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Terça-feira, Julho 7, 2026
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Covid-19: EUA estão a realizar 150.000 testes diários

O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, avançou que o país está a fazer 150.000 testes à covid-19 diariamente e considerou que o número podia ser maior, se os governadores usassem os meios disponíveis em cada estado.

Em declarações à estação televisiva NBC, Pence adiantou que estão a ser feitos 150.000 testes diários e afirmou que “se os estados em todo o país ativarem todos os laboratórios que estão disponíveis em cada estado” os Estados Unidos da América podem “duplicar esse número de um dia para o outro”.

O vice-presidente norte-americano prosseguiu garantindo que o país tem, à data, “testes suficientes” para que os estados comessem a retomar a atividade económica.

Segundo avança a AP, a resposta chegou de governadores democratas e republicanos, reconhecendo que existem laboratórios que podem aumentar a capacidade de testes em várias áreas, mas lembram que esse processo é, muitas vezes, atrasado por processos a nível federal.

Pence mencionou, ainda, que o “presidente quer reabrir a economia assim que for possível fazê-lo em segurança e com responsabilidade”.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu de 3,5% em Fevereiro para 4,4% em Março, devido ao impacto económico da pandemia de covid-19 que paralisou a actividade, informou hoje o Departamento do Trabalho.

A economia norte-americana perdeu no mês passado 701.000 postos de trabalho, pondo fim a uma tendência de 113 meses consecutivos de crescimento.

O número de postos de trabalho perdidos é o mais significativo desde Março de 2009, na altura da crise financeira. Em Fevereiro, a taxa de desemprego tinha recuado para 3,5%, o nível mais baixo em 50 anos.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (39.090) e mais casos de infecção confirmados (mais de 735 mil).

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 160 mil mortos e infectou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 518 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.

COVID-19: Guerra por comida em Joanesburgo

A discriminação de nacionalidades na distribuição de alimentos na região sul de Joanesburgo foi denunciada nesta sexta-feira, 17 de Abril, por alguns imigrantes moçambicanos, que acordaram cedo das suas casas para o local onde iam receber apoio alimentar.

Chegaram e formaram fila, mas o pessoal responsável pela distribuição de alimentos começou a exigir documentos de identidade sul-africanos.

Estrangeiros, incluindo moçambicanos, com passaportes foram excluídos.

Face a alegada exclusão, os imigrantes pedem a abertura das fronteiras para regressarem aos seus países de origem.

Durante esta reportagem chegaram agentes da polícia e militares para dispersar as pessoas que estavam na fila a espera de receber alimentos de distribuição gratuita.

A África do Sul esta em confinamento obrigatório desde 27 de Março último que vai até final deste mês de Abril e pode ser renovado.
Informações ainda não confirmadas por fontes independentes indicam que algumas pessoas foram detidas nesta sexta-feira.

Entretanto, o comércio informal, maior fonte de rendimento financeiro de imigrantes, incluindo moçambicanos, está literalmente encerrado.

Detidos seis indivíduos por violar decreto de Estado de Emergência

O “O Pais” escalou um dos mercados da Vila Municipal de Quissico em Inhambane, quando passavam pouco e mais das 22 horas. Os bares estavam fechados, mas afinal era tudo fachada. É que do outro lado do mercado, flagramos 6 jovens e mais outros que colocaram-se em fuga a consumir bebidas alcoólicas as escondidas, numa clara violação do decreto presidencial sobre o estado de emergência.

Os jovens estavam concentrados numa das sombras daquele mercado com o Colman cheio de bebidas. Aliás, a bebida era adquirida num bar ao lado do local em que estavam.

Questionados pelas autoridades, o jovens pegaram ser os donos da referida bebida, dizendo apenas que estavam num local público, e que não sabiam de onde vinha a bebida. Para não chamar atenção, as viaturas foram guardadas escondidas, distante, uma da outra.

A inspecção nacional de actividades económicas em Inhambane que comandou a operação, refere que já encerrou compulsivamente mais de 29 bares, entretanto, alguns teimam e mudam de estratégias. Os infractores regra geral, vendem bebida clandestinamente durante a calada da noite ou ainda fecham as portas, mas por dentro, aglomeram jovens em grandes bebedeiras.

Depois de passarem pela desinfecção, os jovens foram encaminhados às celas, para responderem na justiça.

Eneas Comiche fará hoje uma comunicação aos munícipes

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, vai fazer uma comunicação aos munícipes da capital do país, indica um comunicado de imprensa da edilidade, sem avançar detalhes sobre a comunicação.

Comiche vai falar depois de várias semanas em que o seu nome esteve associado aos casos da COVID-19 em Moçambique que chegou a levá-lo a internamento hospitalar para realização de exames de despiste da doença.

Através de um comunicado de imprensa, Comiche explicou, na ocasião, ter feito testes da COVID-19 mas que até então não tinha recebido os resultados sobre o seu estado de saúde.

Gilberto Aparecido dos Santos (Fuminho), expulso de Moçambique

O Ministro do Interior, Amade Miquidade, decidiu expulsar administrativamente, do território nacional, em despacho de 17 de Abril de 2020, o cidadão Luís Gomes de Jesus, também conhecido por Gilberto Aparecido dos Santos, de nacionalidade brasileira.

Um comunicado do ministério do Interior, recebido na nossa redacção, refere que a expulsão surge na sequência dos autos de instrução preparatória do processo de expulsão administrativa, por imigração ilegal.

De acordo com o documento, sobre Gilberto Aparecido dos Santos recaiu um mandato internacional de captura, emitido pelas autoridades policiais brasileiras, devidamente notificado no sistema da INTERPOL e executado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal, no âmbito das suas competências.

“Fuminho”, detido na passada segunda-feira em Maputo, estava foragido há 21 anos e foi condenado por crimes de tráfico de drogas, contra o património de instituições financeiras e de grandes empresas de logística, assim como por financiar a fuga de líderes de organizações criminosas.

O brasileiro é também suspeito de ser o financiador de um plano de resgate de Marcos Willians Camacho, conhecido como ‘Marcola’, o líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do Brasil, preso em Brasília.
De acordo com a imprensa brasileira, “Fuminho” fugiu da prisão em 1998, no mesmo dia que Marcola também escapou, e escondeu-se em países vizinhos, como o Paraguai e Bolívia.

Mais 4 casos positivos de infecção pelo Covid-19

No país elevou para trinta e nove o número e infectados pelo novo coronavírus, com a conformação de mais quatro novos casos. Do cumulativo dos 39 infectados, oito estão recuperados.

O cumulativo de testes aqui realizados é mil e trinta e sete, dos oitenta e cinco, nas últimas 24 horas. Desses 85 testes, 81 revelaram-se negativos e 4 positivos.

São dados partilhados este domingo (19) pela directora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, no briefing diário de actualização de dados sobre o Covid 19.

“Dos novos casos positivos estão relacionados com a investigação em curso em Cabo Delgado, sendo que dois em Afungi e outros dois na cidade de Pemba. De referir que dos 85 casos suspeitos, que foram testados nas últimas 24 horas, 41 suspeitos são de Cabo delgado, 13 de Inhambane, 28 cidade de Maputo, 1 Zambézia e 2 são de Gaza”, disse.

Menino perde mãe e avó para a Covid-19 na mesma semana. Pai em risco

Julianne Cadby faleceu de Covid-19 quatro dias depois de perder a mãe. O pequeno Evan, de sete anos, perdeu na mesma semana a mãe e a avó. E o pai está internado.

O novo coronavírus tem feito milhares de vítimas mortais em todo o mundo, e do Reino Unido chega-nos uma história trágica envolvendo uma família do País de Gales.

Esta situação, com contornos devastadores, aconteceu a uma família de Pentwyn, na capital Cardiff. O pequeno Evan, de apenas setes anos, perdeu a mãe e a avó devido ao novo coronavírus, doença que também pôs o pai a lutar pela vida numa unidade hospitalar.

Segundo o jornal Mirror, que conta a história desta família, Julianne Cadby, de 49 anos, faleceu infetada com a Covid-19 na passada quarta-feira, apenas quatro dias depois de perder a mãe Joan, de 84 anos, para o vírus SARSCoV-2.

Num espaço de dias, Evan perdeu a mãe, que trabalhava no Serviço Nacional de Saúde britânico, e a avó. E o pai Chris permanece internado também devido à infeção pela Covid-19.

Julianne Cadby era gerente de negócios dos serviços especializados em saúde mental para crianças e adolescentes do Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale, tendo começado a carreira como secretária médica. Foi descrita pelos colegas como uma profissional “extremamente calorosa e atenciosa e que arranjava sempre tempo para ajudar e apoiar os outros”.

Desde o passado sábado, dia em que foi confirmada a morte da avó, amigos de Julianne e Chirs arrecadaram mais de duas mil libras para ajudar Evan e a família.

Uma das angariadoras, Natalie Lloyd-Hughes disse na página JustGiving que decidiu fazê-lo depois de saber das “notícias absolutamente terríveis de que Julianne tinha falecido de Covid-19. Além disso, o marido está atualmente no hospital a combater o vírus.”

A mesma angariadora sublinhou que os pais da Escola Primária Católica de St. Bernadette vão fazer de tudo para ajudar esta família o máximo que puderem. “Às famílias e amigos de Julianne e Chris, enviamos nossas mais profundas condolências e oramos por vocês neste momento triste”, finaliza.

China regista dez novos casos de contágio local e 17 importados

A China registou 27 casos da covid-19, nas últimas 24 horas, incluindo dez de contágio local, informou a Comissão de Saúde do país.

Entre os casos de contágio local, sete foram detectados em Heilongjiang, dois na província de Guangdong, adjacente a Macau, e um em Sichuan, no sudoeste da China.

Até às 23:59 de sexta-feira, não houve novas vítimas mortais.

O país voltou assim a reduzir o número de infectados “activos”, para 1.058, entre os quais 85 em estado grave.

O número total de infectados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de 82.719, incluindo 4.632 mortos. Até ao momento, 77.029 pessoas tiveram alta.

As autoridades chinesas referiram que 723.835 pessoas que tiveram contacto próximo com infetados estiveram sob vigilância médica na China, entre as quais 8.893 permanecem sob observação.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 153 mil mortos e infetou mais de 2,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 483 mil doentes foram considerados curados.

Mais de 60% dos brasileiros reprovam demissão do ministro da Saúde

Mais de 60% dos brasileiros reprovaram a exoneração de Luiz Henrique Mandetta do cargo de ministro da Saúde, no meio da pandemia da covid-19, indicou uma sondagem publicada na sexta-feira pelo Instituto Datafolha.

De acordo com o inquérito, 64% dos 1.606 brasileiros questionados consideraram que o chefe de Estado errou, 25% disseram que o Presidente do Brasil tomou a atitude certa, enquanto 11% disseram não saber.

A sondagem do Instituto Datafolha, que tem uma margem de erro de três pontos percentuais em ambos os sentidos, mostrou ainda um empate técnico entre os inquiridos sobre se a resposta à pandemia pelo Ministério da Saúde sem Mandetta vai piorar (36%) ou melhorar (32%).

Sobre se Bolsonaro tem capacidade para continuar a liderar o país, 52% dos inquiridos responderam sim e 44% não.

Na quinta-feira, Jair Bolsonaro exonerou Mandetta, no meio da pandemia da covid-19, após várias semanas de confronto entre ambos em relação ao isolamento como medida preventiva.

Mandetta defendia a importância do isolamento social para travar a disseminação do novo coronavírus, perante a oposição de Bolsonaro, que advertiu para o impacto daquela medida na economia do país, fortemente atingida pela pandemia.

Para o lugar de MandettaBolsonaro nomeou o oncologista Nelson Teich, que tomou posse na sexta-feira, dia em que o Brasil registou 217 mortos e 3.257 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, totalizando 2.141 óbitos e 33.682 infetados desde o início da pandemia, informou o executivo.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 150 mil mortos e infetou mais de 2,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 483 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Afinal, pandemia pode não ter começado em Dezembro nem em Wuhan

Geneticista da Universidade de Cambridge defende que a Covid-19 “começou a infectar e a propagar-se nos humanos entre 13 de Setembro e 7 de Dezembro”.

Em entrevista concedida ao jornal South China Morning Post, o investigador britânico alertou que, ao contrário daquilo que tem vindo a ser noticiado, é provável que a Covid-19 tenha chegado aos seres humanos em Setembro.

“O vírus pode ter-se mutado até à sua forma final eficiente em humanos há meses, mas manteve-se num morcego ou em outro animal, ou até mesmo humano, durante vários meses sem infectar qualquer outro indivíduo”, começou por dizer.

“Depois, começou a infectar e a propagar-se nos humanos entre 13 de Setembro e 7 de Dezembro, gerando a rede que apresentamos, agora, no jornal ‘Proceedings of the National Academy of Sciences'”, acrescentou.

Quanto ao local exacto no qual a pandemia ‘nasceu’, Peter Forster avisou que ainda não há qualquer conclusão definitiva, mas diz acreditar que “é mais provável que o surto original tenha começado no Sul da China do que em Wuhan“, cidade tida como epicentro da SARSCoV-2.

“As provas podem apenas vir da análise de mais morcegos e outros possíveis hospedeiros, e de amostras de tecidos preservadas em hospitais chineses desde entre Setembro e Dezembro. Este tipo de projecto de investigação ajudar-nos-ia a perceber como a transmissão ocorreu e a prevenir casos semelhantes no futuro”, completou.

Covid-19: Estados Unidos com mais de 700 mil infectados e mais de 36 mil mortos

Os Estados Unidos ultrapassaram, na sexta-feira, os 700 mil casos da covid-19 registados desde o início da epidemia no país, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

O país, que é desde o final de Março o mais atingido do mundo pela covid-19 causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), conta agora 700.282 casos de contágio e 36.773 mortos, indicou.

Segundo a mesma fonte, consultada às 20:30 de sexta-feira (01:30 de hoje em Lisboa), os Estados Unidos registaram 3.856 mortos, nas últimas 24 horas, um número que inclui óbitos “provavelmente relacionados” com a covid-19 e não contabilizados inicialmente.

Esta semana, Nova Iorque anunciou que ia adicionar 3.778 mortes “prováveis” da covid-19 ao balanço de vítimas mortais da cidade.

Os Centros de prevenção e luta contra as doenças norte-americanos (CDC, uma agência governamental) indicaram que o país contava, na sexta-feira pelas 20:00 tmg, 33.049 mortes, incluindo 4.226 prováveis, causadas pela covid-19.

Este número é ligeiramente inferior ao avançado pela Universidade Johns Hopkins.

Os Estados Unidos são o país com o mais elevado número de mortos causado pela doença respiratória, à frente da Itália (mais de 22 mil mortos), da Espanha (mais de 19 mil mortos) e de França (mais de 18 mil mortos).

O Presidente norte-americano, Donald Trump, que manifestou na sexta-feira a vontade de regressar rapidamente à campanha para a eleição presidencial de Novembro próximo, considerou na quinta-feira que o país tinha provavelmente “passado o pico” dos novos casos da covid-19.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 153 mil mortos e infectou mais de 2,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 483 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.

África lança campanha para atingir um milhão de testes no continente

A campanha foi lançada pela União Africana com o objectivo de distribuir durante a próxima semana e meia mais de um milhão de testes para aumentar capacidade de teste no continente.

A União Africana (UA) anunciou esta quinta-feira o lançamento de uma campanha para atingir um milhão de testes ao novo coronavírus no continente, onde 910 pessoas morreram e mais de 17 mil foram infetadas por Covid-19.

“Há uma grande falha de testes no continente e queremos distribuir na próxima semana ou semana e meia mais de um milhão de testes para ajudar os países a aumentarem a sua capacidade para testar e identificar as pessoas infetadas”, anunciou o diretor do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da União Africana (Africa CDC), John Nkengasong.

O diretor da agência da União Africana para a saúde falava esta quinta-feira, em Adis Abeba, no encontro semanal com a comunicação social.

O responsável do Africa CDC explicou que a disponibilização dos testes pela União Africana visa dar um sinal e sensibilizar outros parceiros públicos e privados para a necessidade de aumentar “agressivamente” a capacidade dos países para identificar e monitorizar as pessoas infetadas.

“Nos próximos três ou seis meses, provavelmente necessitaremos de 50 milhões de testes para o continente, mas uma caminhada de 100 quilómetros começa com o primeiro metro”, afirmou, adiantando que a capacidade de testagem é ainda muito baixa.

Como exemplos apontou a África do Sul, que com uma agressiva campanha de testagem, conseguiu apenas fazer 8.000 mil testes desde o início da pandemia, a Etiópia, que fez apenas 5.000 testes, ou a Nigéria, que com 200 milhões de habitantes, registou 6.000 testes realizados.

Músicos moçambicanos vivem situação dramática, diz Sociedade de Autores

O impacto da Covid-19 expôs a precariedade social dos músicos moçambicanos, porque em menos de um mês de falta de trabalho estão a enfrentar carências básicas.

O secretário-geral da Sociedade Moçambicana de Autores (Somas) disse esta sexta-feira à Lusa que muitos músicos estão a passar situações dramáticas, devido à proibição de espectáculos, no âmbito do combate à pandemia da Covid-19.

“De todas as classes profissionais que pertencem à Soma, os músicos são os que estão a passar por situações dramáticas, porque trabalham para multidões, não fazem um trabalho solitário”, afirmou Jomalu, que é também músico. Jomalu frisou que antes da entrada em vigor do estado de emergência, no dia 1 deste mês, em Moçambique, os músicos já estavam proibidos de actuar em salas de espectáculos, restaurantes e bares.

A proibição seguiu-se ao alerta em Março pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, sobre o risco de propagação da Covid-19, numa altura em que Moçambique não apresentava nenhum caso positivo da doença.

O secretário-geral da Soma avançou que a situação dos músicos se agravou com a interdição de festas familiares, como casamentos, aniversários e baptismos, porque há muitos artistas procurados nesses eventos.

Os eventos familiares são um mercado muito importante para muitos músicos, porque nos últimos anos cresceu o hábito de as famílias moçambicanos convidarem um músico para as suas festas”, referiu Jomalu.

O impacto da Covid-19 expôs a precariedade social dos músicos moçambicanos, porque em menos de um mês de falta de trabalho estão a enfrentar carências básicas, acrescentou. “Há colegas que vêm à Somas pedir empréstimos ou o adiantamento de pagamento de direitos de autor, mas nós não temos capacidade para isso”, frisou.

Álvaro Garcia, gestor do centro cultural da Associação Moçambicana de Músicos (AMM), disse à Lusa que o encerramento do setor do entretenimento devido à Covid-19 agravou a insegurança social dos músicos.

A lição que se tem de tirar desta situação é que a sociedade moçambicana no seu todo deve pensar na segurança social dos músicos, porque até é uma classe muito querida pelos moçambicanos”, observou Álvaro Garcia.

O facto de serem trabalhadores independentes, continuou, sem vínculo com nenhuma entidade patronal, agrava a condição económica e social dos artistas, concluiu. Os profissionais do entretenimento e criadores de arte, no geral, devem ter os seus direitos devidamente reconhecidos e remunerados, para que tenham capacidade de resistir em tempos de crise, notou Garcia.

O que os autores ganham em Moçambique está muito aquém do grande consumo da música, que está presente em todas as esferas da sociedade moçambicana”, frisou.

O número de casos registados oficialmente de infeção pelo novo coronavírus em Moçambique subiu de 29 para 31, anunciou na quinta-feira o Ministério da Saúde.

O país vive em estado de emergência, com escolas fechadas, ajuntamentos proibidos e imposição de rotatividade no trabalho, mas não foi determinado um “lockdown”, ou confinamento geral obrigatório, como sucede na vizinha África do Sul.

A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

Bolsonaro defende reabertura de comércio e fronteiras

O Presidente brasileiro defendeu na sexta-feira (17) a reabertura do comércio e das fronteiras, apesar de reconhecer que decisão é um “risco” e que a responsabilidade cai sobre si caso a situação piore.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, defendeu esta sexta-feira a reabertura do comércio e das fronteiras e reconheceu que corre o “risco” de ser responsabilizado caso a propagação do novo coronavírus piore.

Bolsonaro falava, em Brasília, durante a cerimónia de posse do seu novo ministro da Saúde, o oncologista Nelson Teich, que substitui Luiz Henrique Mandetta no cargo, demitido pelo Presidente na quinta-feira devido a divergências na estratégia de enfrentar a pandemia de Covid-19, mais concretamente na questão do isolamento social.

Enquanto Mandetta seguia orientações científicas e defendia firmemente a necessidade de isolamento social para impedir a propagação do vírus, Jair Bolsonaro, por outro lado, insiste que as pessoas devem voltar ao trabalho e que a economia deve ser reativada porque “o Brasil não pode parar” por causa do que classificou como uma “gripezinha”.

“Essa luta para que se comece a abrir o comércio é um risco que eu corro, porque se piora [a situação] tudo cai sobre mim. Agora, eu acho, e é algo que muita gente já sabe, [o comércio] tem que abrir”, disse o mandatário no ato de posse de Teich, onde também se mostrou a favor da reabertura das fronteiras, atualmente encerradas para impedir a propagação da Covid-19.

Embora Bolsonaro tenha dito na quinta-feira que discutiu com o novo ministro a “abertura gradual” do país com o objetivo de acabar com as medidas de isolamento social implementadas por prefeitos e governadores no Brasil, Teich não mencionou nenhuma medida relacionada com o tema durante o seu discurso de esta sexta-feira.

Na sua intervenção, o novo ministro da Saúde apontou que fazer parte do Governo de Bolsonaro é “o maior desafio” da sua vida profissional e destacou que o eixo de sua gestão será o povo.

O foco serão as pessoas. Não importa o que você faça, no final o que resta é o povo”, disse Teich.

Nesse sentido, o novo responsável pela pasta da Saúde declarou que as pessoas mais pobres, que “são as que mais vão sofrer”, terão atenção “total”.

Informação e trabalho em equipa, acrescentou, serão outras prioridades do Ministério da Saúde para enfrentar a pandemia de coronavírus.

De acordo com o oncologista, é necessário fornecer informações mais completas sobre a Covid-19, uma doença que, segundo ele, gera “ansiedade” e leva as pessoas a “sentirem medo”.

Da mesma forma, insistiu que, para enfrentar o novo vírus, é necessário “formar equipas”, não apenas dentro do seu Ministério, mas com outras tutelas e entidades governamentais, para alcançar um trabalho “eficiente”.

O novo ministro enfatizou ainda que trabalhará em conjunto com as autoridades regionais e que fomentará a investigação no Brasil.

Durante o ato de posse, o ministro cessante Luiz Henrique Mandetta agradeceu a Bolsonaro pela oportunidade e desejou ao seu sucessor “toda a sabedoria para conduzir o Brasil”.

O Brasil ultrapassou na quinta-feira a barreira das 30 mil pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus, totalizando 30.425 casos confirmados e 1.924 óbitos desde o início da pandemia, informou o executivo.

A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infectou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

Explosão de dois camiões-cisterna faz um ferido grave no norte do país

Uma pessoa ficou gravemente ferida após explosão de dois camiões-cisterna da empresa pública Petróleos de Moçambique (Petromoc) em Nacala Porto, na província de Nampula, no Norte do país, disse  fonte oficial.

A explosão ocorreu na tarde de quinta-feira, quando dois camiões-cisterna estavam a encher os depósitos de combustível nas instalações da empresa em Nacala Porto, disse Franque Panguene, gestor da Petromoc na região, citado hoje pela Rádio Moçambique.

Além do colaborador da empresa, que sofreu queimaduras de terceiro grau e está a ser assistido no Hospital Central de Nampula, as chamas atingiram também parte dos escritórios das instalações.

“Ainda não nos sentámos para fazer todas as avaliações. Estamos aqui para garantir que não haja reincidência do fogo”, disse o gestor da empresa.

A Petromoc, detida em 80% pelo Estado moçambicano, atravessa uma situação financeira descrita pelo conselho de administração da companhia como delicada, com uma dívida à banca de 2 mil milhões de meticais.

A empresa acumulou resultados negativos anuais superiores a três mil milhões de meticais nos últimos três anos e perdeu a quota de mercado, de mais de 50% para 24% actualmente.

ONU satisfeita com encontro entre Filipe Nyusi e Ossufo Momade

O enviado pessoal do secretário-geral da ONU para Moçambique considerou ontem (17) motivador o encontro de quinta-feira entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, no âmbito do processo de paz.

“Sentimo-nos motivados pela reunião que teve lugar[quinta-feira] entre o Presidente [Filipe] Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade”, disse Mirko Manzoni, em comunicado divulgado hoje em Maputo.

Manzoni afirmou que o encontro entre Filipe Nyusi e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) é uma prova de que os dois dirigentes atribuem grande importância à comunicação e ao diálogo para a implementação do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional que assinaram no dia 06 de Agosto de 2019.

O enviado pessoal do Secretário-Geral da ONU, embaixador da Suíça em Maputo, assinalou que a comunidade internacional é favorável à retomada do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos guerrilheiros da Renamo, mas a prioridade neste momento é o combate à covid-19.

“Embora sejamos favoráveis ao objetivo de retomar o DDR, compreendemos que, neste momento, as preocupações com a saúde pública devem vir em primeiro lugar”, refere a nota de imprensa.

As Nações Unidas, prosseguiu, estão disponíveis para trabalhar com o Governo e Renamo na definição dos próximos passos da implementação do processo de paz.

O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional foi o terceiro entre o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e a Renamo e pretende acabar com ciclos de violência que opõem as duas partes, de forma cíclica.

O acordo é contestado por uma dissidência da guerrilha da Renamo, que têm sido acusada pelo Governo de protagonizar ataques armados na região Centro do país, desde a assinatura do entendimento.

Uma nota de imprensa divulgada pela Presidência da República na quinta-feira refere que foi “consensual a necessidade de tornar o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos guerrilheiros da Renamo mais célere”.

Além do processo de implementação do acordo, os dois líderes debateram os ataques armados que têm sido atribuídos a dissidentes da Renamo no Centro de Moçambique, incursões que desde agosto já mataram cerca de 20 pessoas

O documento não avança detalhes sobre o estado do processo negocial, limitando-se a descrever um “ambiente de harmonia e cordialidade” que terá caraterizado o encontro.

Passados oito meses após o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, ainda nenhum guerrilheiro entregou as armas, excetuando 10 oficiais da Renamo indicados para integrar o Comando-Geral da Polícia moçambicana e que concluíram instrução em novembro.

Em entrevista recente à Lusa, Ossufo Momade disse que o DDR vai abranger 5.000 guerrilheiros da Renamo, avançando que o processo iria arrancar em breve.

Secretária de Estado inaugura centro de tratamento na província de Maputo

A secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, inaugurou ontem (17) um centro de saúde para tratamento exclusivo de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

“Perante este tipo de doença a prevenção tem-se revelado o melhor antídoto, por isso é que estamos a nos preparar para eventuais necessidades de tratamento”, disse Vitória Diogo, durante a inauguração.

A nova unidade de saúde, situada na Matola, beneficiou de uma requalificação e agora tem uma capacidade para albergar 16 pacientes.

“Estamos preparados para atender doentes nesta unidade sanitária, já temos ventilador montado, botijas e concentradores de oxigénio”, disse Iolanda Santos, directora de saúde na província de Maputo.

Com um total de 34 casos confirmados desde 22 de Março, Moçambique vive em estado de emergência devido à COVID-19 durante todo o mês de Abril, com escolas, espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, além da suspensão da emissão de vistos.

O número de mortes provocadas pela COVID-19 em África é de pelo menos 965, com mais de 18 mil casos registados em 52 países, de acordo com a mais recente actualização dos dados da pandemia no continente.

A nível global, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infectou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

COVID-19: Ministério da Saúde envia reforços a Cabo Delgado

O sector da saúde vai enviar reforço para a investigação que decorre em Cabo Delgado sobre a propagação da COVID-19. E para ajudar nas medidas da prevenção, o Ministério da Saúde recebeu ontem (17) cinco mil litros de desinfectantes doados pela Sasol.

A província de Cabo Delgado alberga perto da metade dos casos de COVID-19 que existem no país e os números tendem a crescer.

A vice-ministra da Saúde explica que os casos registados naquele ponto eclodiram numa zona de confinamento, o que anula a necessidade de reforçar o controlo de saídas daquela província. Mas o mapeamento dos possíveis contaminados continua. Lídia Cardoso falava durante a recepção simbólica de desinfectante fornecido pela empresa Sasol para ajudar na prevenção. São cinco mil litros entregues pela companhia, dos quais mil vão a Inhambane, ponto focal das explorações da empresa.

A Sasol diz que não podia ficar indiferente à pandemia que já infectou dezenas no país e anuncia que além dos cinco mil litros, há mais para apoio.

Do total dos 60 mil a serem entregues, 23 mil serão encaminhados à Inhambane. O gel desinfectante será distribuído pelas unidades sanitárias.

Donald Trump quer “voltar a abrir a América”

Depois de reclamar toda a autoridade sobre o país para si, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, mudou de ideias e de discurso. Na quinta-feira (16), o chefe de estado norte-americano pôs a decisão da reabertura económica do país nas mãos dos governadores, através de um plano a que chamou “Voltar a abrir a América*.

A tarefa vai contar com orientações do poder central para ser posta em marcha, ao longo de três fases.

De acordo com Trump. nesta missão, “os governadores vão poder desenvolver uma abordagem que vá ao encontro das diferentes circunstâncias dos próprios estados”, ficando com o poder de decidir quando voltam a abrir as fronteiras.

“Com base nos últimos dados, a nossa equipa de especialistas concorda que podemos começar uma nova frente na nossa guerra, a que chamámos “voltar a abrir a América.

Em Nova Iorque, o governador Andrew Cuomo já anunciou a extensão da quarentena até 15 de maio.

O estado norte-americano tem sido particularmente afetado pela crise sanitária, mas também pelas dificuldades económicas geradas pela pandemia, com mais de um milhão de habitantes sem trabalho, desde o início do surto de covid-19.

A nível nacional, um em cada sete trabalhadores ficou sem emprego nas últimas quatro semanas. No total, por causa do coronavírus, o país vê-se a braços com mais de 22 milhões de pessoas desempregadas.

Ataques: Jornalistas pedem ao PR que ordene libertação de jornalista

Dez jornalistas moçambicanos pediram ontem (17) ao Presidente da República, Filipe Nyusi, que ordene a libertação do jornalista Ibrahimo Abu Mbaruco, referindo relatos populares de que terá sido levado pelas forças de defesa e segurança, em Palma, norte do país.

Órgãos de comunicação social e organizações da sociedade civil afirmam que Ibrahimo Abu Mbaruco, jornalista de uma rádio comunitária do distrito de Palma, província de Cabo Delgado, está desaparecido desde dia 07 deste mês, quando foi levado por elementos das forças de defesa e segurança moçambicanas.

Na sequência desse acontecimento, dez jornalistas enviaram hoje uma carta a Filipe Nyusi, pedindo que mande libertar o jornalista, na qualidade de comandante-chefe das forças de defesa e segurança.

Ibrahimo Abu Mbaruco foi obrigado a acompanhar os militares, que o levaram sem nenhuma base legal, diz a carta.

“É dever do Estado moçambicano proteger os direitos dos cidadãos, em geral, e dos jornalistas, em particular, mesmo em situações de guerra”, refere o texto.

Para os subscritores da carta, as forças de defesa e segurança moçambicanas têm vindo a fazer o contrário.

Os jornalistas recordam que não é a primeira vez que as forças de defesa e segurança moçambicanas detêm ilegalmente profissionais da comunicação social em Cabo Delgado.

No início de 2019, os jornalistas Amade Camal e Germano Adriano foram mantidos em cativeiro num quartel militar, tendo sido libertados após pressões internas e internacionais.

Ambos são alvos de processos-crime, cujo desfecho ainda não aconteceu.

Ainda no ano passado, os jornalistas Anastácio Valoi e o ativista moçambicano da Amnistia Internacional (AI) David Matsinhe foram detidos em Cabo Delgado.

Esta semana, o jornalista do canal privado STV, Izidine Achá, foi momentaneamente detido a exercer a atividade na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado.

Na quarta-feira, a União Europeia (UE) manifestou preocupação com o agravamento da segurança em Cabo Delgado e com o desaparecimento de Ibrahimo Abu Mbaruco, defendendo o esclarecimento do caso.

O Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA) disse hoje que a família do jornalista apresentou uma queixa na procuradoria distrital de Palma face ao desaparecimento de Abu Mbaruco.

O MISA adiantou, em comunicado, que várias entidades governamentais em Cabo Delgado foram contactadas para assegurar que Ibrahimo Abu Mbaruco volte a casa e ao trabalho são e salvo.

A província de Cabo Delgado é desde outubro de 2017 palco de ataques de grupos armados, que já provocaram centenas de mortos, entre civis, membros das forças de defesa e segurança e insurgentes, além da destruição de bens e fuga de milhares de pessoas.

O Estado Islâmico (EI) reivindicou várias vezes a autoria dos ataques, que acontecem em distritos próximos de áreas onde estão presentes multinacionais petrolíferas que vão explorar o gás natural da bacia do Rovuma.

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