O Primeiro-Ministro japonês, Fumio Kushida, realiza uma visita oficial de trabalho de dois dias a Moçambique.
O líder japonês, de acordo com o comunicado da Presidência da República, vai reunir-se em Maputo com o Presidente Filipe Nyusi, com o objectivo de estreitar as relações de amizade e cooperação bilateral existentes entre Moçambique e Japão.
A visita do Primeiro-Ministro do Japão ocorre no âmbito do périplo do governante japonês por quatro países africanos, nomeadamente, Egipto, Moçambique, Gana e Quénia.
No domingo, Kishida reuniu-se com o Presidente egípcio Abdel Fattah al Sisi e seguiu, na segunda-feira, para o Gana, onde participou numa cimeira com o Presidente Nana Akufo-Addo.
Esta terça-feira, Kishida deslocou-se a Nairóbi para um encontro com o Presidente queniano William Ruto e hoje o líder japonês reúne-se em Maputo com o Presidente Filipe Nyusi.
Esta é a primeira viagem a África de um chefe do Executivo japonês desde 2014 e acontece um mês antes da reunião do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7) na cidade de Hiroshima, no Sul do Japão.
Paul Nthenge Mackenzie, o líder de um culto que promoveu o jejum até à morte de pelo menos 110 pessoas no Quénia, será acusado de terrorismo, afirmou uma procuradora à agência France-Presse (AFP).
Após uma breve audiência em Malindi, a Justiça queniana decidiu que o caso será julgado num tribunal em Mombasa, a segunda maior cidade do país.
De acordo com a procuradora Vivian Kambaga, ouvida pela AFP, o autoproclamado pastor será acusado de terrorismo. A sessão contou ainda com a presença do televangelista Ezekiel Odero, também detido por suspeita de ligação ao caso.
O fundador da Igreja Internacional das Boas Novas deve ser acusado também de homicídio, sequestro e crueldade com crianças. Mackenzie entregou-se à polícia a 14 de abril, após a descoberta de valas comuns com dezenas de corpos.
O objetivo do jejum em massa, promovido pelo líder religioso, seria morrer antes do dia 15 de abril, suposta data para o fim do Mundo, para “encontrar Jesus”. Pelo menos 110 seguidores morreram devido ao ritual.
A audiência foi marcada pela presença de familiares das vítimas no tribunal, enquanto seguidores de Odero cantavam e rezavam do lado de fora. O televangelista é suspeito de homicídio, auxílio ao suicídio, sequestro, radicalização, crimes contra a humanidade, crueldade infantil, fraude e branqueamento de capitais. Os procuradores salientaram que Odero e Mackenzie têm um “histórico de investimentos de negócios”, incluindo um canal de televisão para transmitir “mensagens radicalizadas”.
Num país com predomínio do cristianismo, o Governo queniano deverá criar uma ‘task force’ para supervisionar as mais de quatro mil igrejas, afirmou na segunda-feira o ministro do Interior, Kithure Kindiki, citado pela AFP. O governante garantiu que o Executivo não vai infringir “o direito sagrado da liberdade de culto, opinião e crença”, mas que também não irá “permitir que criminosos façam mau uso deste direito para ferir, matar, torturar ou” levar pessoas à morte por inanição.
O Executivo aprovou a prorrogação, por mais seis meses, do mandato da Comissão Multissectorial de Enquadramento constituída para responder às preocupações apresentadas pelos funcionários públicos, no âmbito da implementação da Tabela Salarial Única (TSU).
A extensão do período de funcionamento do órgão visa dar vazão às questões que vão surgindo à medida que são sanadas algumas preocupações apresentadas pelos servidores públicos.
A informação foi anunciada ontem, em Maputo, pelo porta-voz do Governo, Filimão Suaze, no habitual briefing a jornalistas, momentos após o término da 15ª Sessão do Conselho de Ministros.
A Polícia Federal brasileira deteve, na quarta-feira, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e realizou buscas na casa do líder da extrema-direita, em Brasília, numa operação sobre alteração de dados de vacinação em sistemas informático.
O ex-ajudante de ordens Mauro Cid foi detido em Brasília e tinha um depoimento marcado para esta quarta-feira na Polícia Federal sobre outro caso em investigação.
Num comunicado, a autoridade policial brasileira não detalhou o nome dos detidos ou dos alvos de mandados de busca, apontados e confirmados pelos meios de comunicação social locais, mas referiu que está a realizar a Operação Venire para esclarecer a atuação de uma alegada associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a covid-19 nos sistemas informáticos do Ministério da Saúde.
“Estão a ser cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro, além de análise do material apreendido durante as buscas”, segundo o comunicado publicado no site da Polícia federal brasileira.
“As inserções falsas, que ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, tiveram como consequência a alteração da verdade sobre facto juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a covid-19 dos beneficiários. Com isso, tais pessoas puderam emitir os respetivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de covid-19”, acrescentou.
A Polícia Federal referiu também que a investigação em curso indicia que o objetivo do grupo seria manter coeso “o elemento identitário em relação às suas ideologias, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a covid-19” e que as ações realizadas hoje ocorrem dentro do inquérito policial que investiga a atuação do que se convencionou chamar “milícias digitais”, que está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Os factos investigados, segundo as autoridades locais, configuram em tese os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.
As autoridades judiciais da Bielorrússia condenaram na quarta-feira três jornalistas a penas entre os oito anos e os vinte anos de prisão, entre os quais Roman Protassevich, que foi preso em 2021 quando o regime de Minsk desviou o avião em que o repórter viajava.
Protassevich – o único acusado presente no Tribunal Regional de Minsk – foi condenado a oito anos de prisão, enquanto Stepan Putilo, fundador do NEXTA e Jan Rudik, chefe de redação do mesmo portal, foram condenados a 20 anos e 19 anos de prisão, respetivamente.
Putilo e Rudik encontram-se fora da Bielorrússia.
O Tribunal Regional de Minsk acusou os jornalistas de tentativa de “tomada do poder” assim como de “atos terroristas” e de insultos contra o chefe de Estado.
Os três jornalistas são fundadores do NEXTA, um portal de notícias que se destacou na denúncia da repressão do regime, sobretudo durante a vaga de protestos contra o Presidente Alexandr Lukashenko em 2020.
Roman Protassevitch foi preso no dia 23 de maio de 2021, assim como a companheira Sofia Sapega com quem viajava a bordo de um aparelho da companhia Ryanair e que fazia a ligação entre Atenas e Vilnius, capital da Lituânia.
O aparelho comercial foi intercetado por um avião de guerra da Força Aérea da Bieolorrússia e obrigado a aterrar em Minsk, provocando protesto internacional contra o regime de Lukashenko.
O portal NEXTA, que publicou imagens e notícias das manifestações em 2020 foi considerado “organização terrorista” e deixou de funcionar durante a vaga de repressão que marcou o período após as eleições presidenciais que foram contestadas pela oposição.
Após ter sido preso, Protassevitch aceitou cooperar com as autoridades judiciais e a televisão pública divulgou vídeos em que declarava estar arrependido.
De acordo com a oposição bielorrussa, os depoimentos do jornalista foram registados “sob coação”.
Protassevitch encontra-se em regime de prisão domiciliária desde junho de 2021, enquanto Sofia Sapega, cidadã russa, foi condenada anteriormente a seis anos de prisão.
Neste momento, estão em curso negociações entre Minsk e Moscovo para que Sofia Sapega seja transferida para a Rússia, onde deverá cumprir a pena a que foi condenada.
Os maiores partidos da oposição no país – Renamo e MDM – assinaram um acordo para fiscalizar o recenseamento eleitoral que decorre no país. De acordo os dois partidos, a medida visa a partilha de dados colectados no decurso do processo.
As denúncias sobre irregularidades no processo de recenseamento eleitoral já soam alto. Os dois principais partidos da oposição decidiram reunir as forças para fiscalizar o processo e partilhar as ocorrências.
Segundo a Renamo, a medida vai permitir a partilha dos registos colectados na abertura e fecho diário de cada posto ao longo de todo o recenseamento eleitoral.
Em entrevista exclusiva ao “O País”, o director do Gabinete Central de Eleições na Renamo, José Mazuane, os partidos poderão fazer a partilha de registos de ocorrências relevantes para avaliação da fiabilidade e transparência do recenseamento eleitoral.
“Vamos trabalhar em conjunto na elaboração de recursos quando houver necessidade para tal”, avançou José Mazuane.
Faz ainda parte das medidas a planificação conjunta na alocação de fiscais e de supervisores. O MDM, através do seu porta-voz, Ismael Nhacucue, disse que a medida vai compensar casos em que se verifique lacuna na representação de um partido.
“Isso vai permitir que nós tracemos estratégias mais concretas porque estamos a perceber as diversas irregularidades que acontecem no terreno. Nos próximos dias, eventualmente, vamos trazer mais dados sobre as tentativas de fraude, vamos galvanizar o povo moçambicano”, disse Ismael Nhacucue.
Os dois partidos poderão ainda partilhar dados na elaboração dos relatórios no fim do recenseamento eleitoral para a determinação dos resultados agregados do número de eleitores de cada região.
Um adolescente abriu fogo em uma escola de Belgrado, na Sérvia, na quarta-feira (03), e matou oito estudantes e um segurança.
De acordo com a polícia local, o atirador, do sétimo ano, tem cerca de 14 anos e foi preso. Ele entrou em uma sala de aula e atirou primeiro em um professor, que ficou ferido. Na sequência abriu fogo contra os alunos, ainda de acordo com autoridades da capital serva.
Outras seis crianças, além do professor estão hospitalizados, de acordo com o Ministério do Interio do país.
O colégio onde ocorreu o tiroteio é a escola primária Vladislav RIbnikar, e fica bairro de Vracar, no centro da cidade.
“Vi crianças correndo para fora da escola, gritando. Os pais vieram, eles estavam em pânico. Mais tarde, ouvi três tiros”, disse uma aluna de uma escola ao lado da Vladislav Ribnikar à TV estatal RTS.
Milan Milosevic, pai de outra aluna, contou à rede local N1 que sua filha estava na sala onde o criminoso abriu fogo, mas conseguiu escapar antes de o atirador começar a abrir fogo.
“Ela disse que (o menino) atirou primeiro contra o professor e depios começou a disparar deliberadamente”, relatou.
Em comunicado, a polícia disse ainda que há mais pessoas hospitalizadas e que uma investigação foi aberta.
Tiroteios em massa são raros na Sérvia, que tem leis de armas muito rígidas. Mas ainda há um forte mercado paralelo de armas cladestinas no país, que são resquício de conflitos locais na década de 1990, como a guerra da Bósnia, em 1992.
A Unidade de Desenvolvimento de Educação Básica – Laboratório (UDEBA-LAB) pretende recrutar um (1) Formador em Técnicas de Produção de Conteúdos Adio-Visual. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar um (1) Supervisor de Prevenção Primária para Adolescentes (PPA). Saiba mais.
A QuBos – Agência de Emprego, pretende recrutar para o seu cliente, uma empresa que actua na área de logística um (1) Especialista Transitário – Minas. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos está a recrutar para seu cliente um (1) Representante de Vendas a Van. Saiba mais.
Empresa do grupo A, no ramo de Segurança Corporativa, com foco na Gestão de Risco de Segurança, Segurança Cibernética e Proteção de Individualidades, pretende recrutar um (1) Gestor de Segurança Corporativa. Saiba mais.
Empresa do Grupo A, com actividades em diferentes sectores econômicos no país, pretende recrutar um (1) Gestor de Contabilidade e Finanças. Saiba mais.
Empresa do Grupo A, no ramo de Produção e Distribuição de Equipamento Industrial, pretende recrutar um (1) Técnico de Procurement e Logistica. Saiba mais.
A Eazi Access pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Operador Certificado/ Experiente de Telescópico Multi-Funções (Telehandler). Saiba mais.
A Norwegian People’s Aid (NPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto de Preparação e Protecção de Conflitos (CPP). Saiba mais.
A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Secretárias Particulares. Saiba mais.
A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Técnicos de Atendimento ao Cliente. Saiba mais.
O secretário de Estado da província de Nampula, Jaime Neto, disse sábado, em Monapo, que os casos de malária mostram uma tendência de aumento, na província.
Para Jaime Neto, os distritos de Eráti, Mecubúri, Moma, Nacala-à-Velha, Nacala e Nampula estão no centro das preocupações das autoridades sanitárias. O governante revelou que nas contas da Saúde, em Nampula, a malária é a primeira causa das consultas externas onde contribui com 31 por cento no internamento.
“Até o final do primeiro trimestre do ano em curso, notou-se um aumento de casos de 661.609 em 2022 para 784.043 em 2023, o que corresponde a uma subida de 18 por cento. Felizmente continuamos a reduzir o número de óbitos pela mesma doença, saindo de 13 para 6 do ano em curso, o que corresponde a uma redução de 53 por cento”, detalhou o governante, citado pela AIM.
Donald Trump pediu a anulação do julgamento num processo civil em que a escritora E. Jean Carroll o acusa de violação e difamação, segundo uma carta do antigo presidente dos EUA, avança a Reuters. O ex-presidente dos EUA afirma que o juiz tomou várias decisões “injustas e prejudiciais” contra ele.
Numa carta de 18 páginas apresentada na segunda-feira no tribunal federal de Manhattan, o advogado de Trump, Joe Tacopina, acusou o juiz distrital Lewis Kaplan de ser parcial contra o antigo presidente dos Estados Unidos, incluindo na presença do júri.
Disse que o efeito das decisões de Kaplan “manifesta uma inclinação mais profunda para uma parte em detrimento de outra”, incluindo em comentários em que o juiz “expressa abertamente favoritismo”.
Os advogados de Carroll não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. O julgamento deverá ser retomado esta segunda-feira, com Carroll a enfrentar um segundo dia de contra-interrogatório por parte de Tacopina.
Os pedidos de anulação do julgamento são muitas vezes difíceis de conseguir, mesmo quando se baseiam nas declarações do próprio juiz. Estes pedidos também constituem frequentemente a base de eventuais recursos.
Carroll, de 79 anos, acusou Trump, de 76 anos, de a ter violado num vestiário dos grandes armazéns Bergdorf Goodman, nos finais de 1995 ou início de 1996, e de ter depois minado a sua credibilidade e carreira ao mentir sobre o assunto na Internet.
O pedido de difamação da antiga colunista da revista Elle diz respeito a uma publicação de Outubro de 2022 na plataforma Truth Social de Trump, em que este chamou ao caso de Carroll “uma completa vigarice” e “um embuste e uma mentira”.
Trump tem negado consistentemente que a violação tenha acontecido.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique reafirma a necessidade de o Estado baixar os seus activos a favor do sector privado, como forma de reduzir o serviço da dívida pública.
Este é um dos pontos discutidos esta terça-feira, em Maputo, no encontro entre a CTA e a missão do Fundo Monetário Internacional que se encontra no país.
No evento, estiveram também em debate as taxas de juro cobradas no país.
Já o Chefe da Missão do FMI, Pablo Lopez Murphy, garantiu que esta organização financeira internacional vai trabalhar em conjunto com o governo para solucionar as preocupações do sector empresarial.
A missão de assistência técnica do Fundo Monetário Internacional efectua uma visita ao país, desde finais de Abril, com o objectivo de fazer a segunda monitoria ao programa do governo com o FMI.
Cuba não vai realizar o tradicional desfile anual do Dia Internacional do Trabalhador na Praça da Revolução, na segunda-feira (01), devido à crise de combustíveis que vem afetando o país há várias semanas, anunciaram fontes sindicais.
A marcha do Dia do Trabalhador costuma ser um evento grande na capital, que envolve a mobilização de ônibus cheios de pessoas de toda a cidade em direção à emblemática Praça de Revolução, o ponto mais alto e central de Havana.
Em vez disso, este ano serão realizados eventos menores em comunidades, centros de trabalho e escolas durante vários dias, e desfiles nos municípios do país. O evento principal ocorrerá na esplanada Malecón, em Havana, para onde serão convocados os moradores do centro da capital que puderem ir a pé.
Cidadãos de 29 países passarão a entrar em Moçambique sem visto, se a sua deslocação for para turismo ou negócio. Será suspensa, temporariamente, a necessidade do cadastramento 48 horas antes de saírem do país de origem.
De acordo com Daniel Nhamussua, director nacional de emissão de documentos migratórios, a isenção vai para os cidadãos de Canadá, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América, Israel, Rússia, Japão, Arábia Saudita, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Noruega, Suécia, Países Baixos, Reino Unido da Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Finlândia, Indonésia, Irlanda, Singapura, Gana, República do Senegal, Alemanha, França, Itália, China, Portugal e Ucrânia.
Conforme fez saber, a escolha dos cidadãos desses países deve-se ao facto de serem os que mais visitam Moçambique.
“Se um cidadão de um desses países entender vir a Moçambique, a turismo ou negócio, por um período não superior a 30 dias, tem direito de entrar sem vistos, e esse decreto foi aprovado no âmbito das medidas de aceleração económica”, disse Nhamussua.
Entretanto, logo à entrada, os cidadãos abrangidos pela medida deverão pagar uma taxa de 650 Meticais e apresentar passaporte ou documento equiparado com validade não inferior a seis meses.
Deverão, igualmente, exibir bilhete de voo de vinda e regresso, para os que viajam por via aérea, e o comprovativo de local de hospedagem.
Os intensos combates no Sudão deslocaram mais de 330 mil pessoas no interior do país, enquanto outras 100 mil fugiram para países da região, anunciaram, na terça-feira, as Nações Unidas.
O programa de ajuda do Sudão para este ano está atualmente financiado em apenas 14% e as agências de ajuda estão a 1,5 mil milhões de dólares (1,37 mil milhões de euros) do que necessitam para fazer face à crise humanitária, exacerbada pelos combates em curso.
O porta-voz do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), Jens Laerke, apelou à comunidade internacional para apoiar os trabalhadores humanitários.
“Sem isso, eles simplesmente não podem operar”, argumentou no briefing regular da ONU em Genebra, observando que as agências humanitárias já tinham falta de fundos para financiarem as suas operações humanitárias no Sudão, mesmo antes da atual escalada da violência.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), os confrontos entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF, sigla em inglês), que começaram em 15 de abril, obrigaram mais de 334.000 pessoas a fugir do país.
“O número de pessoas deslocadas nas últimas duas semanas excede todas as deslocações relacionadas com o conflito no Sudão em 2022”, afirmou um porta-voz da OIM na conferência de imprensa.
No Sudão, os combates continuaram hoje, com as partes beligerantes a ignorarem uma trégua constantemente violada, enquanto a comunidade internacional se mostra alarmada com uma situação humanitária que se está a transformar numa “catástrofe”.
A ONU teme um êxodo em massa do Sudão e estima que “mais de 800.000 pessoas” poderão fugir do país. A maioria deverá dirigir-se ao Chade, Egito e Sudão do Sul, segundo o ACNUR.
“Esta emergência está a dar os primeiros passos e estamos a tentar apresentar números para dar uma ideia da dimensão desta emergência”, disse a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Olga Sarrado, durante uma conferência de imprensa em Genebra.
O ACNUR está atualmente a registar os refugiados e deverá ter uma melhor visão da situação nas próximas semanas.
Entretanto, “estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham fugido do Sudão para os países vizinhos”, disse Olga Sarrado, indicando que “é muito difícil prever o que vai ocorrer. Dependerá do que acontecer no Sudão”, insistiu.
Os combates, que já fizeram mais de 500 mortos e cerca de 4.600 feridos, opõem desde 15 de abril as RSF e o exército sudanês, na sequência de tensões sobre a reforma do exército e a integração dos paramilitares nas forças regulares, no âmbito de um processo político que visa repor o país na via democrática, após o golpe de Estado de 2021.
Tanto o Exército como as RSF estiveram por detrás do golpe de Estado que derrubou o governo de transição do Sudão em outubro de 2021.
O presidente russo, Vladimir Putin, poderá ser detido caso marque presença na cimeira de líderes dos BRICS, que decorrerá em agosto, na África do Sul.
Em causa está o mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em março, segundo avançou o jornal sul-africano Sunday Times, esta terça-feira.
O presidente Cyril Ramaphosa terá, por isso, estabelecido uma comissão especial para analisar o caso, tendo o organismo concluído que o país não terá outra opção a não ser deter o chefe de Estado russo, caso este viaje para a África do Sul.
Contudo, a presença de Putin na cimeira de líderes do grupo de economias emergentes, composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, não foi, até ao momento, confirmada pelo Kremlin.
Ainda assim, o governo sul-africano está, agora, a equacionar a possibilidade de o presidente russo participar através de conferência, de forma a ultrapassar a questão.
De notar que Pretória confirmou, no final de março, ter convidado Putin para a cimeira, apesar do mandado de detenção que pende sobre si.
“O presidente Putin é um dos líderes dos BRICS e é convidado para a cimeira, embora eu pense que o mandado [de detenção] do TPI é motivo de preocupação”, disse a chefe da diplomacia sul-africana, Naledi Pandor, na altura.
Recorde-se ainda que o TPI acusa Putin de responsabilidade pessoal em sequestros de crianças na Ucrânia, durante a escalada da invasão russa naquele país.
Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, segundo os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A entidade confirmou ainda que já morreram mais de 8.534 civis desde o início da guerra e 14.370 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.
A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) diz que os ataques terroristas esporádicos que ocorrem nas zonas onde as populações vão retornando a sua vida normal, em Cabo Delgado, condicionam o apoio das instituições humanitárias.
Falando na Conferência Nacional dos Deslocados, na cidade de Pemba, a representante do ACNUR, Elisa Jamal, afirmou que as agências humanitárias não se dirigem às comunidades afectadas, por temerem possíveis ataques.
De acordo com a RM, o encontro debruçou-se sobre a resposta à situação dos deslocados internos, no Norte do país.
Uma tempestade de areia provocou esta segunda-feira um choque em cadeia que envolveu dezenas de veículos na estrada interestadual I-55 em Illinois, nos EUA. Várias pessoas morreram e pelo menos 30 ficaram feridas, revela a Reuters que cita a polícia. Na origem do acidente está a falta de visibilidade dos condutores provocada pela tempestade.
No choque em cadeia, ocorrido cerca das 11h locais estiveram envolvidos cerca de 40 a 60 carros e cerca de 20 viaturas comerciais, incluindo reboques de tratores.
Mais de 30 pessoas foram transportadas para hospitais da área e há o registo de “várias mortes”, informou um porta-voz da polícia estadual em conferência de imprensa.
Na sequência do acidente, dois camiões incendiaram-se e é possível que um deles tenha explodido, referiu ainda o porta-voz.
Nas imagens divulgadas pelos meios de comunicação locais, é possível ver vários veículos acidentados em cadeia e a espessa nuvem de poeira e fumo no local.
O troço da estrada onde ocorreu o acidente deverá manter-se encerrado até na terça-feira à tarde.
Moçambique já faz parte dos países com a rede móvel 5G. A tecnologia de última geração foi lançada, na Cidade de Maputo, pela operadora de telefonia móvel Vodacom. O Executivo diz que a iniciativa vai melhorar o serviço de telecomunicações ao nível local.
Moçambique oficializou, na última sexta-feira, através da Vodacom, a sua entrada no mapa dos países com a 5ª geração da internet no mundo, a 5G. Ou seja, uma fase em que tudo passa a estar interconectado.
Segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, o investimento vai melhorar o serviço de telecomunicações fornecido no país.
“A Tecnologia 5G vai melhorar significativamente a qualidade do serviço de telecomunicações fornecido no país, particularmente na materialização da internet das coisas (IoT), tudo inteligente (cidades inteligentes, agricultura inteligente, portos inteligentes etc.), por se tratar da tecnologia que suporta melhor estes casos, depois da 4G”, disse Mateus Magala, ministro dos Transportes e Comunicações.
Para a Vodacom, a rede 5G não é apenas velocidade. Esta tecnologia “tem o condão de melhorar a qualidade de vida e promover o crescimento da nossa jovem nação, pela multiplicidade de recursos que oferece aos usuários. Vai permitir, dentre outros, uma rede de transportes inteligente; rastreamento de activos; implantação de contadores inteligentes (água, luz, etc.); cidades inteligentes; automação industrial; banda larga em casa, usando 5G; bem como escritórios inteligentes”, afirmou Nuno Quelhas, PCA da Vodacom Moçambique.
Além disso, a rede 5G vai, segundo a liderança da Vodacom em Moçambique, garantir a ampliação da inclusão financeira.
“Com o 5G, vamos garantir a ampliação da inclusão financeira, assegurando que cada vez mais moçambicanos com idade acima de 16 anos e seus dependentes tenham acesso aos serviços financeiros do M-Pesa. O objectivo é abranger 75% da população moçambicana adulta até 2025 e possibilitar pagamentos através do M-Pesa em qualquer ponto do país”, acrescentou Nuno Quelhas.
A Vodacom Moçambique reafirmou o compromisso no desenvolvimento do país: “Estamos orgulhosos das nossas conquistas até à data. Hoje, nós, Vodacom Moçambique, conectamos 11 milhões de moçambicanos. Também ligamos seis milhões de moçambicanos à plataforma M-Pesa. Temos 60 mil agentes activos que representam novos empregos com impactos positivos para as famílias. Temos uma cobertura proporcional de internet de 75% em 2G e 80% em 4G”, avançou Simon Karikari, director-geral da Vodacom Moçambique.
Através de projectos em parceria com o Governo, a Vodacom pretende alavancar a inclusão e a literacia digital em Moçambique, de forma a garantir o acesso mais equitativo a serviços de educação de qualidade.
Um palestiniano que estava em greve de fome há quase três meses morreu sob custódia israelita esta madrugada, anunciaram os serviços prisionais de Israel.
Khader Adnan iniciou a greve pouco depois de ter sido detido, a 05 de Fevereiro.
Adnan, membro do grupo militante Jihad Islâmica, tinha entrado em greve de fome várias vezes após anteriores detenções. Em 2015, Adnan fez uma greve de 55 dias para protestar contra a detenção ao abrigo da chamada detenção administrativa, na qual os suspeitos podem ser mantidos indefinidamente sem acusação ou julgamento.
Barricadas e pneus queimados bloquearam a circulação de viaturas, na localidade de Mafuiane, na avenida de Namaacha, distrito de Namaacha, província de Maputo.
As barricadas foram colocadas pela população que reside nas proximidades da EN2, em repúdio às poeiras que são levantadas por viaturas que transitam pela rodovia, que se encontra em avançado estado de degradação, desde o ano passado.
De acordo com Luís Zeca, um dos residentes de Mafuiane, contou a nossa reportagem que, desde o ano passado as obras de reabilitação do troço foram paralisadas e a estrada continua degradada.
“Naquele período, duas empresas escalaram o local para a reabilitação do troço. Fizeram a remoção do asfalto e abandonaram o local, sem a devida reposição, o que gera poeiras insuportáveis e doenças”, explicou.
Zeca apontou que, a manifestação constitui um grito de socorro da comunidade, que já se reuniu com as estruturas pedido a colocação de água para evitar poeiras que geram e doenças respiratórias, mas nada foi atendido.
Uma cratera resultante do rompimento de uma tubagem na zona do Mercado Central de Quelimane continua a causar transtornos, completando 30 dias sem intervenção....
O processo de adjudicação do projecto de modernização e concessão da Fronteira de Machipanda, uma peça-chave para o Corredor da Beira, está no centro...
O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Lucas Zandamela, vê-se envolvido numa ação de execução judicial que resultou na penhora de três imóveis registados...