Nove pessoas ficaram feridas no atentado que matou o candidato à presidência do Equador Fernando Villavicencio, no qual morreu também o suspeito do ataque após um tiroteio com os seguranças, segundo as autoridades.
No entanto, entre os feridos conta-se uma candidata a deputada e dois agentes policiais, informou o Ministério Público, que, juntamente com a polícia, está a recolher provas no local do crime e no centro médico para onde as vítimas foram transportadas.
O atentado ocorreu num comício realizado por Villavicencio num coliseu numa zona central e movimentada de Quito, onde um atirador desconhecido disparou contra o candidato a ocupar o lugar presidencial do Equador nas eleições gerais extraordinárias marcadas para 20 de agosto.
Contudo, os outros candidatos presidenciais manifestaram consternação e indignação pelo homicídio de Fernando Villavicencio e anunciaram a suspensão das ações de campanha.
Poucos minutos após a confirmação da morte do jornalista e antigo deputado, o presidente do Equador, o conservador Guillermo Lasso, expressou também consternação pelo homicídio de Villavicencio e prometeu que o crime não ficará impune.
“Indignado e consternado com o assassínio do candidato presidencial Fernando Villavicencio. A minha solidariedade e condolências à esposa e filhas. Pela sua memória e pela sua luta, asseguro-vos que este crime não ficará impune”, escreveu Lasso nas redes sociais.
“O crime organizado foi muito longe, mas vai-lhe cair todo o peso da lei”, declarou o chefe de Estado, que durante o seu mandato explodiu a maior crise de insegurança que o país já viveu, devido à proliferação e às ações violentas de grupos associados a máfias internacionais de tráfico de droga, segundo as autoridades.
Villavicencio, identificado como um crítico do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), deslocava-se com proteção policial face às ameaças que recebera semanas antes.
epa10607546 President of Ecuador Guillermo Lasso attends a signing ceremony for an executive decree approving military and police operations against terrorism at Carondelet Palace in Quito, Ecuador, 03 May 2023. The executive decree approves military and police operations against terrorism in response to a spiral of violence by organized crime, including murders, robberies and assaults that have shaken society Ecuadorian in the last two years. EPA/Jose Jacome
O presidente do Equador, o conservador Guillermo Lasso, expressou na quarta-feira consternação pelo homicídio do candidato presidencial Fernando Villavicencio e prometeu que o crime não ficará impune.
“Indignado e consternado com o assassínio do candidato presidencial Fernando Villavicencio. A minha solidariedade e condolências à esposa e filhas. Pela sua memória e pela sua luta, asseguro-vos que este crime não ficará impune”, escreveu Lasso nas redes sociais.
O presidente informou ainda que convocou uma reunião do Gabinete de Segurança: “Pedi à presidente do CNE [Conselho Nacional Eleitoral], Diana Atamaint; à Procuradora-Geral do Estado, Diana Salazar; ao presidente do Tribunal Nacional de Justiça, Iván Saquicela; e a outras autoridades do Estado que participem urgentemente nesta reunião para fazer face a este acontecimento que consternou o país”, acrescentou.
“O crime organizado foi muito longe, mas vai-lhe cair todo o peso da lei”, declarou o chefe de Estado, durante cujo mandato explodiu a maior crise de insegurança que o país já viveu, devido à proliferação e às ações violentas grupos associados a máfias internacionais de tráfico de droga, segundo as autoridades.
O candidato a Presidente do Equador Fernando Villavicencio foi assassinado esta quarta-feira, baleado por desconhecidos ao sair de um comício, numa ação de campanha na capital, Quito.
Contudo, o ministro do Interior, Juan Zapata, garantiu que o ataque foi realizado por assassinos contratados que também feriram outras pessoas.
Villavicencio, identificado como um crítico do ex-Presidente Rafael Correa (2007-2017), deslocava-se com proteção policial face às ameaças que recebera semanas antes.
A luta contra a criminalidade é uma das principais promessas dos candidatos que aspiram a suceder ao conservador Guillermo Lasso como Presidente nas eleições gerais extraordinárias marcadas para domingo.
Para além de Villavicencio, são candidatos às eleições presidenciais o ambientalista Yaku Pérez, a antiga deputada Luisa González, o especialista em segurança Jan Topic, o ex-vice-Presidente Otto Sonnenholzner, o político Daniel Hervas, o empresário Daniel Noboa e o independente Bolívar Armijos.
Um tribunal de Maputo decidiu colocar em liberdade o rapper moçambicano Doppaz na quarta-feira (09), depois de ter sido detido do domingo, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que o acusou de incitamento à desobediência coletiva e instigação pública.
Contudo, o advogado do músico disse que foi-lhe imposta uma caução de cerca de mil dólares e que agora está nos trâmites para efetivar a sua libertação.
Ele vai aguardar o julgamento em liberdade.
Doppaz tem feito duras críticas nas redes sociais contra a governação de Filipe Nyusi.
Na base da prisão está um vídeo em que exige que alguém “mate o Presidente da República e seus filhos”.
Pelo menos seis pessoas morreram e 20 ficaram feridas nos incêndios florestais na ilha de Maui, no arquipélago norte-americano do Havai, informaram as autoridades norte-americanas, que temem um aumento do número de vítimas.
Os receios são reforçados pela passagem do furacão Dora nas proximidades do arquipélago, que agravou, nas últimas horas, os fogos que já provocaram numerosos estragos e evacuações nas ilhas de Maui e Havai.
Segundo as previsões, os ventos fortes e a baixa humidade, condições que favorecem a propagação dos incêndios, vão continuar nas próximas horas.
Através do seu site oficial, o condado de Maui divulgou um alerta de evacuação durante a madrugada de hoje e informou quais os locais onde as pessoas podem refugiar-se com as sua famílias e animais de estimação.
Contudo, foram também encerradas todas as estradas nas zonas afetadas, que só podem ser utilizadas pelos serviços de emergência.
O maior incêndio começou a propagar-se na terça-feira, na cidade de Lahaina, uma das mais populares entre os turistas, e obrigou muitos habitantes a resguardarem-se nas águas do mar para escapar às chamas e ao fumo.
Os incêndios afetam também Kula, outra zona da ilha de Maui, assim como a península de Kohala, na ilha do Havai.
Entretanto, as autoridades norte-americanas decretaram o estado de emergência e a vice-governadora Sylvia Luke disse que a rede hospitalar de Maui ficou sobrecarregada com o afluxo de doentes com queimaduras ou por inalação de fumo.
Uma megaexplosão atingiu a fábrica Piro-Ross, que fornece material às Forças Armadas da Rússia, na quarta-feira (09). Ao menos 43 pessoas ficaram feridas.
A disputa em meio à Guerra na Ucrânia, no momento, é a de narrativas: enquanto internautas e especialistas afirmam que a fonte da explosão foi um ataque sofrido, as autoridades russas afirmam que a fábrica, que produz materiais pirotécnicos, cometeu um erro e causou o acidente.
Contudo, especialistas afirmam que, por conta do formato deixado pela explosão, que foi registrado como um cogumelo, a propbabilidade é de que materiais como fogos de artifício não estiveram envolvidos no caso – já que, se isso tivesse acontecido, o rastro da fumaça estaria em todos os lados.
A tese foi reforçada após as defesas de Moscou derrubarem dois drones lançados por Kiev, capital da Ucrânia. O portal Visegrád 24 publicou um dos vídeos que registram os rastros da explosão.
A fábrica em questão é conhecida por fornecer binóculos, lentes de visão noturna, sensores termais e sistemas ópticos inclusive para tanques modernos dos modelos T-80 e T-90 às forças russas, e foi fundada em 1935. Caso seja confirmado o ataque ucraniano, seria considerado um feito inédito.
Assim, o ministro da Defesa russa, Serguei Choigu, afirmou que a Rússia precisa reforçar seus flancos oeste e noroeste devido à entrada da Finlândia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e a militarização crescente da Polônia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que pelo menos três pessoas morreram num ataque russo em Zaporijia, no sul da Ucrânia, que as autoridades locais afirmam ter atingido uma área residencial.
“Até ao momento, três pessoas foram declaradas mortas”, sublinhou o governante através da rede social Telegram, sem especificar onde ocorreu o ataque.
No entanto, Zelensky acrescentou que “as operações de resgate estão em andamento”.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) anunciou a detenção de um cidadão paquistanês por exploração e comercialização ilegal de ouro na província de Sofala.
O homem foi detido após comprar meio quilograma de ouro a cidadãos nacionais, que segundo a polícia pretendia depois levar para fora do país, explicou o porta-voz do SERNIC, Alfeu Site.
“Por não possuir licença, nem documentos legais para a exploração e venda deste minério, ele foi imediatamente detido e foi conduzido às celas e o respectivo expediente foi aberto para que ele seja apresentado ao juiz de instrução”, acrescentou.
Entretanto, a polícia avança que decorrem neste momento diligências para a localização de um outro indivíduo, estrangeiro, que o detido alega ser contabilista da empresa em Moçambique.
De acordo com a fonte, trata-se do primeiro caso do género registado este ano e que envolve estrangeiros na prática de crimes de compra e venda ilegal dos recursos minerais, no caso ouro.
A produção de ouro em Moçambique aumentou 53% no primeiro trimestre do ano, face ao mesmo período de 2022, para 346,3 quilogramas, segundo dados oficiais do Governo moçambicano noticiados este mês pela Lusa.
Agentes do FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos (EUA), mataram, na quarta-feira (09), um homem acusado de fazer ameaças de morte contra o presidente norte-americano, Joe Biden, e a sua vice, Kamala Harris.
O homem morava em Utah, onde Biden desembarcou nesta quarta para visitar um centro de veteranos de guerra. Em comunicado, o FBI informou que o suspeito planejava um atentado contra o presidente e já havia feito diversas ameaças contra ele e Kamala Harris pelas redes sociais.
Entrentato, na semana passada ele fez uma postagem na qual afirmava estar preparando armas como um rifle de precisão para a visita de Biden ao estado. O suspeito foi identificado como Craig Deleeuw Robertson.
Documentos judiciais apontam também que Robertson fez referência a um “assassinato presidencial” e ameaças contra o promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, o procurador-geral Merrick Garland e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.
De acordo com o FBI, os agentes chegaram ao local para entregar uma ordem judicial, porém, foram recebidos a tiros e revidaram. Mesmo assim, a corporação irá instaurar um inquérito para investigar a morte do suspeito.
O partido Renamo vai concorrer em todas as 65 autarquias nas VI Eleições Autárquicas de 11 de Outubro próximo.
Entretanto, a garantia foi dada por Glória Salvador, mandatária deste partido momentos depois de submeter a candidatura na Comissão Nacional de Eleições (CNE).
O candidato a presidente do Equador Fernando Villavicencio foi assassinado, baleado por desconhecidos ao sair de um comício de campanha numa área central da capital, Quito, informou o Governo.
O ministro do Interior, Juan Zapata, garantiu que o ataque foi realizado por assassinos contratados que também feriram outras pessoas.
Até então, as autoridades não forneceram mais pormenores sobre o incidente, que ocorreu ao final da tarde, no exterior de um coliseu onde Villavicencio reunira com apoiantes no âmbito da campanha eleitoral para as eleições de 20 de agosto.
Villavicencio, identificado como um crítico do ex-Presidente Rafael Correa (2007-2017), deslocava-se com proteção policial face às ameaças que recebera semanas antes.
De acordo com a imprensa local, agentes especiais estavam a investigar a possibilidade de um artefacto explosivo ter sido colocado no local onde o candidato realizava o evento de campanha.
Alertamos que, apesar de não ser visível qualquer ferimento, o barulho dos disparos e a agitação das imagens poderá ferir a suscetibilidade dos leitores mais sensíveis.
O homicídio de Villavicencio ocorre numa altura em que o país está a sofrer uma escalada de violência devido às ações do crime organizado.
Todos os dias há múltiplas notícias de homicídios, extorsões, ataques com explosivos, entre outros crimes, que têm semeado o terror entre os equatorianos há mais de dois anos.
O Equador fechou 2022 com a maior taxa de mortes violentas da história, registando 25,32 por 100.000 habitantes, a grande maioria associada, segundo o Governo, ao crime organizado e ao tráfico de droga, que ganhou força na costa e transformou os portos em pontos de saída para a cocaína que chega à Europa e à América do Norte.
A luta contra a criminalidade é uma das principais promessas dos candidatos que aspiram a suceder ao conservador Guillermo Lasso como Presidente nas eleições gerais extraordinárias marcadas para domingo.
Para além de Villavicencio, são candidatos às eleições presidenciais o ambientalista Yaku Pérez, a antiga deputada Luisa González, o especialista em segurança Jan Topic, o ex-vice-Presidente Otto Sonnenholzner, o político Daniel Hervas, o empresário Daniel Noboa e o independente Bolívar Armijos.
A empresa Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique Lda, pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Restaurante. Saiba mais.
Uma empresa de Construção Civil, sediada na Cidade de Maputo, pretende contratar para o seu quadro de pessoal dois (2) Fiscais de Obra/ Construção Civil. Saiba mais.
Uma empresa de Construção Civil, sediada na Cidade de Maputo, pretende contratar para o seu quadro de pessoal dois (2) Engenheiros de Obra. Saiba mais.
O Serviço de Jesuíta aos Refugiados (JRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Hospitalidade e Monitor Comunitário (Activista). Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir para o quadro de pessoal um (1) Controlador de Frota/ Fleet Controler. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Procurement. Saiba mais.
O People Grow é um programa de desenvolvimento pensado para Jovens de Elevado Potencial onde combina-se uma forte aprendizagem em contexto real de trabalho (on-job training) com a formação em sala e em ambiente e-learning. Saiba mais.
Pelo menos 11 pessoas estão desaparecidas após um incêndio numa casa de férias para pessoas com deficiência, que ocorreu na manhã de quarta-feira na cidade de Wintzenheim, no leste da França. O alerta foi dado às 06:30.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, o ministro do interior francês, Gérald Darmanin, lamenta que haja “várias vítimas”, apesar da “rápida e corajosa intervenção dos bombeiros”.
As autoridades francesas receiam que as 11 pessoas desaparecidas não tenham conseguido escapar às chamas.
As 11 pessoas desaparecidas “potencialmente morreram”, afirmou o secretário-geral da autarquia de Haut-Rhin, Christophe Marot, citado pela AFP. “Infelizmente, não há muitas dúvidas”, uma vez que “estavam no alojamento e não conseguiram sair”, acrescentou.
O fogo “foi rapidamente controlado, apesar da violência das chamas”, indicou a autarquia de Haut-Rhin, em comunicado. “17 pessoas foram retiradas, uma pessoa foi encaminhada com ferimentos para o hospital e uma pessoa foi assistida em estado de choque. Um grupo de 11 pessoas está desaparecido”, informou o município.
“Onze pessoas do grupo de adultos provenientes da cidade de Nancy ainda não foram localizadas”, indicou a autarquia de Wintzenheim, que fica na região da Alsácia, no departamento do Alto Reno.
O corpo de bombeiros destacou 76 elementos e quatro carros combater o incêndio, assim como quatro ambulâncias para atender as vítimas. Quarenta polícias também foram deslocados para o local do incidente.
Segundo a AFP, que cita os bombeiros locais, o edifício onde deflagraram as chamas era arrendado por uma associação que ajuda pessoas com deficiência.
Trata-se de um antigo celeiro que foi transformado numa casa de 500 m2 com dois andares e um sótão. O incêndio terá começado no primeiro andar, segundo os bombeiros. A autarquia referiu que as chamas consumiram “300 m2” do edifício, escreve o jornal Le Parisien.
No entanto, as autoridades abriram uma investigação para apurar as causas do incêndio e a primeira-ministra, Élisabeth Borne, já fez saber que irá visitar o local da tragédia.
A Justiça indiana acusou as autoridades do Estado de Haryana, no norte do país, de realizarem uma “limpeza étnica”, com a demolição de centenas de habitações em bairros de maioria muçulmana, como “medida de punição” após confrontos religiosos.
Os responsáveis do Estado de Haryana, governado pelos nacionalistas hindus, referiram que a medida foi uma resposta ao aumento da violência, na sequência de confrontos religiosos na semana passada entre cidadãos hindus e muçulmanos.
Entretanto, um tribunal regional alertou para as consequências e apontou que os cidadãos afetados por estas medidas são principalmente muçulmanos, enquanto os hindus dificilmente sofreram consequências, apesar de também estarem envolvidos.
Assim, o tribunal pediu assim o fim imediato da demolição de casas e estabelecimentos comerciais, que começou há quatro dias e que se concentra no distrito de Nuh.
As autoridades podem ser acusadas de “tratamento arbitrário” contra a população, que não foi previamente notificada destas ações.
Segundo a polícia indiana, os confrontos começaram na semana passada, quando grupos hindus afiliados ao Partido do Povo Indiano (conservador nacionalista), do primeiro-ministro Narendra Modi, realizaram uma procissão numa área de maioria muçulmana.
A violência, que resultou em pelo menos cinco mortos, acabou por se espalhar pelos arredores, como na cidade de Gurugram, nos arredores de Nova Deli, embora tenha sido reprimida pouco tempo depois.
Além disso, os partidos de oposição acusaram os líderes locais de organizações nacionalistas hindus de aumentar as tensões com os muçulmanos, que representam mais de 14 por cento dos quase 1.400 milhões de indianos, de maioria hindu.
Uma fonte da presidência da junta confirmou esta decisão à agência EFE, acrescentando que os responsáveis do autodenominado Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP), que levou a cabo o golpe, consideram a missão da CEDEAO “inútil”, uma vez que “a sua posição é conhecida” sobre a situação no Níger.
A fonte referia-se às sanções financeiras e comerciais impostas pelo bloco regional e à sua ameaça de ação militar se a ordem constitucional não for restabelecida no país.
Além disso, a mesma fonte sublinhou que a junta está “numa dinâmica de transição que deverá conduzir à organização de eleições”, ao mesmo tempo que assinala que se recusa a negociar o regresso ao poder do Presidente deposto, Mohamed Bazoum, que se encontra detido no palácio presidencial, desde o seu derrube em 26 de julho.
Entretanto, os chefes de Estado e de governo da CEDEAO têm agendada uma cimeira extraordinária para quinta-feira, em Abuja, para debater a situação no Níger e qual o próximo passo, num cenário de intervenção militar que poderá concretizar-se após o término, no passado domingo, do prazo de uma semana dado pelo bloco regional aos golpistas para a reposição da ordem constitucional e a recondução de Bazoum na Presidência.
Assim, o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken afirmou numa entrevista à estação de televisão britânica BBC, que embora não acredite que a Rússia ou o grupo Wagner tenham instigado a revolta militar no Níger, defende que estão a “tirar partido” da atual instabilidade.
“Acredito que o que aconteceu e o que ainda está a acontecer no Níger não foi instigado pela Rússia ou pelo grupo Wagner, mas eles tentaram tirar partido da situação. Onde quer que o grupo Wagner esteja, há morte, destruição e exploração. A insegurança aumentou, não diminuiu”, disse à BBC.
Neste sentido, considera que a situação atual no Níger é semelhante à de outros países vizinhos, como o Mali, “onde só deixaram coisas más no seu rasto”.
O Mali e a República Centro-Africana mantêm atualmente mercenários da Wagner nos seus territórios.
Relativamente à ameaça de intervenção militar feita pela CEDEAO, o Mali e o Burkina Faso — países liderados por juntas militares saídas de golpes de Estado – ofereceram apoio militar ao Níger caso ela se concretize.
Sendo assim, a junta militar nigerina liderada pelo general Abdourahamane Tiani culpa Bazoum pela crise económica, em parte por continuar a ceder aos interesses de uma França que continua a beneficiar dos recursos naturais do país, principalmente lítio e urânio, bem como por não fazer o suficiente para combater o terrorismo islâmico.
Os médicos grevistas foram impedidos pela PRM de realizar uma feira de saúde na Cidade de Maputo. Em causa, está uma alegada falta de autorização. Os profissionais foram ainda obrigados a retirar camisetas contendo mensagem sobre a greve.
Embora digam estar a prestar apenas serviços mínimos nos hospitais, devido à sua greve, os médicos decidiram realizar, esta terça-feira, uma feira de saúde.
Entretanto, o campo municipal do Zimpeto foi o local escolhido para prestarem serviços gratuitos aos cidadãos, uma actividade que até iniciou, mas decorreu por pouco tempo.
Uma força conjunta da PRM e Polícia Municipal de Maputo forçou os médicos grevistas a deixarem o local por alegada falta de autorização das autoridades.
Os médicos trajavam camisetas contendo a seguinte mensagem: “Estou em greve pela melhoria do Serviço Nacional de Saúde, prestando serviços mínimos”. Os médicos foram obrigados a tirá-las.
Cidadãos que já estavam a ser atendidos também tiveram de abandonar o local.
A Associação Médica de Moçambique referiu que o impedimento é pouco claro, porque diz ter tido a autorização da vereação municipal de Saúde.
“O facto é que nós, na semana passada, já tínhamos submetido um pedido junto da vereação de saúde da Cidade de Maputo para podermos realizar esta actividade e tivemos a devida autorização. Aliás, foi mesmo por instruções da vereação de saúde do Conselho Municipal que o próprio município nos cedeu algum material. Infelizmente, há aqui uma dissonância entre a vereação que gere o sector de saúde e outros níveis, que não sabemos quais são”, disse Napoleão Viola, porta-voz da Associação dos Médicos de Moçambique.
Um total de 41 pessoas morreram num novo naufrágio registado nas últimas horas ao largo da ilha italiana de Lampedusa, no sul da Itália, segundo testemunhos de quatro sobreviventes resgatados por uma patrulha da guarda costeira.
Os resgatados, que se encontram em estado de choque, explicaram às autoridades que o barco tinha saído de Sfax, na Tunísia, e que, após cerca de seis horas de navegação, virou devido a uma grande onda e as pessoas, entre as quais três crianças, caíram ao mar, relatam os media locais.
Entretanto, os desembarques não param em Lampedusa, em cujo centro de acolhimento, com capacidade para 300 pessoas, se aglomeram mais de 1.500, depois de iniciada a transferência de migrantes da ilha para a península italiana.
De acordo com as mais recentes estatísticas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), desde o início de 2023, mais de 87.000 migrantes desembarcaram ilegalmente em Itália, principalmente em embarcações provenientes da Tunísia, tendo muitos outros chegado a solo italiano a partir da Líbia.
O Mediterrâneo Central, entre o norte de África e Itália, é a rota migratória mais perigosa do mundo, com mais de 20.000 mortes desde 2014, de acordo com dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
No Centro de Tratamento de Doenças diarreicas na cidade de Nampula, cresce o número de casos de pacientes de cólera e diarreias que dão entrada provenientes de diferentes bairros da urbe.
O Chefe do departamento de Saúde Pública no Serviço Provincial de Saúde em Nampula, Geraldino Avalinho, disse que a entrada massiva de pacientes começou a ser registada no dia trinta e um do mês passado e de lá pra cá, ouve registo de mais de noventa casos, com um óbito.
Entretanto, Geraldino Avalinho explicou que apesar da situação, os pontos iniciais deste surto, nomeadamente Nacala-Porto e Memba já foram declarados livre da cólera, ficando ainda a serem geridos os casos de Nampula, Meconta e Eráti.
O administrador de Nampula, Abduremane Selemane, disse a Rádio Moçambique que nos bairros já decorrem trabalhos de sensibilização através dos Comités comunitários de gestão de risco.
Um homem italiano morreu após ser esmagado por milhares de rodas de queijo na sua fábrica em Bérgamo, no norte de Itália, segundo informaram as autoridades locais, citadas pela CNN Internacional.
No entanto, Giacomo Chiapparini, produtor de queijo de 74 anos, entrou na sala de envelhecimento da fábrica para verificar o mecanismo utilizado para limpar as rodas de queijo, de acordo com os Carabinieri de Bérgamo.
Assim, no local onde se deu o acidente existiam cerca de dez corredores com aproximadamente 1600 rodas de queijo cada. As autoridades adiantaram ainda que não ficou clara a forma como se deu o colapso inicial, que levou ao que estas descrevem como um “efeito dominó”, que culminou na morte do homem.
No local estiveram os Carabinieri e os bombeiros, apoiados por dois serviços de ambulâncias e outras autoridades locais, que foram chamados por volta das 21h locais de domingo.
O presidente do partido Renamo, Ossufo Momade, reafirma a sua satisfação pelo fim do processo do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), dos homens armados do seu partido.
Ossufo Momade falava, na abertura do V Conselho Nacional daquele partido, indicou que a satisfação deriva dos resultados, que classificou como “tangíveis”, como sejam: a integração de mais de cem ex-guerrilheiros nas fileiras da Polícia da República de Moçambique e o decreto que aprova a fixação de pensões para os abrangidos pelo DDR.
Já são cinco as formações políticas que se candidatam para as eleições autárquicas de Outubro. O processo termina na sexta-feira e a Comissão Nacional de Eleições fala de possíveis enchentes nos últimos dois dias.
A Comissão Nacional de Eleições recebeu a quinta candidatura das 31 previstas para serem submetidas para disputar as eleições autárquicas de 11 de Outubro.
O Partido Humanitário de Moçambique, PAHUMO, manifestou o seu interesse em dirigir as autarquias de Pemba, Nampula e Nacala nos próximos cinco anos.
“O Partido Humanitário de Moçambique está preocupado com o bem-estar da sociedade, queremos resgatar os valores da sociedade e estamos preocupados com a melhoria da vida dos moçambicanos, porque não estamos felizes com a situação em que o país se encontra”, disse Benildo Bule, porta-voz do partido.
No entanto, o processo de submissão de candidaturas termina na próxima sexta-feira e o maior número de partidos, 26, ainda não se apresentou à Comissão Nacional de Eleições.
“Temos a esperança de que ainda virão mais partidos que estão no processo dos preparativos, para não ter constrangimentos e também não darem muito trabalho e o impacto disso é que a CNE poderá ter muito trabalho nos últimos dias”, explicou Paulo Cuinica, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições.
A província canadiana da Colúmbia Britânica declarou estado de emergência devido a mais de 100 incêndios que têm afectado a região, forçando a retirada...