O agravamento das confrontações entre seres humanos e a fauna bravia na província de Sofala tem suscitado a preocupação da Procuradoria-Geral da República.
Relatos indicam um aumento frequente de casos de fatalidades, destruição de campos agrícolas, residências e infraestruturas públicas.
A situação assume contornos alarmantes no distrito de Gorongosa, onde diversas famílias que habitam a zona tampão do Parque Nacional de Gorongosa se viram forçadas a abandonar as suas casas devido à presença constante de animais selvagens. Esta deslocação forçada tem gerado um clima de insegurança e apreensão na comunidade local.
O Procurador-Geral da República, Américo Letela, que se encontra em visita à província de Sofala, informou ter recebido várias denúncias sobre a intensificação destes conflitos. Em resposta a esta situação, Letela apelou à intervenção dos órgãos de justiça, sublinhando a necessidade de medidas eficazes para mitigar os impactos das interacções entre a população e a fauna.
A situação exige uma atenção urgente e acções coordenadas para salvaguardar tanto os direitos dos habitantes locais como a conservação da fauna bravia na região.
O movimento March and March anunciou a intensificação das suas marchas, que ocorrerão todas as quintas-feiras, após o assassinato do seu líder, Andile Mvuyelwa Somgxada, a 9 de Julho.
A organização, que é uma voz activa nas reivindicações contra a presença de imigrantes indocumentados, revelou que membros do grupo têm recebido ameaças de morte em diversas partes do país.
Somgxada, à frente do movimento em Greenfields, no município de Ekurhuleni, foi baleado à saída de sua residência a 4 de Julho. De acordo com Sandile Dube, porta-voz nacional do grupo, o líder foi transportado de urgência para o hospital, mas não sobreviveu. Dube o descreveu como um “sul-africano patriota, dedicado e amante da paz”.
Ameaças a Dirigentes do Movimento
O porta-voz do movimento indicou que o homicídio de Somgxada insere-se num contexto de escalada de intimidações dirigidas a outros líderes da organização. Mensagens de advertência foram enviadas ao líder regional de Tshwane imediata após uma marcha em Mamelodi. Coordenações similares foram reportadas em Umlazi (KwaZulu-Natal) e na província de Mpumalanga.
A organização afirma que as ameaças decorrem de redes criminosas que se beneficiam de extorsão e da cobrança de taxas de protecção a cidadãos estrangeiros indocumentados envoltos em negócios ilegais.
Apelo à Protecção das Autoridades
Face a este clima de instabilidade, o March and March pediu a intervenção rigorosa das forças de segurança. “Exigimos que as autoridades policiais investiguem minuciosamente esta situação, uma vez que poderá gerar tensões desnecessárias em várias comunidades”, alertou Dube.
O movimento reafirmou a sua determinação em continuar com o calendário de protestos e aumentar a mobilização em todo o país, com especial foco na província de Gauteng, onde as actividades ilegais e a resistência a suas acções são acentuadas. O grupo lançou um apelo aos cidadãos sul-africanos no sentido de se unirem contra cartéis de droga, traficantes de seres humanos e extorsionários que operam sob a máscara de empresas de segurança.
No último domingo, a ministra da Justiça e Desenvolvimento Constitucional, Mamaloko Kubayi, que também lidera a comissão interministerial sobre migração, sublinhou que o combate à imigração ilegal é uma responsabilidade exclusiva do Estado. Kubayi alertou para que grupos radicais, incluindo o March and March, evitem por em prática rusgas em residências e empresas à procura de imigrantes ilegais.
O Governo sul-africano anunciou já a detenção de 350 pessoas implicadas em 200 casos de intimidação e violência durante as manifestações anti-imigração. Até à data, mais de 53 mil estrangeiros, incluindo cerca de 1400 moçambicanos, já foram repatriados ou deportados.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, destacou a necessidade de o país abandonar a dependência do modelo de exportação de recursos e da importação de riqueza como forma de desenvolvimento económico.
Esta afirmação foi proferida na abertura da Vigésima Primeira Conferência Anual do Sector Privado, que se realizou na cidade de Maputo.
Chapo enfatizou que os recursos naturais, juntamente com as infraestruturas portuárias, devem ser utilizados como alicerces para o desenvolvimento de novas cadeias industriais que promovam a geração de emprego e o crescimento sustentável.
Neste momento, o Chefe de Estado está a participar num painel sobre o Diálogo Público-Privado, onde se discute o progresso das reformas económicas e institucionais necessárias para a melhoria do ambiente de negócios no país.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a sua convicção de que um acordo com o Irão ainda é viável, mesmo após a recente intensificação dos ataques aéreos e a reimposição do bloqueio aos portos iranianos.
Em declarações na Sala Oval, Trump sublinhou que, há apenas dois dias, as negociações pareciam avançar, mas Teerão optou por prolongar o diálogo em vez de aceitar uma proposta final.
Trump enfatizou a sua determinação em manter a pressão sobre o Irão até que um acordo satisfatório para Washington seja alcançado. O líder norte-americano defendeu uma combinação de sanções económicas e acções militares como instrumentos para persuadir as autoridades iranianas a cederem às exigências norte-americanas.
O Presidente reafirmou que o seu propósito principal é impedir o desenvolvimento de capacidades que considera prejudiciais para a segurança dos Estados Unidos e dos seus aliados. Esta nova ofensiva militar acontece na sequência do anúncio do restabelecimento do bloqueio naval contra o Irão, assim como o compromisso de Washington em actuar como “guardião do Estreito de Ormuz”, uma das principais rotas marítimas do comércio energético global.
As tensões entre os Estados Unidos e o Irão continuam a ser um tema de grande preocupação internacional, com implicações significativas para a estabilidade da região e para o comércio global.
O Ministro das Obras Públicas da África do Sul, William Macpherson, está a realizar uma visita ao local onde ocorreu o desabamento de uma igreja, levando a ferimentos em dez pessoas, em Inanda, na zona norte da cidade de Durban.
As equipas de emergência, desde o incidente, têm trabalhado intensamente, tendo conseguido resgatar oito indivíduos que se encontravam presos sob os escombros do edifício. As vítimas foram prontamente transportadas para diversas unidades hospitalares da região para o tratamento das suas lesões.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que levaram ao colapso da estrutura, tentando apurar as causas do acidente e garantir a segurança da comunidade.
O Presidente da República, Daniel Chapo, ressaltou a importância do sector privado como o principal motor de emprego no país. Esta declaração foi feita durante a abertura da XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026), que se realiza na capital moçambicana.
O Presidente Chapo sublinhou que o seu desejo é que o Estado ceda espaço ao sector privado para se tornar o maior empregador. “Queremos um Estado onde o sector privado vira o maior empregador e não o Estado”, afirmou, cogitando o papel essencial das empresas nacionais na geração de riqueza.
Durante o seu discurso, o chefe de Estado destacou a necessidade de reformas, descrevendo-as como ferramentas importantes para alcançar um propósito maior: a criação de oportunidades económicas para os moçambicanos. “O nosso verdadeiro objectivo sempre foi criar riqueza, principalmente para moçambicanos, gerada por moçambicanos, empresas moçambicanas e oportunidades para todos, principalmente para os nossos jovens e mulheres”, enfatizou.
Chapo reforçou que o desenvolvimento desejado deve ser impulsionado através da produção, industrialização, inovação e competitividade, marcando assim o caminho a seguir para um futuro mais próspero para Moçambique.
O Ministro da Economia, Basílio Muhate, enfatizou a importância de uma planificação transparente e eficiente no sector que lidera, visando assegurar que as políticas públicas gerem benefícios concretos para o bem-estar dos cidadãos.
As suas declarações foram proferidas durante a cerimónia de abertura da Primeira Reunião Nacional de Planificação do Ministério da Economia, realizada hoje em Maputo.
A reunião tem como principal objectivo a preparação do Cenário Fiscal de Médio Prazo para o período de 2027 a 2029, assim como a elaboração do Plano Económico e Social e do Orçamento do Estado para 2027. Estes instrumentos são fundamentais para operacionalizar as prioridades delineadas no Plano Quinquenal do Governo para o período de 2025 a 2029.
A Índia e a Grécia manifestaram o seu suporte humanitário a Moçambique, através de uma entrega simbólica de donativos destinados às populações que sofrem as consequências das cheias e chuvas intensas que devastaram o sul e o centro do país.
A assistência, recebida pelo Governo no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, ocorre num momento crítico, em que cerca de 700 mil pessoas continuam a lidar com os efeitos dessa calamidade natural.
A Índia contribuiu com 500 toneladas de arroz, somando-se a cerca de 12 toneladas de medicamentos e outros bens essenciais que já haviam sido entregues em Março. Por sua parte, a Grécia, através do Consulado-Geral Honorário em Moçambique e da Igreja Ortodoxa, canalizou produtos alimentares e bens não alimentares essenciais, com o auxílio da Cruz Vermelha da República Helénica.
Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) revelam que as recentes cheias afectaram aproximadamente 700 mil indivíduos em várias regiões do país, exacerbando as necessidades humanitárias e exigindo uma resposta coordenada entre o Governo e os seus parceiros internacionais.
A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Maria de Fátima Simão, salientou que estas doações resultam de um apelo feito pelo Governo em Janeiro, durante uma fase crítica provocada pelas inundações. “Os donativos resultam do apelo lançado pelo Governo em Janeiro, numa altura em que o País enfrentava uma situação crítica”, afirmou.
O Alto Comissário da Índia em Moçambique, Robert Shetkintong, enfatizou que este apoio é uma demonstração de amizade e solidariedade entre os dois países. Reconhecendo que a ajuda não elimina o sofrimento das populações afectadas, o diplomata destacou que o donativo representa um contributo significativo para aliviar as dificuldades enfrentadas pelas comunidades afectadas.
Shetkintong também elogiou o envolvimento da comunidade indiana em Moçambique, que organizou apoio alimentar para centenas de famílias nos distritos de Maputo, Marracuene, Moamba e Namaacha, além de assistência adicional à província de Gaza.
O Consulado-Geral Honorário da Grécia, em colaboração com a Igreja Ortodoxa e a Cruz Vermelha da República Helénica, entregou produtos alimentares e bens essenciais às populações mais vulneráveis.
As autoridades assinalaram que este gesto simboliza os laços de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique, a Índia e a Grécia, reafirmando a importância da resposta humanitária em curso.
Apesar dos progressos observados na assistência de emergência, o Governo admite que persistem desafios significativos, especialmente na reconstrução das áreas devastadas, reiterando o apelo à continuidade do apoio da comunidade internacional.
Moçambique é frequentemente afetado por fenómenos climáticos extremos, como cheias, ciclones e secas, o que reforça a necessidade de uma resposta concertada entre o Estado e os seus parceiros para mitigar o impacto destes eventos sobre as populações.
O distrito de Gorongosa, na província de Sofala, no centro de Moçambique, anunciou a previsão de produção de 608.618 toneladas de culturas diversas para a campanha agrária de 2025/2026, abrangendo uma área de 134.918 hectares.
No entanto, esta estimativa representa uma diminuição de 4,5 por cento em comparação com a campanha anterior, reflectindo os impactos adversos das mudanças climáticas na produtividade agrícola. O administrador distrital, Pedro Mussengue, revelou que, durante a campanha passada, foram colhidas 634.963 toneladas, um desempenho que se mostra difícil de igualar este ano, face à irregularidade das chuvas e à frequência de fenómenos climáticos extremos.
As culturas consideradas estratégicas para a região incluem milho, feijões, mapira, hortícolas, gergelim e soja, que desempenham um papel crucial na segurança alimentar e no rendimento das famílias locais.
Apesar da queda na produção, a área cultivada registou um ligeiro aumento de 0,01 por cento, passando de 134.902 para 134.918 hectares. Os indicadores de assistência aos produtores apontam uma evolução positiva, com o número de agricultores apoiados a crescer de 8.762 na campanha anterior para 10.640 este ano. O aproveitamento de sementes também teve uma subida significativa, de 91,7 para 148,59 toneladas.
Por outro lado, o número de campos de produção reduziu, passando de 428 para 345, o que representa cerca de 84,8 por cento do total registado anteriormente. No que respeita à mecanização agrícola, Gorongosa superou as metas estabelecidas, com uma área de 7.164 hectares preparada com recurso a maquinaria, ultrapassando o plano inicial de 4.080 hectares, traduzindo-se num crescimento de 50,4 por cento em relação aos 4.762 hectares da campanha passada. Este esforço beneficiou 3.017 produtores na preparação das terras.
Para dar suporte a esse trabalho, o distrito dispõe actualmente de um parque de 34 tractores equipados com alfaias agrícolas. Mussengue destacou também os avanços na consolidação da paz e no desenvolvimento local, resultantes da implementação do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).
O Programa de Promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social (PROPAZ) tem desempenhado um papel importante ao fortalecer a convivência entre as comunidades, incluindo antigos membros da Renamo nas estruturas de governação local.
Mussengue sublinhou que o distrito de Gorongosa está em fase de desenvolvimento, exemplificado pela expansão da rede escolar em Vunduzi, antiga zona de confrontação militar, onde o número de escolas secundárias duplicou nos últimos três anos. O administrador assinalou ainda melhorias na rede sanitária, no acesso à educação e nas infraestruturas, fatores que têm contribuído para a atração de novos investimentos.
Entre os projetos estruturantes em curso, destaca-se a construção de um hospital regional e a conclusão de uma barragem destinada ao reforço do fornecimento de energia à cidade da Beira. Além disso, antigos combatentes abrangidos pelo DDR participam actualmente em programas de desenvolvimento económico, beneficiando de financiamento através do Fundo de Iniciativa de Desenvolvimento Económico Local (FIDEL) e de bolsas de formação profissional nas áreas da agricultura, electricidade e outros sectores.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Prestação de Serviços de Segurança e Vigilância Privada. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um/a (1) Coordenador(a) de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Supply Chain (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director do Projecto GCF/LINK (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor(a) de Cadeia de Abastecimento/Supply Chain – (Gaza). Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial Técnico Sénior em Redução do Risco de Desastres e Adaptação às Mudanças Climáticas. Saiba mais.
O troço de três quilómetros da Estrada Nacional Número Um (N1), que faz a ligação entre as localidades de Chissibuca e Mavila, encontra-se totalmente aberto ao tráfego.
Esta secção, que tem sido marcada por acidentes de viação frequentes devido ao pavimento escorregadio, recebeu intervenções de correcção que visaram restaurar a aderência da estrada, particularmente no povoado de Matanato.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) informou que o local foi equipado com sinalização vertical de emergência. Esta inclui avisos de “pavimento escorregadio” e recomendações para redução de velocidade, além da instalação de bandas sonoras nos extremos e no meio do troço, como medidas preventivas para diminuir a sinistralidade rodoviária antes da realização das obras.
Durante o período de intervenções, o fluxo de trânsito foi gerido de forma condicionada, utilizando o modelo “stop and go”. Isto permitiu que os veículos circulassem com segurança enquanto se realizavam os trabalhos.
Apesar da reabertura ao trânsito, as autoridades rodoviárias decidiram monitorar o troço durante um mês. A ANE explicou que o objectivo desta vigilância é avaliar a eficácia do novo revestimento, tendo em conta o volume de tráfego que transita por esta importante artéria rodoviária do país.
Mais de 165 mil pacientes com diagnósticos de infecções respiratórias graves foram atendidos nas unidades sanitárias da província de Tete entre os meses de Janeiro e Maio.
Este número representa uma diminuição em comparação com os 206 mil casos verificados no mesmo período do ano anterior.
Os distritos de Tete e Angónia foram os mais afectados, conforme informou Maria João, chefe do Departamento de Saúde Pública do Serviço Provincial de Saúde. A profissional sublinhou que, apesar do elevado número de casos, não se observa um quadro clínico alarmante, embora a situação represente um incómodo para a população local.
Para os indivíduos diagnosticados com estas infecções, a médica recomenda a evitação de aglomerações e a necessidade de não frequentar o trabalho, de forma a prevenir a propagação da doença. Em situações em que o contacto social seja imprescindível, a utilização de máscara torna-se uma medida crucial.
Os sintomas mais comuns incluem dores articulares, febre, congestão nasal — que pode apresentar secreções fluidas ou amareladas — e dor na garganta. Maria João acrescentou que, em casos específicos, como os de pacientes predispostos a amigdalites, a inflamação na faringe pode manifestar-se de forma mais severa, acompanhada de febre elevada e dificuldades para deglutir.
Adicionalmente, a médica destacou que, devido ao frio, é habitual que as pessoas mantenham as janelas fechadas em casa e nos transportes públicos, o que favorece a propagação de vírus. Assim, recomendou a manutenção de espaços arejados para a prevenção de surtos.
A Electricidade de Moçambique (EDM) está a planear a instalação de uma central térmica a gás no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado.
Este empreendimento surge como uma resposta à crescente demanda por electricidade, impulsionada pelo processo de industrialização que a região está a atravessar.
Heitor Matimele, Director da Área de Serviço ao Cliente de Pemba da EDM, esclareceu que o novo projecto permitirá a Cabo Delgado diminuir a sua dependência em relação à Hidroeléctrica de Cahora Bassa. A construção da central térmica terá um impacto significativo na oferta energética da província.
Além da planta térmica, está prevista a construção de uma linha de transporte de corrente eléctrico, que ligará Palma à Subestação de Metoro, situada no distrito de Ancuabe. Esta infraestrutura visa reforçar a rede eléctrica, assegurando uma distribuição mais eficiente da electricidade na região.
A implementação deste projecto é vista como um passo importante para o desenvolvimento energético e industrial de Cabo Delgado, que continua a se afirmar como uma área estratégica para o crescimento sustentável e económico de Moçambique.
As forças de segurança da Nigéria conseguiram resgatar 39 estudantes e cinco professores que haviam sido raptados há cerca de dois meses no estado de Oyo, no sudoeste do país.
As vítimas foram sequestradas no dia 15 de Maio, durante um ataque coordenado por homens armados a vários estabelecimentos de ensino no distrito de Oriire. Infelizmente, um dos professores perdeu a vida durante o período em cativeiro.
O governador do estado de Oyo, Seyi Makinde, confirmou o sucesso da operação de resgate e salientou que a ação militar resultou na perda de vidas entre o pessoal do exército. O governante informou que as autoridades locais estão a coordenar o reencontro das vítimas com os seus familiares, destacando que vários dos libertados apresentam um estado de saúde frágil.
A Presidência da República também anunciou que oito suspeitos de envolvimento nos raptos foram detidos e se encontram sob custódia policial. Os sequestros em massa perpetrados por grupos armados tornaram-se um dos principais desafios de segurança na Nigéria, onde redes criminosas exploram a vulnerabilidade das fronteiras e a fragilidade na protecção das comunidades rurais para exigir resgates.
O boxeador moçambicano Tiago Muxanga tornou-se campeão africano da International Boxing Organization (IBO) na categoria super meio-médio. A conquista foi obtida após uma vitória por decisão unânime dos juízes, num combate realizado no Brentwood Center, em Essex, Inglaterra.
Esta vitória é considerada um marco na carreira de Muxanga, revelando-se uma porta aberta para novas oportunidades na esfera internacional do boxe, conforme reportam várias agências de notícias desportivas, tanto nacionais como estrangeiras.
Conhecido pelo seu apelido “Leão da Paz”, Tiago Muxanga mantém uma trajectória notável no circuito profissional, com um registo impecável de quatro vitórias em quatro combates. O pugilista actualmente reside no Reino Unido.
A petrolífera portuguesa Galp Energia decidiu formalmente recorrer ao tribunal arbitral internacional para contestar a cobrança de impostos imposta pela Autoridade Tributária de Moçambique.
O litígio foi apresentado no Centro Internacional para a Resolução de Diferendos sobre Investimentos, uma instituição que integra o Grupo Banco Mundial, devido a profundas divergências quanto à venda de activos na província de Cabo Delgado.
O ponto de discórdia centra-se no cálculo das mais-valias fiscais da transacção realizada em Março de 2025, quando a Galp vendeu a sua participação de 10% na Área 4 da Bacia do Rovuma à empresa estatal dos Emirados Árabes Unidos por mais de mil milhões de dólares. O fisco moçambicano determinou que a empresa portuguesa deve pagar cerca de 162 milhões de euros, enquanto a Galp argumenta que o montante correto se cifra em apenas 26 milhões de euros, invocando despesas adicionais que devem ser deduzidas do custo base.
Uma fonte ligada ao processo, citada pelo Notícias ao Minuto, indicou que as negociações políticas e administrativas locais falharam nos últimos meses, levando a empresa a optar pela via jurídica internacional. A falta de consenso sobre quais custos podem ser legitimamente incluídos no custo base forçou a Galp a activar as cláusulas de protecção do Acordo Bilateral de Investimento entre Portugal e Moçambique.
Este caso, registado sob o número ARB/26/31, representa um importante teste para o regime fiscal das operações petrolíferas em Moçambique. As autoridades moçambicanas visam defender a soberania fiscal do país nos grandes projectos extractivos, procurando equilibrar a captação de receitas públicas com a estabilidade jurídica necessária para manter o interesse dos investidores estrangeiros.
O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugura em Maputo, a XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026). O evento, que decorre sob a égide da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), representa a mais significativa plataforma de diálogo entre o Estado e o sector privado no país.
A CASP tem como principal objectivo discutir oportunidades de investimento, produção e exportação, bem como a estabilidade macroeconómica e a confiança dos investidores, tanto nacionais como estrangeiros.
Durante esta conferência, o estadista moçambicano participou no painel sobre o Diálogo Público-Privado, onde foram abordados os avanços do Governo em reformas económicas e institucionais.
O foco reside na melhoria do ambiente de negócios, com ênfase na diminuição da burocracia, na digitalização dos serviços públicos e na intensificação do combate à corrupção.
A presença do Chefe do Estado neste fórum reveste-se de especial relevância, uma vez que a CASP se firmou como um espaço estratégico para discutir políticas destinadas à diversificação da economia, ao fortalecimento da produção interna e à criação de oportunidades de emprego. Durante o evento, também serão apresentados os resultados do compromisso do Governo com a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique.
Um incêndio deflagrou na madrugada desta segunda-feira na floresta de Fontainebleau, situada a cerca de 60 km a sul de Paris, e está a propagar-se rapidamente pela região, tendo já consumido 800 hectares, conforme relataram as autoridades francesas ao jornal Le Parisien.
Como resultado da situação, vários bairros residenciais foram evacuados e a circulação ferroviária na área sofreu perturbações.
O ministro do Interior francês alertou que o combate às chamas poderá levar “alguns dias”. Até ao momento, não há registo de feridos. Para enfrentar a situação, foram mobilizados dois aviões Canadair e centenas de bombeiros, com a previsão de que mais de 500 bombeiros cheguem à área ao longo do dia.
A França está a enfrentar uma nova onda de calor, com temperaturas a ultrapassar os 40ºC. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram uma densa nuvem de fumo a pairar nos arredores de Paris, consequência do incêndio.
Os programas de intercâmbio estudantil estão a reafirmar-se como uma plataforma fundamental para a aproximação entre diferentes culturas e povos. Em Moçambique, a associação sul-coreana Youth Education Visionaries (YEV) tem-se destacado neste âmbito.
Recentemente, a missão da YEV culminou no compromisso de fortalecer a cooperação educativa entre estudantes dos dois países.
O encerramento da missão teve lugar na Escola Secundária Unitiva, situada no distrito de Boane, província de Maputo. Através da iniciativa denominada “Korean Camp”, a YEV proporcionou aos alunos a oportunidade de contacto directo com a rica cultura da Coreia do Sul.
Durante o evento, os estudantes participaram em diversas oficinas que incluíram aulas de língua coreana (Hangul), degustação de gastronomia tradicional e produção de máscaras típicas, experiências que enriqueceram os seus conhecimentos culturais.
Ao avaliar a missão, a responsável pelo recrutamento da YEV, Harin Yu, elogiou o acolhimento caloroso recebido nas escolas moçambicanas, sublinhando que a comunicação conseguiu ultrapassar as barreiras da linguagem, evidenciando a importância de iniciativas que promovem o interrelacionamento cultural e educativo entre os dois países.
Durante uma visita à vila de Chitima, no distrito de Cahora Bassa, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, enfatizou a necessidade urgente de os operadores dos mega-projectos implementarem programas integrados que visem a criação de emprego e a melhoria das condições de vida da população moçambicana.
Valá sublinhou que a concretização das iniciativas propostas é fundamental para a redução da pobreza e para o fomento do desenvolvimento económico local. Esta abordagem reveladeira no seu discurso valoriza não apenas os projectos em curso, mas também a responsabilidade social das empresas operadoras.
A visita do ministro estava ligada ao Projecto “Transformar”, que recebe financiamento da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, e que poderá servir de exemplo para futuras implementações em outras regiões do país.
A mensagem de Salim Valá reflete a urgência de uma abordagem mais inclusiva e sustentável no âmbito dos mega-projectos, de modo a garantir que a riqueza gerada beneficie directamente as comunidades envolventes.
Um barco com 270 ocupantes começou a afundar neste domingo a cerca de dois quilómetros da cidade costeira de Kyrenia, no Chipre.
A embarcação, pertencente...
A Polícia Municipal (PM) interrompeu um espectáculo ao vivo na Avenida 10 de Novembro, em Maputo, devido ao não cumprimento das normas estabelecidas para...