Mais de setecentos bovinos foram recuperados na província de Maputo de um total de cerca de mil que tinham sido arrastados pela fúria das águas, na sequência das inundações que fustigam a região.
Os animais já recebem assistência veterinária uma vez que se apresentarem debilitados devido ao período de exposição a água, a que estiveram sujeitos.
De acordo com o chefe do Departamento da Extensão Rural, na Direcção provincial de Agricultura e Pescas, em Maputo, Elias Mula, neste momento decorrem trabalhos de identificação e devolução do gado aos legítimos proprietários.
“Do gado recuperado, estão sendo identificados os seus donos, saudável porque depois de recuperação do gado sempre é submetido a algum tratamento sanitário” disse.
Elias Mula referiu ainda que continuam as buscas para a recuperação de duzentas cabeças de gado bovino que continuam desaparecidas.
Devido as chuvas que se registam na província de Maputo, mais de mil e quinhentos currais foram inundados em diferentes pontos da região.
O maior assassino em série do Brasil, Pedro Rodrigues Filho, foi morto domingo por encapuzados nos arredores de São Paulo, em frente à casa da sua irmã.
Responsável por mais de 100 assassínios, segundo confessou, incluindo o do seu pai, “Pedrinho Matador”, como era conhecido, foi libertado em 2018, após cumprir uma pena de 42 anos de prisão, tendo-se convertido numa celebridade da plataforma de vídeos YouTube. Lançou ainda um livro e fez um documentário.
O assassino, de 68 anos, foi baleado em frente à casa da sua irmã, no bairro Ponte Grande, no concelho de Mogi das Cruzes, nos arredores de São Paulo.
De acordo com a polícia, vários homens encapuzados saíram de um carro e dispararam à queima-roupa.
“Pedrinho Matador” foi acusado de ter matado pelo menos 71 pessoas, incluindo narcotraficantes, violadores, pedófilos e ladrões, apesar de ter confessado o assassínio de mais de 100 pessoas, a maioria ocorreu enquanto estava preso.
Em entrevistas, o assassino disse que matava “por prazer e vingança” quem tinha um passado criminoso, pelo que achava que “fazia um bem à sociedade”.
Oriundo de um meio pobre, Pedro Rodrigues Filho nunca pôde estudar e aos 10 anos já roubava no centro de São Paulo. Terá matado as suas primeiras vítimas aos 11 anos.
Quando o seu pai ficou sem trabalho, Rodrigues Filho não hesitou em disparar contra o vice-presidente do município de Alfenas por o ter despedido depois de o acusar de roubo.
Anos mais tarde, “Pedrinho Matador” matou o seu pai quando descobriu que tinha assassinado a mãe.
Um indivíduo de 32 anos está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), acusado de agredir fisicamente a esposa até à morte, no bairro 7, do distrito de Boane, província de Maputo.
De acordo com a porta-voz da PRM nesta parcela do país, Carmínia Leite, o crime aconteceu no sábado. Na sequência de um desentendimento, o indiciado desferiu golpes na cabeça da vítima, tendo esta perdido a vida no local.
“O suspeito, que confessou o seu envolvimento no crime, arrastou o corpo até uma machamba perto da residência a fim de ocultar o cadáver. Entretanto, foram accionadas linhas operativas que resultaram na detenção do indivíduo”, disse.
A saída de combustível de todas as refinarias em França foi bloqueada na terça-feira em mais um dia de protestos contra o projeto de lei de reforma das pensões, disse à France Presse o sindicato CGT-Chimie.
De acordo com a mesma fonte, as refinarias TotalEnergies, Esso-ExxonMobil e Petroineos estão “bloqueadas” na sequência do apelo conjunto dos sindicatos.
O protesto dos trabalhadores pretende que o Governo retire o projeto lei que está a ser analisado pelo Parlamento.
Novas manifestações, greves e bloqueios são as ações de protesto previstas para esta terça-feira em França, contra a reforma das pensões defendida por Emmanuel Macron e que deve ser votada dentro dos próximos dias.
Trata-se do sexto dia de mobilização, que segundo os sindicatos vai ter um grande impacto, sendo encarado igualmente como o “grande teste” para o Governo francês.
O executivo de Paris quer aumentar a idade de reforma dos 62 para os 64 anos argumentando que desta forma consegue garantir “o financiamento” do modelo social francês.
Os opositores da reforma consideram o projeto lei “injusto” por penalizar seriamente os salários.
As sondagens de opinião publicadas em França indicam que se trata de uma medida “impopular”.
O secretário-geral do sindicato reformista CFDT, Laurent Berger, disse à France Presse que vai ser um “dia de mobilização extremamente forte” e pediu ao presidente Emmanuel Macron para não “ficar de ouvidos tapados” perante os protestos.
Contrariando as declarações dos sindicatos, a primeira-ministra, Elisabeth Borne, alertou para o impacto dos protestos e dos “bloqueios” que afetam os franceses “mais modestos”.
Durante a noite de segunda para terça-feira, os manifestantes começaram a bloquear uma estrada importante em Rennes, no oeste da França, testemunhou um repórter de imagem da Agência France Presse (AFP).
No passado dia 31 de Janeiro, os sindicatos disseram que mais de 2,5 milhões de manifestantes em todo o país (1,27 milhão segundo as autoridades) estiveram envolvidos em protestos.
Segundo uma fonte policial francesa, entre 1,1 e 1,4 milhão de pessoas devem sair esta terça-feira às ruas.
A CGT, organização sindical, está a preparar um total de 265 comício e manifestações em todo o país.
O Porto de Maputo vai criar um interposto para camiões, na Província de Maputo, para reduzir o congestionamento na Estrada Nacional Número Quatro.
O interposto terá entre 10 e 15 hectares e estará localizado no distrito de Moamba. As obras das instalações deverão ser custeadas pela empresa concessionária do Porto de Maputo, com uma duração prevista de três meses.
O trânsito de viaturas na EN4 tem sido um martírio, muitas vezes por causa do congestionamento criado por camiões vindos da África do Sul, tendo como destino o Porto de Maputo. Para discutir o assunto, o ministro dos Transportes e Comunicações recebeu o governador da Província de Maputo, Júlio Parruque, e a solução não tardou: o Porto de Maputo vai criar um interposto para camiões, em Moamba, para reduzir o congestionamento na EN4.
Mateus Magala revelou que, em média, passam, por dia, 1200 camiões pela EN4 vindo da África do Sul, sobretudo com carvão e ferrocrómio.
Por seu turno, o governador da Província de Maputo, Júlio Parruque, disse que é uma grande novidade para a população da província que dirige, pois há muitos transtornos devido ao congestionamento da via, provocado por camiões que se fazem à EN4.
O Governo vai também proibir a circulação de camiões nas horas de ponta. Neste sentido, o ministro dos Transportes e Comunicações disse que a ideia é proibir a circulação de caimões das seis às oito horas, durante as manhãs, e das 16 às 18 horas.
A longo prazo, o Governo pretende que a carga transportada por camiões seja passada para comboios, um trabalho que deve ser feito pelos Caminhos de Ferro de Moçambique e a empresa concessionária do Porto de Maputo.
O Governo diz que já existe dinheiro para compensar os transportadores de passageiros na área metropolitana do Grande Maputo, mas o ministro dos Transportes e Comunicações não avança data para o arranque do pagamento.
Trata-se de uma promessa antiga, que tarda a ser concretizada, alegadamente, por falta de dinheiro, segundo admite o Governo.
Mateus Magala, ministro dos Transportes e Comunicações, assumiu que o Governo não tem recursos e foi por isso que demorou a pagar aos transportadores que tiveram de manter a tarifa de transporte de passageiros, perante a subida do preço dos combustíveis e de acessórios de manutenção dos seus carros.
Entretanto, o ministro dos Transportes e Comunicações diz já ter uma garantia de fundos.
“Reunimo-nos com a FEMATRO durante o último fim-de-semana para resolver esta situação e também tive a oportunidade de falar com o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, que garantiu que já há disponibilidade financeira. Portanto, muito em breve, vamos pagar as compensações aos transportadores semicolectivos de passageiros”, prometeu Mateus Magala.
Tal compensação, prometida pelo Executivo no ano passado, visa aliviar os custos de operação das transportadoras da área metropolitana do Grande Maputo, agravado pela subida do preço dos combustíveis.
Com a nova promessa do Governo, os transportadores dizem estar expectantes. Castigo Nhamane, presidente da FEMATRO, disse que o Conselho de Ministros agendou este assunto para hoje e que existe a expectativa de o Governo pagar ainda este mês as compensações aos transportadores.
Lembre-se que a tarifa do transporte de passageiro foi agravada, semana passada, no Grande Maputo, mas tal ainda não satisfaz os transportadores.
O Instituto Nacional de Migração (INM) do México divulgou ter encontrado um reboque de caminhão com 343 pessoas abandonado em uma estrada no estado de Veracruz.
Entre os resgatados, havia 103 jovens desacompanhados dos pais, de acordo com o governo.
“Há 103 menores desacompanhados, a maioria da Guatemala. Também foram encontrados 212 adultos da Guatemala, Honduras, El Salvador e Equador, além de mais 28 migrantes, que compõem várias famílias da Guatemala e de El Salvador”, afirmou, em nota, o INM. A operação aconteceu na noite de domingo (05).
O instituto detalhou que o reboque de caminhão estava sem motorista na noite de domingo, na rodovia Cosamaloapan-La Tinaja. “Foi detectada a presença de pessoas no interior da caixa, que tinha piso duplo de estruturas metálicas, além de ventiladores ancorados na parte inferior e respiradouros no teto”, apontou o INM.
Agora, os menores desacompanhados vão ficar sob a tutela do Sistema para o Desenvolvimento Integral da Família do estado de Veracruz. Já os adultos seguiram para o procedimento administrativo a fim de definir a situação jurídica de cada um em território mexicano.
Vítimas sul-coreanas de trabalhos forçados em tempo de guerra por empresas do Japão rejeitaram a proposta do Governo da Coreia do Sul para pagar indemnizações sem o envolvimento direto das companhias japonesas.
“Não aceitarei o dinheiro mesmo que morra à fome”, disse Yang Geum-deok, 94 anos, durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito de um protesto na Assembleia Nacional, em Seul, citada pelo jornal The Korea Times.
Yang reagia à proposta do Governo, divulgada na segunda-feira, de compensar as vítimas através de uma fundação pública financiada por empresas coreanas, em vez das empresas japonesas responsáveis pelos trabalhos forçados.
O Japão ocupou a península coreana entre 1910 e 1945, e sujeitou muitos coreanos a trabalhos forçados em empresas como a Mitsubishi ou a Nippon Steel durante a Guerra do Pacífico (1941-1945), a extensão asiática da Segunda Guerra Mundial.
Seul diz que cerca de 780 mil coreanos foram sujeitos a trabalhos forçados durante os 35 anos de ocupação japonesa, não incluindo mulheres que foram forçadas à escravidão sexual, segundo a agência francesa AFP.
Tóquio considera que a questão das compensações foi resolvida pelo tratado de 1965, que normalizou as relações entre o Japão e a Coreia do Sul.
Nos termos do tratado, Tóquio transferiu para Seul 800 milhões de dólares em diferentes pacotes de ajuda económica e empréstimos, a título de compensações pela ocupação ilegal da península.
Apesar de Tóquio considerar que o tratado abrange as compensações individuais, o Supremo Tribunal sul-coreano ordenou, em 2018, que as empresas japonesas indemnizassem diretamente as vítimas.
O plano de Seul não implica um pedido de desculpas do Japão, como exigem as vítimas, e sugere contribuições voluntárias das empresas japonesas envolvidas nos trabalhos forçados para o fundo de compensação.
A Nippon Steel excluiu, na segunda-feira, a possibilidade de contribuir para o fundo, argumentando que a questão foi resolvida pelo tratado de 1965.
O Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, defendeu hoje o plano, argumentando que é fundamental para o futuro.
“A cooperação orientada para o futuro entre a Coreia do Sul e o Japão irá preservar a liberdade, a paz e a prosperidade não só para os dois países, mas também para o mundo inteiro”, disse Yoon.
Yang Geum-deok, que foi levada à força para o Japão quando tinha 15 anos, pediu a demissão do Presidente, argumentando que o acordo com o Japão é inaceitável.
“Foram os japoneses que nos arrastaram para o Japão. A quem mais podemos recorrer para um pedido de desculpas?”, disse Kim Sung-joo, 93 anos, outra vítima, durante o protesto na Assembleia Nacional, a que assistiram os líderes da oposição.
Yang e Kim estão entre os 15 queixosos que ganharam a ação judicial contra a Mitsubishi Heavy Industries e a Nippon Steel que originou o acórdão do Supremo Tribunal de 2018.
Entre os queixosos, apenas três ainda estão vivos. O outro é Lee Choon-shik, que foi forçado a trabalhar para a Nippon Steel em 1943, segundo o jornal The Korean Times.
O plano, saudado pelo Japão e pelos Estados Unidos, visa também solidificar a cooperação em matéria de segurança entre Seul, Tóquio e Washington para enfrentar as ameaças nucleares da Coreia do Norte e contrariar a influência regional da China.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Oficial de Comunicação. Saiba mais.
A Women’s Voice and Leadership – ALIADAS contratar um (1) Consultor para Produzir Um Manual de Gender Action Learning (GALs) “Banda Desenhada”. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Prestação de Serviços no Âmbito do Engajamento Comunitário no Ensino Bilingue (ECEB). Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development (ACTED) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Segurança de Área. Saiba mais.
O chefe da estação alegadamente responsável pela colisão de vários comboios na Grécia que matou 57 pessoas vai permanecer preso até julgamento, avançou a agência de notícias France-Presse (AFP).
O homem de 59 anos, que já assumiu a autoria do erro, é indiciado por suposta responsabilidade na “morte de um grande número de pessoas”, crime punível com pena que varia de dez anos de prisão à prisão perpétua, segundo o Tribunal de Justiça grego citado pela AFP.
O desastre ferroviário ocorrido na terça-feira provocou 57 vítimas, tendo sido considerado o mais grave acidente de comboios da Grécia.
Poucos dias após o acidente foi divulgado um áudio, no qual o maquinista de um dos comboios envolvidos no trágico acidente era instruído pelo chefe da estação da cidade de Larissa a avançar e ignorar um sinal vermelho.
Segundo o jornal grego Proto Thema, a ordem não soou estranha ao maquinista uma vez que o sistema de sinalização nas linhas ferroviárias tem estado com avarias.
Numa segunda conversa, entretanto divulgada pelas autoridades, o mesmo chefe da estação de Larissa ordenava a um funcionário que mantivesse os dois comboios na mesma faixa.
Durante vários quilómetros, os dois comboios percorreram a mesma linha que liga Atenas a Tessalónica, as duas maiores cidades do país, e acabaram por colidir frontalmente perto da cidade de Larissa.
Inicialmente, o chefe da estação negou qualquer erro dizendo ter sido uma falha técnica, mas, mais tarde, acabou por admitir ter falhado.
A situação obrigou o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, a pedir desculpas às famílias das vítimas do desastre ferroviário, depois de vários protestos, como o que ocorreu em Atenas, onde se registaram confrontos violentos com os manifestantes a incendiarem caixotes de lixo e lançarem ‘cocktails molotov’ contra os agentes de segurança, que ripostaram com gás lacrimogéneo.
Uma mulher de 34 anos foi encontrada morta, com indícios de ter sido violada e, seguidamente, assassinada, no bairro Machava KM-15, município da Matola.
As buscas pela vítima iniciaram na noite de terça-feira, quando a jovem não regressou à casa, facto que preocupou a família, vizinhos e a liderança local.
A finada, que deixa marido e filho, foi encontrada num caniçal próximo da sua residência, na zona de Ferreira, dois dias após o seu desaparecimento. O corpo foi removido pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
“A mata era o ponto principal das buscas, mas não a encontrávamos. Na manhã, conseguimos ver um dos chinelos no caniçal e continuámos até identificarmos um corpo sem vida, ensanguentado na boca e com sinais de violação sexual. Posteriormente, certificámo-nos da sua identidade”, contou uma vizinha.
As mulheres que violarem o código de vestuário islâmico vão ser punidas, disse o chefe do poder judiciário do Irão, Gholamhossein Mohseni Ejei, reafirmando a lei depois de meses de protestos, de acordo com a agência de notícias oficial IRNA, citada pela Reuters.
“Remover o hijab é equivalente a mostrar inimizade para com a República Islâmica e os seus valores. As pessoas que se envolverem num acto tão anormal serão punidas”, disse Ejei.
“Com a ajuda do poder judicial e executivo, as autoridades vão utilizar todos os meios disponíveis para lidar com as pessoas que cooperam com o inimigo e cometem este pecado que prejudica a ordem pública”.
Após a morte da jovem curda Mahsa Amini, de 22 anos, pela polícia da moralidade iraniana, por desrespeitar o rigoroso código de vestuário do país a 16 de setembro, o Irão foi confrontado com protestos a nível nacional que representaram um dos desafios mais duros para a República Islâmica desde a sua criação, em 1979.
Uma repressão cada vez mais severa por parte das forças de segurança asfixiou em grande parte os protestos das últimas semanas.
O presidente da República Centro-Africana (RCA), Faustin-Archange Touadéra, acusou os ocidentais de impedirem o desenvolvimento do seu país, de “alimentar a instabilidade política” e pilhar a riqueza da região.
Numa cimeira dos países menos desenvolvidos (PMD), patrocinada pela ONU em Doha, o chefe de Estado disse que o país era “vítima de objetivos geoestratégicos ligados aos seus recursos naturais”, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
“A República Centro-Africana (RCA) tem sido sujeita, desde a sua independência, a pilhagens sistemáticas facilitadas pela instabilidade política mantida por certos países ocidentais” e “grupos terroristas armados cujos líderes são mercenários estrangeiros”, denunciou.
Após a partida do grosso das tropas francesas da RCA, Moscovo enviou “instrutores militares” em 2018 e depois centenas de paramilitares em 2020 a pedido de Bangui.
Um perito independente da ONU sobre a situação dos direitos humanos na República Centro-Africana acusou o exército e os seus aliados russos de abusos contra a população e os oficiais eleitos.
Neste momento, uma missão militar portuguesa das Forças Armadas composta por 125 elementos permanece na RCA, de onde partiram no final do ano passado os últimos 130 militares franceses, após 62 anos de presença contínua.
A França acusa as autoridades de Bangui de estarem aliadas ao grupo paramilitar russo Wagner, que tem ligações ao Presidente Vladimir Putin.
Entretanto, a União Europeia anunciou novas sanções contra o grupo Wagner pelas suas “violações dos direitos humanos” em África, visando vários dos seus altos funcionários na República Centro-Africana, incluindo o “conselheiro de segurança” do presidente Touadéra, membro de Wagner, e o porta-voz do grupo no país.
Depois das acusações, o presidente questionou como é que um país, “dotado de um imenso tesouro geológico”, que inclui ouro, diamantes, cobalto, urânio ou petróleo, “continua a ser um dos países mais pobres do mundo, mais de 60 anos após a independência”.
Touadéra condenou “o injusto e ilegítimo embargo de armas às forças armadas da África Central e aos diamantes da África Central”, bem como “as campanhas de desinformação e demonização de certos meios de comunicação social estrangeiros, a fim de desencorajar os investidores”.
O presidente da RCA voltou a apelar ao levantamento da suspensão da ajuda dos doadores como a UE, FMI e o Banco Mundial, e do embargo às armas e diamantes.
Um soldado peruano morreu e cinco estão desaparecidos depois de terem sido arrastados por um rio, quando fugiam no domingo de um grupo de manifestantes antigovernamentais na região sul de Puno, junto à fronteira com a Bolívia.
Os militares faziam parte de uma patrulha que se deslocava da localidade de Ilave para Juli, onde os manifestantes incendiaram no sábado uma esquadra da polícia, quando foram intercetados por um grupo violento que impediu a sua passagem, avançou o Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru, em comunicado.
A patrulha decidiu fazer um percurso alternativo e atravessar o rio Ilave para evitar o confronto, mas, “devido às dificuldades, ao caudal do rio e a um ataque com pedras e outros objetos contundentes”, seis soldados foram arrastados pela corrente, acrescentou.
O corpo de um dos soldados foi encontrado e as autoridades militares iniciaram esforços para localizar os cinco militares desaparecidos. Outros cinco soldados encontram-se internados no hospital de Ilave com hipotermia, em estado estável.
No sábado, cerca de 300 pessoas atacaram a esquadra da polícia da cidade de Juli com pedras e objetos contundentes durante várias horas e, finalmente, o edifício foi incendiado com coquetéis molotov, indicaram, em comunicado, os Ministérios da Defesa e do Interior peruanos.
Em resultado do ataque, dez agentes da polícia ficaram feridos e foram retirados de helicóptero, enquanto sete civis receberam tratamento no hospital de Juli.
Também no sábado, outro grupo atacou a base militar de Juli, temporariamente instalada num hotel, causando ferimentos a dez soldados, acrescentou a mesma nota.
A região de Puno, onde se situam Juli e Ilave, mantém bloqueios de estradas e greves desde janeiro, quando os habitantes saíram às ruas para exigir a renúncia da Presidente peruana, Dina Boluarte, no âmbito de manifestações durante as quais morreram 18 pessoas na cidade vizinha de Juliaca.
O governo de Dina Boluarte declarou estado de emergência em Puno, onde o controlo da ordem interna está a cargo das Forças Armadas peruanas, com o apoio da Polícia peruana.
Puno é a única província onde ainda prosseguem os protestos contra Boluarte, que substituiu o ex-chefe de Estado Pedro Castillo, em prisão preventiva desde dezembro, depois de ter sido acusado de tentativa de golpe de Estado.
Os manifestantes exigem a libertação de Castillo, a demissão de Boluarte, a antecipação das eleições, a dissolução do parlamento e a convocação de uma assembleia constituinte.
A Justiça de Belarus condenou Ales Bialiatski, um dos principais ativistas dos direitos humanos no país e vencedor do Nobel da Paz em 2022, a 10 anos de prisão. A informação foi confirmada pela agência estatal Belta.
Além do chefe do grupo de direitos humanos bielorusso Viasna, outros dois homens foram condenados à prisão. Valiantsin Stefanovic e Uladzimir Labkovich, que também integram o centro de direitos humanos, pegaram uma pena de 9 e 7 anos respectivamente.
Os réus foram julgados algemados, dentro de uma cela, sob a acusação de financiar protestos contra o regime de Lukashenko, consideradas pelo governo como atentado à ordem pública. Além disso, a acusação de fornecer dinheiro para a defesa de prisioneiros políticos pesaram sob os três.
Após o julgamento, a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) afirmou que as acusações contra os três ativistas foram apenas “pretextos” para condenar um “trabalho legítimo de direitos humanos como líderes da Viasna, uma das principais organizações de direitos humanos em Belarus”.
De acordo com informações divulgadas pela agência estatal Belta, os três ainda podem recorrer da sentença no prazo de dez dias.
Pelo menos 12 civis foram mortos na passada quinta-feira num ataque de homens armados, membros suspeitos de grupos extremistas islâmicos, no norte do Burkina Faso, disseram fontes locais.
“Um grupo de terroristas” atacou na quinta-feira a aldeia de Aorema, a cerca de 10 quilómetros de Ouahigouya, capital da região norte, confirmaram hoje residentes locais em declarações à agência France-Presse (AFP).
“Os atacantes abriram fogo sobre um grupo de jovens que estavam sentados num quiosque. Sete jovens morreram no local e três pessoas morreram nas suas casas, atingidas por balas perdidas. Duas outras pessoas foram atingidas e morreram mais tarde devido aos ferimentos”, afirmou um residente.
Um outro residente disse que terão sido mortas 14 pessoas, porque várias pessoas feridas acabaram por morrer em resultado de ferimentos nos dias que se seguiram ao ataque.
“O quiosque onde os jovens estavam sentados foi o alvo principal dos terroristas, que já tinham entrado outras vezes na aldeia e dado ordem aos jovens para que deixassem de juntar-se ali”, disse esta fonte.
O ataque foi confirmado por uma fonte das forças de segurança do país, que disse haver “operações em curso” na área, sem acrescentar pormenores.
No dia seguinte ao ataque, foi introduzido um recolher obrigatório em toda a região norte do Burkina Faso, na fronteira com o Mali, palco frequente de ataques de grupos extremistas islâmicos armados.
O recolher obrigatório proíbe a circulação de veículos e pessoas entre as 22:00 e as 05:00 até 31 de Março.
Para além da região norte, foi introduzido um recolher obrigatório em várias províncias do centro-leste, centro-norte e leste por um período de um a três meses.
O Burkina Faso registou um aumento da violência extremista islâmica desde o início do ano e quase todas as semanas são relatadas dezenas de mortes — tanto de civis como de efetivos das forças de segurança.
A violência, atribuída a grupos ligados à Al-Qaida e ao grupo Estado islâmico (EI), fez já mais de 10.000 mortos desde 2015, segundo várias organizações não-governamentais, e provocou a deslocação de cerca de dois milhões de pessoas.
O antigo Presidente da República Centro-Africana (RCA), François Bozizé, está exilado em Bissau a pedido da Comunidade de Estados da África Central (CEMAC), avançaram fontes do Governo guineense.
François Bozizé, 76 anos, chegou a Bissau na passada quinta-feira (02), num voo especial, oriundo do Chade, onde se encontrava desde 2021.
Fontes do Governo guineense precisaram que vários países africanos intercederam junto do presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que aceitou dar asilo à Bozizé “por razões humanitárias”.
As mesmas fontes indicaram à Lusa que Bozizé se encontra a viver numa casa no centro de Bissau.
Ex-Presidente exilado
De acordo com vários analistas, Bozizé, cristão, estava a liderar, a partir do Chade, uma coligação de rebeldes que tentam derrubar o atual regime na RCA, liderado por Félix Archange Touadera.
Bozizé governou a RCA desde 2003, quando derrubou Ange Felix Parasse, num golpe de Estado, até ser também derrubado num outro golpe, por rebeldes comandados por Michel Diottadi, um muçulmano, em 2013.
Desde aquela altura que a RCA, um dos países mais pobres do mundo, está mergulhado em crises e tentativas de golpe, com Bozizé suspeito de ser um dos principais desestabilizadores.
Portugal e outros países integram uma força de capacetes azuis das Nações Unidas, MINUSCA, que tenta manter a paz naquele país.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para o possível retorno da tempestade tropical severa Freddy ao país.
O meteorologista Acácio Tembe explicou à Rádio Moçambique que o fenómeno poderá entrar pela província da Zambézia, sem descartar a possibilidade de afectar a província de Nampula.
“Nos últimos dois dias a tempestade tropical severa Freddy, está a ter indicação que poderá retornar à nossa costa. Está a fazer uma viragem em direcção à nossa costa e neste momento está a afectar a navegação marítima no Canal de Moçambique. Neste momento é uma tempestade tropical severa mas as projecções mostram que nos próximos dois dias poderá chegar a ciclone tropical de categoria III, estou a falar de ventos de cerca de 170 quilómetros por hora e rajadas de 180 a 190 quilómetros por hora. As projecções apontam que poderá fazer este retorno à nossa costa nos dias 10 e 11 de Março”, disse.
A couple is pictured during a demonstration in front of the Supreme Court of Justice in San Jose, on August 04, 2018 to demand the legalisation of same-sex marriage. Protesters demand Costa Rica to enforce its commitment to international treaties, based on the response given by the Inter-American Court of Human Rights (ICHR) on last January 9 saying the country must guarantee marriage between same-sex couples.AFP PHOTO/Ezequiel BECERRA
A oposição japonesa apresentou um projeto de lei ao Parlamento para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, divulgou a imprensa internacional.
O projeto de lei foi apresentado pelo Partido Constitucional Democrático do Japão e pretende modificar o Código Civil do país, que estabelece que o casamento é a união entre pessoas de sexos diferentes, segundo a agência de notícias Kiodo.
As críticas ao Governo em relação à situação das minorias homossexuais e da comunidade LGTBI+ no Japão aumentaram recentemente.
O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, tem sofrido uma crescente pressão destes grupos, especialmente depois de um ex-assessor do seu gabinete ter feito comentários contra o casamento homossexual.
Kishida teve de se desculpar publicamente, em meados de fevereiro, pelas palavras “extremamente inadequadas” do ex-assessor Masayoshi Arai.
O ex-assessor afirmou, naquela ocasião, que “não gostaria de morar ao lado” de um casal LGTBI+ e que até “odiaria vê-los”.
No entanto, Kishida tem sido cauteloso com a ideia de legalizar o casamento homossexual e declarou perante o Parlamento que avançar neste sentido “poderia mudar a sociedade, pois diz respeito à vida privada das pessoas”, defendendo um debate mais aprofundado sobre a questão.
A oposição lamentou a posição do Governo e apontou que “o facto de o casamento homossexual não estar garantido é discriminatório”.
Em junho de 2019, várias formações de esquerda apresentaram um projeto semelhante, embora não tenha sido debatido pelos parlamentares.
Moçambique vai apoiar a candidatura da Arábia Saudita para acolher a EXPO Mundial 2030 em retribuição ao apoio dado por este país na candidatura do nosso país a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O gesto de reconhecimento, pelo Chefe de Estado moçambicano foi manifestado, este domingo, na capital saudita, Riade, no balanço que marcou o fim da sua visita de trabalho de três dias, naquele país do Médio Oriente.
Filipe Nyusi revelou que quando Moçambique lançou a candidatura a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato 23/24, a Arábia Saudita foi um dos países, que prontamente, apoiou o nosso País.
Alias, este foi um dos pontos abordados no encontro restrito, mantido entre o Estadista moçambicano e o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad Bin Salman.
A EXPO Mundial 2030 é um evento global que reúne milhões de visitantes, e tem em vista encontrar soluções para os principais desafios enfrentados pela humanidade.
No encontro de balanço da visita, o Presidente da República referiu que Moçambique pode ser uma Janela estratégica para a Arábia Saudita entrar na região Austral de Africa e buscar mais parceiros de cooperação na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e no continente.
O Estadista moçambicano disse que o nível de cooperação diplomática, económica e comercial entre os dois países conheceu uma dinâmica histórica que vai trazer vantagens mútuas.
Na reunião restrita entre o Presidente Filipe Nyusi e o príncipe-herdeiro, da Arábia Saudita, Mohammad Bin Salman, com o objectivo de passar em revista as relações de amizade e cooperação, ficou evidente a vontade de os sauditas se solidarizarem com Moçambique, que tem sido ciclicamente fustigado por intempéries.
A mão-de-obra moçambicana em diversas áreas tem sido apreciada pelos Árabes devido a sua qualidade, dai estarem dispostos a dar mais emprego aos moçambicanos.
Os antigos escritórios da Visão Mundial, localizados no distrito de Marara, serão requalificados e transformados numa unidade sanitária nos próximos meses.
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