia na derrota da Alemanha de Hitler em 1945 permanece no centro da identidade nacional russa e do discurso patriótico de Vladimir Putin.

O Presidente russo tinha já utilizado estes termos, numa alusão ao regime nazi, quando denunciou o “blitzkrieg” económico do ocidente ou comparou a suas sanções aos “pogroms anti-semitas”.

No decurso da sua intervenção de hoje, Lavrov também observou que as duras sanções ocidentais demonstram claramente “que todos os valores que infundem os colegas ocidentais, a liberdade de expressar as suas opiniões, a economia de mercado, a inviolabilidade da propriedade privada, não valem nada para eles”.

“Quando o ocidente necessitou de fazer algo de concreto contra a Rússia, desprezou esses valores”, frisou.

No decurso do primeiro mês no que é descrito pela Rússia como uma “operação militar especial” na Ucrânia, com a entrada de milhares de soldados no país vizinho e também com o objetivo de garantir a “desnazificação” do regime de Kiev, o ocidente impôs diversas medidas dirigidas à cadeia logística, à economia e ao sistema financeiro russo, que também abrangem o Presidente Vladimir Putin e diversos oligarcas russos.

No entanto, Lavrov assegurou que a Rússia não está isolada.

“Temos muitos amigos, aliados, parceiros no mundo, um grande número de associações com quem a Rússia trabalha em países de todos os continentes, e vamos continuar a fazê-lo”, disse Lavrov.

Assegurou ainda que uma larga maioria de países não se vai juntar à política de sanções ocidentais contra a Rússia.

O chefe da diplomacia russa também condenou a resolução aprovada pela ONU na quarta-feira que condena a designada “operação militar especial” e pede a retirada imediata das tropas russas.

Dos 193 Estados-membros das Nações Unidas, 141 apoiaram o texto e cinco votaram contra, a Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia.

“Apesar da propaganda justificada com os votos a favor da resolução provocadora aprovada na ONU, a imensa maioria dos países do mundo que não são parte do ocidente (…) não pretendem censurar de forma unilateral uma das partes” em conflito, argumentou, ao assinalar que muitos “são alvo de pressões colossais”.

Lavrov apelou à resistência a esta “propaganda” e contrapôs “o estado efetivo das relações económicas e comerciais” entre a Rússia e a comunidade internacional.

“A imensa maioria do mundo não aderiu e não vai aderir a estes jogos de políticas de sanções do ocidente”, afirmou, antes de considerar que a maioria da comunidade internacional “pretende o desenvolvimento de uma cooperação internacional em igualdade de direitos” baseada na “igualdade soberana” dos Estados.

“O ocidente viola grosseiramente estes princípios e impõe aos demais a sua superioridade. Temos visto na nossa História, e na História da Europa, tentativas semelhantes de subjugar tudo e todos, e essas tentativas estão condenadas ao fracasso”, concluiu.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, mais de 1.000 mortos, incluindo 90 crianças, e mais de 1.500 feridos, dos quais 118 são menores.

O conflito também provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,7 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

 

72 estrangeiros inteditos de entrar no país

Setenta e dois indivíduos estrangeiros, oriundos de vários países, foram impossibilitados de entrar no país pelo Serviço Nacional de Migração (SENAMI) durante a primeira quinzena de Março do ano em curso.

A informação foi avançada pelo porta-voz do SENANI, Celestino Matsinhe, ontem, em conferência de imprensa. Matsinhe avançou que a recusa dos 72 emigrantes deve-se a várias irregularidades, das quais,  falsas declarações (21), desconhecimento do local de hospedagem (21), falta de visto correspondente ao motivo de viagem [visto de trabalho] (17), porte de passaporte com validade inferior a seis meses (sete), permanência no exterior por mais de 90 dias (três), falta de meios de subsistência (dois) e passaporte com carimbo de movimento migratório falso (um).

O SENAMI aponta ainda que, os postos de travessia que mais registaram o barramento de estrangeiros, no período em análise, foram o Aeroporto de Mavalane, cidade de Maputo, com 2; Aeroporto de Melosa, Zambézia, com 19; Namaacha, Maputo, Machipanda, Manica, todos com cinco casos.

Ucranianos pedem à UE que encerre fronteiras com Rússia e Bielorrússia

O Governo de Kiev pediu hoje à União Europeia (UE) que encerre as suas fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia, país aliado de Moscovo na invasão da Ucrânia pelo exército russo há um mês.

“OMinistério das Infraestruturas propõe à UE o bloqueio total das ligações terrestres e marítimas com a Rússia e a Bielorrússia”, solicitou o organismo ucraniano numa publicação na rede social Telegram.

Estas “medidas são necessárias” para “travar o fornecimento ao país agressor de bens de dupla finalidade, que podem ser usados para fins militares”.

O ministério ucraniano também pediu aos 27 que “bloqueiem o transporte de mercadorias e pessoas” para a Rússia e a Bielorrússia “através do território da UE e através das suas fronteiras”, especificando que enviaram” um “pedido oficial à Comissão Europeia (CE)”.

O enceramento das fronteiras entre a UE com a Rússia e a Bielorrússia seria um reforço das restrições já impostas pelo ocidente desde o início do conflito russo-ucraniano há um mês.

De acordo com Kiev, isso “aumentaria a pressão económica” sobre Moscovo e Minsk, já que “empresas russas encontram maneiras de contornar” as múltiplas sanções económicas impostas pela UE.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, mais de 1.000 mortos, incluindo 90 crianças, e mais de 1.500 feridos, dos quais 118 são menores.

O conflito também provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,7 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Ucrânia: Berlim anuncia forte redução das importações de energia russa

A Alemanha anunciou hoje que vai reduzir de forma rápida e significativa a dependência em relação à energia da Rússia e prevendo para já uma grande diminuição na importação de petróleo e carvão até ao próximo outono.

“Até o meio do ano, as importações russas de petróleo para a Alemanha devem baixar para metade e queremos uma ‘quase independência” até ao final do ano”, indica um comunicado do Ministério da Economia divulgado hoje.

“Até o outono podemos tornar-nos totalmente independentes do carvão russo” indica o mesmo documento, acrescentando que em relação ao gás, a Alemanha pode ficar “‘bastante’ independente (…) em meados de 2024”.

A medida é uma consequência da última invasão da Ucrânia iniciada no dia 24 de fevereiro.

No mesmo sentido, os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram hoje a criação de um grupo de trabalho que visa a redução da dependência da Europa em relação às energias fósseis russas.

Os Estados Unidos vão esforçar-se para fornecer à Europa 15 mil milhões de metros cúbicos suplementares de gás natural liquefeito (GNL) durante o corrente ano.

A iniciativa envolve o chefe de Estado norte-americano, Joe Biden e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen.

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