As autoridades de saúde, em Cabo Delgado, dizem que o surto de cólera, que está a assolar, desde Janeiro último, os distritos de Ibo, Macomia e Mocímboa da Praia, tende a estar controlado.
Esta tendência é resultado do reforço das medidas de prevenção da doença
O médico-chefe em Cabo Delgado, Magide Sabune, disse à Rádio Moçambique, que nos últimos reduziu o número de novos casos de doença que dão entrada nos centros de tratamento da cólera.
“Há uma tendência para diminuir”, disse.
E porque a doença ainda não for controlada na totalidade, as autoridades de saúde, em Cabo Delgado, renovam o apelo à população para continuar a observar as medidas de higiene e colectiva.
Trata-se de um projecto avaliado em mais de quinhentos milhões de meticais que deverá ser implementado em duas fases, tendo a primeira arrancado na quarta-feira (04), com o testemunho do Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos Jõao Machatine.
Em conversa com a população beneficiária do projecto, João Machatine recordou que a obra enquadra-se nas promessas feitas pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante uma visita efectuada ao local no dia 23 de Novembro do ano passado.
Segundo o ministro, o atraso no arranque da empreitada deveu-se à eclosão da época chuvosa que dificultou o progresso das obras, entretanto, nos próximos seis meses, a primeira fase poderá ser concluída.
Os cidadãos, por seu turno, mostram-se satisfeitos com o projecto e sublinham que a infra-estrutura vai responder os principais desafios ora enfrentados.
Com a conclusão da primeira fase da Estrada, prevê-se que os benefícios da infra-estrutura já sejam visíveis, a destacar o aumento do interesse pelo projecto das cinco mil casas no Bairro de Intaka.
Aliás, aliada ao benefício da via de acesso, o governo, através do Fundo para Fomento e Habitação assinou, hoje, um acordo com o Henan Guoji imobiliária, entidade gestora do projecto Intaka, para a retoma do projecto Intaka que estava em recessão devido ao baixo nível de demanda.
O acordo foi celebrado na presença do Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, que a seguir revelou que, através do memorando, o governo adquire um lote inicial de cem casas e reduz em 90 por cento o actual valor mensal das amortizações da venda dos imóveis.
Apenas dez por cento das cinco mil casas foi até aqui edificado, entretanto, espera-se que, com o acordo de Revitalização do Projecto, haja um impulso no interesse dos cidadãos na aquisição dos imóveis.
O Governo moçambicano vai suspender os salários de titulares de cargos públicos que não declararem o seu património, tal como exige a lei, anunciou o porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique.
O decreto que prevê a sanção foi aprovado pelo Conselho de Ministros, disse o porta-voz do Governo moçambicano, Filimão Suaze, após uma sessão do órgão esta terça-feira (03.03) em Maputo.
O decreto visa “a suspensão do pagamento mensal e pagamento da multa aos servidores públicos sujeitos a declaração de bens e património por sua apresentação fora do prazo legal ou de apresentação da mesma”, disse Filimão Suaze.
O decreto é aprovado no contexto da Lei da Probidade Pública, criada para assegurar a moralidade, transparência, imparcialidade e respeito na gestão do património do Estado.
“Com esta nova regulamentação procura-se estabelecer parâmetros punitivos nas situações de atraso no cumprimento do prazo legal ou de uma efectiva não declaração”, explicou.
De acordo com o representante governamental, há muitos titulares de cargos na administração que já têm estado a fazer as suas declarações dentro do prazo.
“Mas verificando a situação dos que declaram e dos que não o fazem, mostrava-se necessário aprovar este instrumento para fechar eventuais lacunas”, concluiu.
Moçambique e Estados Unidos da América (EUA) manifestaram ontem (04) a intenção de trocar experiências e colaborar na área de segurança portuária, assumindo-a como um desafio comum em todo mundo.
“O que realmente queremos são colaborações e parcerias [com parte moçambicana]”, disse Howard Vacco, um dos responsáveis pela Equipa Internacional de Segurança Portuária da Guarda Costeira dos EUA.
O responsável falava momentos após um encontro com oficiais seniores do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), Instituto Nacional da Marinha (Inamar) e do porto de Maputo, no âmbito de uma visita que uma equipa da Guarda Costeira dos Estados Unidos efetuou ao porto da capital moçambicana.
Para Howard Vacco, a segurança portuária é um desafio comum em todo mundo, o que exige de todos ações concertadas.
“A realidade é que para todos nós, em todo mundo, teremos de tomar responsabilidade sobre a nossa própria segurança. Portanto, o que temos de fazer é implementar estas regras e políticas que temos juntos”, declarou.
Também Domingos Pedro, director dos Serviços de Administração de Segurança Marítima, destacou a importância da colaboração, considerando que os portos moçambicanos tem notado progressos no que diz respeito a segurança.
“Hoje sentimo-nos um pouco mais realizados porque os nossos portos cumprem com as disposições do código internacional de protecção de navios e instalações portuárias”, afirmou Domingos Pedro.
A visita da Equipa Internacional de Segurança Portuária da Guarda Costeira dos Estados Unidos ao porto de Maputo enquadra-se num programa de formação sobre segurança portuária ministrado para oficiais moçambicanos.
Instalado na baixa da cidade, o porto de Maputo é o maior do país, estimando-se que receba mais de mil camiões de carga por dia, oriundos, principalmente, de países vizinhos.
Em 2018, o porto de Maputo processou 19,5 milhões de toneladas de carga, um acréscimo de 7% em relação ao ano anterior e um volume recorde.
A segurança na costa de Moçambique tem sido assumida como uma prioridade pelas autoridades moçambicanas, com o aumento de incidentes envolvendo piratas ao longo do canal de Moçambique, além da pesca ilegal, que lesa o Estado africano em mais de 60 milhões de dólares por ano.
O bilionário Mike Bloomberg desistiu ontem (04) da sua candidatura nas primárias democratas para as eleições presidenciais nos EUA e endossou o ex-vice-Presidente Joe Biden.
O bilionário e ex-‘mayor’ de Nova Iorque desistiu da corrida presidencial depois de maus resultados na “superterça-feira”, quando decorreram eleições em 14 estados e um território, tendo apenas conseguido uma vitória na Samoa Americana e apenas 44 delegados no total.
Michael Bloomberg gastou mais de 400 milhões de euros da sua fortuna pessoal na campanha eleitoral, mas hoje reconheceu que o seu esforço não permitiu passar a sua “mensagem política”.
“Há três meses, apresentei a minha candidatura presidencial para vencer Donald Trump. Hoje, retiro-me da corrida pelo mesmo motivo: vencer Donald Trump, porque ficou claro para mim que continuar tornaria mais difícil conseguir isso”, explicou Bloomberg.
Michael Bloomberg chegou tarde às primárias democratas, abdicando de participar nas primeiras eleições e entrando nos boletins de voto apenas nesta “superterça-feira”, com um programa eleitoral próximo das ideias de Joe Biden.
Usando a sua imensa fortuna pessoal, Bloomberg conseguiu uma relevante presença nas sondagens, graças a uma intensa campanha publicitária nos meios de comunicação social, mas sofreu um forte revés num dos debates televisivos, em que foi confrontado com acusações de processos judiciais por assédio sexual nas empresas que dirige.
O ex-‘mayor’ de Nova Iorque disse que apoia o candidato Joe Biden, que venceu vários dos desafios eleitorais na terça-feira, recuperando da desvantagem em que se encontrava após as primeiras eleições, em que o senador Bernie Sanders tinha obtido importantes vitórias.
Bloomberg junta assim o seu apoio aos de dois outros candidatos que desistiram este fim de semana a favor de Joe Biden, Peter Buttigieg e Amy Klobuchar, engrossando uma coligação moderada que se procura opor ao favoritismo nas sondagens de Sanders.
Com vários resultados das eleições de terça-feira ainda por apurar, Joe Biden tem 453 delegados eleitos, contra 382 de Bernie Sanders, deixando o jogo das democráticas na mão destes dois candidatos, que levam forte vantagem sobre os outros dois candidatos ainda no terreno: Elizabeth Warren e Tulsi Gabbard.
Moçambique foi um dos países onde a democracia mais recuou no ano passado, segundo conclusões do relatório sobre a liberdade e a democracia no mundo, ontem (04) divulgadas pela organização Freedom House.
De acordo com o relatório “Freedom in the World 2020”, os países com os maiores retrocessos e progressos em termos de liberdade e democracia no ano passado localizam-se todos em África.
“Benin, Moçambique e Tanzânia foram penalizados por eleições fraudulentas e a repressão de dissidentes por parte do Estado, enquanto o Sudão, Madagáscar e a Etiópia beneficiaram do progresso em matéria de reformas e de leis mais democráticas”, adianta o documento.
Moçambique perdeu seis pontos em relação ao relatório anterior e surge classificado como “parcialmente livre”, com uma pontuação global de 45 em 100 pontos possíveis, conquistando 14 pontos em direitos políticos e 31 nas liberdades civis.
A pontuação global combina a avaliação da prestação dos países em matéria de direitos políticos (0-40 pontos) e liberdades civis (0-60).
O Benim sofreu uma queda de 13 pontos e a Tanzânia de 5 pontos.
Estes três países contam-se entre os 12 estados que maiores quebras sofreram em 2019, grupo que inclui também a Bolívia, Burkina Faso, Chile e Índia (-4 pontos), Guiné-Conacri, Haiti, Mali, Nigéria e Venezuela (-3 pontos).
Numa avaliação a 10 anos, Moçambique regista uma quebra de 14 pontos na classificação global e integra o grupo dos 29 países que mais pioraram as suas prestações ao longo da década.
No sentido oposto, a Guiné-Bissau (+4 pontos) está entre o grupo de países que mais melhoraram a avaliação no que respeita à liberdade e democracia em 2019 relativamente ao ano anterior.
Etiópia, Madagáscar e Sudão (+5 pontos), Macedónia do Norte (+4 pontos) e República Democrática do Congo e Esuatini (+3 pontos) integram também este grupo.
Classificada como “parcialmente livre”, a Guiné-Bissau conquistou uma pontuação global de 46 pontos, com 17 pontos nos direitos políticos e 29 nas liberdades civis.
Os países considerados “livres”, onde se incluem os lusófonos Portugal (96 pontos), Brasil (75 pontos), Cabo Verde (92 pontos), São Tomé e Príncipe (84 pontos) e Timor-Leste (71 pontos) têm classificações globais acima dos 70 pontos.
Angola (32 pontos) e Guiné Equatorial (6 pontos) são os dois países lusófonos classificados como “não livres”.
Sobre Angola, a Freedom House aponta que a dinâmica e os progressos registados após a mudança de liderança em 2017, abrandaram em 2019 e que “os resultados da agenda de reformas do Presidente João Lourenço, com ênfase na luta contra a corrupção, ainda não foram plenamente concretizados”.
A Guiné Equatorial está entre os 10 países “piores dos piores”, ou seja, entre os menos livres dos 49 países considerados “não livres”, com uma pontuação de zero nos direitos políticos e 6 nas liberdades civis.
Dos 195 países avaliados, 43% são considerados “livres”, 32% “parcialmente livres” e 25% “não livres”.
A Europa é a região com maior percentagem de países “livres” (81%) e o Médio Oriente e Norte de África a zona com menos (11%).
Globalmente, a Freedom House conclui que a “democracia está sob ataque em todo o mundo” e que os efeitos “são evidentes não só em Estados autoritários como a China, Rússia e Irão, mas também em países com um longo historial de defesa dos direitos e liberdades fundamentais”.
“Embora os movimentos de protesto em todas as regiões tenham ilustrado a exigência popular generalizada de melhor governação, ainda não inverteram o padrão geral de declínio da liberdade”, aponta a organização.
De acordo com o relatório, os países que sofreram retrocessos em 2019 superaram em quase dois para um os que obtiveram ganhos, marcando o 14º ano consecutivo de deterioração da liberdade global.
Durante esse período, 25 das 41 democracias estabelecidas no mundo tiveram quebras nas pontuações.
O relatório denuncia também o que considera “uma alarmante erosão global” no compromisso dos governos com o pluralismo, apontando como “exemplos mais gritantes” a China, por causa da perseguição à minoria Uighur e a outros grupos predominantemente muçulmanos, e a Índia, que sofreu o maior declínio entre as 25 democracias mais populosas do mundo no relatório deste ano.
O relatório será apresentado numa sessão pública marcada para 11 de março nos Estados Unidos da América.
A Freedom House é uma organização independente que monitoriza o estado da democracia, das liberdades e dos direitos humanos em todo o mundo.
Elementos ‘jihadistas’ nigerianos do Boko Haram atacaram ontem (04) de madrugada uma base militar, no nordeste do estado de Borno, na Nigéria, o que resultou na morte de soldados e civis, relataram as forças armadas nigerianas.
Elementos ‘jihadistas’ nigerianos do Boko Haram atacaram hoje de madrugada uma base militar, no nordeste do estado de Borno, na Nigéria, o que resultou na morte de soldados e civis, relataram as forças armadas nigerianas.
Os ‘jihadistas’ chegaram em camiões militarizados e realizaram o ataque à base na cidade de Damboa, no estado de Borno, onde estão, precisamente, os homens da facção Boko Haram, liderada por Abubakar Shekau.
Os primeiros dados avançados pelos militares, de manhã, afirmavam que tinham morrido quatro militares e dois civis.
Mais tarde, a mesma fonte militar contou à agência de notícias France-Presse que morreram seis soldados e outros seis ficaram feridos.
Um líder espiritual do Boko Haram, Ibrahim Liman, confirmou ferimentos em cerca de 50 habitantes locais, provocados pelos tiroteios. Destes 50 feridos, dois acabaram por morrer.
Segundo um residente de Damboa, Modu Malari, o exército expulsou os ‘jihadistas’ depois de duas horas de confrontos.
O conflito entre as forças armadas nigerianas e o Boko Haram já matou cerca de 35.000 pessoas desde 2009, e quase dois milhões de pessoas continuam incapazes de regressar às suas casas, segundo dados publicados pela Organização das Nações Unidas.
O Coritiba, que no último ano garantiu a promoção à Série A dio Brasil, anunciou ontem, terça-feira (03) ter chegado a acordo com o Manchester City para a transferência de Yan Couto, lateral direito de apenas 17 anos.
Em comunicado publicado no site oficial, o emblema brasileiro explicou que a transferência será efectivada em Junho de 2020, altura em que o atleta completará a maioridade.Até lá vai continuar no Coritiba, clube no qual se estreou na equipa principal no passado dia 21 de Fevereiro.
Yan Couto foi uma das figuras do Mundial sub-17 que a selecção brasileira venceu em 2019.
O consórcio da Área 1 de Moçambique considera bem encaminhadas as obras para a exportação de gás natural arrancarem em 2024, disse ontem (03) à Lusa fonte do grupo, um ano após conquistar clientes suficientes para sustentar o empreendimento.
“O Projecto Mozambique LNG, liderado pela Total, está a avançar a bom ritmo e no caminho certo para fazer a entrega do primeiro carregamento de LNG [gás natural liquefeito, sigla inglesa] em 2024”, referiu fonte da empresa.
Em Fevereiro de 2019, o consórcio anunciou ter assinado um volume suficiente de contratos para tomar a decisão final de investimento, que acabaria por acontecer quatro meses depois.
“O projecto Mozambique LNG celebrou oito CCV (contratos de compra e venda) de longo prazo com 10 clientes para um volume total de mais de 11,1 mtpa [milhões de toneladas por ano de GNL]”, acrescentou hoje a mesma fonte.
A exploração dos recursos de gás natural ao largo da costa Norte de Moçambique tem potencial para tirar o país do grupo de países mais pobres do mundo.
Enquanto o projecto da Área 1 vai extrair o gás no mar e processá-lo em terra, na península de Afungi, uma primeira exploração mais reduzida arranca na mesma zona (bacia do Rovuma) em 2022 através de uma plataforma flutuante de outro consórcio da Área 4 – liderado pela Exxon Mobil e Eni.
A Área 4 terá também uma exploração de grande dimensão, mas a decisão final de investimento ainda está por anunciar. Os investimentos totais na exploração de gás ao largo de Cabo Delgado representam o maior investimento privado em curso em África, anunciaram os respectivos consórcios, com valores globais que podem chegar a 50 mil milhões de dólares.
A província de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques de grupos armados que organizações internacionais classificam como uma ameaça terrorista.Fonte da Total disse à Lusa que a empresa continua a “monitorizar de perto as condições” de segurança.
“Trabalhamos com as autoridades relevantes e outras partes interessadas para providenciar um ambiente seguro para a nossa força de trabalho e para as comunidades locais”, acrescentou.” A segurança dos nossos trabalhadores e das empresas contratadas é um valor essencial para a Total”, concluiu.
A acção do Estado angolano contra Isabel dos Santos, no âmbito do processo cível no qual o Estado reclama um crédito superior a mil milhões de dólares, deu entrada, segunda-feira (02), no Tribunal Provincial de Luanda, segundo fonte judicial.
A acção dá seguimento ao arresto preventivo de contas bancárias e participações sociais da empresária Isabel dos Santos, do seu marido Sindika Dokolo e do gestor Mário Leite da Silva, decretado pelo Tribunal Provincial de Luanda, em Dezembro, indicou à Lusa uma fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em 31 de Dezembro de 2019, o Tribunal Provincial de Luanda decretou o arresto preventivo das contas bancárias pessoais de Isabel dos Santos, de Sindika Dokolo e de Mário Leite da Silva, no Banco de Fomento Angola (BFA), Banco Internacional de Crédito (BIC), Banco Angolano de Investimentos (BAI) e Banco Económico, além das participações sociais que os três detêm enquanto beneficiários efectivos no BIC, Unitel, BFA e ZAP Media.
O despacho sentença proferido na altura dava como provada a existência de um crédito dos requeridos para com o Estado angolano num valor superior a mil milhões de dólares (894,9 milhões de euros), dívida que os requeridos terão reconhecido, mas alegaram não ter condições para pagar, de acordo com o documento.
“O arresto era uma medida cautelar, visava garantir que existiam bens para pagar a dívida. Nesta fase do processo as partes terão oportunidade de apresentar provas que façam valer as suas pretensões ou contestar as acusações de que são alvo”, explicou a mesma fonte.
Em função do desenvolvimento da acção “as partes poderão chegar a um acordo” quanto à resolução do diferendo, adiantou a fonte da PGR.
Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos foi constituída arguida no âmbito de um outro processo por alegada “má gestão e desvio de fundos” enquanto presidente da companhia petrolífera estatal Sonangol.
A empresária rejeita as acusações e queixa-se de perseguição e de ser “alvo de uma campanha […] orquestrada por vários órgãos de comunicação social”.
O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou em 19 de Janeiro mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de ‘Luanda Leaks’, que detalham alegados esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.
Um grupo desconhecido baleou mortalmente uma agente de segurança privada na cidade de Chimoio, província de Manica, informou fonte policial.
O homicídio ocorreu na madrugada de segunda-feira, quando a agente de segurança estava em serviço num armazém na zona de Tembwe, disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, Mateus Mindú, citado pela Agência de Informação de Moçambique.
Segundo as autoridades moçambicanas, o grupo, que se fazia transportar numa viatura de marca Ford Ranger, pretendia roubar material informático do armazém.
“‘Quando eles dispararam [contra a segurança em serviço], despertaram a atenção da polícia que estava num dos nossos postos na zona de Tembwe. Os agentes cercaram de imediato o local e os agressores, quando se viram encurralados, abandonaram a viatura. Saltaram a vedação e deixaram cair uma arma [do tipo Makarov ]”, explicou o porta-voz da polícia.
As autoridades disseram que as equipas estão no terreno para tentar capturar membros deste grupo.
Os países do G7 estão prontos para “utilizar todos os instrumentos apropriados” para reduzir o impacto económico da epidemia do coronavírus e, em particular a adoptar políticas “orçamentais”, foi ontem (03) anunciado.
“Os ministros das Finanças do G7 estão prontos para agir, incluindo adoptar medidas orçamentais se for apropriado para (…) apoiar a economia”, refere o comunicado publicado hoje na sequência de uma conferência telefónica dos ministros das Finanças e dos bancos centrais do G7.
Os banqueiros centrais também prometem “continuar a cumprir os seus mandatos”, ou seja, “apoiar a estabilidade de preços e o crescimento económico, mantendo a resiliência do sistema financeiro”.
Os ministros das Finanças e os banqueiros centrais do G7 disseram que “seguem cuidadosamente a epidemia de coronavírus de 2019 (Covid-19) e suas consequências nos mercados e condições económicas”.
Também referem que estão “prontos para cooperar novamente em medidas oportunas e eficazes”.
“Dadas as possíveis consequências do Covid-19 no crescimento global, reafirmamos o nosso compromisso de utilizar todas as ferramentas políticas apropriadas”, acrescentaram.
Os Estados Unidos presidem este ano ao grupo dos sete países mais ricos do planeta, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
As autoridades de Moçambique prepararam centros de tratamento e isolamento em todas províncias do país, após registos dos primeiros casos do novo coronavírus em países africanos.
Houve identificação de centros de isolamento e tratamento em todas as províncias”, lê-se no plano de acção do Governo moçambicano contra o Covid-19, consultado hoje pela Lusa.
Apesar de destacar que não há registo de casos confirmados em Moçambique e nos países vizinhos (na África Austral), as autoridades moçambicanas estão a adotar um conjunto de medidas para evitar o surto.
“Numa situação de ausência de casos como acontece em Moçambique, o principal objectivo da vigilância activa nos principais pontos de entrada é prevenir a introdução do vírus no país”, lê-se no documento, que propõe, entre outras medidas, o reforço da vigilância nos pontos de entrada (fronteiras terrestres, portos e aeroportos), medida já em curso.
No documento frisa-se que em Moçambique existem muitos locais “que podem constituir pontos de entrada vulneráveis de viajantes infectados por Covid-19”.
“Por essa razão, os pontos de entrada constituem um elemento essencial na prevenção”, vinca-se no documento.
O plano de acção do Governo moçambicano contra o Covid-19 está orçado em cerca de 2 milhões de meticais (27 mil euros).
O surto de Covid-19, que pode causar infecções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.100 mortos e infetou mais de 90.300 pessoas em cerca de 70 países e territórios, incluindo duas em Portugal.
No continente africano, segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças atualizados hoje de manhã, foram registados um total de nove infeções, nomadamente na Argélia (03), Nigéria (01), Egito (02), Marrocos (01), Senegal (01) e Tunísia (01).
Das pessoas infetadas em todo mundo, cerca de 48 mil recuperaram, segundo autoridades de saúde de vários países.
Além de 2.943 mortos na China, onde o surto foi detetado em dezembro, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América, San Marino e Filipinas.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco “muito elevado”.
O Governo vai apresentar, nos próximos dias, ao parlamento, a proposta do Plano Quinquenal, estratégia cujo foco estará na criação de três milhões de postos de trabalho, anunciou ontem (03) o executivo.
O plano “visa adotar uma economia mais diversificada, identificando os setores competitivos com potencial de elevar a geração de renda e criação de emprego para os jovens”, disse Filimão Suaze, porta-voz do Conselho de Ministros, após a reunião do órgão em Maputo.
Para a execução do plano, o executivo criou a Secretaria do Estado para Juventude e Emprego, uma nova entidade para o novo mandato que iniciou em Janeiro, com a tomada de posse após a vitória da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e do seu candidato, Filipe Nyusi, nas eleições de 15 de Outubro do ano passado.
“Espera-se três milhões de empregos e há condições para que os números sejam alcançados”, observou o porta-voz do Governo, acrescentando que o documento está quase pronto.
Comparado com o plano anterior, para a nova estratégia, a mesma fonte destacou também a manutenção da paz, com o registo de ataques armados protagonizados por grupos desconhecidos em Cabo Delgado, onde pelo menos 350 pessoas morreram desde Outubro de 2017 devido às incursões armadas.
A Empresa Petróleos de Moçambique, S.A. – Petromoc, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Para Apoio Operacional. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Programa de Educação em Emergências. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Corte e Costura. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Canalização. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Agente de Segurança. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Pedreiro. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Carpintaria/Mercenária. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Serralharia. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Electricidade Auto. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Electricidade Montadora. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Refrigeração. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Secretariado. Saiba mais.
A Pure Behaviour, Lda empresa portuguesa da área da Formação Comportamental e do Coaching pretende recrutar para o quadro de pessoal um (1) Representante Comercial . Saiba mais.
A MozTop-Energia, lda uma empresa do ramo de combustíveis pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Sheq. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Logística/Operações. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Aterro. Saiba mais.
A World Vision-Moçambique (WV-Moç) torna público que pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Coordenador(a) Distrital de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL). Saiba mais.
A Tj Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Associação dos Fornecedores de Água de Moçambique (AFORAMO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo.Saiba mais.
A Associação Megafauna Marinha (AMM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Campo, Meios Alternativos de Subsistência. Saiba mais.
A Imovisa S.A, Empresa de Gestão de Imóveis, Limpeza e Manutenção de Instalações, está a recrutar dez (10) Técnicos de Manutenção Polivalente. Saiba mais.
A organização Protestante para a Diakonie e o Desenvolvimento – Pão para o Mundo (adiante EWDE-PPM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Consultores. Saiba mais.
A Associação Nacional de Extensão Rural (ANER) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Oficial do Pilar de Recursos Naturais e Extensão Rural (RNER). Saiba mais.
Chama-se Igreja Presbiteriana de Lhamanculo, fundada nos finais dos anos trinta por uma missão suíça, com objectivo de fomentar a fé, o ensino e assistência hospitalar às comunidades indígenas de Lourenço Marques, actual cidade de Maputo.
Foi na Paróquia de Lhamanculo desta Igreja que o arquitecto da unidade nacional, Eduardo Mondlane, lançou uma das sementes para o despertar da consciência nacionalista através da parábola da águia.
A Rádio Moçambique ouviu mais detalhes desta história, contada por Joel Libombo, crente da Igreja Presbiteriana de Lhamanculo.
Jonas Maomane é pastor da Igreja Presbiteriana de Lhamanculo há mais de quatro décadas, e conta ter assistido de perto o momento em que o pastor Zedequias Manganhela foi preso pela PIDE, Polícia Internacional e de Defesa do Estado, em 1972.
É no quadro da preservação destes marcos históricos que o Ministério da Cultura e Turismo perspectiva distinguir, ainda este ano, a Paróquia de Lhamanculo da Igreja Presbiteriana com à categoria de património cultural.
O primeiro caso, com recurso à catana, registou-se em Janeiro e outros dois, em finais de Fevereiro. O facto foi confirmado, na terça-feira (03) em Quelimane, pelo porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, Sidner Lonzo.
A fonte diz que os autores dos homicídios fazem-se passar por clientes que solicitam serviços de moto-táxi para os bairros periféricos, na vila municipal de Milange.
A Renamo e o MDM, na oposição em Moçambique, acusam a Frelimo de arrogância política na Assembleia da República, ao ficar com sete das nove comissões especializadas, e dizem que o discurso de inclusão do Presidente Filipe Nyusi é falacioso.
A Frelimo, que na nova Assembleia da República ocupa 184 dos 250 lugares, vai presidir a sete comissões especializadas, cabendo à Renamo apenas duas.
O MDM não vai presidir a nenhuma comissão.
O porta-voz da Renamo, José Manteigas, disse que esta configuração mostra “a arrogância política da Frelimo e os esforços para reduzir a simples retórica a promessa do seu Presidente, Filipe Nyusi, de pautar pelo consenso e inclusão”.
Manteigas referiu que em 2019, o Governo e a Renamo assinaram um acordo de reconciliação nacional, o que significa que “estavam criadas as bases para pudermos ter uma convivência sã no Parlamento”.
O porta-voz destacou que, “contrariamente a essa expectativa positiva, a bancada da Frelimo, de forma arrogante, impediu que a oposição dirigisse a Comissão de Orçamento, que em muitos países democráticos, por uma questão de ética, é liderada pela oposição”.
A Renamo, na anterior Assembleia da República, dirigiu as comissões de Defesa e Relações Internacionais, mas na presente preside apenas as comissões de Petições e Reclamações e Ética Parlamentar.
Por seu turno, o deputado do MDM, Fernando Bismarques, diz que a Frelimo, “tentou usar a sua maioria parlamentar para impedir a presença do MDM nas comissões especializadas”.
Entretanto, a Frelimo responde que o seu peso esmagador na formação das comissões especializadas justifica-se pela maioria qualificada que controla no novo Parlamento.
Contudo, alguns analistas consideram que embora em termos legais a Frelimo disponha de fundamentos para controlar a presidência dessas comissões, em termos políticos, “teria sido benéfico para a reconciliação nacional a indicação de deputados da oposição para a presidência de mais comissões especializadas”.
O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, afirma desconhecer o que reivindica o líder da autoproclamada Junta Militar, Mariano Nhongo, o que para analistas agrava ainda mais a crise que afecta o principal partido da oposição em Moçambique.
“Não percebo a razão que levou Mariano Nhongo a abandonar as bases da Renamo na Gorongosa”, afirmou Ossufo Momade, em entrevista à RTP, acrescentando que Nhongo “abandonou as bases sem explicação, indo se instalar num lugar longe das bases dos seguranças da Renamo”.
O líder da Renamo nega que Mariano Nhongo esteja a ser excluido do processo de desmilitarização “porque até hoje só temos uma lista de 10 homens que entregamos ao Governo, os outros estão nas bases à espera de desmobilização e integração. A elaboração dessa lista exigia certos requisitos que Mariano Nhongo não reunia”.
Estas declarações foram feitas dias depois de Mariano Nhongo ter rejeitado a ideia de mediação do diálogo entre a liderança da Renamo e a Junta Militar, apresentada pelo Conselho Cristão de Moçambique.
Para o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, isto significa o agravamento da crise que surgiu durante a governação do processo eleitoral que conduziu Ossufo Momade à liderança da Renamo.
“Foi isso que deu origem a Mariano Nhongo e daquilo que temos visto nas várias fotografias, Nhongo é uma pessoa historicamente importante na Renamo, e não me parece apropriado que Ossufo Momade diga hoje que não sabe o que Mariano Nhongo está a reclamar”, realçou Adriano Nuvunga.
Entretanto, outros analistas entendem que Mariano Nhongo “pode estar a ser usado por alguém dentro da Renamo, que quer o lugar de Ossufo Momade”.
O português Sérgio Traguil é o novo homem do leme da ENH de Vilankulo. O técnico, de 39 anos, assinou na tarde da segunda-feira (02), um contrato de uma época e outra de opção.Nos hidrocarbonetos, Sérgio Traguil será coadjuvado por Vitor Mayamba, que tinha assumindo interinamente a colectividade.
O técnico já tem uma considerável bagagem internacional, tendo já orientado o Hearts of Oak, do Gana, Kaduna United (Nigéria), Kabuscorp e Santa Rita, ambos de Angola, e Mirbat SC, de Omã, anterior clube.
Antes de viver intensas experiências internacionais, Traguil orientou, em Portugal, o Estrela de Portalegre. Na ENH, o luso tem como principal meta levar a equipa aos lugares cimeiros no Moçambola.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do governo com o empoderamento económico das mulheres, através da implementação do Fundo Pro-Mulher.
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