Os parceiros de cooperação estão disponíveis a manter apoio, tanto financeiro como em espécie, para a assistência às pessoas afectadas pelas cheias e inundações na região sul do país, em particular na província de Maputo.
A informação foi partilhada em Maputo, pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, momentos após o término do Conselho Coordenador da Gestão de Calamidades, dirigido pelo Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane.
Na ocasião, Meque referiu que desde o primeiro momento o INGD está a trabalhar com os parceiros, privados e singulares, para assistir as pessoas afectadas.
Pelo menos 36.187 pessoas morreram e outras 108.000 ficaram feridas na Turquia após os dois fortes sismos que atingiram o país em 06 de fevereiro, declarou a agência de gestão de emergências e desastres da Turquia (AFAD).
Os sismos provocaram a queda de milhares de edifícios – sob os quais dezenas de milhares de corpos ainda podem estar soterrados, alertaram vários especialistas turcos e internacionais – e outras 50.000 edificações foram gravemente danificadas e terão de ser demolidas.
Hoje, uma jovem de 17 anos foi resgatada com vida depois de passar 248 horas presa nos escombros de um prédio na província de Kahramanmaras, onde foi registado o epicentro do primeiro terramoto.
A região afetada pelos sismos, de magnitude 7,8 e 7,5, estende-se por mais de 100 mil quilómetros quadrados e abriga cerca de 14 milhões de pessoas.
De acordo com a AFAD, mais de 216 mil pessoas foram retiradas das províncias mais afetadas pelos terramotos.
Coskun Aral, jornalista e fotógrafo de guerra que esteve na zona do desastre, garantiu à agência de notícias EFE que existem dezenas de milhares de cadáveres sob os escombros e que alguns permanecerão ali por muito tempo.
“Estive em muitas zonas de guerra e desastres, mas nunca vi nada parecido com isso”, declarou Coskun, alertando ainda que surtos de cólera podem acontecer se uma ação forte não for tomada agora.
“Já existe sarna, as pessoas não se conseguem lavar desde o primeiro dia”, afirmou o jornalista.
Deniz Yavuzyilmaz, deputado do principal partido da oposição social-democrata CHP, assegurou que existe o risco de uma epidemia porque os cadáveres que permanecem nos escombros estão a começar a decompor-se e que os membros das equipas de resgate que removem os corpos não se podem lavar ou trocar de roupa.
Alpay Azap, especialista em doenças infecciosas, indicou que ainda não há epidemia na área, mas existe o risco, e que é importante que os corpos que ainda estão nos escombros sejam enterrados adequadamente.
Azap também mencionou o risco de transmissão para humanos de doenças de animais que morreram no terramoto, além de diarreia devido a problemas no abastecimento de água potável.
No dia 06 de fevereiro, a Turquia e a Síria foram atingidas por um terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter — com epicentro em território turco -, a que se seguiram várias réplicas, uma das quais de magnitude 7,5.
Até ao momento, cerca de 5.000 pessoas morreram na Síria devido aos sismos.
O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças de África considerou hoje que o surto do vírus de Marburg confirmado na Guiné Equatorial não deve “semear pânico”, sublinhando o empenho dos especialistas para que não se espalhe.
“Neste momento, não vemos nenhum perigo para além do das comunidades afetadas e estamos a trabalhar para manter esse risco baixo”, disse Ahmed Ogwell, diretor interino daquele centro (África CDC, na sigla em inglês), numa conferência de imprensa para falar deste surto e também das infeções por Mpox (ou varíola dos macacos).
“Temos um surto [de febre hemorrágica causada pelo vírus de Marburg] que está numa comunidade perto de duas fronteiras, com os Camarões e o Gabão. Mas isso não deve semear o pânico, porque estamos a trabalhar de perto para garantir que não se espalhe”, sublinhou.
O surto foi detetado na província de Kié-Ntem, no oeste da região continental da Guiné Equatorial, que confirmou na segunda-feira a morte até então de nove pessoas devido à doença, e depois disso não foram detetados novos contágios, segundo informação avançada na quarta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
As autoridades da Guiné Equatorial mantêm agora 21 pessoas “isoladas”, enquanto laboratórios naquele país e o organismo de saúde pública de África analisam os testes recolhidos.
Entre as medidas que foram tomadas, Ogwell destacou a limitação dos movimentos, uma campanha de sensibilização e o destacamento de pessoal de saúde para as pessoas que apresentam os sintomas desta doença “testadas serem tratadas”.
Da mesma forma, o África CDC está a cooperar “de perto” com os Camarões e o Gabão “para evitar a propagação” do surto, países onde a OMS garantiu que no momento, não há nenhum caso confirmado, estando a colaborar com o Ministério da Saúde camaronês para “investigar um alerta naquele país”.
“Temos muita experiência com febres hemorrágicas e queremos garantir que vamos acabar com este surto o mais rápido possível”, acrescentou Ogwell.
A doença de Marburg é uma febre hemorrágica viral altamente infeciosa, da mesma família e tão mortal como a doença do vírus Ébola, mais conhecida.
No passado, foram detetados surtos e casos esporádicos desta doença noutros países africanos, como Angola, Gana, Guiné-Conacri, República Democrática do Congo, Quénia, África do Sul e Uganda e estima-se que tenha matado mais de 3.500 pessoas em África.
Os morcegos-da-fruta são os hospedeiros naturais deste vírus, que quando transmitido aos seres humanos pode ser espalhado através do contacto direto com fluidos como sangue, saliva, vómito ou urina.
Sobre o Mpox, o responsável do África CDC anunciou esperar que as vacinas cheguem finalmente ao continente “dentro de duas semanas, no máximo” depois de meses à espera de doses disponíveis.
As vacinas irão primeiro para países com necessidade aguda e mais casos, detalhou Ahmed Ogwell, sabendo-se que o Congo e a Nigéria tiveram o maior número de infeções por Mpox.
Em julho, a OMS designou o Mpox como uma emergência global devido a surtos na Europa e na América do Norte e apelou ao mundo para que apoiasse os países africanos, mas nenhum país rico partilhou vacinas ou tratamentos com o continente africano, mesmo quando os casos noutras regiões diminuíram.
No início de dezembro, o África CDC disse que o continente iria receber o seu primeiro lote de 50.000 vacinas Mpox através de uma doação da Coreia do Sul, que seria usado primeiro para profissionais de saúde e pessoas que vivem nas áreas mais atingidas.
O Mpox é uma doença rara causada por infeção com um vírus da mesma família que causa varíola, endémica em partes de África, onde as pessoas foram infetadas através de picadas de roedores e outros pequenos animais.
Desde 2000, África reportou cerca de 1.000 a 2.000 casos suspeitos de Mpox todos os anos, mas o número subiu para mais de 3.000 no ano passado.
O Ministério Talibã de Promoção da Virtude e Prevenção do Vício proibiu que o Dia dos Namorados, celebrado em muitos países na última quarta-feira (14), fosse comemorado no Afeganistão.
De acordo com a agência de notícias afegã Khaama Press, membros do grupo extremista que voltou ao poder no país em agosto de 2021 afirmaram que a data é uma cultura estrangeira. Assim, comemorá-lo não seria uma atitude compatível com os valores da cultura muçulmana.
O Talibã teria divulgado o comunicado um dia antes da celebração da data, alertando que as comemorações não seriam permitidas no país, segundo informações da agência afegã.
Além da proibição do Dia dos Namorados, o governo do Talibã proibiu recentemente a celebração do feriado de Noruz, que marca o Ano-Novo do calendário persa, por não ser considerado parte da cultura islâmica.
A polícia da Sérvia deteve, na quinta-feira, cinco pessoas por suspeita de tentativa de derrubar o presidente deste país dos Balcãs, durante um protesto na noite de quarta-feira, e por posse ilegal de armas.
Os homens detidos – alguns com alegados vínculos ao grupo mercenário russo Wagner, participaram num protesto na noite de quarta-feira, que incluiu grupos de extrema-direita e pró-rússos, exigindo que o presidente populista Aleksander Vucic rejeite um plano apoiado pelo Ocidente para normalizar os laços com a província separatista sérvia do Kosovo.
Vucic mostrou-se disponível para acolher o plano dos países ocidentais, prometendo que não se oporá à adesão do Kosovo a instituições internacionais, incluindo as Nações Unidas, em troca de uma rápida adesão da Sérvia à União Europeia.
Os manifestantes reuniram-se em frente ao prédio da presidência, no centro de Belgrado, empunhando faixas que diziam “Kosovo é o coração da Sérvia”, “Sem rendição” e “Traição ao Kosovo é traição à Rússia!”.
As autoridades sérvias rapidamente travaram os protestos, alegando que se tratava uma tentativa de golpe contra o presidente e contra o Governo.
O Ministério do Interior informou hoje que os cinco homens foram presos sob suspeita de pedir “o derrube violento do Governo e do presidente da Sérvia, bem como pela posse de armas e materiais explosivos”.
Na quarta-feira, Vucic tinha acusado os manifestantes de serem anti-sérvios e de receberem financiamento e apoio de “um país estrangeiro”, aparentemente referindo-se à Rússia.
O embaixador russo na Sérvia, Aleksander Botsan-Kharchenko, reagiu na rede social Twitter, dizendo que “a Rússia está determinada a continuar a cooperação total com a amiga Sérvia e não interfere nos assuntos internos deste país”.
O protesto ocorre quando continuam os esforços de autoridades dos EUA e da União Europeia para mediar uma solução para a prolongada disputa entre a Sérvia e o Kosovo, uma ex-província sérvia cuja declaração de independência de 2008 Belgrado não reconhece.
A Sérvia tem confiado no seu tradicional aliado eslavo, a Rússia, assim como na China, ambos recusando reconhecer a independência do Kosovo, que é apoiada por Washington e pela maioria dos países da UE.
As autoridades ocidentais temem que a Rússia possa usar as tensões latentes no Kosovo para tentar desestabilizar a região dos Balcãs, para desviar a atenção da invasão da Ucrânia.
Os bairros Sanhantudzi e 3 de Fevereiro, na vila de Catandica já não se comunicam entre si desde a noite de ontem na sequência do arrastamento de um aqueduto na Estrada Nacional Número 7 (N7), que causou um corte que está a inviabilizar o tráfego naquela estrada que liga a Vanduzi, em Manica e a província de Tete.
Para além do tráfego interno, a N7 é uma das importantes rodovias que escoa tráfego internacional, sendo usada para as ligações comerciais entre Moçambique e os países do interland, nomeadamente Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e ainda RD Congo, através do porto da Beira.
Neste momento, para além de viaturas ligeiras de transporte de passageiros e carga, autocarros e camiões idos de Tete para Manica e vice-versa, estão retidas nos dois sentidos.
Testemunhas informaram que o problema resulta da ruptura de um aqueduto, que não suportou ao corrente de água pluvial, tendo sido arrastado, abrindo uma enorme e profunda cratera no meio da estrada.
Um dos automobilistas que se encontra retido no local, publicou um vídeo solicitando socorro e uma intervenção de emergência visando o tapamento da cratera ou a abertura de um desvio, por parte da Administração Nacional de Estradas (ANE) para permitir o escoamento do tráfego.
Fontes locais disseram que o local já mostrava sinais de ruptura, facto que mobilizou a ANE a colocar sacos com areia, como medida paliativa para reduzir a erosão.
Na noite de ontem a chuva mostrou que a estratégia usada pela ANE não era a mais adequada para controlar a erosão e levou consigo os solos e os sacos com areia, causando o corte da estrada.
Cerca de 40.000 grávidas sírias correm o risco de terem os seus filhos sem condições sanitárias nos próximos meses, por causa dos sismos ocorridos na Síria e na Turquia, alertou esta quarta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU).
A diretora regional do Fundo de População da ONU, Laila Baker, esteve de visita a Alepo, uma das áreas da Síria mais fustigadas pelos sismos do passado dia 06, e constatou que grande parte das instalações de saúde está danificada, não tem o equipamento básico necessário para partos nem medicamentos.
A ONU estima que cerca de 40.000 mulheres sírias estão em situação de perigo, de poderem ter um parto nos próximos três meses sem condições mínimas, pelo que apelou a uma recolha de pelo menos 24 milhões de dólares de donativos.
O Presidente ugandês, Yoweri Museveni, acusou a Europa de querer “impor” a homossexualidade no país africano, onde lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, intersexuais e queer (LGBTIQ) são perseguidas e sofrem muitos estigmas.
“Os europeus não ouvem. Não respeitam os costumes de outras pessoas. Querem fazer da sua normalidade a normalidade, e impô-la aos outros”, disse Museveni, em Kampala, durante um comício para assinalar o 46.º aniversário da morte do arcebispo ugandês Janani Luwum, morto pelo regime do ditador Idi Amin (1971-1979).
“Quero felicitar os crentes ugandeses por terem rejeitado a homossexualidade. Os europeus não nos ouvem quando lhes dizemos que este problema da homossexualidade é algo que não devemos normalizar ou celebrar”, acrescentou.
De acordo com Museveni, “é verdade que havia alguns homossexuais (no Uganda) antes da chegada dos europeus, mas foi claramente um desvio do normal, como uma pessoa com seis dedos em vez de cinco”.
O Presidente ugandês fez estes comentários um dia após o Conselho Inter-Religioso do Uganda (IRCU) ter dito que tencionava levar de volta ao parlamento do país um projeto de lei introduzido há anos para punir “homossexuais reincidentes” com prisão perpétua.
Em fevereiro de 2014, Museveni ratificou esse projeto de lei, mas o Tribunal Constitucional do Uganda derrubou a lei seis meses mais tarde, argumentando que não havia quórum suficiente durante a sua votação no parlamento.
“Essa lei ainda representa a nossa posição”, disse hoje o ugandês Mufti Sheikh Shaban Ramadhan Mubaje durante uma conferência de imprensa em Kampala.
As discussões sobre essa lei – impulsionadas principalmente por pastores evangelistas populares – desencadearam uma onda de ataques a pessoas LGBTIQ no Uganda, levando ao assassínio de algumas delas.
Atualmente, o código penal do Uganda ainda tem uma lei que remonta a 1950 – 12 anos antes de o país conquistar a independência do Reino Unido – que penaliza as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo com até sete anos de prisão.
Quatro pessoas ficaram feridas, duas das quais com gravidade, na sequência de um acidente de viação ocorrido na avenida Karl Marx, próximo do cruzamento com a Zedequias Manganhela, na baixa da cidade, em Maputo.
O sinistro foi causado por uma viatura de transporte de pessoal do Ministério do Interior que acabava de sair do parque de estacionamento localizado junto à paragem de “chapas” da Ho Chi Mihn.
Segundo as testemunhas, o carro perdeu os travões e embateu em cinco viaturas e, depois, numa árvore que caiu sobre três veículos estacionados, incluindo dos serviços de Acção Social do Conselho Municipal de Maputo.
Uma adolescente de 17 anos foi resgatada com vida após 248 horas sob escombros, na província de Kahramanmaras, no sul da Turquia.
O terremoto mais forte, com 7,8 de magnitude, aconteceu no último dia 6 de fevereiro. Ou seja, Aleyna Olmez conseguiu sobreviver durante 10 dias. De acordo com especialistas, resgates de vítimas com vida são comuns até 72 horas após o desastre. E a cada 24 horas, as chances de sobrevivência caem drasticamente.
Na quarta-feira (15), uma mulher de 40 anos foi resgatada na Turquia, após 222 horas sob escombros. Além da luta para encontrar sobreviventes, o trabalho agora é para suprir as necessidades das vítimas e familiares, que, de acordo com autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS), são enormes.
“A fase de busca e resgate está chegando ao fim, mas, para a OMS, a tarefa de salvar vidas está apenas começando”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, secretário-geral da organização.
O número de mortos após os abalos sísmico já está em torno de 42 mil. Autoridades da Turquia apontam 36.187 mortos. Enquanto isso, o governo sírio e as Nações Unidas dizem que mais de 5.800 pessoas perderam a vida na Síria.
A Administração Regional das Águas do Sul aumentou, ontem, as descargas de água na barragem de Massingir de 500 para 1000 metros cúbicos por segundo, e em Corumana de 500 para 800 metros cúbicos por segundo.
A ARA-SUL sul alerta às populações que vivem nas zonas próximas dos rios Incomáti e Maputo, dos Elefantes e Limpopo em Gaza para que abandonem os locais de risco.
O enchimento da barragem de Corumana, na Província de Maputo, já ultrapassa os 90 por cento e de Massingir, em Gaza, é de mais de 80 por cento.
Com as chuvas moderadas a fortes, que se registam na presente época chuvosa, já não há capacidade de reserva de água e a estratégia, para resolver o problema, é o aumento das descargas.
“O incremento das descargas na barragem de Corumana passa dos actuais 500m3/s para 800m3/s. A barragem de Massingir vai incrementar as descargas gradualmente dos actuais 500m3 /s para 1000m3/s, podendo esses níveis ser ultrapassados em função da evolução dos escoamentos”, explicou Lizete Dias, chefe do Departamento de Recursos Hídricos da ARA-SUL.
O incremento das descargas nas barragens de Corumana e Massingir começou esta terça-feira, o que poderá afectar as populações que vivem nas zonas ribeirinhas dos rios Incomáti, em Maputo, Elefantes e Limpopo, em Gaza.
“A ARA-Sul apela à retirada imediata das pessoas e bens das zonas de risco para as zonas seguras e a observância de medidas de precaução. Igualmente, recomenda-se o acompanhamento da informação hidrológica disseminada pelas entidades competentes”, apelou.
As vias de acesso poderão também estar condicionadas em alguns troços das províncias de Maputo e Gaza.
“Com o incremento destas descargas, associado aos escoamentos do rio Incomáti, prevê-se a subida dos níveis nas estações hidrométricas de Magude e Incoluane; haverá continuidade de observância de níveis altos na baixa de 3 de Fevereiro na EN1 e condicionamento da circulação rodoviária nos troços entre Maragra – Machubo, Maragra – Calanga, Magude – Motaze, Magude – Chinhanguanine e Moamba – Chinhanguanine, além de inundações nas zonas baixas dos rios Sábie e Incomáti.”
As descargas de água têm em vista reduzir o impacto das cheias e salvaguardar a segurança das duas infra-estruturas de armazenamento de água.
O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, deu ordem para que se mantenha a circulação das notas de baixo valor facial recentemente substituídas por notas novas, para travar a falta de dinheiro que está a atingir o país.
ANigéria está a ser flagelada pela escassez de notas denominadas na moeda local, a naira, desde que o banco central do país começou a trocar as notas antigas por notas novas.
Nas últimas três semanas, eclodiram tumultos em várias grandes cidades do país levados a cabo pela população, já confrontada com a escassez de combustível, que resultaram na vandalização de dependências bancárias e de caixas automáticas por causa da falta de dinheiro.
Buhari defendeu numa intervenção divulgada pela televisão a introdução das novas notas, o que, segundo o Presidente, limitará a compra de votos nas eleições presidenciais, agendadas para 25 de fevereiro.
Não obstante, o chefe de Estado, que termina o seu segundo e último mandato, também se manifestou sensível às atuais dificuldades sentidas pela população.
“Dei o meu consentimento ao Banco Central da Nigéria para colocar de novo em circulação as antigas notas de 200 naira”, anunciou. As notas de 200 naira antigas serão válidas até 10 de abril e coexistirão com as novas de 200, 500 e 1.000 naira.
O Presidente pediu ainda ao banco central para tornar mais fácil a disponibilização das novas notas.
Em outubro, as autoridades nigerianas anunciaram de surpresa a renovação das notas (que inclui a alteração da cor), e decidiram que as notas antigas deixariam de ser válidas no final de janeiro, uma data posteriormente adiada para 10 de fevereiro devido à escassez de notas disponíveis e à pressão popular.
Muitos nigerianos trabalham no setor informal da economia e dependem do dinheiro para as transações diárias.
Várias autoridades regionais da Nigéria instauraram um processo contra o banco central do país para permitir que as pessoas utilizem tanto as notas antigas como as novas até que os bancos tenham recebido em quantidade suficiente notas com as novas denominações. É esperada uma decisão judicial em 22 de fevereiro.
A El Shadai Logistics, que opera na área de logistica, pretende admitir para o seu quadro pessoal uma (1) Assistente Administrativa com Noções de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Instituto Superior Politécnico e de Tecnologias (ISPOTEC) está a contratar para o seu quadro de pessoal catorze (14) Docentes de Psicologia Clínica. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Oficial de Transparência e Conformidade. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística de Área. Saiba mais.
O Centro de Promoção e Treinamento em Segurança e Saúde Lda (CMTSS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Laboratório. Saiba mais.
A Khandlelo – Associação para o Desenvolvimento Juvenil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Comunicação e Monitoria & Avaliação. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoramento, Avaliação, Responsabilidade e Aprendizagem (MEAL). Saiba mais.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um apelo para que países contribuam para o suporte às necessidades imediatas da Síria e da Turquia. A entidade pede US$ 43 milhões. No dia 6 de Fevereiro, um terremoto de 7,8 graus de magnitude causou destruição dos países e deixou um rastro de mais de 37 mil mortes.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, informou que as autoridades sírias “parecem estar abertas” para permitir a travessia da ajuda humanitária aos afetados pelos abalos. Aleppo, uma das regiões mais afetadas pelos terremotos, é dominada por grupos rebeldes contrários ao governo de Bashar al-Assad.
Não só os rebeldes, mas o governo de Assad também está disposto a permitir a entrada de ajuda no noroeste do país, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres na segunda-feira (13). De acordo com ele, a fronteira será aberta em Bab al-Salam e al-Ra’ee “por um período inicial de três meses”, disse, por meio de um comunicado à imprensa.
O número de mortos nos dois países, segundo a última atualização, ultrapassou os 37.700, informou a Autoridade de Gerenciamento de Emergências e Desastres do país, na terça-feira (14).
Segundo a OMS e os parceiros da ONU, 110 toneladas de suprimentos médicos foram distribuídas para áreas afetadas da Síria. Um outro voo foi programado para chegar a Damasco na noite de domingo com suprimentos vitais de saúde de emergência especializados para os trabalhadores da linha de frente.
A OMS está apoiando a capacidade de aumento de equipes médicas especializadas na linha de frente. A agência da ONU se volta para as preocupações relacionadas a surtos de covid-19, cólera e declínio econômico desses países.
Os doze anos de guerra “pulverizaram” o sistema de saúde sírio, disse o Dr. Michael Ryan, Diretor de Emergências da OMS. Antes do terremoto, apenas 50% das instalações de saúde funcionavam. “Não apenas danos físicos à infraestrutura em si, mas o êxodo de profissionais de saúde, perda de salários, perda de treinamento”, declarou.
Ao longo da operação interfronteiriça, caminhões da Organização Internacional para as Migrações (OIM) cruzaram a fronteira com remédios, kits de teste de cólera, cobertores, kits de higiene, lâmpadas solares e outros itens de primeira necessidade.
A cooperação japonesa vai apoiar a organização não-governamental (ONG) portuguesa Helpo a construir cinco novas salas de aula na província de Nampula, norte de Moçambique, anunciaram os promotores.
A obra deve permitir que várias centenas de crianças deixem de ter aulas ao relento, debaixo de árvores, em Matibane, arredores da cidade de Nampula, numa escola com 1.200 alunos que funciona até ao 9.º ano.
As únicas salas em alvenaria que ali existem já tinham sido construídas pela Helpo, em 2016, enquanto as restantes são feitas de estacas e barro, com coberturas de zinco – e não chegam para todos os alunos.
Nestas salas precárias, parte das paredes já está descascada com a chuva, deixando as estacas à vista, buracos na estrutura e telhados de zinco quase a tombar.
Não há eletricidade na escola e o tamanho dos buracos na parede cresce, de tal forma que acabam por deixar entrar mais luz natural nas salas, apinhadas.
Não há espaço para todos e os mais novos têm de ter aulas debaixo de árvores de grande porte – a secretária permanente distrital de Nampula, Adelina Dulce, frisou hoje que há, pelo menos, 20.000 alunos no distrito nestas mesmas condições.
A embaixada do Japão e a Helpo visitaram a escola para assinar o acordo de construção das cinco novas salas, um momento que juntou alunos e professores em festa.
É como concretizar “um sonho muito grande”, frisou César Cardoso, diretor do estabelecimento de ensino.
“As novas salas devem estar prontas ainda este ano”, referiu Carlos Almeida, coordenador da Helpo em Moçambique, ONG que desde 2008 já construiu 54 salas de aula naquela província do norte do país – a que se juntam mais 29 em Cabo Delgado.
O Japão vai financiar a obra de Matibane com cerca de 90.000 mil euros, naquela que é a segunda escola que financia, tendo a Helpo como entidade implementadora, depois de uma obra em Jembesse, na Ilha de Moçambique, em 2019.
“Moçambique pode fazer grandes progressos se investir na educação”, destacou Shogo Jikuhara, primeiro secretário da embaixada do Japão, que mostra a experiência do seu próprio país na formação de recursos humanos para querer replicar o sucesso.
A construção e reabilitação de salas de aula tem sido uma das prioridades da cooperação japonesa em Moçambique.
No horizonte, para Matibane está outro projeto da Helpo que consiste na instalação de painéis solares: o objetivo é que haja eletricidade na escola e assim equipá-la com uma sala de computadores e abrir ensino noturno para adultos.
A utilização de fonte solar pretende ali servir de modelo para replicar noutros estabelecimentos de ensino remotos.
Nampula é a província mais populosa de Moçambique com quase seis milhões dos 32 milhões de habitantes do país (cerca de metade com menos e 20 anos) e em que a Helpo tem uma intervenção permanente.
As ações incluem um programa designado “lanche escolar” que beneficia nove escolas de Nampula (cerca de 12 mil alunos) — incluindo Matibane – e em que a Helpo entrega, uma vez por semana, sacos de farinha para cada comunidade produzir pão, e porções de açúcar, entregues para se fazer chá, cultivado nas instalações da escola.
Outra iniciativa da ONG consiste na atribuição de bolsas de estudo que garantem a matrícula, uniforme e material escolar para o ensino secundário, num apoio que começa em 40 euros por ano, por estudante.
“A distância que os alunos têm de percorrer a pé para chegar à escola secundária é só uma das dificuldades, há muitas outras” que os programas tentam resolver, concluiu Carlos Almeida.
Um tribunal de apelações de Nova Iorque confirmou esta terça-feira a multa 102 mil euros imposta ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por desacato, após o republicano incumprir uma ordem de entrega de documentos.
“Mais uma vez, os tribunais decidiram que Trump não está acima da lei”, frisou a procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, que passou anos a investigar possíveis fraudes nas práticas da Trump Organization, após ser conhecida a decisão do tribunal.
Em comunicado, Letitia James realçou que o magnata republicano tentou “interromper e frustrar a investigação” sobre as suas transações financeiras, “mas a decisão de hoje [terça-feira] envia uma mensagem clara de que há consequências por abusar do sistema legal”.
A procuradoria do Estado de Nova Iorque suspeita que a Trump Organization inflacionou “fraudulentamente” o valor dos seus imóveis ao solicitar empréstimos bancários e subestimou o valor dos mesmos perante as autoridades para pagar menos impostos.
Em setembro, a justiça avançou com uma ação contra a empresa, pedindo uma indemnização de 250 milhões de dólares (cerca de 232 milhões de euros) para o Estado.
Antes, em abril, o juiz do Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque, Arthur Engoron, condenou Trump por desacato, por considerar que o ex-Presidente não cumpriu as suas ordens de apresentar os documentos exigidos pelos procuradores, aplicando uma multa de 10 mil dólares (cerca de 9300 euros) por dia, para cada dia em que violou a sua ordem.
Um mês depois, Trump apelou dessa decisão a um tribunal de apelações, onde os cinco juízes emitiram esta terça-feira uma decisão unânime, confirmando o Supremo Tribunal.
“Não seremos intimidados ou dissuadidos de procurar justiça”, garantiu ainda a procuradora-geral.
Foi encerrada a mina de ouro da Nairoto Resources Limitada, na província de Cabo Delgado, após um ataque atribuído a terroristas nas proximidades. Como consequência, os trabalhadores da empresa foram evacuados para zonas consideradas seguras.
Através de um comunicado de imprensa citado pelo O país, a Gemfields, empresa mineira detentora de 75 por cento da Nairoto Resources Limitada, informa que pouco antes da meia-noite do último domingo, ocorreu o ataque.
Pelo facto de a aldeia de Nairoto encontrar-se a 15 quilómetros da mina da Nairoto Resources Limitada e a 83 quilómetros da mina da mina da Montepuez Ruby Mining, os trabalhadores da empresa foram evacuados.
“Como consequência, a Nairoto Resources Limitada iniciou o processo de evacuação de funcionários operacionais e empreiteiros e as operações no local estão suspensas. Mas, não há impacto sobre as operações na Montepuez Ruby Mining”, refere o comunicado.
Suspeita-se que os ataques tenham sido protagonizados pelos terroristas que, desde Setembro de 2017, assombram a província de Cabo Delgado, na região Norte do país. Para já, a Gemfields diz estar a manter contactos regulares com as autoridades governamentais.
Mais de 42 mil alunos estão sem aulas desde a semana passada, no distrito de Boane, Província de Maputo, devido às cheias. Para recuperar o tempo perdido, a Direcção Distrital de Educação diz que haverá aulas de reforço.
Visitámos um dos centros de acolhimento, no bairro Mabanja, distrito de Boane, que acolhe mais de 500 pessoas, das quais 300 são crianças em idade escolar.
As crianças agitadas, brincando de todas as formas, umas conscientes e outras pouco esclarecidas, buscavam esquecer o drama vivido na madrugada do dia 10 de Fevereiro.
A chuva, aliada à pressão das águas vindas da África do Sul e de eSwatini, provocou inundações em escolas e residências, no distrito de Boane; empurraram as crianças e os seus pais para longe dos seus lares e interromperam as aulas.
Edite da Cruz, uma das 1800 vítimas das enxurradas, disse que “perdemos tudo, uniforme das crianças, cadernos, livros, até documentação. Tenho três crianças, uma que frequentava a 8ª, outra 6ª e a mais nova 4ª classe, mas não sei se voltam à escola este ano”.
As famílias perderam tudo, mas as crianças não perderam os seus sonhos, tal camo Carlos Mulimo, aluno da quarta-feira classe que diz que o seu material escolar foi destruído, porém o sonho de ser bombeiro não se vai apagar.
No distrito de Boane, as autoridades apontam que mais de 40 mil crianças estão fora da escola por tempo indeterminado.
“Temos 39 escolas primárias completas e sete escolas secundárias paralisadas, devido a enxurradas, perfazendo um universo de 42 mil alunos afectados, a nível do distrito Boane”, explicou Armando Matsinhe, chefe do Departamento do Ensino Geral, na Direcção Distrital de Educação.
Segundo Matsinhe, há algumas escolas ainda inundadas e outras parcialmente destruídas, outras ainda transformadas em centros de acomodação.
A fonte disse ainda que a situação vai comprometer o cumprimento do calendário escolar, mas serão tomadas medidas.
“Assim que retomarmos as aulas, vamos criar condições para que os alunos tenham acesso a conteúdos que não era possível serem leccionados neste momento, a partir da adopção de um conjunto de medidas, desde a atribuição de tarefas escolares para os alunos executarem nas casas, para resolver com o apoio dos pais e dos professores, até à produção de fichas de exercícios, que vão ser usados nas escolas, assim como textos de apoio, apara os alunos usarem como forma de suprir este défice de cumprimento do calendário e dos nossos planos analíticos”.
Enquanto a situação não melhora, as crianças vão passando o tempo a brincar.
Número de mortos nos sismos da Turquia e Síria sobe para mais de 41 mil. Na Turquia, segundo a Reuters, o número de mortos aumenta para 35,418 e na Síria já foram contabilizados mais de 5,800.
Nove sobreviventes foram resgatados dos escombros na Turquia esta terça-feira, mais de uma semana depois do terramoto de magnitude 7.8 na escala de Richter ter abalado o país a 6 de fevereiro.
Moçambique irá receber, no primeiro trimestre de 2027, um novo navio balizador avaliado em dez milhões de dólares, encontra-se actualmente em construção na Coreia...