O Governo de Moçambique revelou que o custo estimado para o plano de reconstrução da província de Gaza, severamente afectada por cheias recentes, ascende a 720 milhões de meticais.
Esta cifra foi anunciada pelo Ministro da Administração Estatal e Função Pública, no decorrer de uma conferência de imprensa dedicada à avaliação dos danos provocados pelas intempéries.
Na ocasião, o titular da pasta destacou que as cheias causaram estragos significativos em infraestruturas, habitação e meios de subsistência da população local. Os municípios afectados testemunharam uma devastação que exigirá um esforço considerável para ser revertido e restaurado.
O plano de reconstrução visa, portanto, não apenas a reabilitação das infraestruturas danificadas, mas também a implementação de medidas de prevenção para mitigar futuros desastres naturais. Entre as intervenções previstas, estão a construção de canais de drenagem, a melhoria das condições de habitabilidade e a reposição de bens essenciais à população.
A apresentação do plano conta com a colaboração de diversas entidades, incluindo organizações não-governamentais e parceiros internacionais, que se comprometem a apoiar o Governo na execução das iniciativas propostas.
Os habitantes da província de Gaza, que continuam a enfrentar as consequências das cheias, aguardam com expectativa o início das obras e a melhoria das suas condições de vida.
A Polícia Nacional de Angola anunciou a expulsão de mais de 53 mil cidadãos estrangeiros em situação irregular nos últimos sete meses.
O comissário Francisco Ribas, comandante-geral da corporação, fez esta revelação durante uma conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Segurança Nacional, presidida pelo chefe de Estado, João Lourenço.
De acordo com Ribas, as expulsões estão directamente relacionadas com a prática de crimes associados à imigração, como a exploração ilícita de diamantes e o comércio ilegal de materiais ferroso. “Foram expulsas do país aproximadamente 53 mil pessoas de diversas nacionalidades, a maioria oriunda da República Democrática do Congo, que faz fronteira com Angola”, afirmou.
Ribas destacou que um plano operacional foi implementado para abordar as ameaças de imigração, resultando numa diminuição significativa dos números. No entanto, reconheceu que ainda há trabalho a ser feito por parte das autoridades angolanas no que concerne à controle da imigração.
Em relação à segurança pública, o comandante-geral assegurou que a situação se mantém estável, facilitando a livre circulação de pessoas e bens. Notou uma redução na criminalidade, especialmente nos casos de crimes violentos envolvendo armas de fogo.
A Selecção Nacional de Futebol de Moçambique, carinhosamente conhecida como Mambas, inicia a sua caminhada rumo ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027 com um jogo em Dakar, Senegal, agendado para o dia 25 de Setembro.
Posteriormente, a equipa nacional terá a oportunidade de jogar em casa, recebendo o Sudão no dia 29 do mesmo mês. Estas partidas são parte integrante do processo de qualificação para a fase final do torneio, que decorrerá no Quénia, Tanzânia e Uganda.
Os Mambas encontram-se inseridos no grupo J, juntamente com as selecções de Senegal, Sudão e Etiópia. O desafio contra a Etiópia está agendado para a primeira semana de Novembro, fechando assim a primeira volta da fase de qualificações.
O objectivo da Selecção Nacional é garantir a presença no terceiro CAN consecutivo, dado que a equipa já participou nas edições de 2023, que decorreu na Costa do Marfim, e de 2025 em Marrocos. Os adeptos do futebol em Moçambique aguardam com expectativa as prestações da selecção, na esperança de que os Mambas consigam brilhar nas próximas competições continentais.
O governo de Moçambique apresentou um ambicioso plano agrícola orçado em dois mil milhões de dólares. A revelação foi feita pelo Ministro do Planeamento e Desenvolvimento, Salim Valá, durante uma visita de trabalho às áreas afectadas por inundações na província de Gaza, situada no sul do país.
O projecto, com duração de quatro anos, visa aumentar a produtividade, com especial enfoque nos pequenos produtores, sem descurar as cadeias de valor mais promissoras. Salim Valá sublinhou que o plano pretende apoiar as actividades agrícolas de mais de dois milhões de produtores nas zonas de rega do Baixo Limpopo, definidas como áreas prioritárias para a intervenção.
O ministro detalhou uma gama de medidas a serem implementadas em simultâneo, que incluem desde extensão e investigação agrícola até financiamento para produtores. Estão ainda previstas práticas como o uso de sementes melhoradas, adubos, fertilizantes e pesticidas, bem como a mecanização da agricultura e melhorias nas infraestruturas de irrigação. O objectivo é estabelecer uma agricultura fundamentada na ciência.
No dia 14 de Julho, empresários moçambicanos apelaram por um maior acesso a informações e sistemas de educação para os pequenos produtores, defendendo que são cruciais para facilitar a transformação digital no sector agrícola do país.
Mohamed Adam, responsável pelo portefólio de Inovação, Transformação Digital e Comunicação Social da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), fez estas declarações na 21.ª Conferência Anual do Sector Privado, onde defendeu a introdução de serviços destinados a melhorar a informação disponível para os agricultores, especialmente sobre tempestades e pragas, assim como serviços educativos.
Adilson Gomes, presidente da Agência de Transformação Digital e Inovação (ATDI), citou dados do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, que indicam que 70% da população moçambicana depende da agricultura. No entanto, lamentou que o sector contribui apenas com 25% para a economia nacional, um facto que atribuiu à limitada capacidade do Estado em identificar os cidadãos e suas necessidades.
Cinco corpos de pescadores foram descobertos na manhã de domingo por populares na aldeia de Litamanda, localizada no Posto Administrativo de Chai, no distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado.
As vítimas foram encontradas nas imediações da Lagoa Inguri, a aproximadamente 10 quilómetros da sede do distrito. Fontes locais citadas pela Carta de Moçambique indicam que o ato violento pode ter sido perpetrado por grupos terroristas, uma vez que duas das vítimas apresentavam sinais de decapitação e mutilação dos membros inferiores.
Todos os pescadores identificados eram residentes da aldeia de Miangaleua, situada no distrito de Muidumbe. Informações adicionais revelam que a Lagoa Inguri é um local frequentemente visitado por pescadores de várias áreas da província, que buscam obter peixe para sustentar as suas famílias num contexto de escassez de alimentos, exacerbado pela actual onda de insegurança na região.
Fontes locais mencionam ainda a possibilidade de que as vítimas tenham sido encontradas num acampamento, já que, em tempo recente, os membros da Força Local têm alertado os pescadores sobre os perigos relacionados à sua presença naquela lagoa, recomendando que se abstenham de acampar devido aos riscos à sua segurança.
Arrancou no distrito de Larde, província de Nampula, a construção do Parque Industrial de Topuito, uma infraestrutura avaliada em 600 milhões de meticais.
Este projecto ambiciona integrar as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) nas oportunidades de fornecimento de bens e serviços que surgem da actividade da Kennmar, empresa responsável pela exploração de areias pesadas na região.
A obra, com previsão de conclusão num prazo de um ano, visa transformar a economia local ao incorporar empresas nacionais na cadeia de valor dos grandes projectos. Quando em plena operação, o parque industrial poderá gerar mais de 10 mil postos de trabalho, tanto directos como indirectos.
A iniciativa é liderada pelo projecto Conecta Negócios, com apoio financeiro do Banco Mundial, e será implementada pela Moz Parks, em colaboração com a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN).
O Parque Industrial ocupa uma área total de 215 hectares, dos quais 10 são reservados para a Vila das PMEs. Actualmente, já se encontram ocupados cinco hectares, prevê-se que mais de 50 empresas venham a ser instaladas nesta área.
Dito Andela, especialista em infraestruturas do Conecta Negócios, destacou que a função principal da Vila das PMEs é integrar micro e pequenas empresas locais na cadeia de suprimentos dos projectos de grande escala existentes na região. Para tal, é fundamental resolver a questão da qualidade, que tem sido um obstáculo à participação das empresas locais em investimento significativo.
Andela esclareceu ainda que “esta vila das micro e pequenas empresas servirá para treinar essas empresas, permitindo-lhes aproximar-se da cadeia de valor dos produtos e serviços demandados pela Kennmar e outros grandes investimentos”.
O projecto contempla a construção de armazéns, oficinas, um centro de treinamento, infraestruturas para conservação em frio, bem como espaços destinados à formação e habitação. A instalação de cadeia de frio terá por objectivo atender também as necessidades dos sectores agrícola e pesqueiro, promovendo a conservação, processamento e comercialização da produção local.
A guerra na Ucrânia continua a desferir pesados golpes, tanto no campo de batalha como nas esferas sociais. A 414.ª brigada de ataque aéreo das Forças Armadas ucranianas, conhecida como “Pássaros de Magyar”, tem gerado grande repercussão ao divulgar vídeos dos últimos momentos de soldados russos em combate.
Esses registos, captados por drones, revelam a luta desesperada por abrigo de um soldado russo, que é morto momentos após as imagens serem gravadas.
O soldado ucraniano que edita e publica estes vídeos, usando o nome código Catman, expressou que a intenção principal é desmistificar a imagem dos soldados russos como forças temíveis, apresentando-os como vulneráveis e desprotegidos. “A nossa principal tarefa é rirmo-nos destes inimigos, o que eleva o moral das nossas forças”, afirmou.
O comandante da brigada, Robert Brovdi, acrescentou que os soldados russos são frequentemente caracterizados como “minhocas a serem comidas por pássaros”, uma analogia que reflete a desumanização apresentada nas gravações.
Estes vídeos também têm o propósito de desmotivar os soldados russos recrutados recentemente, muitos dos quais, segundo Catman, morrem apenas algumas semanas após o alistamento, sem a preparação adequada. Entre os registos, os ucranianos frequentemente mostram soldados russos que desempenham tarefas logísticas, ao invés de acções ofensivas, caracterizando-os como “burros de carga”.
O impacto das gravações chega também ao povo russo. Vídeos que mostram despedidas emocionais entre mulheres russas e os seus maridos recrutados têm sido frequentemente divulgados nas redes sociais. Os ucranianos aproveitam essas imagens para identificar os homens e cruzá-los com os soldados mortos, respondendo às publicações com clipes que mostram os últimos momentos de vida desses indivíduos.
Em termos de estratégia militar, as gravações se revelam cruciais para as Forças Armadas ucranianas, que assim conseguem manter uma contagem não oficial das baixas russas, informação que não é divulgada pelo governo da Rússia. Em resposta às críticas sobre desumanização, Brovdi enfatizou que a guerra em si já causa dor e sofrimento, sustentando que a sua intenção não é provocar mais dor aos soldados russos, mas sim revelar a realidade da batalha.
A divulgação quotidiana destas gravações evidencia a intensidade emocional e psicológica que envolve não só os combatentes, mas também as suas famílias, propiciando uma nova dimensão ao conflito que se estende pela Ucrânia.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Motoristas – (Cabo Delgado – Pemba e Chiúre). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente – Comunicação – (Cabo Delgado – Chiure). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), Uma Organização Humanitária sem fins lucrativos com Seu enfoque virado ao Bem-Estar da Criança, pretende recrutar dois (2) Motoristas baseados em Matola– MT-VG02/2026. Saiba mais.
O Ministério da Saúde (MISAU) pretende recrutar uma (1) Empresa de Consultoria para Avaliação, Dimensionamento e Optimização da Infraestrutura de Conectividade de Internet e Segurança Digital do Ministério da Saúde. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Desenvolvimento de Propostas de Programa. Saiba mais.
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), encarregue de investigar a utilização de substâncias químicas perigosas na actividade mineira na província de Manica, apresenta sérias limitações no que toca ao rigor técnico-científico e à solidez das evidências laboratoriais.
Esta conclusão foi divulgada pelo Centro de Integridade Pública (CIP), numa análise escrita pela investigadora Mery Rodrigues.
Segundo o documento emitido pelo CIP, apesar das várias visitas de inspecção realizadas pela comissão e da auscultação de diferentes actores-chave, o relatório carece de metodologias robustas que comprometem a credibilidade dos dados ambientais apresentados. A investigação salienta que o inquérito combina relatos comunitários e apreciações visuais, sem especificar de forma sistemática os resultados laboratoriais, os pontos de amostragem ou os métodos analíticos utilizados.
A análise critica ainda evidencia a utilização inapropriada de normas regulamentares. O relatório da CPI fundamentou-se em um diploma ministerial que regula os padrões de qualidade da água para consumo humano, ao avaliar amostras recolhidas directamente em rios, o que distorce a interpretação dos riscos ambientais e de saúde pública.
Além disso, o documento enfatiza que a simples observação visual da transparência da água ou uma eventual diminuição da turbidez não elimina a presença de metais pesados altamente tóxicos, como o mercúrio e o metilmercúrio. A ocorrência desses poluentes representa uma ameaça significativa para a saúde das populações locais e para os ecossistemas, demandando um acompanhamento rigoroso e contínuo.
O CIP reitera a necessidade de um inquérito mais aprofundado e metodologicamente sólido para garantir uma análise precisa da situação na província de Manica.
Uma operação de resgate foi concluída com sucesso após a recuperação da tripulação de uma embarcação que se encontrava submersa nas águas da baía local.
O incidente ocorreu na terça-feira, quando a embarcação, que se dirigia para uma localidade próxima, começou a navegar em condições adversas, resultando no seu naufrágio.
Equipes de mergulhadores e unidades de busca e salvamento foram mobilizadas imediatamente após o alerta recebido por parte de pescadores que avistaram a embarcação virada. A operação durou várias horas, mas felizmente todos os membros da tripulação foram localizados e resgatados em bom estado de saúde.
As autoridades locais expressaram gratidão pela rápida resposta das equipas de resgate, que conseguiram evitar uma tragédia maior. Em comunicado, o comandante da polícia marítima na região, sublinhou a importância da realização de patrulhas regulares e da sensibilização sobre a segurança náutica, especialmente em condições climáticas adversas que podem comprometer a segurança dos navegadores.
O ocorrido levanta questões sobre as práticas de navegação e a necessidade de regulamentações mais rigorosas no sector marítimo. As autoridades competentes prometem investigar as circunstâncias que levaram ao naufrágio da embarcação, bem como analisar possíveis medidas de prevenção para evitar incidentes semelhantes no futuro.
Os resgatados, já recuperados do susto, foram recebidos por familiares e amigos, que expressaram alívio pela segurança dos tripulantes. A comunidade pesqueira de Vilankulo demonstra um forte espírito de solidariedade, manifestando apoio a todos os envolvidos no resgate desta missão.
O Sunderland continua a manifestar interesse no internacional moçambicano Geny Catamo, apesar da firme posição do Sporting Clube de Portugal.
De acordo com informações avançadas pelo Jornal A Bola, o emblema inglês planeia enviar uma nova proposta a Alvalade esta semana, na esperança de convencer a direcção sportinguista a libertar o jogador, considerado uma peça fundamental na formação.
Actualmente, Geny Catamo aufere um salário de 600 mil euros líquidos por ano no Sporting, o que implica um custo total de 1,2 milhões de euros com impostos para o clube. O Sunderland, por sua vez, está disposto a oferecer ao extremo de 25 anos um vencimento que poderá ascender a 3 milhões de euros líquidos anuais, um montante que representa cinco vezes o actual salário do jogador.
Catamo é um elemento incontestável na ala direita da equipa leonina, contando com Luís Guilherme como única alternativa viável. A sua eventual saída, num período tão avançado do mercado de transferências, colocaria o Sporting numa situação complicada, levando a que os leões rejeitassem uma proposta recente de 30 milhões de euros, composta por um montante fixo e bonificações baseadas em objectivos, mantendo ainda o direito a 10% de uma futura venda.
O Sunderland deverá aumentar a sua oferta, possivelmente alcançando ou mesmo ultrapassando os 40 milhões de euros, um valor que, mesmo assim, é difícil de aceitar pela administração do Sporting. Outros clubes afastaram-se do negócio, tendo tomado conhecimento da política do clube em relação ao jogador. No entanto, conforme a janela de transferências avança, o Sporting poderá reiterar o valor da sua cláusula de rescisão, fixada em 60 milhões de euros, buscando proteger o seu activo mais valioso.
Geny Catamo chegou ao Sporting na época 2019/20, inicialmente por empréstimo na formação da Academia. Em Setembro de 2020, unlinkou-se do Amora, embarcando num contrato profissional com o clube. O seu percurso incluiu cedências ao Vitória de Guimarães e ao Marítimo, até que, no verão de 2023, o seu desempenho na pré-temporada impressionou o treinador Rúben Amorim, resultando na sua promoção à equipa principal e subsequente renovação do contrato.
Em Julho de 2025, o Sporting investiu 2,25 milhões de euros para garantir 90% dos direitos do atleta, numa operação que envolveu o Amora, que mantinha 75% do passe, e o Black Bulls, o clube formador que possuía 85% da quota do jogador.
A residência de um agiota, localizada no bairro de Marrere, foi alvo de uma aterradora invasão perpetrada pelo infame “Grupo 15”. O ataque destacou-se pela brutalidade, com os invasores a utilizar catanas, machados e marretas para abrir um buraco na casa, permitindo assim a sua entrada.
Durante a acção, o proprietário da residência foi agredido, tendo os assaltantes conseguido apoderar-se de mais de 50 mil meticais. A ocorrência deixou os moradores da zona em estado de choque e manifestamente inseguros. De acordo com testemunhas, enquanto alguns membros do grupo se introduziam no interior da habitação, outros posicionaram-se em redor das casas vizinhas armados, impedindo qualquer tentativa de socorro.
Um residente do bairro, que preferiu permanecer no anonimato, relatou que o barulho da invasão era ensurdecedor, dando a impressão de que estivessem a destruir tudo. Os vizinhos, aflitos com a situação, trancaram-se em suas casas, receosos de saírem e desconhecendo as intenções dos assaltantes. O clima de terror foi tão avassalador que impediu os moradores de pedirem ajuda no momento crítico.
A população local aguarda agora medidas eficazes das autoridades para restabelecer a segurança na comunidade.
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) manifestou a sua preocupação face aos acontecimentos ocorridos durante a marcha da Associação Nacional de Moçambicanos Lesados por Acidente de Trabalho (ANAMOLA), que se realizou na cidade de Quelimane.
O evento, que tinha como objectivo promover os direitos e a dignidade das vítimas de acidentes de trabalho, foi interrompido pela intervenção das forças policiais, resultando em confrontos entre manifestantes e agentes da lei.
De acordo com informações recolhidas por fontes locais, a marcha, que contava com a participação de cerca de 300 pessoas, foi inicialmente pacífica. No entanto, a situação alterou-se abruptamente quando a polícia fez uso de força para dispersar os manifestantes, levando a ferimentos de várias pessoas e à detenção de alguns participantes.
Em resposta a este incidente, o CNDH emitiu um comunicado a exigir uma investigação minuciosa e imparcial sobre as circunstâncias que levaram ao uso da força policial. A organização reafirmou a importância de respeitar o direito à liberdade de expressão e à reunião pacífica, consagrados na Constituição da República de Moçambique.
O CNDH apelou ainda para que as autoridades competentes adoptem medidas que garantam a protecção dos direitos dos cidadãos durante manifestações públicas, considerando que o diálogo e a mediação são fundamentais para a preservação da ordem social.
As reacções à intervenção policial têm sido diversas, com entidades da sociedade civil a condenarem a violência e a exigirem que os responsáveis pela ação policial sejam responsabilizados. O episódio em Quelimane levanta questões sobre a forma como as autoridades lidam com manifestações relacionadas aos direitos humanos e sociais no país.
A marcha da ANAMOLA e os incidentes subsequentes marcam um momento crítico no debate sobre os direitos dos trabalhadores e a necessidade de garantir a segurança e a dignidade das vítimas de acidentes laborais em Moçambique.
A Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (ANARME) anunciou a suspensão imediata da comercialização e a retirada de diversos lotes do medicamento Metildopa 250mg comprimidos, fabricado pela Remedica Ltd, do Chipre.
Esta decisão foi tomada após a detecção de alterações nas características organolépticas de vários lotes, que incluem manchas pretas na superfície dos comprimidos.
Os lotes afectados, que não estão em conformidade com as especificações da Farmacopeia Britânica (BP) 2026, são os seguintes: 117452, 117448, 117449, 117890 e 117447. O importador e distribuidor do produto é a UNICEF, em coordenação com a Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM).
As entidades que possuem os lotes em questão têm a obrigação de cessar a venda, dispensa ou administração dos mesmos, devendo proceder à devolução junto das respectivas unidades fornecedoras. Para os pacientes que estão a utilizar este medicamento, os profissionais de saúde foram instruídos a assegurar a substituição imediata por outro lote seguro. A UNICEF e a CMAM irão iniciar um processo de recolha rápida em todo o país.
Caso consumidores encontrem os lotes referidos, são aconselhados a não os utilizar e a contactar imediatamente a ANARME através do Centro de Informação de Medicamento, pelo telefone +258 823 062 943 ou pelo e-mail farmacovigilancia.anarme@anarme.gov.mz.
Esta semana, dezenas de bairros na cidade de Maputo foram atingidos por um significativo corte de água, causando preocupação e desconforto entre os residentes.
A interrupção no fornecimento de água, segundo informações da Empresa Municipal de Águas de Maputo (EMAP), deve-se a trabalhos de manutenção programados nas redes de distribuição.
Entre os bairros mais afectados encontram-se Acordos de Roma, Malanga e Maxaquene, onde os moradores têm enfrentado dificuldades para realizar as actividades diárias, como cozinhar e manter a higiene pessoal. A EMAP anunciou que as interrupções eram necessárias para garantir a qualidade dos serviços a longo prazo e pediu compreensão à população.
A empresa informou ainda que está a envidar esforços para minimizar a duração dos cortes, com a previsão de que o abastecimento seja restabelecido gradualmente a partir da próxima quinta-feira. Enquanto isso, a EMAP orienta os cidadãos a adoptarem medidas de contenção de água e a utilizarem fontes alternativas, sempre que possível.
As autoridades locais acompanharão a situação de perto e estão a preparar mecanismos para apoiar os bairros mais afectados, garantindo que a água chegue às comunidades vulneráveis durante este período de dificuldade.
O Governo de Moçambique anunciou recentemente uma nova medida que estabelece a participação estatal de 15% nas empresas mineiras que operam no país.
Esta decisão foi formalizada através de um decreto que visa reforçar a presença do Estado na exploração dos recursos minerais, promovendo uma maior equidade na distribuição dos rendimentos gerados pelo sector.
A implementação desta nova norma surge num momento em que o país procura maximizar os benefícios económicos da sua vasta riqueza mineral, em especial em áreas como o gás natural, o carvão e diversos minerais metálicos. O executivo sublinha que esta iniciativa pretende não apenas assegurar um retorno financeiro ao Estado, mas também fomentar o desenvolvimento local e a criação de emprego em comunidades directamente afectadas pela actividade mineira.
Os empresários do sector expressaram preocupações em relação ao impacto desta medida nos investimentos futuros. Entretanto, o Governo tranquilizou os operadores, afirmando que a participação estatal não irá interferir na gestão das empresas, mas sim servir para garantir uma maior responsabilidade social e ambiental.
O novo regulamento já está em vigor e as empresas mineiras têm um prazo estipulado para se adaptar a esta nova realidade. O Executivo reafirma o seu compromisso em promover um ambiente de negócios estável e atractivo, onde as iniciativas públicas e privadas possam coexistir de forma harmoniosa.
O Município da Beira anunciou um investimento de 180 milhões de meticais destinado à reabilitação e melhoria de uma via com três quilómetros de extensão. O projecto visa proporcionar melhores condições de circulação e aumentar a segurança dos utentes da estrada.
A obra, que se insere no plano de desenvolvimento urbano da cidade, tem como principal objectivo potenciar a mobilidade e facilitar o acesso aos serviços essenciais. A intervenção contemplará a pavimentação da via, a instalação de sistemas de drenagem e a criação de passeios, promovendo assim a segurança de pedestres.
O edil da Beira, numa recente conferência de imprensa, destacou a importância deste investimento para a melhoria da infraestrutura viária da cidade, sublinhando que a concretização do projecto deverá contribuir para o desenvolvimento socioeconómico da região.
A expectativa da autarquia é que a obra comece nas próximas semanas, com um cronograma que prevê a sua conclusão num prazo não superior a seis meses. Os cidadãos da Beira aguardam com expectativa as melhorias que esta intervenção trará para o seu dia-a-dia, considerando as dificuldades de circulação que a cidade enfrenta actualmente.
Este investimento representa mais um passo na estratégia de modernização da Beira, alinhada com a crescente necessidade de adaptação da infraestrutura urbana às exigências contemporâneas.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a recuperação de quatro viaturas, que haviam sido furtadas na cidade de Maputo.
O operativo decorreu na Matola e culminou na apreensão de três automóveis da marca Toyota Ractis, com as matrículas AKH 362 MP, AEE 923 MC e AKM 367 MC, além de uma viatura Hiace, identificada pela matrícula AIP 533 MP.
Durante a operação, a PRM também apreendeu um molho de chaves de diversos veículos, levantando suspeitas sobre a possível existência de uma rede organizada de furto de automóveis na região. As viaturas recuperadas estarão disponíveis para levantamento pelos respectivos proprietários, que deverão apresentar comprovativos de propriedade nas esquadras 2.ª, 7.ª e 9.ª.
Este caso ilustra a continuidade dos esforços das autoridades na luta contra a criminalidade e a recuperação de bens roubados em Moçambique.
O governo moçambicano anunciou a intenção de realizar investimentos significativos para aumentar a produtividade agrícola, mobilizando cerca de dois mil milhões de dólares nos próximos quatro anos. A revelação foi feita pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá.
Na ocasião, o ministro destacou que a referida quantia se destina a promover investimentos robustos na agricultura, com um foco especial no aumento da produtividade dos pequenos produtores, assim como nas cadeias de valor mais promissoras. A declaração foi feita durante uma visita à província de Gaza, onde o ministro avaliou a recuperação pós-cheias ocorridas em Janeiro e Março.
Salim Valá classificou a medida como “arrojada”, sublinhando que permitirá o apoio a mais de dois milhões de produtores agrícolas em Moçambique. O governo está empenhado em mobilizar os fundos necessários junto de parceiros nacionais e internacionais.
Entre as áreas prioritárias identificadas para intervenção, o ministro mencionou os regadios de Chókwè e do Baixo Limpopo, na província de Gaza. Está previsto um conjunto abrangente de acções que inclui a extensão agrária, investigação, financiamento dos produtores, utilização de sementes melhoradas, adubos, fertilizantes e fitofármacos, assim como a mecanização e irrigação agrícola, visando a implementação de uma agricultura cientificamente sustentável.
Em paralelo, na 21.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado, realizada a 14 de Julho, empresários moçambicanos solicitavam acesso a sistemas de informação e educação para pequenos produtores. A necessidade de facilitar a transformação digital no sector agrícola foi um dos pontos centrais discutidos. Mohamed Zameer Adam, representante do pelouro de Transformação Digital na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), defendeu, na conferência, a introdução de serviços que melhorem a informação disponibilizada aos agricultores, incluindo alertas sobre tempestades e pragas.
Por sua vez, Adilson Gomes, presidente da Agência de Transformação Digital e Inovação, citou dados do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, que indicam que 70% da população moçambicana depende da agricultura. Apesar da elevada dependência, o setor contribui apenas com 25% para a economia nacional, uma situação que o responsável relacionou com a fraca capacidade de identificação dos cidadãos pelo Estado.
A gigante tecnológica norte-americana Meta, conhecida pela sua relação com as redes sociais Instagram e Facebook, encontra-se sob intensa escrutínio judicial.
A empresa regressou aos tribunais em Oakland, Califórnia, onde 29 procuradores estaduais a acusam de conceber funcionalidades voltadas para a geração de dependência em crianças e adolescentes. Esta é considerada uma das maiores batalhas legais da empresa, podendo resultar numa multa que ascende a 1,4 mil milhões de dólares, aproximadamente 1,2 mil milhões de euros.
Os procuradores sustentam que a Meta violou a Lei de Protecção da Privacidade das Crianças na Internet (COPPA) ao recolher, de forma ilegal, informações de crianças com menos de 13 anos. A procuradora-geral adjunta do Departamento de Justiça da Califórnia, Megan O’Neill, apontou que o modelo de negócio da Meta visa “viciar os utilizadores, mantendo-os o maior tempo possível nas plataformas e colectando os seus dados”.
O caso não se centra em retirar jovens do Instagram, mas sim em averiguar se a empresa enganou o público sobre os riscos que as suas plataformas representam para as crianças e se agiu de forma desleal. Megan O’Neill apresentou evidências, incluindo um documento interno da Meta utilizado para analisar aspectos do cérebro dos adolescentes, o que, segundo ela, servia para desenvolver estratégias de retenção. Após conhecimento das investigações, a Meta terá encerrado ponderações internas sobre os impactos do seu uso na saúde mental dos jovens.
Em defesa da Meta, o advogado Paul Schmidt argumentou que a empresa informa os utilizadores sobre os potenciais efeitos nocivos das redes sociais e promove iniciativas para mitigar esses riscos, como a possibilidade de limitar o tempo de uso. Paul pediu ao júri que permanecesse imparcial até ouvir as testemunhas da empresa, que participaram na formulação de estratégias de bem-estar.
Arturo Béjar, ex-líder de engenharia da Meta, foi a primeira testemunha a depor e expressou preocupações sobre a ineficácia das funcionalidades de segurança. Ele trouxe à tona um exemplo pessoal da sua filha, que, ao ingressar no Instagram, começou a receber conteúdos inadequados e explícitos.
Do lado de fora do tribunal, um grupo de pais segurava fotografias de jovens que, alegadamente, teriam tirado a própria vida após o uso contínuo das redes da Meta. Além disso, os procuradores de quatro estados – Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jérsia – acusam a empresa de violar leis de proteção do consumidor, levando em consideração a alegada estrutura das plataformas que incentiva comportamentos aditivos e provoca danos emocionais.
Este julgamento representa um marco, sendo o primeiro caso de violação da COPPA a ser avaliado por um júri. A seleção do júri iniciou-se na quarta-feira passada, e as alegações iniciais tiveram lugar na terça-feira, com a previsão de que o processo judicial dure cerca de sete semanas. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers deverá proferir o veredicto em outubro.
A Meta enfrenta este julgamento após várias derrotas em instâncias inferiores. Recentemente, um tribunal do Novo México ordenou que a empresa pagasse 567 milhões de dólares a um fundo destinado à saúde mental de jovens. Em março de 2026, outro tribunal de Los Angeles estabeleceu que a Meta e a Google deveriam pagar seis milhões de dólares a uma jovem que as processou por negligência e dependência nas redes sociais.
Foram publicadas hoje, dia 16 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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