Um terramoto de magnitude 6.7 atingiu esta quinta-feira a ilha de Hokkaido, no Japão, e causou pelo menos dois mortos, uma centena de feridos e quatro dezenas de desaparecidos, segundo a televisão pública nipónica NHK.
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que 25 mil soldados e outros funcionários vão ser enviados para a região de forma a ajudarem nas operações de resgate. Já o órgão regulador nuclear do Japão deu conta de que a central nuclear de Tomari, em Hokkaido, recorreu a geradores de emergência para arrefecer o combustível, depois do corte de energia que afectou Hokkaido
O terramoto ocorreu a 62 quilómetros a sudeste da capital regional, Sapporo, apenas dois dias depois de um tufão ter devastado a região oeste de Osaka. Uma réplica de magnitude 5,3 foi registado alguns momentos depois em Hokkaido, que ficou sem energia eléctrica.
A Agência Meteorológica do Japão alertou sobre uma ligeira mudança no nível do mar nas áreas costeiras após o terramoto, mas não emitiu um aviso de tsunami.
Pelo menos quatro deslizamentos de terra foram registados após o terramoto e o desmoronamento de várias casas, disse o porta-voz do Governo, Yoshihide Suga. Várias pessoas foram dadas como desaparecidas na cidade próxima de Atsuma, onde um enorme deslizamento de terra envolveu as casas numa avalanche de terra, pedras e madeira. O ministro da Reconstrução, Jiro Akama, disse aos jornalistas que cinco pessoas teriam sido soterradas no distrito de Yoshino.
Um homem roubou o cadáver da sogra de uma funerária alegando que se tratou de um resgate “necessário e urgente”.
Contratou uma equipa para retirar a urna da Butterfly Funeral Services, em Rochester, Inglaterra, depois de tentar contactar em vão a dona da funerária.
“Não tive alternativa”, disse: “Passei dois dias na polícia a tentar localizar a dona, mas sem resultado”. Fez tudo em segredo, diz, para não perturbar a esposa num momento de dor e luto.
Seis membros da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) perderam mandatos na Assembleia Municipal de Maputo (AMM), a partir de quarta-feira (05), em consequência de em Junho deste ano terem se juntado à Renamo, por suposta por falta de convivência política na sua antiga facção.
O argumento usado para a tomada desta decisão é o mesmo que serviu de suporte para decretar a perda de mandato do presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane (CMCQ), Manuel de Araújo: na vigência de mandato passaram de um partido para o outro.
Trata-se de Ismael Nhacucue, ex-chefe da bancada do MDM naquele órgão deliberativo, Rui Munona, que também era delegado político distrital de KaLhamanculo, Armando Paia, que estava afecto ao sector de mobilização, William Savangune, Ismael Cassamo e Carlos Tembe. Este último permaneceu 5 anos como membro do “galo” na AMM.
Alegando que estava a ser “marginalizado”, ele abandonou o partido e juntou-se a um movimento cívico denominado Solidariedade Cívica de Moçambique (SCM), pelo qual é cabeça-de-lista pela cidade de Maputo nas eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo.
Ismael Nhacucue alegou que no antigo partido não se admite ideias contrárias ao pensamento da família Simango. Aquando da sua apresentação pública e de outros dissidentes do MDM como membros da Renamo o líder era Venâncio Mondlane, ora fora da corrida eleitoral.
Sobre a resolução da AMM, Ismael Nhacucue prometeu recorrer ao Tribunal Administrativo, porque na sua opinião “é ilegal”.
Porém, Augusto Mbanzo, candidato do MDM à autarquia da capital moçambicana nas eleições que se avizinham, considerou que a deliberação que retira os mandatos aos seus ex-correligionários segue o que a lei impõe e fica reposto o funcionamento normal da AMM.
É que a dada altura, os seis membros “punham em questão o bom funcionamento das nossas plenárias, montando uma espécie de uma pequena bancada que não estava alinhada com aquilo que são os preceitos do próprio funcionamento da casa”, declarou Augusto Mbanzo, à imprensa, no fim da sessão.
A Associação Megafauna Marinha (AMM) está à procura de um (1) Oficial de Monitorização, Avaliação, Responsabilização, Aprendizagem e Relatórios. Saiba mais.
A SNV Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Estudo de Avaliação do Desenvolvimento da Cadeia de Valor. Saiba mais.
A SNV Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Formação em Gestão de Contratos de Obras e de Fiscalização no Sub Sector de Abastecimento de Água Rural nas Províncias de Zambézia e Nampula. Saiba mais.
A Movitel, S.A Operadora de Serviços de Telefonia Móvel e Comunicações pretende recrutar Gestores de Canais de Distribuição e Gestores de Negócios Distritais (Sucursais). Saiba mais.
A Movitel, S.A Operadora de Serviços de Telefonia Móvel e Comunicações pretende recrutar Técnicos de Marketing e Vendas (Sede e Sucursais). Saiba mais.
A Movitel, S.A Operadora de Serviços de Telefonia Móvel e Comunicações pretende recrutar Técnicos de Electrónica e Telecomunicações (Sede). Saiba mais.
A Escola Internacional Americana de Moçambique (AISM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Professor de Português para Ensino Primário. Saiba mais.
A Escola Internacional Americana de Moçambique (AISM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Assistente Administrativa/ Secretária. Saiba mais.
O Partido dos Trabalhadores (PT) vai recorrer à ONU e ao Supremo Tribunal para tentar inverter a anulação da candidatura presidencial de Lula da Silva decretada sexta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, mas já está a preparar a sua substituição pelo actual ‘número dois’ da lista, Fernando Haddad, apesar de este ter sido esta terça-feira acusado de corrupção.
Na sua propaganda eleitoral na rádio, o PT continua a defender e enaltecer Lula como o candidato do povo, mas, no final dos anúncios, surge agora a frase “Haddad é Lula”, já a preparar os apoiantes para a substituição.
A candidatura do ex-presidente da Câmara de São Paulo deverá ser formalizada até terça-feira, data-limite para a alteração das listas, isto apesar de Haddad ter sido esta terça-feira acusado de corrupção por, alegadamente, ter recebido 2,6 milhões de reais (cerca 521 mil euros) em ‘luvas’ durante a campanha eleitoral de 2012.
A acusação não impede Haddad de concorrer à presidência, uma vez que não foi julgado e condenado.
Uma mulher voltou à casa com o cadáver da filha nas costas, por ordens de funcionários do Hospital Habel Jafar, no distrito de Marracuene.
Indignada, a mulher critica atitude do pessoal e conta que a filha pode ter morrido devido à demora no atendimento.
O silêncio tornou-se companheiro de quem perdeu o filho primogénito em situação pouco clara. Tristeza e dor são os sentimentos que ainda prevalecem no seio da família Macura, desde o dia que Flora Taibo Macura foi-se para sempre.
Tudo começou, na última sexta-feira, quando a menor de sete anos teve problemas respiratórios. Porque era tarde e o hospital mais próximo fica distante, a solução foi de lá ir na manhã de sábado, e assim foi.
O pai da menina Flora lembra-se das últimas palavras da filha. “A criança começou a passar mal e por volta das quatro horas da manhã saímos para o hospital Habel Jafar. Prestes a chegar, a minha mulher disse que tinha que regressar à casa para cuidar do Nandinho – filho mais novo – e que ela poderia seguir sozinha. Entendi e regressei para casa, mas antes eu disse a minha filha que tinha que voltar para casa para cuidar do seu irmão e ela disse que estava tudo bem. Foram as últimas palavras que ouvi”, descreveu Gordo Macura entristecido.
Depois de uma hora a caminhar de casa até ao Hospital Habel Jafar, a mãe da menor diz que a demora no atendimento pode ter contribuído para a morte da filha. “Quando chegamos ao hospital demoraram nos atender, até falei com um pessoal que lá estava mas me ignoraram. Só quando viram que a situação estava a agravar é que se mobilizaram”, contou entristecida Elina Chuvene.
O que deixa a família Macura mais descontente e amargurada é que depois de declarado o óbito, a mãe foi obrigada a regressar a casa com o cadáver. “O enfermeiro levou um lençol e cobriu a criança e depois disse que não havia espaço para deixar o corpo da criança. Ele vestiu as luvas, carregou a criança e colocou nas minhas costas. Pedi a servente para ajustar a criança para que eu pudesse leva-la para casa. E de facto, levei a criança de volta para casa”, detalhou a mãe da menor.
Elina Chuvene caminhou cerca de uma hora de regresso à casa, com a filha morta nas costas. Entretanto, a dor era grande e ao cruzar com alguns conhecidos, desmaiou. “Desmaiei quando vi uma pessoa conhecida lá da Igreja. Comecei a tremer os pés e a tensão ficou alta. Porque comecei a pensar que estou a carregar uma pessoa morta. E não pode falar. Desde o hospital Jafar até aqui nas proximidades. É uma grande distância de lá para cá, com um cadáver”, entristeceu.
Gordo Macura diz ter ficado chocado quando soube que a filha havia perdido a vida e que a esposa estava desmaiado na rua.
A vizinha, Maria Norberto condena o procedimento do pessoal afecto ao hospital Habel Jafar.
O Bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique, António Zacarias diz que é eticamente errado o procedimento tomado pelos responsáveis do hospital.
O psicólogo, Hachimo Chagane defende que mãe da criança precisa de um acompanhamento médico para evitar possíveis transtornos mentais.
Os restos mortais de Flora Taibo Macura foram a enterrar esta segunda-feira. Para já, a preocupação do casal é de cuidar do pequeno Nandinho, de quatro anos, que mais do que uma irmã, perdeu uma companheira.
Os seis conselheiros do Conselho Constitucional (CC) de Moçambique decidiram num acórdão de 15 páginas pelo afastamento definitivo de Venâncio Mondlane, como cabeça-de-lista da Renamo, pela autarquia da cidade de Maputo nas eleições de 10 de Outubro.
A Renamo já reagiu e acusou o CC de parcialidade.
O tribunal não aceitou o recurso da Renamo, justificando que o partido e o cidadão Venâncio Mondlane não têm legitimidade para solicitar a declaração de inconstitucionalidade de leis ou de ilegalidade dos actos normativos dos órgãos do Estado.
O maior partido da oposição recorreu ao CC para pedir a declaração da inconstitucionalidade das normas que fundamentaram a exclusão de Venâncio Mondlane da corrida eleitoral à presidência da cidade de Maputo, pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) a 23 de Agosto.
A Renamo entende que, à luz da Constituição, a renúncia do mandato de membro de Assembleia Municipal não implica a perda do direito de ser eleito.
“O pedido não deve ser admitido por falta de legitimidade processual activa dos peticionários”, lê-se no acórdão do CC.
A Renamo reagiu de imediato ao acórdão.
Em conferência de imprensa, o mandatário eleitoral do partido, André Magibire, afirmou que o CC foi parcial e acusou a Frelimo de se ter coligado ao MDM para prejudicar a Renamo.
Magibire garantiu que o partido vai avançar com a lista submetida, tendo como candidato à presidência da cidade o general Hermínio Morais.
A “Operação Limpeza”, em curso na província de Tete, resultou já na detenção e consequente repatriamento de 820 estrangeiros ilegais nos últimos sete meses, por infringirem normas migratórias do país.
Segundo a porta-voz da Direcção Provincial de Migração, Amélia Direito, entre os repatriados figuram etíopes, congoleses, malawianos, zimbabweanos, ruandeses e zambianos, que se dedicavam a diversas actividades económicas, sobretudo na cidade de Tete, capital provincial.
“A ‘Operação Limpeza’ está a resultar bem, porque estamos a constatar muitos cidadãos ilegais na nossa província”, disse Amélia, acrescentando que “continuamos no encalço de estrangeiros ilegais em Tete através desta operação”.
“Em sete meses foi possível neutralizar e repatriar 820 estrangeiros ilegais na província de Tete que estavam a residir no território moçambicano ilegalmente”, afirmou a porta-voz da Direcção Provincial de Migração, citada pela AIM.
De acordo com Amélia Direito, os malawianos constituíam a maioria, entre os ilegais. Durante os últimos sete meses foram capturados 480, contra 31 de igual período do ano passado. Seguem-se os congoleses, com 145 indivíduos, contra 26 de igual período do ano transacto, e etíopes, com 132, contra 126”.
Segundo a fonte, 63 congoleses e um ruandês foram encaminhados ao Núcleo Provincial de Refugiados, na qualidade de candidatos ao estatuto de refugiados, para se seguir com os trâmites legais.
“Houve um aumento em 54 refugiados, em relação ao ano passado, em que foram encaminhados apenas dez”, disse a porta-voz.
A província de Tete possui uma longa linha fronteiriça, fazendo limite com o Malawi, Zâmbia e Zimbabwe.
Moçambique aderiu a um processo de certificação internacional que permite determinar a origem de diamantes e evitar a transacção de pedras preciosas procedentes de áreas de conflitos, disse hoje o vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia, Sousa Fernando.
Já aderimos ao processo de Kimberley que serve para certificar que [as pedras] não são diamantes de sangue”, disse o dirigente, numa altura em que alguns estudos apontam para a existência de depósitos de diamantes no país.
Sousa Fernando falava hoje, em Maputo, aos jornalistas, à margem da abertura da maior exposição de pedras preciosas de Moçambique, a Expogema.
A empresa mineira Mustang Resources anunciou há três anos a descoberta em Moçambique de um primeiro depósito de diamantes de qualidade e com valor de mercado do país.
Outros trabalhos de pesquisa mineira, em 2016, detectaram a existência de diamantes no distrito de Massagena, província de Gaza, sul de Moçambique.
A certificação poderá permitir a criação de postos de emprego seguros e regulamentados, referiu Sousa Fernando.
A região a norte do rio Save, em Moçambique, tem muita exploração mineira artesanal, também conhecida como garimpo, e as vendas são feitas de forma informal.
Além da certificação de diamantes, o Governo pretende criar entrepostos comerciais de pedras preciosas em Maputo e Nacala, para responsabilizar os participantes nas transacções e para que a venda seja feita através de um canal único.
A Polícia da República de Moçambique, em Nampula, apreendeu duas armas de fogo com as respectivas munições usadas pelos malfeitores nas suas incursões criminais.
De acordo ainda com a PRM indivíduos ainda a monte assaltaram com recurso a arma de fogo escritórios de uma empresa na cidade de Nampula tendo se apoderado de um cofre metálico que continha somas de dinheiro em metical em dólar.
A informação foi prestada no habitual balanço semanal do comando provincial da Polícia da República de Moçambique em Nampula.
Durante a semana finda apenas sete indivíduos foram neutralizados e detidos em toda a província de Nampula, tida como a mais populosa do país.
Três pescadores perderam a vida em consequência do naufrágio da canoa em que se faziam transportar, no fim-de-semana, no distrito de Quissico, província de Inhambane.
O incidente aconteceu na noite de sábado (01), numa lagoa em Canda, quando as vítimas estavam a pescar. O @Verdade apurou, do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), que a desgraça se deveu ao mau tempo.
O facto foi comunicado ao SENSAP por um grupo de cidadãos que viram a canoa a afundar mas não puderam salvar as vítimas porque, para além de falta de preparo para o efeito, não dispunham de meios. Um naufrágio anterior a este, de que publicamente se tem conhecimento, em Inhambane, deu-se em 2015.
Nove pescadores foram dados como desaparecidos, de um total de 10 que se faziam transportar na embarcação a vela.
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O ex-chefe rebelde Jean-Pierre Bemba foi excluído da eleição presidencial na República Democrática do Congo, após condenação por “suborno de testemunhas” pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), confirmou um acórdão do Tribunal Constitucional publicado segunda-feira.
Presidente do Movimento de Libertação do Congo, Bemba foi considerado um sério candidato da oposição à sucessão do presidente Joseph Kabila, que não tem o direito de concorrer novamente às eleições previstas para 23 de Dezembro.
“O Tribunal Constitucional em matéria de contencioso da candidatura à eleição presidencial, após posição do procurador-geral (…), confirma a ilegibilidade de Jean- Pierre Bemba Gombo, por suborno de testemunhas recorrendo à corrupção”, declarou o presidente da câmara.
Bemba recorreu ao Tribunal Constitucional depois de a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) declarar a candidatura inadmissível em Agosto.
Submeteu a candidatura após um regresso triunfal a Kinshasa e a absolvição através de recurso ao TPI da condenação a 18 anos na acção principal, crimes de guerra e contra a humanidade.
Foi condenado num caso paralelo por suborno de testemunhas pelo mesmo TPI.
Para o Tribunal Constitucional congolês, “o suborno de testemunhas é uma circunstância agravante no crime de corrupção” na República Democrática do Congo (RDC).
Os companheiros de Bemba afirmam, pelo contrário, que o suborno de testemunhas é diferente da corrupção e não faz parte dos motivos de invalidação de uma candidatura, segundo a lei eleitoral.
“É uma decisão política para afastar um adversário embaraçoso. O Congo desceu muito baixo, é a vergonha para a República Democrática do Congo”, disse a secretária geral do MLC, Eve Bazaiba, à agência de notícias France-Presse.
Além de Bemba, o tribunal considerou “infundados” os recursos do ex-primeiro-ministro Adolphe Muzito, um dos seis candidatos invalidados pela CENI.
Domingos de Albuquerque, actual presidente da Assembleia Municipal de Quelimane, poderá ser o substituto legal de Manuel de Araújo no MDM, a segunda maior força da oposição.
O seu nome tem sido várias vezes citado. Em entrevista a DW África, Domingos de Albuquerque manifestou esta segunda-feira (03.09.) a sua disponibilidade em prosseguir com o manifesto do MDM, partido que governa a autarquia de Quelimane.
Mas o nosso entrevistado deixa claro que “o partido é que vai decidir. Qualquer um que assumir o cargo tem um programa e o manifesto do partido que estava a ser usado pelo edil Manuel de Araújo. Este programa vai ser de continuidade, porque se trata do manifesto do MDM com que Manuel de Araújo entrou para governar, não vai parar nada.”
E Albuquerque garante: “Vamos continuar a trabalhar porque quem nos elegeu foram os munícipes e estamos aqui em representação dos munícipes.”
A Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM) submeteu, na segunda-feira, à Comissão Nacional de Eleições (CNE) um recurso sobre o afastamento da sua lista da corrida para as eleições autárquicas pelo município da cidade de Maputo.
De acordo com informações de fontes oficiais, o recurso deu entrada na tarde desta segunda-feira e segue-se à reclamação que tinha sido interposta semana finda sobre o mesmo assunto.
Deste modo, a CNE tem agora cinco dias para analisar o processo e encaminhá-lo ao Conselho Constitucional (CC), órgão a quem cabe apreciar, em última instância, os recursos eleitorais.
Refira-se que a AJUDEM tem como Cabeça-de-Lista, Samora Machel Jr. e a lista foi afastada da corrida porque, segundo a CNE, não possui suplentes suficientes para continuar, depois da renúncia de quatro membros que estavam inicialmente inscritos.
Pelo menos oito pessoas morreram na segunda-feira (03), numa explosão de origem indeterminada, ocorrida numa fábrica de munições próxima da cidade do Cabo, no sudoeste da África do Sul, indicou um responsável local.
“Houve uma explosão na fábrica Rheinmetall Denel de Somerset West às 15h45, temos a confirmação da morte de oito pessoas”, disse o responsável da segurança da Câmara da Cidade do Cabo, J.P. Smith, citado pela agência noticiosa francesa AFP.
Segundo a African News Agency, há várias pessoas desaparecidas, e os bombeiros que acorreram ao local estão a participar na operação de socorro e já conseguiram controlar o incêndio que se seguiu à explosão.
A empresa Rheinmetall Denel (RDM) confirmou o incidente, mas não forneceu qualquer balanço. “Deu-se uma explosão num dos edifícios. Neste momento, somos incapazes de confirmar a presença de feridos ou de mortos”, indicou, em comunicado.
“Estamos agora a investigar as causas da explosão”, acrescentou a RDM, uma filial do grupo privado alemão de armamento Rheinmetall e da empresa pública de defesa sul-africana Denel, especializada na produção de obuses de artilharia.
Estudantes da Universidade Mussa Bin Bique em Nampula estão sem aulas desde a última sexta-feira, porque as portas do edifício principal onde funciona aquela instituição de ensino superior foram trancadas, tendo sido vedado o acesso aos estudantes e funcionários.
Ao que se indica, está foi a única forma que o proprietário deste edifício encontrou para exigir o pagamento de renda mensal a universidade Mussa Bin Bique.
No princípio desta tarde tentamos mas sem sucesso ouvir a Direcção Provincial de Ciência, Tecnologia Ensino Superior e Técnico profissional sobre o assunto.
O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal e à ONU para que possa disputar as eleições presidenciais de Outubro, depois de a autoridade eleitoral ter negado a sua inscrição como candidato.
O anúncio da estratégia do ex-chefe de Estado do Brasil foi feito pelo candidato a seu vice-presidente, o ex-ministro da Educação e ex-autarca de São Paulo Fernando Haddad, depois de ter visitado Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, onde este cumpre desde Abril uma pena de 12 anos por corrupção.
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu no sábado que Lula da Silva não poderá concorrer às eleições de Outubro por ter sido condenado em segunda instância por corrupção.
A legislação brasileira proíbe que se candidatem a cargos públicos os condenados em segunda instância por um tribunal colectivo, como é o caso do ex-Presidente, uma medida de combate à corrupção criada pelo próprio Lula da Silva em 2010.
O dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT), que lidera todas as sondagens de voto, alega que foi condenado injustamente e que é alvo de perseguição política.
Segundo Fernando Haddad, o antigo chefe de Estado brasileiro “vai fazer tudo para garantir que o povo possa eleger livremente o seu Presidente”.
O recurso à ONU visa que a organização se pronuncie sobre a recusa de as autoridades brasileiras acatarem uma determinação do Comité dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que pediu ao Brasil que permita ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva exercer todos os seus direitos políticos como candidato enquanto estiver na prisão.
Já o recurso ao Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância judicial no Brasil, será para que Lula da Silva possa ter direito a registar a sua candidatura.
Caso os novos recursos sejam rejeitados, o PT só tem até 11 de Setembro para apresentar um novo candidato, que, segundo dirigentes do partido, seria Fernando Haddad.
Se não anunciar um novo candidato no prazo estipulado, o partido fica fora da disputa eleitoral, cuja primeira volta está marcada para 7 de Outubro.
Um incêndio de grandes dimensões destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro. O fogo deflagrou no domingo no edifício com 200 anos e terá queimado mais de 20 milhões de objectos, incluindo achados arqueológicos e outras colecções históricas. Era um dos maiores acervos históricos e científicos do país.
O palácio foi construído quando o Brasil era ainda uma colónia portuguesa, e foi residência imperial.
A sua destruição é “uma perda incalculável para o Brasil”, disse o Presidente Michel Temer num comunicado. “Duas centenas de anos em trabalho, investigação e conhecimento foram perdidas.”
Ainda não se conhece a origem do fogo. O incêndio deflagrou após o encerramento do museu ao público, às 17h, perto das 19h30 e continuou a lavrar durante a noite.
Um padre católico identificado pelo nome de C. Herinque Xivite, afecto a uma igreja na cidade de em Xai-Xai, província de Gaza, está suspenso das suas actividades, acusado de abusar sexual e continuamente de uma criança a ponto de engravidá-la.
O caso aconteceu entre 2015 e 2018 e chegou aos ouvidos de outros clérigos da Igreja Católica através de uma denúncia. Actualmente, a vítima tem 19 anos de idade e está grávida.
O bispo Lúcio Muandula, que assinou o decreto de suspensão no dia 20 de Agosto passado, considerou o crime grave e contra os princípios da Igreja Católica.
Enquanto a investigação em curso não estiver concluído, o indiciado deverá manter-se longe daquela instituição, segundo o mesmo decreto.
A Igreja Católica tem sido abalada uma série de abusos sexuais um pouco por todo o mundo, o que levou o Vaticano a quebrar o silêncio e considerar, há dias, que este tipo de acontecimentos não pode ficar apenas por um pedido de desculpas.
“Vergonha e pesar” é como o Vaticano descreve o que igualmente classifica por “crimes horríveis”. “Os abusos descritos no relatório são censuráveis em termos criminais e morais.
A Igreja tem de aprender lições duras com o seu passado, e tanto os abusadores como quem permitiu que os abusos acontecessem devem ser responsabilizados”, disse a entidade eclesiástica.
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