Um empresário de 39 anos, identificado como Nur Aly Gulamo, foi raptado esta manhã no bairro Matola “F”, no município da Matola, na província de Maputo.
Conhecido pela sua actividade na indústria de confeitaria, Gulamo é proprietário de uma fábrica de rebuçados localizada na Machava, nas proximidades.
De acordo com informações preliminares, o sequestro ocorreu quando a vítima se encontrava à porta da sua residência. A sua viatura foi interceptada por outro veículo da marca Toyota-Surf, de onde desembarcaram quatro homens armados. Testemunhas relataram que os suspeitos dispararam três tiros para intimidar os residentes antes de levarem Gulamo à força.
O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na província de Maputo, Samussone Mahumane, confirmou o ocorrido, assegurando que as autoridades estão a mobilizar-se para investigar o caso e apanhar os responsáveis por este ato criminoso.
As autoridades egípcias confirmaram o resgate de quatro corpos do iate “Sea Story”, que naufragou na segunda-feira ao largo da costa do Mar Vermelho.
O acidente, que envolveu um total de 44 pessoas a bordo, deixa ainda doze indivíduos desaparecidos.
Do total de passageiros, 31 eram turistas, enquanto os restantes 13 constituíam a tripulação. Segundo fontes oficiais da província do Mar Vermelho, pelo menos 28 pessoas foram resgatadas com vida após o naufrágio.
A tripulação do iate era maioritariamente egípcia, com 14 membros. Entre os turistas, destacam-se cinco cidadãos espanhóis, que já foram localizados e estão em segurança. Informações adicionais indicam que a bordo do “Sea Story” estavam igualmente passageiros de nacionalidades britânica, alemã, norte-americana, eslovaca, suíça, belga, polaca, norueguesa, irlandesa, finlandesa e chinesa.
As causas do naufrágio ainda permanecem desconhecidas. Contudo, a Autoridade Meteorológica Egípcia havia emitido um alerta no sábado, advertindo sobre a possibilidade de turbulência e ondas altas no Mar Vermelho, desaconselhando a actividade marítima durante o fim-de-semana e na segunda-feira.
A sede nacional da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) foi palco de um protesto na terça-feira, em que antigos guerrilheiros da força da oposição contestaram a liderança do partido, liderado por Ossufo Momade, em face dos resultados considerados insatisfatórios nas recentes eleições gerais.
O grupo de desmobilizados, integrado no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) acordado com o Governo, manifestou-se em frente à sede do partido, exigindo a demissão de Momade. Os protestantes, que passaram a noite no local, sublinharam a sua insatisfação através de uma mensagem dirigida à imprensa.
Em declarações à margem da manifestação, o deputado Muhamad Yassine expressou a sua perplexidade quanto à presença policial, questionando as intenções por detrás da chamada da polícia. “Ainda nos interessa saber quem chamou a polícia e com que intenção”, afirmou, alertando para a desnecessidade da intervenção policial em um conflito que, segundo ele, deveria ser resolvido internamente. “Nós chegámos e pedimos que a polícia não entrasse nas premissas da RENAMO, porque afinal de contas não há necessidade de haver polícia para resolver um problema que está dentro de casa”, acrescentou.
A resposta do contingente policial, que se manteve nas imediações da sede, foi de não intervir no desenrolar da situação. Yassine, reflectindo sobre o evento, declarou que a questão poderia ter sido resolvida de forma mais simples. “Esta era uma situação que, no meu entender, não era assim tão complicada de se resolver. Era uma questão de nos sentarmos com os nossos mais velhos militares, perceber exactamente qual era a sua exigência e como se poderia tratar o problema”, concluiu, garantindo que foi alcançado um “consenso” entre as partes envolvidas.
A capital haitiana enfrenta uma crise humanitária, com mais de 40 mil pessoas deslocadas em apenas dez dias, fruto de uma nova onda de violência associada a gangues armados.
A informação foi divulgada na terça-feira pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que descreveu esta situação como a pior onda de deslocações desde o início da sua intervenção no país, em 2022.
Entre os dias 11 e 20 de Novembro, um total de 40.965 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas na metrópole, com muitas a fugirem pela segunda ou até terceira vez. “A escala destes deslocamentos não tem precedentes desde o início da nossa resposta à crise humanitária no Haiti”, afirmou Grégoire Goodstein, chefe da OIM para o Haiti, em comunicado.
Actualmente, mais de 700 mil pessoas estão deslocadas em todo o país, que tem sido severamente afectado pela violência. Goodstein sublinhou que “esta crise não é apenas um desafio humanitário. É um teste à nossa responsabilidade colectiva”, destacando as dificuldades enfrentadas pelas equipas da ONU na execução da sua missão devido às crescentes condições de insegurança.
Simultaneamente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) denunciou um aumento alarmante de 70% no recrutamento de crianças por grupos armados no Haiti, revelando que estas constituem quase metade dos elementos dos gangues no país caribenho. “Este pico sem precedentes, registado entre os segundos trimestres de 2023 e 2024, mostra um agravamento da crise de protecção da criança”, declarou o UNICEF.
A instabilidade política e a insegurança crónica têm sido uma constante no Haiti, exacerbadas pela presença de gangues armados, que são frequentemente acusados de práticas de assassinato, rapto e violência sexual em larga escala.
Nas últimas duas semanas, Porto Príncipe e comunidades adjacentes têm enfrentado uma escalada de violência orquestrada pela aliança de gangues conhecida como “Viv Ansanm” (Viver Juntos), formada em Fevereiro e responsável pela destituição do ex-primeiro-ministro, Ariel Henry. Estes grupos exercem um controle significativo sobre a capital, atacando frequentemente civis, mesmo após a recente implementação de uma missão multinacional de apoio à segurança liderada pelo Quénia e apoiada pela ONU.
Um grupo de 34 agentes de segurança privada manifestou-se em frente à delegação do Instituto Nacional de Ação Social (INAS) na cidade de Xai-Xai, exigindo o pagamento de dois anos de salários em atraso.
A situação agravaram-se quando os manifestantes decidiram fazer reféns os funcionários da instituição e o seu delegado.
Os agentes, contratados por duas empresas para prestar serviços de segurança à Delegação Provincial do INAS, paralisaram por completo as actividades da instituição, bloqueando o acesso e impedindo a entrada de utentes que, desde as primeiras horas do dia, se dirigiam à delegação para tratar de processos.
“Desde 2022 que a Delegação Provincial do INAS não efectua o pagamento dos nossos salários. Temos enfrentado cortes de energia e água nas nossas casas. Estamos fartos da situação. Já tentámos dialogar várias vezes, mas sem resultados. Hoje, exigimos apenas que nos paguem o que nos devem”, declarou um dos representantes dos agentes em greve.
Os manifestantes, decididos a manter a pressão sobre as autoridades, trancaram as portas da delegação e afirmaram que não iriam permitir a saída dos funcionários até que as suas reivindicações fossem atendidas. “Daqui só saímos com o pagamento em mãos; caso contrário, ninguém entra nem sai. Está tudo fechado”, afirmou outro grevista.
Os utentes que se dirigiram ao INAS para tramitar os seus processos mostraram-se indignados com a situação. “Vim aqui para resolver os meus documentos, mas estou impedido devido à greve. É inaceitável”, lamentou um dos cidadãos afectados.
Em declarações, o Delegado do INAS em Gaza, Enoque Mate, reconheceu as reivindicações dos agentes de segurança, mas afirmou não poder fazer nada devido à falta de recursos financeiros. “Os processos de pagamento estão preparados, mas estamos à espera de autorização do governo central para avançar”, explicou Mate.
O gabinete de segurança de Israel reuniu-se para discutir uma proposta de cessar-fogo na guerra que opõe o país ao Hezbollah, grupo militante libanês.
A informação foi confirmada por um alto funcionário israelita, numa altura em que a Casa Branca expressou optimismo em relação à possibilidade de um acordo.
A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Sharren Haskel, confirmou o encontro, embora tenha optado por não entrar em pormenores, citando a sensibilidade do tema em questão. Esta reunião surge num contexto de crescente tensão e intensificação dos confrontos entre as forças israelitas e o Hezbollah, apoiado pelo Irão.
John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, indicou que as negociações para um eventual cessar-fogo estão a avançar, embora ainda não tenham sido concluídas. Segundo Kirby, as partes envolvidas atingiram um “ponto em que estamos perto” de um entendimento.
Entretanto, os confrontos entre os dois lados têm-se intensificado. No último domingo, Israel reportou cerca de 250 projécteis disparados contra o seu território, enquanto os ataques israelitas se concentraram em áreas do sul de Beirute, bastião do Hezbollah. Os militares israelitas emitiram um apelo à evacuação das populações locais, numa tentativa de mitigar os riscos para os civis.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, encontra-se sob investigação após uma denúncia que o acusa de assediar sexualmente uma ex-colega e divulgar imagens privadas, num caso que remonta a 2013 e que ganhou notoriedade internacional na passada segunda-feira (25).
Segundo as alegações, os supostos actos ocorreram há uma década, quando Boric, então com 27 anos e recém-formado em Direito, estaria implicado em comportamentos inadequados. O Ministério Público chileno já se encontra a investigar a situação, que foi formalmente reportada em 6 de Setembro deste ano.
Em resposta às acusações, Boric refutou veementemente os alegados actos de assédio, afirmando ser ele próprio a vítima de assédio “sistemático” por parte de uma mulher que terá conhecido em ambiente de trabalho em Punta Arenas.
A defesa do presidente sublinhou que Boric recebeu, sem ter solicitado, uma série de e-mails com conteúdos explícitos, que totalizam 25 mensagens enviadas por diferentes endereços electrónicos, todas oriundas da mesma remetente.
Jonatan Valenzuela, advogado de Gabriel Boric, declarou: “A denúncia foi apresentada à Procuradoria Regional de Magalhães, alegando uma suposta divulgação de registos de imagens privadas e assédio sexual, conforme estipulado no artigo 494 do Código Penal, mas isso nunca ocorreu”. O advogado também salientou que todos os e-mails recebidos foram entregues ao Ministério Público para a devida investigação.
O caso levanta questões significativas sobre a conduta do líder chileno e poderá ter implicações relevantes no cenário político do país.
O Ministério Público confirmou a existência de um processo criminal relacionado com os acontecimentos denunciados, o que poderá trazer novos desenvolvimentos nas próximas semanas.
O candidato presidencial pelo partido PODEMOS, Venâncio Mondlane, anunciou a realização de mais três dias de manifestações a partir de amanhã, com o objectivo de expressar o amor pela pátria e reivindicar o bem-estar de todos os moçambicanos.
Este movimento insere-se na terceira fase da quarta etapa de manifestações pós-eleitorais, que têm ocorrido em Moçambique desde meados de Outubro.
Durante uma transmissão ao vivo na sua página oficial do Facebook, Mondlane apelou à população para que participasse activamente nas manifestações, sugerindo a paralisação de todo o tipo de viaturas, com a exibição de cartazes reivindicativos, entre as 8h e as 15h30. O candidato sublinhou que esta iniciativa deve ser efectuada independentemente do local onde os cidadãos se encontrem.
“Os cartazes podem ser colocados nas viaturas, bicicletas, txopelas e até nas camisetas. Não importa onde esteja, a partir das 8h, a ideia é desligar o motor do carro e dirigir-se até ao local de trabalho”, afirmou Mondlane, acrescentando que, às 16h, após a entoação do hino nacional, as buzinadas devem recomeçar.
O candidato do PODEMOS não poupou críticas ao actual governo, afirmando que o roubo e a corrupção continuam a ser problemas persistentes no Estado. “Queremos acabar com isso tudo. Queremos acabar com o desprezo do Governo da Frelimo”, declarou.
Os alunos de dezanove escolas nos distritos de Chiúre e Ancuabe não estão a realizar os exames finais da sexta classe, cuja fase inicial iniciou na segunda-feira, como resultado da crescente insegurança provocada pela actividade de grupos terroristas nas comunidades locais.
O Director Provincial da Educação em Cabo Delgado, Ivaldo Quincardete, confirmou que a situação forçou a transferência de vários alunos para locais considerados mais seguros, garantindo que as suas educações não sejam comprometidas. Quincardete sublinhou que, face ao contexto de instabilidade, as autoridades educativas foram obrigadas a revisar o calendário escolar.
“Visto que as aulas na região foram retomadas há apenas um mês, decidimos que os alunos das classes que deveriam ser examinadas irão realizar os seus testes de forma especial em Janeiro do próximo ano”, afirmou o director, destacando os esforços da direcção provincial em mitigar os impactos da crise na continuidade do ensino.
Durante o último fim-de-semana, a província de Tete foi palco de uma tragédia que resultou na morte de dois menores, vítimas de afogamento.
O primeiro incidente ocorreu no rio Zambeze, na cidade de Tete, onde um jovem de apenas 13 anos se encontrava a nadar na companhia de amigos. O ambiente de lazer transformou-se rapidamente em desespero, culminando na fatalidade.
O segundo caso se registou no distrito de Tsangano, envolvendo um menor de 10 anos. Ambos os episódios geraram consternação nas comunidades locais, que se mobilizaram em busca dos desaparecidos.
Após os trágicos acontecimentos, uma equipa multissectorial, coordenada pelo Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), foi prontamente mobilizada e efectuou buscas minuciosas. Os esforços da equipa resultaram no resgate dos corpos das vítimas, encerrando assim uma operação marcada pela tristeza e pela dor.
O governo paquistanês anunciou a suspensão dos serviços de telefonia móvel e internet em todo o país, em resposta a uma onda de manifestações que eclodiram nas últimas horas.
A decisão surge após confrontos que resultaram na morte de pelo menos cinco agentes da polícia e deixaram dezenas de feridos.
Na manhã de ontem, a situação deteriorou-se rapidamente, com milhares de apoiantes do ex-primeiro-ministro Imran Khan, actualmente detido, a tentarem avançar para a capital, Islamabad. As autoridades implementaram um severo bloqueio de segurança, proibindo marchas, protestos e comícios. Juntamente com a suspensão dos serviços de internet, foram realizados cortes de energia e fechadas as principais vias de acesso à capital.
Os apelos de Imran Khan para que os seus apoiantes se manifestassem em prol da sua libertação intensificaram a tensão nas ruas. Na segunda-feira, a polícia recorreu a granadas de gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes que tentavam entrar em Islamabad. Contudo, na manhã de terça-feira, os manifestantes conseguiram romper as barreiras de segurança, chegando próximo do Parlamento.
O Ministério do Interior do Paquistão confirmou a mobilização do exército para proteger as missões diplomáticas na denominada “zona vermelha”, que alberga diversos edifícios governamentais e embaixadas. Em conferência de imprensa, um porta-voz do governo anunciou que será imposto um recolher obrigatório, em colaboração com tropas paramilitares, para impedir a entrada de manifestantes na cidade.
“Os manifestantes podem permanecer nos arredores de Islamabad, mas não hesitaremos em tomar medidas extremas caso tentem entrar na cidade”, advertiu o porta-voz.
O Conselho Constitucional manifestou a sua preocupação relativamente à situação de instabilidade e insegurança que se seguiu às eleições gerais realizadas no passado dia 9 de Outubro.
Em comunicado oficial, a instituição revelou que está a envidar esforços significativos para alcançar o que denomina de “tão almejada verdade eleitoral”, sublinhando a importância da contenção e da responsabilidade por parte dos cidadãos.
No mesmo documento, o Conselho Constitucional denunciou a crescente onda de ameaças dirigidas aos seus juízes, incluindo ameaças de morte, tanto através de mensagens privadas como por publicações nas redes sociais.
A entidade fez questão de frisar que tais actos não apenas desvirtuam os princípios democráticos, mas configuram igualmente um tipo legal de crime, reiterando que a justiça deve ser uma prioridade respeitada por todos.
Além disso, o Conselho Constitucional alertou que o exercício das liberdades de expressão, informação, reunião e manifestação não deve comprometer os deveres fundamentais de preservar a vida e a integridade física e moral dos indivíduos.
Este apelo surge num momento crucial, em que o respeito pela ordem democrática e pelo Estado de direito se torna mais necessário do que nunca.
Um tribunal na cidade de Jinan, na província de Shandong, condenou na terça-feira Liu Liange, ex-presidente do Banco da China, a uma pena de morte comutável em prisão perpétua, em virtude de crimes de corrupção.
A decisão surge após o tribunal ter reconhecido que Liu aceitou subornos que ultrapassam os 121 milhões de yuan, equivalente a cerca de 16 milhões de euros, entre os anos de 2010 e 2023.
Segundo informações veiculadas pela imprensa local, a pena de morte foi suspensa por dois anos, findos os quais Liu será submetido a uma pena de prisão perpétua. Além disso, o ex-banqueiro terá os seus direitos políticos revogados por toda a vida e todos os seus bens pessoais confiscados, com os lucros ilegais a serem devolvidos ao Tesouro do Estado.
O processo judicial contra Liu foi desencadeado pela Procuradoria Popular Suprema da China, que o acusou de “abuso de poder para prestar assistência financeira ilegal”, incluindo a facilitação de empréstimos e a colaboração em projectos. Liu também foi responsabilizado por emitir empréstimos de alto valor que violavam as normas nacionais, resultando em perdas significativas.
As autoridades chinesas detiveram Liu em Outubro do ano passado, ocasião em que foi expulso do Partido Comunista da China (PCC). Este caso marca uma importante etapa na luta anticorrupção promovida pela Comissão Central de Inspecção Disciplinar do PCC, que tem investigado e processar inúmeros altos responsáveis de instituições financeiras e reguladoras.
Desde que Xi Jinping assumiu a liderança do PCC em 2012, a sua administração tem implementado uma rigorosa campanha anticorrupção que resultou na condenação de centenas de altos funcionários. No entanto, críticos apontam que esta campanha também tem sido utilizada como um instrumento político para neutralizar rivais dentro do partido.
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a negar qualquer envolvimento na alegada tentativa de golpe de Estado que visou manter a sua presidência em 2022.
As declarações surgem no contexto de uma investigação da Polícia Federal brasileira que aponta directamente para a sua participação em acções que visaram desestabilizar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Na passada quarta-feira, Bolsonaro foi recebido por um grupo de apoiantes ao chegar ao aeroporto de Brasília, apenas dias após ter sido acusado pela Polícia Federal de estar envolvido na orquestração de um golpe contra o actual presidente. Em declarações a jornalistas, o ex-chefe de Estado reafirmou a sua inocência e sustentou que todas as suas acções durante a presidência foram realizadas conforme a Constituição.
“O golpe de Estado é uma coisa séria (…). Têm de estar envolvidas todas as forças armadas. Então, não existe golpe”, argumentou Bolsonaro, desvalorizando as acusações. “Ninguém vai dar golpe com o general da reserva e mais meia dúzia de oficiais”, acrescentou, minimizando a possibilidade de uma conspiração militar.
Antes de aterrar em Brasília, o ex-presidente partilhou um vídeo nas redes sociais, onde se defendeu afirmando que sempre “jogou limpo” durante o seu mandato. “Alguns falam que o meu defeito foi jogar limpo num país onde tinha muita coisa escondida. Mas valeu a pena. Valeu a pena perder, e a gente vai voltar em 2026”, declarou.
Bolsonaro enfrenta, actualmente, três indiciamentos: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Para além do ex-presidente, 36 outras pessoas estão a ser investigadas, incluindo militares e ex-ministros, num caso que continua a agitar a cena política brasileira.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, reafirmou a sua disponibilidade para explorar novas plataformas de diálogo, com o objectivo de resolver a actual situação pós-eleitoral no país.
A declaração foi feita durante um encontro realizado esta terça-feira em Maputo, onde o Chefe do Estado se reuniu com três dos candidatos presidenciais que participaram nas recentes eleições, excluindo Venâncio Mondlane.
Durante a reunião, o candidato do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, enfatizou a importância da inclusão de todos os quatro candidatos no processo de diálogo. Por sua vez, Ossufo Momade, candidato da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), sublinhou a necessidade da presença de Mondlane, visto como o convocador das manifestações que têm marcado o cenário político moçambicano.
Daniel Chapo, outro dos candidatos presidenciais, também apoiou a ideia de que o diálogo é fundamental na resolução dos problemas que afligem o país.
O Presidente Nyusi, por sua vez, explicou que a nova abordagem para o diálogo deverá ser estruturada de modo a considerar matérias específicas a serem discutidas, além da possibilidade de adopção de novas legislações.
Face à ausência de Venâncio Mondlane, o Presidente expressou a sua disposição para se deslocar até ao encontro do candidato, demonstrando assim a sua abertura para manter as portas do diálogo sempre abertas.
O recente encontro com os representantes dos partidos políticos culminou numa condenação unânime das manifestações violentas, evidenciando um consenso entre as formações políticas sobre a necessidade de promover a paz e a estabilidade no país.
A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar três (3) Assistentes – MEAL. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), no âmbito da implementação de Programas e Projectos, pretende recrutar dois (2) Oficiais Provinciais para Juventude, Género e Integração Social. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Controle Interno, Compliance e Salvaguarda. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador Provincial – Projecto LINK. Saiba mais.
De acordo com dados recentes, duzentos e noventa bebés que nasceram prematuramente perderam a vida entre Janeiro e Setembro deste ano no Berçário do Hospital Central de Nampula (HCN).
As causas apontadas para este trágico fenómeno incluem a chegada tardia das mães às consultas pré-natais e a presença de doenças congénitas.
O pediatra Carlos Lino, em declarações à imprensa, sublinhou que a demora na realização de consultas pré-natais dificulta a detecção precoce de anomalias que podem levar a complicações durante a gravidez. “Anomalias como más formações, implantações inadequadas da placenta e infecções poderiam ser evitadas ou corrigidas se as gestantes procurassem os serviços de saúde mais cedo”, afirmou o especialista.
Para enfrentar esta realidade alarmante, Carlos Lino defende a necessidade de intensificar campanhas de sensibilização nas comunidades, escolas e locais de grande afluência. O objectivo é promover a adesão às consultas pré-natais e incentivar partos seguros em unidades sanitárias, especialmente nas zonas rurais, onde os recursos muitas vezes são limitados.
“O apelo que faço à sociedade é para que as mulheres comecem a realizar as consultas o mais cedo possível, pois isso pode evitar várias complicações durante a gravidez. É fundamental que, logo que tenham conhecimento da sua gravidez, se dirijam aos serviços de saúde para dar início ao acompanhamento pré-natal”, recomendou o pediatra.
Em termos de definição, considera-se parto prematuro aquele que ocorre antes das 37 semanas de gestação, contadas a partir do último dia do ciclo menstrual. Carlos Lino aproveitou também para desmistificar a ideia de que os bebés prematuros têm um atraso no desenvolvimento, citando exemplos de crianças que, apesar de terem nascido antes do tempo, conseguem superar o período crítico e, em muitos casos, chegam a desenvolver-se tão bem quanto as que nasceram a termo.
A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) está a preparar-se para realizar investimentos significativos com o objectivo de replicar o modelo de sucesso da distribuição de gás natural canalizado na região norte da província de Inhambane, estendendo-se a outras áreas do país.
A revelação foi feita pela Presidente do Conselho de Administração da ENH, Ludovina Bernardo, durante uma recente visita de trabalho à delegação da empresa em Vilankulo.
Durante a visita, Ludovina Bernardo enfatizou a necessidade de fortalecer a equipa responsável pela operação e manutenção da rede de distribuição, assim como garantir a saúde, segurança e qualidade dos processos. A gestora sublinhou os desafios enfrentados pela ENH, que vão desde o atendimento à crescente demanda por gás canalizado até a presença física da empresa nas áreas onde são implementados projectos de petróleo e gás natural.
“Estamos satisfeitos e impressionados com a forma como o gás natural vai contribuindo para a melhoria da vida das nossas comunidades, em particular para a permanência das raparigas na escola e a redução do desflorestamento”, afirmou Ludovina, que também visitou o complexo oficinal onde se encontra a primeira unidade de produção de gás natural em pequena escala, associada ao furo Pande 7, bem como o Complexo Bimbi.
A Presidente do Conselho de Administração teve a oportunidade de conhecer de perto as actividades da ENH, especialmente no que concerne à distribuição de gás natural canalizado nos distritos de Vilankulo, Inhassoro e Govuro, tendo visitado vários consumidores.
Estes, parte dos 900 que beneficiam das fases de expansão do gás natural canalizado, manifestaram a sua satisfação pelo uso de uma fonte de energia limpa e económica, em detrimento do carvão vegetal e da lenha.
A implementação das iniciativas da ENH em Vilankulo está a proporcionar melhorias significativas na vida das comunidades da província de Inhambane. O projecto de Pande e Temane, em particular, tem sido fundamental para aumentar o acesso à energia limpa, promovendo a utilização do gás natural canalizado e contribuindo para a diminuição do desflorestamento associado à produção de lenha e carvão.
A aldeia de Nanquidunga, situada no distrito de Mocímboa da Praia, foi alvo de um ataque por um grupo de terroristas que, em um ato de pilhagem, saqueou produtos alimentares destinados à população local.
Este ataque ocorreu poucos dias após a entrega de assistência alimentar, nomeadamente arroz e óleo alimentar, a famílias vulneráveis da região.
De acordo com uma fonte citada pela Carta de Moçambique, os indivíduos armados chegaram à aldeia sem causar vítimas, mas aterrorizando os habitantes ao passarem de casa em casa em busca de comida. “Se alguém recusasse, eles levavam à força e saíam”, relatou a fonte, evidenciando a intimidação que os moradores enfrentaram durante a incursão.
As autoridades locais expressaram o seu empenho em restaurar a segurança na área, sublinhando que, na semana anterior, outra incursão de terroristas foi avistada por pescadores na região de Nsiri Siri, que se localiza mais ao sul de Mocímboa da Praia. Este aumento na actividade terrorista levanta preocupações sobre a segurança e o bem-estar das comunidades afectadas.
Na madrugada do passado sábado, a sede do Partido PODEMOS, situada no bairro da Testa África, na província de Manica, foi consumida pelas chamas em um incêndio que levantou sérias preocupações sobre a segurança e a tolerância política no país.
Três membros do partido estavam no interior, realizando serviços de guarnição, e relataram ter recebido uma ligação anónima a alertá-los sobre a iminente ameaça.
David Daniel, um dos membros presentes no local, partilhou a sua experiência aterradora: “Recebi uma ligação de um número desconhecido. Quando atendi, fui avisado para sair da sede, pois havia pessoas a caminho com a intenção de a queimar. Antes que eu conseguisse terminar a chamada, já pude ver que o fogo havia começado. Quando olhei para fora, percebi que o lugar já estava a arder e que tinham lançado uma bomba.”
O delegado do PODEMOS, Elton Forquilha, não hesitou em classificar o episódio como um ato de intolerância política. No entanto, ele expressou incerteza quanto à verdadeira identidade dos agressores: “O que resta saber é se essas pessoas eram realmente polícias ou se eram indivíduos a tentar disfarçar-se como tal. As testemunhas afirmam que estavam fardados e deixaram para trás sete garrafas de combustível de meio litro, além de paus com panos amarrados, usados para atear fogo.”
As autoridades policiais foram imediatamente acionadas e estão a investigar as circunstâncias do incêndio. Mouzinho Manasse, porta-voz da Polícia da República de Moçambique, informou que as equipes do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) já estão no local, a realizar uma investigação minuciosa. “Neste momento, o SENSAP e o SERNIC estão a trabalhar no local. Através da investigação, poderemos determinar se se trata de um incêndio criminoso ou se foi um acidente provocado pelos próprios membros da sede”, declarou.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) confirmou que a nova fase do fenómeno climático El Niño, já identificado nas províncias de Gaza e Inhambane,...
O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou o Brasil e outros países de estarem financiando uma campanha contra a Argentina.
A relação entre os dois...