O Zimbabwe anunciou a suspensão das negociações com os Estados Unidos da América (EUA) referentes a um novo acordo na área da saúde, que visava substituir um programa de ajuda anteriormente desmantelado durante a presidência de Donald Trump. A informação foi divulgada pela embaixada dos EUA em Harare.
Em comunicado, a embaixadora Pamela Tremont lamentou a decisão do governo zimbabweano, destacando que a colaboração poderia ter trazido “benefícios extraordinários às comunidades zimbabweanas”, particularmente aos 1,2 milhões de indivíduos que actualmente recebem tratamento contra o HIV através de programas apoiados pelos EUA.
“Passaremos agora à difícil tarefa de encerrar a nossa assistência na área da saúde no Zimbabwe”, afirmou Tremont, conforme relatado pela Agence France Press (AFP).
O acordo, que previa um financiamento de 367 milhões de dólares ao longo de cinco anos, foi considerado desequilibrado pelas autoridades zimbabweanas. Uma carta datada de 23 de Dezembro, assinada pelo secretário permanente dos Negócios Estrangeiros, indica que o Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, instruiu a suspensão das conversações, argumentando que os termos propostos comprometiam a autonomia do país.
A missiva enfatiza a necessidade de interromper negociações que, segundo o governo zimbabweano, “minam de forma flagrante a soberania e a independência do Zimbabwe”.
Enquanto isso, Washington tem avançado com novos acordos bilaterais de assistência sanitária em diversos países africanos, após o encerramento da histórica agência USAID e a redução do papel das organizações não-governamentais nos programas financiados pelos EUA. Entre os países que aderiram a esta nova iniciativa encontram-se o Quénia, Ruanda, Uganda, Lesoto e Eswatini.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Parcerias (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador do Cluster de Educação para Maputo. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Técnico de Educação (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Motorista de Camião para Matola. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Infra-estruturas (Manhiça). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Controlo Interno e Salvaguarda (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador Sénior de Finanças de Programas para Maputo. Saiba mais.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) efetuou, recentemente, a detenção de um indivíduo na cidade de Maputo, encontrado na posse de 120 embrulhos de cannabis sativa, vulgarmente conhecida como suruma. A substância entorpecente é oriunda da vizinha África do Sul.
Marta Pereira, Porta-voz da PRM na capital, revelou que o suspeito abandonou a droga num autocarro de transporte de passageiros, com destino à cidade de Tete.
A operação policial destaca a vigilância e o empenho das autoridades na luta contra o tráfico de drogas no país.
O Hospital Central de Maputo (HCM) anunciou a adopção de novas medidas para melhorar a qualidade dos serviços prestados aos seus utentes. Esta iniciativa surge num contexto de crescente procura e necessidade de respostas céleres no sector da saúde.
As autoridades do HCM confirmaram a aquisição de novos equipamentos médicos, assim como a contratação de profissionais de saúde adicionais. Estas acções visam garantir um atendimento mais eficiente e humano, respondendo às necessidades emergentes da população.
O reforço dos meios inclui também a formação contínua dos colaboradores já existentes, com o intuito de optimizar as competências e capacidades no atendimento. A administração do hospital sublinhou a importância de criar um ambiente propício à recuperação dos pacientes, bem como à redução dos tempos de espera.
A população é encorajada a utilizar os serviços do HCM, estando cientes das melhorias implementadas. O hospital reafirma o seu compromisso em proporcionar cuidados de saúde de qualidade, alinhados com as melhores práticas internacionais.
As novas medidas já estão em vigor e a administração do HCM está atenta ao feedback dos utentes, visando sempre a excelência no atendimento.
A província de Inhambane enfrenta uma situação alarmante, com pelo menos 53 mil pessoas a terem o acesso à assistência sanitária comprometido devido à destruição de 25 unidades de saúde pelo ciclone Gezani.
A informação foi divulgada pelo director provincial de Saúde, Carlos Cossa, em entrevista à Rádio Moçambique, que caracterizou a situação como crítica.
Os danos reportados abrangem hospitais e centros de saúde situados nos distritos de Jangamo, Morrumbene, Massinga, bem como nas cidades de Inhambane e Maxixe.
Cossa referiu que a calamidade provocou destruições em edifícios, equipamentos médicos e stocks de medicamentos, complicando o atendimento de consultas de rotina, tratamentos de doenças crónicas e campanhas de vacinação.
Enquanto o levantamento dos estragos avança, pacientes estão a ser encaminhados para unidades de saúde mais afastadas, enfrentando muitas vezes longas deslocações para receber os cuidados médicos necessários.
As autoridades de saúde apelam à solidariedade e à mobilização de recursos para minimizar os impactos da catástrofe.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de um indivíduo que, no passado fim-de-semana, escalou um prédio localizado no bairro Central, na cidade de Maputo.
O suspeito conseguiu entrar numa residência situada no quinto piso, onde subtraiu três telemóveis e um relógio.
As autoridades policiais informaram que a detenção ocorreu após um intenso trabalho de investigação, no qual a corporação seguia pistas sobre o paradeiro do suspeito. Durante as diligências, alguns dos bens furtados foram já recuperados.
As investigações prosseguem com o intuito de localizar um dos telemóveis, que, segundo informações, foi vendido no mercado Estrela Vermelha, em Maputo.
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Hoje, cerca de quatro mil jovens partiram de diversas localidades de Moçambique rumo à Escola Prática da Polícia de Matalana, na província de Maputo, para participar no XLIV Curso Básico de Formação de Guardas da Polícia da República de Moçambique (PRM).
Os candidatos da cidade de Maputo reuniram-se nas primeiras horas do dia no Comando da PRM, transportando os materiais necessários para o início do curso.
Este programa formativo terá a duração de nove meses, com o objectivo de preparar tecnicamente e eticamente os futuros guardas da polícia. Durante este período, os formandos irão receber instruções que abordam não só a formação técnica, mas também a disciplina e a ética profissional.
Em declarações ao “Notícias Online”, vários encarregados de educação expressaram a sua esperança em relação ao desempenho dos jovens durante a formação. A expectativa é alta, dado o papel fundamental que os novos guardas desempenharão na segurança pública do país.
Recentemente, o comandante-geral da PRM, Joaquim Sive, fez uma visita à Escola Prática de Matalana, onde avaliou as condições logísticas e pedagógicas da instituição, no âmbito dos preparativos para o arranque do curso.
A formação representa um passo significativo na luta pela melhoria dos serviços de segurança em Moçambique, sublinhando o compromisso da PRM com a qualidade da instrução e a formação contínua dos seus agentes.
As autoridades policiais de Maputo anunciaram, na manhã de hoje, a detenção de um indivíduo vinculado ao tráfico de “soruma”, uma substância psicoativa que tem suscitado preocupação nas comunidades locais.
A operação que resultou na captura do suspeito ocorreu no Bairro da Mafalala, onde a polícia recebeu informações sobre actividades ilícitas relacionadas ao comércio desta droga. Durante a abordagem, os agentes encontraram uma quantia significativa de “soruma” em posse do detido, corroborando assim as denúncias de tráfico.
A polícia revelou que esta apreensão é parte de um esforço contínuo para combater o tráfico de drogas e garantir a segurança da população. As autoridades reiteraram a necessidade de vigilância activa e colaboração dos cidadãos na denúncia de práticas ilícitas.
O detido será apresentado ao Ministério Público para o regular prosseguimento do processo legal, enquanto a polícia intensifica as operações para erradicar o comércio de substâncias perigosas em Maputo e nas localidades circunvizinhas.
As autoridades apelam à população que mantenha uma postura de alerta e que colabore com as forças da ordem na luta contra o tráfico de drogas, um problema que afecta a estrutura social e bem-estar da comunidade.
Faltando apenas quatro dias para o encerramento do processo de recenseamento militar, o Centro Provincial de Recrutamento e Mobilização (CPRM) da Província de Maputo já ultrapassou a meta estabelecida para o ano de 2026.
Segundo dados divulgados pela delegada do CPRM, Fátima Cossa, até ao dia 20 de Fevereiro, foram recenseados 25.186 jovens, superando o objectivo previsto de 25.000.
Dentre os jovens recenseados, 13.969 são do sexo masculino e 11.217 do sexo feminino, resultando num grau de execução de 100,74 por cento. Para a realização deste processo, a província de Maputo disponibilizou 82 postos de recenseamento militar.
O processo de recenseamento militar está agendado para concluir no dia 28 de Fevereiro.
O Serviço Distrital de Planeamento e Infra-Estruturas de Moma, na província de Nampula, anunciou o cancelamento de um concurso público destinado à construção de 22 fontes de água, equipadas com bomba manual do tipo AFRIDEV.
Esta decisão foi comunicada oficialmente através de um anúncio datado de 17 de Fevereiro de 2026.
O comunicado explica que a anulação ocorreu devido a irregularidades identificadas durante a avaliação das propostas subjacentes ao concurso. O documento sublinha que o procedimento foi considerado inválido, resultando na sua não produção de efeitos em conformidade com a legislação vigente relativa à contratação de empreitadas de obras públicas, fornecimento de bens e prestação de serviços ao Estado.
Os detalhes adicionais sobre as implicações desta decisão ainda não foram divulgados, deixando a comunidade local atenta a possíveis desenvolvimentos.
As actividades turísticas no Parque Nacional do Limpopo estão actualmente suspensas em decorrência dos severos danos causados pelas cheias e inundações que afectaram a região.
O Administrador do parque, Francisco Pariela, revelou que o estado crítico das estradas dentro da área protegida impossibilita a circulação de turistas.
De acordo com Pariela, esforços estão a ser implementados em colaboração com o Kruger Park, localizado na África do Sul, visando a recuperação e a retoma das actividades turísticas no parque. As acções estão a ser direccionadas para restaurar a infra-estrutura afectada e assegurar a segurança de todos os visitantes.
O Parque Nacional do Limpopo, uma importante área de conservação em Moçambique, atrai turistas em busca de experiências únicas na natureza e observação de fauna.
Neste momento, as autoridades locais apelam à compreensão da população e dos visitantes enquanto trabalham para ultrapassar os desafios impostos pelas condições climatéricas adversas.
O Serviço Provincial de Migração da cidade de Maputo alertou, recentemente, para a presença de indivíduos que se fazem passar por intermediários no processo de emissão de documentos de viagem.
Esta prática irregular tem gerado preocupações significativas, uma vez que pode comprometer a segurança e a integridade dos cidadãos.
Ivan Cossa, chefe das Operações Migratórias na Província de Maputo, anunciou a criação de uma campanha de produção massiva de documentos de viagem, realizada no último fim-de-semana. Esta iniciativa visa combater as intermediações fraudulentas que têm surgido nos processos de emissão de passaportes.
A campanha pretende, assim, reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições oficiais e assegurar que o acesso aos serviços migratórios seja feito de maneira transparente e eficiente.
As autoridades apelam à população para evitarem recorrer a intermediários e que procurem directamente os canais oficiais no que toca à obtenção de documentos de viagem.
Os Serviços Secretos dos Estados Unidos anunciaram, no passado domingo, a morte de um homem que tentou invadir a residência do Presidente Donald Trump, localizada em Mar-a-Lago, na Florida. O incidente teve lugar a 22 de Fevereiro, pelas 01h30 locais.
Segundo o comunicado divulgado, o indivíduo, cuja identidade ainda não foi revelada, estava na casa dos 20 anos e foi morto a tiro pelos agentes dos Serviços Secretos e um delegado do gabinete do Xerife do condado de Palm Beach. O homem entrou sem autorização no perímetro de segurança da propriedade, pelo que os agentes foram obrigados a responder à situação.
O comunicado revela que houve uma troca de tiros entre o suspeito e as autoridades. O homem foi avistado junto ao portão norte da propriedade, aparentando estar armado com uma caçadeira e um bidão de combustível.
Na altura do incidente, o Presidente norte-americano não se encontrava em Mar-a-Lago, tendo feito a sua residência na Casa Branca, em Washington DC.
As motivações do ato, o histórico do suspeito e outros detalhes estão a ser investigados, com a participação do FBI, dos Serviços Secretos e do gabinete do Xerife do condado de Palm Beach.
Duas das doze pontes metálicas destinadas à melhoria do trânsito em várias rodovias da província do Niassa já se encontram em território moçambicano.
As estruturas serão instaladas sobre os rios Lochessi e Lulanga, ao longo da estrada que liga Majune a Mavago.
O Delegado da Administração Nacional de Estradas, Oreste Zezela, afirmou que o sector está a desenvolver esforços para a implementação destas infra-estruturas essenciais. A chegada destas pontes é um passo significativo para a melhoria das condições de circulação na região, que frequentemente enfrenta desafios devido à degradação das vias.
As autoridades locais esperam que a construção e a eventual instalação das pontes contribuam para um tráfego mais seguro e eficiente, beneficiando ainda a mobilidade das comunidades.
Um produtor de gado do distrito de Marara viu-se envolvido numa situação dramática, ao perder cerca de 100 cabeças de gado, avaliadas em 1,2 milhão de meticais.
Acredita-se que a perda esteja ligada a uma tentativa de facilitar clandestinamente o ingresso do seu filho no curso básico da Polícia da República de Moçambique (PRM), que decorre em Matalane.
De acordo com informações fornecidas pelo Comando Provincial da PRM em Tete, um cidadão de 34 anos foi detido por alegadamente utilizar credenciais falsas, com a intenção de se fazer passar por um membro da PRM. Este evento marca a segunda detenção, apenas neste mês, por envolvimento em atividades semelhantes no município.
O suspeito, ao ser interrogado, afirmou ter recebido 220 mil meticais relacionados a essa tentativa. Desse montante, 120 mil seriam destinados a um agente da PRM que, supostamente, iria auxiliar no processo de admissão do jovem. Os restantes 100 mil seriam um pagamento directo feito pelo produtor como forma de gratidão ao alegado intermediário. Quando o acusado percebeu que a situação não evoluiria como planeado, informou o seu comparsa, alegando que o agente em questão já não residia na província de Tete.
As autoridades continuam a investigação, enquanto tentam entender a extensão das parcerias clandestinas que podem estar a ocorrer nas proximidades.
O Banco Mundial comprometeu-se a disponibilizar cerca de 6 bilhões de dólares para a implementação de projectos de investimento público em Moçambique.
A informação foi divulgada esta tarde pela Ministra das Finanças, Carla Louveira, durante o lançamento oficial de um programa de parceria recentemente aprovado pela instituição financeira.
O evento decorreu em Maputo, após um encontro entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e representantes do Banco Mundial. Este programa visa impulsionar o desenvolvimento de projectos estruturais no país, abrangendo o período de 2026 a 2031.
A ministra destacou a importância deste investimento não apenas para a infra-estrutura, mas também para o crescimento económico sustentável e a melhoria das condições de vida da população moçambicana. A iniciativa surge num contexto de necessidade de reabilitação e expansão de várias áreas, incluindo educação, saúde e transportes.
Seis jovens encontram-se detidos sob a suspeita de estarem envolvidos em casos de homicídio agravado e vandalismo, especificamente na destruição de postes de média tensão em várias localidades da província de Inhambane.
As detenções ocorreram nos distritos de Jangamo, Panda, Maxixe e Massinga, onde diversas infracções foram reportadas.
Em Jangamo, a destruição de postes de média tensão atingiu um total de 13 unidades. Noutro incidente, um cidadão de 23 anos foi apanhado a roubar 72 chapas de zinco em Massinga. Na Maxixe, um dos indiciados furtou uma rebarbadeira, enquanto em Panda, dois jovens foram detidos por furto de gado bovino.
Adérito Ofumane, Porta-voz do Comando Provincial da Polícia, comunicou os detalhes durante o habitual briefing semanal à imprensa, mencionando que as detenções foram fruto de denúncias recebidas pela corporação sobre os danos ocorridos. A situação levanta questões sobre a segurança e a necessidade de um aumento na vigilância nas comunidades afectadas.
Num gesto de solidariedade, a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) entregou 870 livros escolares a crianças das províncias de Maputo e Gaza, afectadas por recentes inundações.
A oferta engloba material didáctico destinado às disciplinas de Matemática e Ciências Naturais, nas turmas da terceira e quarta classe.
A cerimónia de entrega contou com a presença da ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, que enfatizou a relevância deste apoio para a recuperação do processo de ensino nas áreas atingidas. A ministra sublinhou que as cheias provocaram danos significativos nas infra-estruturas escolares e resultaram na perda de material didáctico fundamental, comprometendo assim o ensino.
O representante da JICA, Otsuka Kasuki, reafirmou o compromisso da organização em continuar a apoiar Moçambique em tempos de dificuldade. Kasuki destacou a importância do acesso ao conhecimento como forma de garantir a continuidade dos estudos das crianças afectadas pelas inundações.
Esta iniciativa surge num período crítico, em que muitas escolas se debatem com a necessidade urgente de recuperar a normalidade e proporcionar um ambiente propício ao aprendizado.
O Governo de Moçambique não recebeu, até ao momento, qualquer notificação da Mozal sobre o fim dos contractos de trabalho dos seus colaboradores.
Em declarações feitas em Maputo, o porta-voz do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Baltazar Domingos, assegurou que as autoridades estão a acompanhar a situação e a envidar esforços para evitar o encerramento da referida empresa.
As afirmações surgiram no contexto da ameaça de encerramento da Mozal, uma das maiores indústrias do país, cujas operações se iniciaram em 2000. Baltazar Domingos enfatizou que o Executivo está empenhado em encontrar soluções que protejam os mais de mil postos de trabalho directos e os aproximadamente quatro mil empregos associados às subsidiárias da empresa.
“Estamos a desenvolver um esforço para garantir que a Mozal não encerre, dado os impactos negativos que tal decisão teria para a própria empresa, para os trabalhadores e suas famílias, para o Estado, bem como para as outras firmas que lhe prestam serviços”, afirmou o porta-voz.
Em complemento, Damião Simango, secretário-geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique Central-Sindical (OTM-CS), alertou que a falta de consenso entre o Governo e a Mozal poderá trazer consequências avassaladoras para o país.
Simango destacou que a multinacional representa cerca de quatro por cento das receitas do Produto Interno Bruto nacional, caracterizando-se como uma peça fulcral da economia moçambicana.
O dirigente sindical alertou ainda para o risco de o conflito ser mal gerido, o que poderia expor a fragilidade estrutural do modelo económico de Moçambique, marcada pela dependência de megaprojectos e pela escassa integração nacional, incidindo na ausência de uma cadeia de valor doméstica e de uma política industrial robusta.
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