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Terça-feira, Julho 7, 2026
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Morreu Michael Robinson, antigo jogador do Liverpool

O futebol está de luto. Michael Robinson morreu esta terça-feira aos 61 anos vítima de uma longa batalha contra o cancro.

O antigo futebolista irlandês, que representou clubes como o Prest North End, o Manchester City, o QPR ou o Osasuna, teve o seu grande momento em 1984 quando ajudou o Liverpool a conquistar a Taça dos Campeões Europeus.

Em 1989 foi obrigado a retirar-se prematuramente do futebol, depois de uma grave lesão num joelho, e mais tarde enveredou pela carreira de comentador, o que lhe permitiu ser muito acarinhado em Espanha.

O antigo avançado terminou a carreira com 80 golos marcados e 324 jogos realizados.

China investirá mais de 150 mil milhões de euros em 5G

A China não parece querer perder tempo para implementar redes 5G e prepara-se para fazer um investimento de 170 mil milhões de dólares para a construção da infraestrutura no país.

A maior beneficiada deste investimento será a Huawei, que será a principal empresa a criar esta infra-estrtura 5G. Como nota a Bloomberg, desde o início do ano que a Huawei arrecadou 4 mil milhões de dólares em encomendas de equipamento 5G da maior operadora chinesa, a China Mobile Ltd..

O crescimento da Huawei na área do 5G tem sido feito sobretudo no seu país de origem, com o ocidente a ainda estar a avaliar as suas opções muito devido à postura dos EUA de desconfiança em relação à gigante tecnológica.

LMF consulta patrocinadores sobre mudança de época

A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) já concluiu a auscultação dos 14 clubes que vão tomar parte no Moçambola que mostraram-se favoráveis a reprogramação da época desportiva nacional, forçada sobretudo pela pandemia da covid-19.

Agora cabe a vez de a Liga Moçambicana de Futebol ouvir os patrocinadores a respeito desta questão estruturante do futebol moçambicano, de modo a que possam integrar a alteração no seu plano de apoio financeiro à prova.

Com efeito, a LMF apresentou aos patrocinadores a possibilidade de a época iniciar no mês de Junho de um ano e fechar em Maio do ano seguinte, com o Moçambola, por sua vez, a decorrer entre o período que vai de Agosto a Maio do ano seguinte.

Para além de oportuna e natural, esta consulta aos patrocinadores visava fundamentalmente colher a sensibilidade dos mesmos sobre a viabilidade administrativa dos períodos competitivos, uma vez que o ano económico moçambicano decorre entre os meses de Janeito e Dezembro do mesmo ano.

O vírus expõe desigualdades no país, afirma o Presidente da África do Sul

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou esta segunda-feira que a pandemia de covid-19, provocada pelo novo coronavírus, está a realçar as desigualdades no país, 26 anos depois do fim do regime do ‘apartheid’.

Num discurso ao país, no dia em que se assinala o Dia da Liberdade com um feriado nacional que relembra as primeiras eleições democráticas no país, em 1994, Ramaphosa alertou que as disparidades duradouras entre ricos e pobres na África do Sul estão a ser sublinhadas pela luta contra a covid-19.

“Algumas pessoas têm conseguido suportar o confinamento devido ao coronavírus em casas confortáveis, com frigoríficos completamente abastecidos, cuidados médicos privados e ensino ‘online’ para os seus filhos”, afirmou o chefe de Estado sul-africano num discurso transmitido na televisão, acrescentando que “para milhões de outros, este tem sido um mês de miséria”.

As desigualdades no país da África Austral foram também sublinhadas pelo Nobel da Paz e antigo arcebispo Desmond Tutu. A África do Sul “não é o país justo e equitativo que deveria ser”, afirmou Tutu, numa declaração emitida pela sua fundação.

“O vírus fez ao país um terrível favor ao expor os alicerces insustentáveis sobre os quais foi construído e que devem ser corrigidos urgentemente”, defendeu o antigo arcebispo.

A África do Sul comporta o maior número de infeções pelo novo coronavírus no continente, com pelo menos 4.546 casos e 87 mortes registadas.

Durante o dia de ontem, os profissionais de saúde iniciaram o rastreio e a despistagem da doença em várias zonas de Joanesburgo, especialmente em zonas pobres com elevada densidade populacional.

As autoridades preveem também a realização de testes na província de Cabo Ocidental, que inclui a Cidade do Cabo e que concentra o maior número de casos de covid-19.

Após vários anos de combate a doenças como a tuberculose e o HIV, a África do Sul apresenta experiência no despiste e no combate de doenças infecciosas, tendo já realizado perto de 170.000 testes desde o início da pandemia de covid-19.

Atualmente, a África do Sul tem 28.000 trabalhadores do setor da saúde encarregues de localizarem contactos de pessoas infetadas, de modo a conter a propagação da doença. Mais de 200 médicos oriundos de Cuba chegaram ontem ao país para apoiar o combate à pandemia.

Segundo os dados mais recentes, África contabiliza 31.933 casos da doença em 52 países africanos, tendo 1.423 dos infetados morrido. Já o número total de doentes recuperados cifra-se em 9.566.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infetou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 810 mil doentes foram considerados curados. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Gilberto Mendes “preocupado” com a degradação das infra-estruturas do Maxaquene

O secretário de Estado do Desporto visitou esta segunda feira 27, as infra-estruturas do Maxaquene, onde constatou que estão em condições precárias e precisam de uma reabilitação urgente. Gilberto Mendes revelou que o Governo poderá intervir, caso necessário, para resgatar a imagem daquele clube histórico.

No relvado do Maxaquene celebrou-se vitórias… chorou-se derrotas e assistiu-se também aos maiores embates da capital do país.

O clube histórico de desportos do Maxaquene foi fundado na era colonial, mais, especificamente, em 1920, que com o tempo, as bancadas que acolhiam os adeptos perderam a cor, ganharam rachas e o capim não pára de crescer…enfim… o velhinho maxaca está em ruinas.

Para o secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, que esta segunda-feira visitou àquele clube, a degradação das infra-estruturas desportivas deveu-se ao que chama de “relaxamento” dos gestores na sua manutenção.

Com a fonte de dinheiro seca, Gilberto Mendes diz que a Secretaria de Estado do Desporto vai ajudar em ideias que ajudem na sua reabilitação, mas, se for necessário, poderá intervir directamente.

Já a comissão de gestão dos tricolores vê na visita do secretário de Estado do Desporto uma oportunidade para o cumprimento dos objectivos do Maxaquene e um deles é a reabilitação das suas infra-estruturas.

Além de Maxaquene, o secretário de Estado do Desporto prevê visitar mais clubes a nível do país para avaliar o nível de conservação das suas infras-estruturas.

Direcção Provincial de Saúde está a monitorar os casos positivos na província

Os cinco casos positivos de Coronavírus existentes na província de Maputo estão a ser devidamente controlados pelas autoridades da saúde.

A garantia foi dada pela directora provincial de saúde, esta segunda-feira durante a recepção de dois túneis de desinfeção no Hospital Provincial de Maputo.

Tottenham regressa hoje aos treinos

A equipa de José Mourinho vai regressar pouco a pouco aos treinos e o primeiro passo é dado hoje, com o regresso dos jogadores ao centro de treinos do Tottenham, como anunciou o clube londrino esta segunda-feira.

Em comunicado, os Spurs detalharam as várias limitações de forma a proteger os jogadores da propagação e contágio do coronavírus.

A partir de hoje, os jogadores da equipa principal vão estar a fazer trabalho individual, com um campo a ser utilizado apenas por um jogador, num sistema de rotatividade. À semelhança do que vai acontecendo com outras equipas, os jogadores do Tottenham têm de chegar ao centro de treinos já equipados e regressar a casa da mesma forma, para que não tenham contacto com outras instalações do centro de treinos que não os relvados.

Tottenham de Mourinho entra na luta por Rakitic

Ivan Rakitic tem uma nova equipa atrás dele. Depois dos clubes italianos Juventus e Nápoles e dos clubes espanhóis Atlético Madrid e Sevilha, desta vez é o Tottenham de José Mourinho que mostrou interesse no croata, segundo o jornalista Abdellah Boulma.

O médio de 32 anos tem várias opções para sair do Barcelona na próxima janela de transferências, se assim o clube e o jogador o quiserem, embora Rakitic tenha mais dois anos de contrato pelo clube catalão.

Porém, recorde-se que no último verão já se falava da saída do croata de Barcelona e depois desta última temporada, onde foi fortemente criticado pelos fãs do Barça, essa possibilidade parece cada vez mais uma certeza.

Com Mourinho e o Tottenham a estarem a par disto, o técnico português quer apostar em Rakitic para o meio-campo dos Spurs, de maneira a conseguir compensar a saída de Christian Eriksen para o Inter no mercado de inverno deste ano.

Foi aberto um inquérito contra Bolsonaro, após acusações de Sérgio Moro

Um juiz Supremo Tribunal Federal do Brasil determinou segunda-feira à noite a abertura de um inquérito para investigar as acusações de interferência em processos judiciais contra o Presidente Jair Bolsonaro, feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

A análise da petição formulada pelo Senhor Procurador-Geral da República revela práticas alegadamente delituosas que teriam sido cometidas pelo senhor Presidente da República em contexto que as vincularia ao exercício do mandato presidencial, circunstância essa que afastaria a possibilidade de útil invocação, pelo Chefe do Poder Executivo da União, da cláusula de ‘imunidade penal temporária'”, lê-se na decisão do juiz Celso de Mello, citada por vários órgãos brasileiros.

Na mesma nota, Celso de Mello apontou que a Polícia Federal tem 60 dias para interrogar Sergio Moro, ex-ministro da Justiça brasileiro.

Na sexta-feira à noite, o procurador-geral da República (PGR) brasileiro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar as acusações feitas por Sergio Moro, contra Jair Bolsonaro.

O pedido entregue ao STF aponta a eventual ocorrência dos crimes de “falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, denúncia caluniosa e crime contra a honra”.

No documento, Augusto Aras afirma que, caso as declarações de Moro não se comprovem, poderá caracterizar-se o crime de denúncia caluniosa.

No pedido, o PGR sugere ao STF que, antes de deliberar sobre a abertura do inquérito, recolha o depoimento de Moro, para que ele preste formalmente esclarecimentos sobre os possíveis crimes envolvidos na conduta do chefe de Estado, e possa apresentar provas dessas interferências.

Em causa estão as declarações feitas na manhã de sexta-feira por Sergio Moro, que acusou o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de estar a fazer “interferência política na Polícia Federal”, na sequência da demissão do ex-chefe da Polícia Federal do país Maurício Leite Valeixo, publicada em Diário Oficial da União.

Moro, que junto com as acusações apresentou a sua demissão, afirmou que Bolsonaro exonerou a liderança da Polícia Federal porque pretende ter acesso às investigações judiciais, algumas das quais envolvem os seus filhos ou aliados.

Trump volta a atacar China: “Vírus podia ter sido parado na fonte”

Presidente dos Estados Unidos sublinhou que “não estamos contentes com a China” e prometeu para breve os resultados de “uma investigação muito séria”.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, voltou a apontar o dedo à forma como a China geriu a pandemia do novo coronavírus, sublinhando que os norte-americanos não estão muito contentes com o regime chinês.

Na habitual conferência de imprensa aos jornalistas sobre a actualização dos dados relacionados com a Covid-19, o Presidente norte-americano salientou que “não estamos contentes com a China”, quando questionado sobre as responsabilidades da China na pandemia global, e prometeu para breve os resultados de “uma investigação muito séria” sobre o que aconteceu.

“Estamos a fazer investigações muito sérias. Não estamos contentes com a China. Acreditamos que [o vírus] poderia ter sido travado na origem. Poderia ser sido travado rapidamente e não se teria espalhado por todo o mundo. Isto são danos para o país, mas são danos para o mundo”, atirou.

“Houve tantas mortes desnecessárias neste país. Podia ter sido travado, mas alguém, há muito tempo, ao que parece, decidiu não o fazer dessa forma e o mundo todo está a sofrer por causa disso”, acrescentou, sem detalhar a quem se estava a referir.

Trump recusou ainda quaisquer responsabilidades pelo aumento de pedidos de apoio sobre consumo de desinfetante e por casos de ingestão de desinfetante, isto depois de há dias ter sugerido que estes produtos poderiam curar a Covid-19.

“Não, não aceito”, disse Trump. “Não consigo perceber porquê”, realçou, quando questionado sobre os motivos que levaram algumas pessoas a ingerir produtos de desinfeção.

Planos para a reabertura do país e os número da Covid-19

O presidente Trump anunciou ainda um “plano” em oito passos para definir orientações sobre como os estados devem lidar com o novo coronavírus, distinguindo os papéis entre os estados e o governo federal. O líder dos Estados Unidos salientou que quer reabrir o país “rápido, mas em segurança”.

“Continuamos a expandir rapidamente a nossa capacidade e confiantes de que temos testes suficientes para começar o processo de reabertura. Queremos abrir o nosso país. E os testes não serão um problema. De facto, será ser um dos grandes ativos que temos”, disse.

“Hoje divulgámos orientações adicionais sobre testes para informar os estados à medida que desenvolvem os seus planos para uma reabertura em fases e muito segura. O nosso projeto descreve como os estados devem desbloquear a sua capacidade total, expandir o número de testes, estabelecer sistemas de monitoramento para detetar surtos locais na plataforma de testes e conduzimos o rastreio de contactos. Temos tudo”, atirou.

Donald Trump afirmou ainda que os casos de covid-19 nos EUA estão a diminuir ou a estabilizar em todo o país.

“Em todos os casos [estão] a melhorar”, sublinhando ainda que os norte-americanos têm vontade de voltar ao trabalho: “Garantir a saúde da nossa economia é vital para garantir a saúde da nossa nação — esses objectivos funcionam em conjunto:”

No que toca à economia norte-americana, o presidente dos Estados Unidos lamentou o impacto da pandemia da Covid-19 terá nas contas dos EUA.

“Construí a maior economia na história do mundo. Agora aconteceu isto que nunca devia ter acontecido e tivemos de fechar a economia. Tínhamos os melhores níveis de emprego”, explicou, perspectivando que o país tenha uma boa recuperação ao longo do ano para que o quarto trimestre e o próximo ano já sejam “excelentes”.

Alunos do ensino médio e secundário voltaram na segunda-feira à escola na China

A maioria das escolas retomou as aulas, mas apenas para alunos do último ano. Só em Pequim, 49 mil alunos do ensino secundário voltaram esta segunda-feira a ter aulas presenciais.

Os alunos do último ano no ensino médio e básico voltaram esta segunda-feira a ter aulas presenciais na China, ao fim de dois meses de encerramento das escolas, devido às medidas de prevenção contra a propagação do novo coronavírus.

O ministério da Educação chinês informou que a maioria das escolas de ensino médio e secundário retomaram as aulas, mas apenas para alunos do último ano, visando a preparação para os exames de acesso ao ensino secundário e superior, respetivamente, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. A mesma fonte não especificou quantas escolas autorizaram o regresso às aulas ou quantos alunos foram abrangidos pela medida.

Segundo a televisão estatal CGTN, só em Pequim, 49 mil alunos do ensino secundário voltaram esta segunda-feira a ter aulas presenciais, visando a preparação para o “gaokao”, o exame de acesso ao ensino superior na China, que foi adiado por um mês, para os dias 7 e 8 de julho.

No entanto, no distrito de Chaoyang, que inclui o centro da capital chinesa, o retorno dos estudantes não foi integral, já que esta área foi designada de alto risco, devido a um surto nos últimos dias originado por um estudante chinês que regressou dos Estados Unidos.

A Xinhua informou ainda que as escolas vão sujeitar os alunos a “medidas usuais de controlo e prevenção da epidemia”, que incluem medições de temperatura e a obrigação do uso de máscara cirúrgica ou de proteção respiratória. O jornal oficial em língua inglesa China Daily indicou ainda, através da sua conta oficial no Twitter, que “trinta províncias e municípios da China, incluindo Pequim e Xangai, reabriram as suas escolas”.

O retorno às aulas dos diferentes níveis educacionais está a ser realizado de forma diferente e gradual nas diferentes províncias chinesas, dependendo da situação epidémica. Durante as semanas em que as escolas estiveram encerradas, muitos estudantes chineses continuaram a ter aulas via online.

A China registou três casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, dois deles oriundos do exterior, e uma vítima mortal, informou a Comissão de Saúde do país. Trata-se de uma queda face a sexta-feira e sábado, quando o país registou doze e onze casos, respetivamente

Desde o início da epidemia, a China registou, no total, 82.830 infetados e 4.633 mortos. Até ao momento, 77.474 pessoas tiveram alta.

Kim Jong-un manda mensagem a Cyril Ramaphosa

Dias depois de ser avançada a informação de que teria morrido na sequência de uma intervenção cirúrgica, o líder norte-coreano está afinal “vivo e bem de saúde”, segundo afirma o seu conselheiro.

Dias depois de a sua morte ter sido dada quase como certa, para depois se avançar que afinal estaria em estado vegetativo após uma intervenção cirúrgica, o líder norte coreano terá sinal de vida através de uma mensagem enviada ao presidente de África do Sul.  Kim Jong-un terá aproveito o Dia da Liberdade naquele país para felicitar o seu homólogo Cyril Ramaphosa, noticia a Agência Central de Notícias da Coreia, citada pelo Metro.

Nessa mensagem, o presidente felicita o presidente e o feriado que se assinalas e mostra esperanças que a relação de amizade que já existe entre ambos os países se fortaleça. Também a CNN dá conta dessa “carta” publicada na Coreia do Norte e cuja veracidade, como refere, não consegue confirmar. Certo é que que esta mensagem surge assinada a 27 de Abril de 2020, exactamente dias após circularem várias informações contraditórias sobre o líder — algumas das quais apontavam para a sua morte e abriam portas à sua sucessão, pela irmã.

Ainda este domingo, o conselheiro presidencial sul-coreano Moon Chung-in garantiu CNN que o líder norte-coreano estava “vivo e bem de saúde”, apesar das especulações sobre o seu estado de saúde. O assessor avançou também que o presidente sul-coreano estava na área de Wonsan, na costa leste do país, desde 13 de abril — data aliás que antecedeu os dois dias do 108.º aniversário de seu avô, Kim Il Sung, e cuja ausência de Kim foi notada e fez soar os alarmes de que algo se passaria com ele.

Há uma semana os serviços secretos norte-americanos tinham informação de que Kim estaria em perigo de voda após uma operação. Ao mesmo tempo o presidente Donald Trump dizia publicamente desconhecer o seu estado de saúde mas desejava-lhe “sorte”, como lembra também a CNN, que cita também o Daily NK — um jornal online da Coreia do Sul, que se foca na Coreia do Norte e que refere que o líder norte coreano teria realizado um procedimento cardiovascular por causa de “fumo excessivo, obesidade e excesso de trabalho”. Que continuava, também, a ser monitorizado por parte da equipa médica.

A informação de que teria morrido na sequência dessa operação foi avançada pelo vice-director da televisão por satélite HKSTV, de Hong Kong, Shijian Xingzou, baseando-se numa “fonte muito sólida”. Já a revista japonesa Shukan Gendai informou que o líder estava em “estado vegetativo”.

Tiroteio nos Estados Unidos faz cinco mortos

Um tiroteio ocorrido no interior de uma casa, esta segunda-feira no estado norte-americano de Wisconsin ,terá provocado cinco mortes, informa a polícia de Milwaukee. As vítimas têm entre 14 e 41 anos.

O chefe da polícia de Milwaukee, Alfonso Morales, acreditam que o homem que telefonou à polícia a dar o alerta é o autor dos disparos. Segundo a NBC, o suspeito ligou por voltas das 10h30 locais e disse que tinha havido um tiroteio naquela casa. Quando a polícia chegou encontrou cinco cadáveres e recuperou a arma do crime. As vítimas teriam entre os 14 e os 41 anos e ainda se está a investigar se eram todos da mesma família ou qual a relação entre todos.

Sem adiantar pormenores sobre a sua idade ou identidade, a polícia diz que está a investigar agora qual a relação entre o agressor e as vítimas e entre as próprias vítimas, que “eram conhecidas umas das outras”. “Este é um evento muito trágico”, alertou o chefe da polícia local.

De crise em crise: 100 dias do novo Governo de Filipe Nyusi

Presidente moçambicano diz que várias crises – da Covid-19 aos ataques em Cabo Delgado – condicionaram primeiros 100 dias do novo Governo, mas garante que país “não parou”. Analista enumera, porém, várias fragilidades.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou esta segunda-feira (27.04) que a Covid-19 assim como os ataques armados na província nortenha de Cabo Delgado e em Manica e Sofala, no centro do país condicionaram, a implementação do plano relativo aos primeiros 100 dias da sua governação, completados no último sábado.

“A situação condicionou, por um lado, a livre mobilidade para podermos continuar a ação em prol do desenvolvimento e, por outro, comprometeu a coleta de receitas junto dos operadores económicos”, afirmou Nyusi esta segunda-feira à noite (27.04) numa comunicação à nação.

O chefe de Estado sublinhou, porém, que, “não obstante as adversidades, a vida em Moçambique não parou”.

“Todos somos chamados a ser resilientes, pragmáticos e permanentemente tomando o trabalho como a chave para a solução de tudo o que pretendemos alcançar”, referiu Nyusi.

Avaliação “negativa”

O novo Governo de Filipe Nyusi, que tomou posse em janeiro, previa como ações prioritárias a consolidação do diálogo político e unidade nacional, provisão de serviços sociais básicos, promoção do emprego e melhoria da produtividade, e criação de infraestruturas de suporte ao desenvolvimento.

Mas, para Adriano Nuvunga, diretor do Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), uma organização da sociedade civil, a avaliação dos primeiros 100 dias de governação de Filipe Nuysi é “negativa”.

Nuvunga destaca a situação de instabilidade na província nortenha de Cabo Delgado e lamenta o “sillêncio” do chefe do Estado em relação ao recente massacre de jovens protagonizado pelos insurgentes naquela província. Considera ainda condenável a utilização de mercenários no teatro de operações num cenário em que, segundo ele, o país tem muitos jovens disponíveis, faltando uma estrutura para enquadrá-los.

E há mais aspetos negativos, segundo Nuvunga: “a situação de violação de direitos humanos em Cabo Delgado e  a questão de Mariano Nhongo [dissidente da RENAMO que tem vindo a protagonizar ataques] na zona centro do país – este assunto mostra claramente que o projeto DDR [desmobilização, desarmamento e reintegração das forças residuais da RENAMO] falhou.”

O diretor do CDD dá ainda nota negativa à “governação descentralizada ao nível da província”. Segundo Adriano Nuvunga, o facto de o Secretário de Estado ter mais poderes que o governador provincial eleito põe em causa a democracia.

Por outro lado, a forma como o Estado moçambicano tem estado a abordar a questão da Covid-19 “não é convincente”, acrescenta Nuvunga.

O responsável defende a reorientação da acção do Governo para a prevenção da doença, tendo indicado que não está a ser cumprido o conjunto de medidas aprovadas para apoiar as famílias a ficarem em casa, assim como para o financiamento de apoio às pequenas e médias empresas.

Já o coordenador do Instituto Multipartidário para a Democracia, Dércio Alfazema, considera que é muito difícil apontar avanços concretos e significativos perante o contexto em que decorreram os primeiros 100 dias de governação de Filipe Nyusi.

“Este é um ano atípico. Iniciámos com várias limitações – o próprio estado de emergência é disso exemplo – e o orçamento foi aprovado tardiamente”, comenta Alfazema. “Foram 100 dias que praticamente estiveram quase todos voltados para a resposta a situações que não dependem necessariamente do Governo, como é a questão da Covid-19, da insurgência no norte e também na zona centro do país, onde temos esta perturbação.”

Mandatário da RENAMO em Sofala sai do partido e ingressa na FRELIMO

O mandatário da RENAMO em Sofala anunciou que vai abandonar o partido, juntamente com outros 52 elementos, para se juntar à FRELIMO, alegando “falta de democracia” na principal força da oposição.

“O assunto piora quando entra o actual presidente, Ossufo Momade, que instaurou um clima de ditadura no seio do partido e fui ver que não havia esperança”, disse Ernesto Angelino, mandatário de candidatura da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) na província de Sofala, centro de Moçambique.

Aquele responsável falava à margem de uma apresentação dos novos quadros da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder, em Gorongosa, juntamente com outros 52 antigos membros.

“Falta de democracia interna”

O grupo de 53 membros da RENAMO que se junta agora à FRELIMO é integrado também por Isaque Zeca, delegado político distrital da RENAMO na Gorongosa, um dos bastiões do principal partido de oposição.

“A falta de vontade política e democracia interna podem levar o partido ao fundo do poço. Já fui delegado distrital, secretário particular do líder, entre outros casos, mas nada muda e, por isso, decidimos abandonar as fileiras e filiarmo-nos a um outro partido”, disse Isaque Zeca.

A agência de notícias Lusa tentou, sem sucesso, contactar o porta-voz da RENAMO em Maputo, enquanto o actual delegado provincial do partido em Sofala, Ricardo Gerente, remeteu um comentário para os próximos dias.

A posição destes 53 elementos é o mais recente episódio de divisões internas sob o comando de Ossufo Momade, que assumiu a liderança em 2018 depois da morte do histórico líder, Afonso Dhlakama.

A voz mais dissonante tem sido a de Mariano Nhongo, antigo dirigente da guerrilha, que tem ao seu lado homens armados que ainda deambulam pelo meio rural no centro do país e que contestam o acordo de paz e desarmamento celebrado em agosto passado por Momade com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Jornalista moçambicano desaparecido: “Sem rasto”, Polícia pede ajuda

A polícia em Cabo Delgado, norte de Moçambique, pede ajuda da população para localizar o jornalista Ibraimo Abu Mbaraco, dado como desaparecido desde o dia 7 deste mês.

Augusto Guta, chefe de Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia de Moçambique,diz que a corporação iniciou a investigação logo que foi solicitada pela família do jornalista, mas até agora não teve sucesso.

“Não tivemos nenhum rasto do senhor Mbaruco, por isso apelamos a toda a população honesta, caso souber o paradeiro, a comunicar à polícia”, diz Guta.

Este apelo é feito depois de pressão de organizações nacionais e internacionais para que as autoridades investiguem as circunstâncias do desaparecimento daquele jovem jornalista e locutor da Rádio Comunitária de Palma.

Em relação aos próximos passos da investigação, Guta diz que “estamos a trabalhar (…) vamos voltar a comunicar, porque é do nosso interesse garantir a integridade física” dos cidadãos.

COVID-19: INS envia equipa de alto nível para reforçar a investigação em Cabo Delgado

Uma equipa de alto nível chegou ontem (27), a Cabo Delgado para reforçar a investigação em curso na província, no âmbito da pandemia Covid-19. A província de Cabo Delgado tem o maior número de Infectados pelo Covid-19, com 54, dos 76 casos registados no país.

Pela primeira vez o país regista caso de uma criança infectada pelo Coronavírus.

Segundo o Director Geral do Instituto Nacional de Saúde, Ilesh Jani, a necessidade de reforço, deve-se ao facto de ter-se constatado que prevalece a transmissão activa pelo vírus.

“Director Geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde, doutor Eduardo Samo Gudo, irá deslocar-se para trabalhar no distrito de Palma e onde vai permanecer para continuar esta investigação mas também para trabalhar no processo de descontaminação do campo de Afungi. Eu penso que esta ida de um dos quadros seniores do Ministério da Saúde, mostra o nível de preocupação que nós temos”, disse o director Geral do Instituto Nacional de Saúde, Ilesh Jani, falando das medidas de reforço para combater o coronavírus, no país.

Covid-19: Wuhan sem registo de novos casos

A cidade a que se atribui o início da pandemia não registou qualquer novo caso de infecção, revelaram as autoridades sanitárias. Os receios prendem-se agora com a possibilidade de uma segunda vaga de infecções, num misto entre novas medidas para conter o vírus e a reabertura da economia.

Em toda a China continental registaram-se apenas três novos casos, revelou a Comissão Nacional de Saúde na China, referindo-se às últimas 24 horas. Em Wuhan, o epicentro inicial da pandemia, não se registou nenhum novo caso de Covid-19, a primeira vez que tal acontece em vários meses, e não houve registo de nenhuma morte. Todos os 12 pacientes que estavam internados já tiveram alta.Mi Feng, porta-voz do organismo, realçou os “esforços conjuntos de Wuhan e dos profissionais de saúde de todo o país”.

África do Sul recebe médicos cubanos para ajudar no tratamento de pacientes com COVID-19

A África do Sul recebeu no domingo (26) uma equipe médica de Cuba para ajudar as autoridades de saúde a tratar pacientes com COVID-19.

Os 217 profissionais de saúde incluem médicos, enfermeiros, epidemiologistas e especialistas técnicos.

“É realmente algo óptimo, é difícil descrever o que está sendo feito para ajudar outros países com menos recursos a lidar com essa pandemia, deixar sua família e tudo o mais para enfrentá-lo por aqueles que não têm meios”, Teresa de la Cruz, disse uma enfermeira.

É realmente algo ótimo, a sensação do que está sendo feito para ajudar outros países …

O maior contingente foi implantado em Joanesburgo e Cidade do Cabo.

Autoridades cubanas dizem que a grande equipe enviada à África do Sul trará o apoio e a experiência necessários para um sistema de saúde que luta para conter e tratar um número crescente de pacientes com COVID-19.

Cuba está lidando com seu próprio surto de vírus. Mas, segundo as autoridades, as medidas para conter o COVID-19 estão mostrando sinais de sucesso, mesmo quando o número de casos continua a crescer.

Cuba enviou um total de 1.200 profissionais médicos em 23 países desde a pandemia global.

Mais de 4.300 casos de COVID-19 foram registrados na África do Sul com 86 mortes

Aumenta a tensão entre Moçambique e Malawi, com este país a recusar tratar moçambicanos

A tensão entre os governos de Moçambique e do Malawi continua a aumentar, depois de, há um mês, dois moçambicanos terem sido linchados no país vizinho, alegadamente por serem disseminadores do novo coronavírus.

Num novo capítulo, o Governo do Malawi diz que nenhum moçambicano infectado com a Covid-19 será tratado naquele país, enquanto Maputo responde que não precisa de hospitais malawianos para tratar os seus doentes.

O comissário do distrito malawiano de Dedza, Emmanuel Bulukutu, citado pela imprensa, disse ter instruído o pessoal da saúde, vereadores, segurança e líderes tradicionais locais a não prestarem assistência sanitária a moçambicanos residentes no distrito fronteiriço de Angónia, infectados com a Covid-19, “porque isso pode colocar em risco a vida de malawianos”.

“É preciso impedir os moçambicanos de se deslocarem a Dedza para tratamento hospitalar”, recomendou o comissário malawiano.

Em resposta, o ministro moçambicano da Saúde, Armindo Tiago, afirmou que o Governo não está preocupado com a posição do Malawi porque cabe ao Estado moçambicano a responsabilidade de prestar assistência médica e medicamentosa ao seu povo, e relativamente à Covid-19 os casos estão a ser controlados adequadamente.

“A nossa preocupação é responder às necessidades do nosso povo, estamos a controlar adequadamente os casos da Covid-19, e, felizmente, até agora, a maior parte desses casos está em isolamento domiciliário e não temos óbitos”, realçou aquele governante.

Em alguns círculos de opinião afirma-se ser necessário que os dois países trabalhem no sentido de eliminar os sinais que existem de que poderá haver uma confrontação, resultante da radicalização de posições.

Refira-se que há cerca de um mês dois moçambicanos, um dos quais agente da polícia, foram mortos no Malawi, por alegada propagação da Covid-19 em território malawiano.

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