O secretário de Estado da província do Niassa, Silva Livone, reiterou a importância da protecção dos líderes comunitários, considerando-os pilares do Estado de Direito e da Democracia.
Este posicionamento foi expresso durante uma visita de trabalho ao distrito de Maúa, onde a comunidade local apresentou queixas sobre a violência que estes líderes têm sofrido, muitas vezes perpetrada pelos próprios membros da população.
Livone assinalou que os líderes comunitários desempenham um papel fundamental na manutenção de valores morais e patrióticos, e que o Governo está determinado a responder de forma firme a qualquer acto de agressão dirigido a estas figuras sociais.
A preocupação demonstrada pelos líderes locais, que se sentem obrigados a abandonar as suas residências devido ao medo, foi recebida com atenção pelo governante, que condenou qualquer forma de violência que possa comprometer a segurança e a integridade destes cidadãos.
Esta visita, que visa ouvir e compreender as preocupações da população, faz parte das iniciativas do Governo para reforçar a confiança e a segurança nas comunidades, promovendo um ambiente de respeito e colaboração entre os cidadãos e as autoridades.
Duas pessoas ficaram gravemente feridas no distrito de Mecula, na província do Niassa, após um ataque por animais bravios. As vítimas, que se encontravam a realizar actividades agrícolas nos seus campos de produção, foram surpreendidas por um búfalo e um elefante.
O porta-voz do comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) no Niassa, Nelson de Sousa, confirmou que as vítimas estão a receber cuidados médicos no centro de saúde local.
As autoridades estão a investigar o incidente e a tomar as medidas necessárias para garantir a segurança da população na área.
O Tribunal Judicial da Zambézia condenou António Veloso a uma pena de 24 anos de prisão maior pelo homicídio qualificado de Zarina Sumar. A decisão foi anunciada após um caso que gerou forte comoção na província e em todo o país.
De acordo com informações divulgadas pela Rádio Paz, o réu foi ainda condenado ao pagamento de uma indemnização de dois milhões de meticais à família da vítima. Durante a leitura da sentença, o juiz João Eusébio considerou evidências suficientes de que Veloso provocou a morte da jovem por asfixia mecânica e sufocação directa. Após o crime, António Veloso ocultou o corpo de Zarina lançando-o nas águas do rio Bons Sinais, em Quelimane.
O magistrado repudiou o ato violento e apelou à sociedade para rejeitar todas as formas de violência, enfatizando a importância de resolver conflitos passionais ou sociais por vias legais e nunca através de actos criminosos.
Após a leitura do acórdão, António Veloso optou por permanecer em silêncio, não prestando declarações aos meios de comunicação presentes no local. Em contrapartida, os familiares de Zarina expressaram um sentimento de justiça feita. O pai da vítima, Sumar Abdul, afirmou à imprensa estar satisfeito com o veredicto, considerando-o um passo crucial para a responsabilização do criminoso, embora reconheça que a condenação não apaga a dor da perda da filha.
A moldura penal, no entanto, não foi unânime entre os familiares do réu. A irmã de António Veloso contestou publicamente a sentença, afirmando que a família não concorda com a decisão judicial, defendendo que o processo ainda carecia de um melhor esclarecimento sobre as circunstâncias do crime.
O desfecho deste julgamento foi acompanhado de perto por organizações que actuam na protecção dos direitos humanos na Zambézia. Érica Timane, representante da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), saudou a posição do tribunal, ressaltando que esta condenação exemplar envia um sinal claro de combate à violência baseada no género (VBG) em Moçambique e reforça a urgência de garantir a protecção integral dos direitos das mulheres e raparigas no país.
A África do Sul acusou o Gana e a Nigéria de promoverem uma campanha sistemática para isolar o país do resto do continente africano, utilizando como pretexto críticas aos ataques xenófobos contra os seus cidadãos.
Segundo uma publicação da Carta de Moçambique, o governo sul-africano afirmou que os dois países estão a difundir notícias falsas, com o intuito de criar a impressão de que a África do Sul se tornou um Estado pária que necessita de intervenção de tribunais internacionais.
Vincent Magwenya, porta-voz do Presidente Cyril Ramaphosa, afirmou em conferência de imprensa que “mais preocupante tem sido a disseminação de informações falsas por um representante diplomático de um país que se tornou central nesta campanha”. Magwenya denunciou que até mesmo as trocas diplomáticas habituais em reuniões foram deliberadamente deturpadas para dar a entender que a África do Sul está a ser isolada.
Quando questionado se Gana divulgava informações falsas sobre a África do Sul, o porta-voz foi claro: “A resposta é sim”. Ele destacou que a África do Sul identificou uma campanha que é “impulsionada principalmente por Gana e, em menor grau, pela Nigéria”.
Magwenya referiu que Pretória já expressou as suas preocupações directamente ao Alto-Comissário de Gana, Benjamin Quashie, a respeito da propagação de notícias falsas sobre a África do Sul. “O Alto-Comissário deve esforçar-se para verificar as informações que divulga e fazê-lo através das autoridades”, frisou.
O porta-voz também mencionou que não havia evidências de que os cidadãos ganenses tivessem sido afectados de forma desproporcional pela recente onda de protestos contra a imigração ilegal na África do Sul. “Houve um incidente envolvendo um cidadão, mas não foi um incidente fatal. Portanto, é surpreendente que continuemos a ver essa postura anti-diplomática e não construtiva por parte de alguns em Gana”, acrescentou.
Magwenya ainda observou que existem líderes políticos no Parlamento do Gana que reconhecem os desafios enfrentados pela África do Sul e que não estão satisfeitos com a atitude do Alto-Comissário e do ministro ganês das Relações Exteriores, Samuel Okudzeto Ablakwa.
Gana solicitou que a União Africana inclua a questão da xenofobia na África do Sul na agenda da cimeira da organização, marcada para Outubro no Egito, que será precedida por uma reunião dos ministros das Relações Exteriores em julho, em Adis-Abeba.
O porta-voz presidencial foi ainda questionado sobre a possibilidade de represálias por parte de países como Nigéria e Gana, uma vez que alguns líderes, especialmente parlamentares, afirmaram que os ativos de empresas sul-africanas nesses países deveriam ser nacionalizados como forma de punição.
Centenas de manifestantes organizaram protestos em várias cidades ucranianas contra a demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, anunciada na quarta-feira.
A saída de Fedorov faz parte de uma ampla reformulação do governo determinada pelo Presidente, Volodymyr Zelensky.
Na capital, Kiev, jornalistas da Agência France Presse observaram centenas de pessoas reunidas numa praça no centro da cidade, agitadas bandeiras da Ucrânia e da União Europeia, enquanto gritavam palavras de ordem como “vergonha” e “tragam Fedorov de volta”.
As manifestações refletem a insatisfação de uma parte da população ucraniana em relação à recente mudança no comando da Defesa, num momento crítico para o país, que continua a enfrentar desafios significativos no contexto do conflito com a Rússia.
Pelo menos 11 crianças perderam a vida num incêndio que deflagrou em um orfanato nos arredores de Argel, segundo anunciou a Defesa Civil da Argélia. Além das vítimas fatais, foram registados 19 feridos.
“As equipas da Defesa Civil continuam as operações para extinguir o incêndio, que iniciou na Fundação de Assistência à Infância, situada no município de Mohammadia”, informou o organismo em comunicado.
O incêndio começou num posto médico do orfanato, gerido pela Fundação da Infância (Childhood Foundation) em Mohammedia. As autoridades estão a trabalhar para controlar a situação e investigar as causas do trágico incidente.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial de Redução do Risco de Desastres e Adaptação as Alterações Climáticas. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Prestação de Serviços de Segurança e Vigilância Privada. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um/a (1) Coordenador(a) de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Supply Chain (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor(a) de Cadeia de Abastecimento/Supply Chain – (Gaza). Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial Técnico Sénior em Redução do Risco de Desastres e Adaptação às Mudanças Climáticas. Saiba mais.
Os onze alunos da Escola Comunitária Santa Montanha, afectados por um spray paralisante, encontram-se fora de perigo. O incidente ocorreu quando uma estudante trouxe para a escola um spray de autodefesa, alegadamente pertencente à sua tia.
O spray, oculto na pasta da aluna, foi usado por um colega que, sem considerar as consequências, borrifou o produto sobre os demais estudantes, numa sala de aula com aproximadamente 47 alunos. Como resultado, os onze alunos contaminados apresentaram sintomas de imobilidade temporária, fechamento involuntário dos olhos e episódios de vómitos.
Prontamente, as vítimas foram evacuadas para o centro de saúde de Ricatla, onde receberam os cuidados médicos necessários. As autoridades estão a investigar as circunstâncias que levaram a este lamentável incidente, que alerta para os perigos do uso inadequado de produtos químicos nas instituições de ensino.
Um total de 2.266 operadores do transporte público de passageiros em Moçambique recebeu a primeira prestação da compensação destinada a mitigar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis. A informação foi divulgada por Luís Chaúque, porta-voz do Ministério dos Transportes e Logística.
De acordo com Chaúque, este número inclui 224 autocarros e três veículos mistos, totalizando um valor superior a 128 milhões de meticais. O montante atribuído varia em função da categoria da viatura; os veículos de 15 lugares recebem mais de 35 mil meticais mensais, enquanto os “Coasters” recebem cerca de 56 mil meticais e os autocarros de grande porte beneficiam de 141 mil meticais.
O responsável do ministério ainda realçou que alguns operadores não receberam a compensação devido à necessidade de actualização da base de dados, que foi ampliada com 1.047 novos transportadores cadastrados entre Maio e Junho. O pagamento da segunda prestação começou na última sexta-feira e deverá ser concluído até o dia 17 do presente mês.
Luís Chaúque acrescentou que o Ministério dos Transportes e Logística está a realizar uma fiscalização junto dos beneficiários para assegurar que os veículos estão efectivamente a operar no transporte público. Foram já identificados casos de viaturas avariadas, inexistentes ou utilizadas para outras actividades.
A morte de duas crianças, de 12 e 16 anos, no bairro de Magoanine, na cidade de Maputo, voltou a destacar um problema persistente no sistema de saúde moçambicano: a qualidade do atendimento prestado nas unidades sanitárias.
Quando um cidadão recorre a um estabelecimento de saúde, há a expectativa de receber um diagnóstico correto e um tratamento adequado ao seu estado clínico. Contudo, a ocorrência de suspeitas de erros na prestação de cuidados médicos, com consequências fatais, compromete inevitavelmente a credibilidade dos serviços de saúde.
De acordo com relatos de familiares, citados pelo jornal Miramar, os dois menores apresentavam sintomas de doença e foram encaminhados ao Centro de Saúde de Magoanine “A”. Neste local, receberam medicamentos que, segundo a família, não correspondiam ao verdadeiro quadro clínico das crianças.
Horas depois, o estado de saúde dos menores agravou-se rapidamente, levando à sua transferência para o Hospital Geral de Mavalane. Exames clínicos nessa unidade confirmaram que ambos sofriam de malária. Infelizmente, já era tarde para reverter o quadro, resultando na morte das duas crianças.
Se as informações divulgadas forem confirmadas pelas investigações, estaremos perante uma falha extremamente grave. A malária continua a ser uma das principais causas de morte no país, e os seus sintomas são amplamente conhecidos pelos profissionais de saúde. Assim, o teste rápido de malária não deveria ser considerado um procedimento opcional, mas sim uma prioridade sempre que o quadro clínico levante essa suspeita.
É nesse contexto que surgem críticas à actuação dos profissionais envolvidos. A medicina não permite decisões baseadas em suposições quando existem meios simples e acessíveis para confirmar um diagnóstico. Prescrever medicamentos sem a devida investigação clínica pode significar a diferença entre a vida e a morte, e um erro dessa natureza representa uma possível violação do dever profissional de proteger a vida do paciente.
Além disso, as denúncias dos moradores sobre alegados maus atendimentos recorrentes no Centro de Saúde de Magoanine “A” levantam preocupações adicionais. Se essas queixas corresponderem à realidade, o caso poderá não representar um episódio isolado, mas sim a consequência de um padrão de atendimento deficiente, caracterizado por desleixo, falta de rigor e incumprimento dos procedimentos clínicos básicos em todo o país.
A inquietação aumenta ao constatar que as autoridades municipais de saúde afirmam não ter recebido qualquer denúncia formal relacionada com o caso. Dada a gravidade da situação, é fundamental que haja uma atuação proativa. Em casos que envolvem mortes em circunstâncias suspeitas, as autoridades não devem limitar-se à receção de uma participação formal, mas devem abrir investigações imediatas e recolher informações junto da comunidade.
Residentes do Bairro 25 de Junho, localizado no Distrito Municipal de Kamubucuane, participaram numa sessão pública promovida pela Comissão Técnica para a Materialização do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo (COTE).
Durante a audição, foram apresentadas diversas propostas, destacando a necessidade de redução do número de deputados da Assembleia da República, limitação de mandatos e reforço da independência da justiça.
António Bila, um dos cidadãos presentes, defendeu que o número de deputados da Assembleia deveria ser reduzido de 250 para 150. Argumentou que a limitação de mandatos deve reflectir a realidade nas comunidades.
No que se refere à justiça, Bila propôs a criação de mais secções especializadas nos tribunais para acelerar o julgamento de casos relacionados com ilícitos eleitorais, além de sugerir a criminalização da autoproclamação de resultados eleitorais e a informatização do sistema eleitoral, com o intuito de reduzir conflitos e aumentar a transparência.
Por sua parte, Américo Rafael Mawai, outro residente, expressou preocupação com a transparência eleitoral e a independência da justiça em Moçambique. Mawai alertou que muitos cidadãos receiam manifestar livremente as suas opiniões, condicionando, assim, o exercício da liberdade de expressão. Manifestou reservas também sobre a introdução do voto electrónico, uma vez que a maioria da população ainda não tem acesso regular à energia eléctrica.
Manuel Cossa recordou a longa luta de Moçambique pela independência e o subsequente conflito armado. Ressaltou que persistem desfasamentos entre o discurso político e a realidade dos cidadãos. Cossa reiterou a necessidade de um sistema judicial mais célere e a criação de mecanismos claros para impedir a autoproclamação de resultados eleitorais.
Durante a sessão, o líder do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, questionou a metodologia utilizada no relatório apresentado pela COTE. Mondlane pediu esclarecimentos sobre os critérios adoptados para classificar os cenários políticos e a composição da amostra dos cidadãos ouvidos, alertando que a falta de clareza nestes aspectos poderia comprometer a credibilidade do processo.
Ivone Soares, representante da COTE, fez uma apresentação do relatório preliminar das auscultações públicas realizadas em todo o País. Apelou à participação activa dos cidadãos e destacou a importância do diálogo e da diversidade de opiniões.
A fase actual resulta das auscultações anteriores e será seguida pela sistematização das contribuições recolhidas, que serão transformadas em propostas a submeter à Assembleia da República. Soares advertiu que, uma vez concluída a fase de sistematização, não haverá nova oportunidade para apresentação de propostas.
Uma ruptura na conduta de abastecimento de água da empresa Águas da Região de Maputo (AdRM) está a provocar sérios constrangimentos na circulação de peões e viaturas na avenida 25 de Setembro. O incidente ocorre entre as avenidas Samora Machel e Vladimir Lenine, na Baixa da capital moçambicana.
A água, que se espalhou pelo passeio e parte da faixa de rodagem, dificulta significativamente a mobilidade na zona. Automobilistas são forçados a proceder com maior cautela, enquanto os peões encontram dificuldades em atravessar o local.
Este cenário tem implicações directas no acesso a diversos estabelecimentos situados ao longo do troço afectado, como o Cine-Teatro Scala, os Correios de Moçambique e a Imprensa Nacional, onde a entrada e saída de utentes e trabalhadores está condicionada.
Até ao momento em que a equipa do jornal “Notícias” se deslocou ao local, não havia presença de equipas técnicas encarregues da reparação da conduta, mantendo-se os problemas na área afectada.
O Conselho de Ministros de Moçambique instituiu uma Comissão Multissectorial com a responsabilidade de gerir, fiscalizar e reabilitar as áreas mineiras afectadas.
Esta decisão tem como objectivo reforçar o combate à mineração ilegal, assim como garantir o cumprimento da legislação mineira, ambiental, laboral e migratória em todo o país.
Durante a 20.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, a informação foi divulgada pelo porta-voz Inocêncio Impissa. A criação desta comissão resulta da análise de um relatório referente a uma missão de monitoria nas zonas de exploração mineira na província de Manica e a um diagnóstico das actividades em Lupiliche, situado no distrito de Lago, na província do Niassa.
Impissa destacou que, embora algumas empresas tenham melhorado os seus níveis de conformidade, ainda se observam irregularidades sérias que ameaçam a sustentabilidade das operações mineiras. No relatório sobre Manica, notou-se que algumas empresas conseguiram retomar as suas actividades após melhorias, mas 10 delas ainda enfrentam suspensão devido ao incumprimento das normas estabelecidas.
A missão de monitoria em Lupiliche revelou práticas de exploração sem licenças apropriadas, poluição de rios, falta de recuperação ambiental, condições inadequadas de trabalho e a presença de cidadãos estrangeiros em situação irregular.
O porta-voz ainda alertou que algumas empresas suspensas na província de Manica tentaram transferir os seus equipamentos para outras regiões, na tentativa de evitar as restrições impostas pelas autoridades.
O governo manifestou a sua determinação em evitar que estas práticas se espalhem por outras províncias. A nova comissão terá um âmbito nacional para assegurar a aplicação da legislação em todo o território. “Quem estiver em desacordo com a legislação terá que se ajustar ou cessar as suas operações”, afirmou Impissa.
Além disso, o Executivo decidiu prolongar a suspensão das actividades das empresas que continuam a infringir a legislação mineira em Manica. Este acto insere-se numa estratégia governamental que visa valorizar os recursos minerais do país, promovendo que o ouro extraído em Moçambique seja processado localmente antes de ser exportado. “Preferíamos que a exploração do ouro fosse acompanhada pela sua transformação e processamento antes da venda”, concluiu o porta-voz.
Nos dias 25 e 26 de Setembro, a emblemática Praia do Tofo será o palco da I Edição do Festival da Cerveja, um evento que promete atrair um número expressivo de visitantes a esta bela província.
Com um orçamento estimado em cinco milhões de meticais, o festival surge como uma iniciativa para diversificar a oferta turística local e prolongar a estadia dos turistas na região.
A organização do evento, que se estenderá por dois dias, está a cargo do Conselho Executivo Provincial de Inhambane. A expectativa é que o festival reúna mais de 8.000 pessoas, proporcionando-lhes uma experiência rica através de espectáculos musicais, feiras de gastronomia, safaris oceânicos e várias outras actividades de natureza cultural.
Júlio João, porta-voz do Conselho, sublinhou a importância de Inhambane como pólo de desenvolvimento turístico e a necessidade de implementar actos que potenciem este sector. O Festival da Cerveja, segundo ele, é um passo significativo nesta direcção.
A realização do festival não só promete animação e entretenimento, mas também representa uma oportunidade valiosa para fortalecer a economia local, fomentando o turismo e a cultura na região de Inhambane.
O Laboratório Provincial de Sementes, situado na província de Manica, realizou este ano a apreensão de cerca de uma tonelada de sementes falsas. Esta acção foi fruto de uma fiscalização meticulosa em estabelecimentos dedicados à venda de insumos agrícolas.
A iniciativa é parte das actividades de controlo da qualidade da semente certificada, focalizando-se no incremento da produção e produtividade agrícola. A informação foi difundida na terça-feira na cidade de Chimoio, durante a 12ª sessão ordinária do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado.
Agostinho Robate, porta-voz da sessão, informou que foi aberto um processo-crime contra uma empresa implicada na comercialização irregular de sementes, o que resultou na imposição de uma multa.
A actuação das autoridades visa salvaguardar a qualidade dos produtos agrícolas e assegurar o desenvolvimento sustentável do sector, fundamental para a economia da região.
O governo moçambicano reafirmou que a empresa petrolífera portuguesa Galp deverá pagar os impostos exigidos pela Autoridade Tributária do país, decorrentes da venda da sua participação na Área 4 da Bacia do Rovuma.
A disputa iniciou quando a Galp decidiu, em 2024, vender a sua posição no consórcio responsável pela exploração de gás natural na Área 4 da bacia do Rovuma, situada ao largo da província norte de Cabo Delgado, à ADNOC, a companhia petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos.
A Galp alienou os seus activos em Moçambique por 1,2 mil milhões de euros (1,3 mil milhões de dólares norte-americanos, conforme a taxa de câmbio actual). Este montante, segundo os cálculos da Autoridade Tributária, resulta num ganho de capital tributável de 162 milhões de euros, com base na aplicação da taxa padrão de 17,6 por cento. No entanto, a Galp alegou que o ganho de capital justo ascende apenas a 26 milhões de euros.
Para defender a sua posição, a Galp avançou com um processo de arbitragem internacional contra Moçambique, decidindo levar a questão ao Centro Internacional de Resolução de Disputas de Investimento (ICSID) do Banco Mundial.
Entretanto, segundo o porta-voz do governo e Ministro da Administração Estatal, Inocêncio Impissa, que falou com jornalistas após uma reunião do Conselho de Ministros, o governo reiterou que o montante em questão deve ser pago pela Galp.
“É um direito dos moçambicanos. É um recurso nacional e deve ser pago. Acreditamos que a arbitragem internacional pode servir para aproximar as posições. Discutirá tanto quanto considerar necessário, e o país manterá a sua posição conforme o considerado razoável. Quando existem posições divergentes, é necessário colocar um árbitro para analisar os interesses, julgar as posições, avaliar a razoabilidade e considerar as garantias que existem para cada uma das partes”, afirmou o porta-voz.
De acordo com Impissa, o processo formal de arbitragem ainda não foi recebido pelo governo. “O documento [relativo à arbitragem internacional] ainda não foi apresentado ao governo. Contudo, não se ignora a possibilidade de que ele exista. Portanto, reconheço e pode efectivamente existir, mas não foi tratado na sessão”, acrescentou.
“Esta não é uma relação diplomática, é uma relação comercial, e sendo uma relação comercial, é tratada diretamente ao nível do sector”, concluiu.
A província de Nampula recebeu duas honrosas distinções durante a XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP), promovida pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). O evento ocorreu ontem, reunindo líderes e representantes do sector empresarial.
O governador de Nampula, Eduardo Abdula, foi agraciado com o Prémio Formiga, em reconhecimento pelo seu empenho na promoção do desenvolvimento económico e social da região. Esta distinção reflete também as acções conjuntas entre o governo provincial e o sector privado, orientadas para a valorização das potencialidades económicas de Nampula e a atracção de investimentos que visam impulsionar o crescimento provincial.
Adicionalmente, o Conselho Empresarial Provincial foi igualmente homenageado pelo trabalho desenvolvido em colaboração com diferentes actores económicos e institucionais. Esta parceria tem consolidado o papel da instituição na promoção do sector privado e no fortalecimento da economia local.
No momento de receber a distinção, o presidente do Conselho Empresarial Provincial, Shakeel Ahmad, destacou que o reconhecimento é resultado do esforço, entrega e profissionalismo de cada membro da organização. Reafirmou ainda a disponibilidade de continuar a servir a comunidade com humildade e determinação, ressaltando que o verdadeiro sucesso é aquele que gera oportunidades e melhora as condições de vida dos cidadãos da província.
O mais recente espaço cultural inaugurado na localidade de Tragliata, denominado “Stalla Aperta” (Estábulo Aberto), pretende estabelecer um novo paradigma na promoção da cultura moçambicana em território italiano.
Esta iniciativa é fruto da visão do guitarrista moçambicano Amável Pinto e da sua esposa, Simonetta Bartolomei, que ambicionam criar um ponto de encontro entre as culturas moçambicana e italiana.
Durante a cerimónia de inauguração, Pinto manifestou a intenção do espaço, que transcende o conceito de um mero centro cultural, indicando que a “Stalla Aperta” visa “construir uma ponte permanente entre as culturas”, reforçando o diálogo intercultural, a valorização das tradições, bem como a criação artística e o fortalecimento da comunidade moçambicana que reside na Itália.
A cerimónia contou com a presença de várias figuras proeminentes, incluindo Mario Baccini, presidente da Câmara Municipal de Fiumicino, e os embaixadores de Moçambique na Itália e junto da Santa Sé, Santos Álvaro e Raúl Domingos, respetivamente.
O espaço dispõe de uma sala polivalente, dotada de infraestrutura para acolher uma variedade de eventos, como concertos, teatro, exposições, workshops, aulas e conferências, todos dedicados à fusão cultural entre Moçambique, Itália e outras partes do mundo.
Um dos destaques da inauguração foi um espectáculo interativo que combinou música, teatro e literatura. Este momento culminou com o lançamento da obra “A Igreja Encarnada do Concílio Vaticano II no Terceiro Milénio”, apresentada por Don Giovanni Di Michele, um dos autores da obra, que aborda a atualidade do pensamento do Concílio Vaticano II e a importância do diálogo e da dignidade humana.
Um ex-comandante das ex-FARC colombianas expressou a sua preocupação com as “mensagens de ódio” que têm sido estimuladas pelo presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que ameaça prendê-lo e revogar o acordo de paz de 2016 firmado entre a guerrilha e o Estado.
Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, comentou em declarações à AFP que antigos líderes da guerrilha, agora dissolvida, enviaram uma carta ao presidente eleito para reconhecer a sua vitória eleitoral e solicitar um diálogo, com o intuito de “honrar” o acordo de paz do qual são signatários.
De acordo com Londoño, os signatários do acordo estão a ser constantemente alvo de “estigmatização” e de “mensagens de ódio”, o que levanta preocupações sobre a possibilidade de um aumento da violência no país após a posse do novo governo.
O número de mortos no incêndio que consumiu um bar em Banguecoque, na Tailândia, na noite de domingo, subiu para 32, conforme reportado pelas autoridades na quarta-feira.
Mais de 70 pessoas ficaram feridas no incidente, com 15 delas a permanecerem em estado crítico, de acordo com a agência de notícias Associated Press. As causas do incêndio ainda estão a ser investigadas, e os familiares das vítimas exigem indemnizações.
Detalhes da investigação revelados pelas autoridades tailandesas indicam que a maioria das vítimas foi encontrada na zona das casas de banho do estabelecimento. Peritos do instituto de medicina legal confirmaram que a maioria das mortes foi causada por inalação de fumo e queimaduras graves.
Relatos de sobreviventes mencionam um corte total de energia após o início das chamas. “Foi tudo muito caótico”, declarou uma testemunha à AP.
O incêndio no bar Rong Beer Na Ladprao já é considerado o mais mortífero na cidade em 17 anos. Os bombeiros demoraram cerca de meia hora a controlar as chamas.
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