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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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Árbitro revela aviso a Mourinho: “Aqui só há um galo e não és tu”

O antigo árbitro internacional Eduardo Iturralde González marcou presença no programa Carrusel Deportivo, da rádio espanhola Cadena SER, onde contou a história da famosa fotografia tirada no final daquele que foi o primeiro El Clásico de José Mourinho no comando técnico do Real Madrid.

Dez anos depois, vem a público o teor da conversa: “Eu digo que, se és incendiário, tens que ser incendiário sempre, não podes sê-lo sempre e depois estar 90 minutos sentados. Se és um galo, tens que ser um galo sempre”.

“No final do jogo, ele vem ter comigo e diz-me ‘Muito bem Iturralde‘. E eu pego nele – há uma foto disso – e respondo-lhe ‘Enganaste-te numa coisa, é que aqui só há um galo e não és tu, sou eu’. Os assistentes ouviram e disseram-me ‘Passaste-te'”, atirou.

“Tinha muito boa relação com ele, porque ele montava o seu circo, o seu teatro, e tinhas que diferenciar. Guardiola era muito mais difícil de treinar, mas era mais enigmático com os árbitros. Na hora de protestar com os assistentes, era muito mais fácil controlar Mourinho“, prosseguiu.

Conselho da Europa alerta para escalada de discurso xenófobo na Áustria

A Áustria regista um aumento preocupante do discurso xenofóbico, em particular em relação aos muçulmanos e refugiados, alerta um relatório do Conselho da Europa hoje divulgado.

Odiscurso político assumiu posições de clivagem e hostis, visando principalmente muçulmanos e refugiados”, considera a Comissão do Conselho da Europa contra o Racismo e Intolerância (ECRI), num relatório que analisa a situação na Áustria até dezembro de 2019.

Além disso, o relatório observa uma “subnotificação de crimes de ódio” e sublinha que “continua a ser denunciado o alegado uso policial de perfis étnicos contra pessoas pertencentes a comunidades minoritárias, em particular comunidades negras e muçulmanas”.

Em matéria de política de integração, a Áustria é elogiada pelos recursos investidos nas medidas de integração para recém-chegados ao país, em particular para aprender a língua e aceder ao mercado de trabalho.

Por outro lado, o país adotou mudanças legislativas que “introduziram restrições significativas às medidas em favor da integração, como o reagrupamento familiar e a naturalização”, sublinha.

Pela positiva, a comissão anti-racismo do Conselho da Europa destaca “medidas legislativas destinadas a promover a igualdade para as pessoas LGBTI“, como a autorização de casamento entre pessoas do mesmo sexo desde 2019, bem como os “esforços para melhorar a deteção do discurso de ódio ‘on-line’ e apoiar as vítimas”.

Numa resposta de várias páginas anexada ao relatório do Conselho da Europa, o governo austríaco garante permanecer “totalmente empenhado na luta contra o racismo, a xenofobia, o anti-semitismo e a intolerância“.

RDC anuncia novo surto de Ébola

O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) anunciou hoje a existência de um novo surto de Ébola em Mbandaka, no noroeste do país, que se junta à epidemia no nordeste do país.

“Posso confirmar que temos uma nova epidemia de Ébola em Mbandaka”, a capital da província do Equador, que já foi em 2018 afetada por esta doença, disse o ministro da Saúde, Eteni Longondo, citado pela agência espanhola de notícias, Efe.

“Já há quatro pessoas mortas”, disse o governante durante uma conferência de imprensa, de acordo com a agência francesa de notícias, France-Presse.

“O Instituto Nacional de Investigação Biomédica acaba de me confirmar que as amostras de Mbandakala são positivas para a doença do vírus Ébola”, concluiu o governante, confirmando assim que o vírus se espalhou desde o outro lado do país, no qual já matou quase 2.300 pessoas desde agosto de 2018.

Obama dá a sua receita para combater racismo

O caso George Floyd levou às ruas dos EUA protestos anti-racismo e Obama escreveu um artigo a defender que as pessoas votem, mas não só para mudar o poder central. Sobretudo para mudar o poder local.

Barack Obama entrou esta segunda-feira no caso George Floyd ao escrever um artigo, publicado na plataforma Medium, onde admite que “se deve lutar para garantir que tenhamos um presidente, um congresso, um departamento de justiça dos EUA e uma justiça federal que realmente reconheçam o papel corrente e corrosivo que o racismo desempenha na nossa sociedade e que desejem fazer algo a respeito”. Mas também que é nos poderes mais pequenos que está a solução.

Num artigo intitulado “como fazer deste momento o ponto de viragem para a mudança real”, o antigo presidente dos Estados Unidos diz que “as autoridade eleitas que mais importam na reforma dos departamentos de polícia e no sistema de justiça criminal trabalham ao nível estadual e local”, é o caso dos presidentes de câmara, os governadores dos condados, exemplifica. São eles que “nomeiam a maioria dos chefes de polícia e negoceiam acordos coletivos com os sindicatos da polícia”, diz apelando aos eleitores para participarem das eleições locais que têm “participação “geralmente baixa, especialmente entre os jovens”.

Para Obama, os “protestos por todo o país representam uma frustração genuína e legítima de décadas de falhas na reforma das práticas policiais e no sistema de justiça criminal” dos Estados Unidos. “Se, a partir de agora, pudermos canalizar a nossa raiva justificada para ações pacíficas, sustentadas e eficazes, este momento poderá ser um verdadeiro ponto de viragem na longa jornada de nação para cumprir os ideais mais altos”, diz. Mas para o antigo presidente, antecessor e Donald Trump, os protestos não são suficientes.

Quem protesta merece “apoio e não condenação”, defende louvando a atitude das autoridades policiais em cidades como Camden e Flint que se juntaram aos manifestantes. Mas Obama também critica a “pequena minoria” de protestos violentos que aconteceu no mesmo contexto. “Estão a pôr em risco pessoas inocentes”, escreve no mesmo artigo.

Quanto à “mudança” que diz que não estar só num lado. “Se queremos verdadeira mudança, então a escolha não é entre protesto e política. Temos de ter ambos. Temos de mobilizar e consciencializar as pessoas, e organizar e votar para garantir a eleição de candidatos que reformem”, defende. A seis meses das presidenciais, Barack Obama vem dizer que “as autoridades eleitas que mais importam na reforma dos departamentos de polícia e no sistema judicial trabalham ao nível estadual e local” e é para estas eleições que chama mais a atenção.

“Quanto mais específicos formos, mais podemos exigir da justiça criminal e da reforma da polícia” e “mais difícil será para as autoridades eleitas apenas elogiarem a causa e depois voltarem aos negócios, como de costume, depois dos protestos desaparecerem”. Obama defende que o conteúdo das medidas terá de ser diferente para cada comunidade e reencaminha os leitores para “um relatório e um conjunto de ferramentas desenvolvidos pela Conferência de Liderança em Direitos Civis e Humanos e baseados no trabalho da Força-Tarefa sobre Policiamento do Século XXI que formei quando estava na Casa Branca”.

Autópsia pedida pela família determina que George Floyd morreu de asfixia

Uma autópsia pedida pela família concluiu que o homem de 46 anos foi asfixiado e que George Floyd não sofria de nenhuma doença que causasse ou tivesse contribuído para a sua morte na semana passada.

Uma autópsia pedida pela família do norte-americano George Floyd concluiu que a morte do homem de 46 anos foi causada por “asfixia por pressão continuada” no pescoço e nas costas.

Vários vídeos da detenção de Floyd em Minneapolis na semana passada mostram o polícia Derek Chauvin a pressionar um joelho no pescoço do afroamericano com a ajuda de outros agentes, ajoelhados nas suas costas. De acordo com a queixa criminal, Chauvin teve o joelho no pescoço de Floyd durante 8 minutos e 46 segundos até que este deixou de responder. Depois disso, manteve a mesma postura durante 2 minutos e 53 segundos.

“Não foi apenas o joelho [de Derek Chauvin] no pescoço do George que causou a sua morte, foi também o peso que os outros dois polícias puseram nas suas costas, o que impediu que o sangue chegasse ao cérebro e o ar entrasse nos seus pulmões”, explicou Antonio Romanucci, advogado da família, numa conferência de imprensa esta segunda-feira.

Segundo Romanucci, os registos médicos mostram que George Floyd morreu no local. “A ambulância foi a sua carrinha funerária”, afirmou, citado pelo The New York Times, frisando que Floyd “morreu porque precisava de respirar”.

A autópsia, realizada a pedido da família de George Floyd pelos médicos Allecia M. Wilson, da Universidade de Michigan, e Michael Baden, um antigo médico-legista de Nova Iorque, contraria as conclusões do médico-legista do condado de Hennepin. Segundo o The New York Times, a queixa apresentada refere que a autópsia, ainda por divulgar, “revelou não existirem evidências físicas que apoiem o diagnóstico de asfixia traumática ou de estrangulamento” e que na morte de Floyd teriam pesado outros fatores, nomeadamente a doença arterial coronariana e a hipertensão de que sofria.

Michael Baden afirmou na mesma conferência de imprensa que Floyd “não tinha nenhum problema médico subjacente que causasse ou tivesse contribuído para a sua morte”.

Trump ameaça enviar militares para as ruas

Donald Trump aconselhou governadores a estabelecerem uma presença policial “sem precedentes” e ameaçou enviar militares para as ruas se responsáveis políticos não forem capazes de controlar tumultos.

Donald Trump está determinado em acabar com os protestos violentos que têm varrido os Estados Unidos da América na última semana, na sequência da morte do afroamericano George Floyd em Minneapolis às mãos de três polícias.

Numa conferência de imprensa esta segunda-feira no Jardim das Rosas da Casa Branca, a primeira desde o início dos tumultos a semana passada, o Presidente norte-americano informou ter recomendado aos governadores que usassem “a Guarda Nacional em números suficientes” para dominarem as ruas e que estabelecessem uma presença policial “sem precedentes até que a violência seja controlada”.

E deixou um aviso: “Se uma cidade ou estado se recusar a tomar as ações necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, vou recorrer às forças armadas dos Estados Unidos e rapidamente resolverei o problema”, disse, acusando “um certo número governadores estaduais e locais foram incapazes de tomar ações necessárias para assegurar a segurança em suas casas”.

Trump anunciou ainda que ia tomar “ações rápidas e decisivas para “ações rápidas e decisivas para proteger a nossa grande capital, Washington DC”, frisando que “o que aconteceu na cidade na noite passada foi uma desgraça”. “Enquanto falo, centenas e centenas de soldados pesadamente armados, pessoal militar e agentes policiais estão a ser destacados para as ruas de Washington DC, com o objetivo de acabar com os motins, o vandalismo e os assaltos”, declarou, acrescentando que o recolher obrigatório na cidade, em vigor a partir das 19h, iria ser forçosamente aplicado.

Segundo noticiou a CNN esta segunda-feira, entre 600 a 800 oficiais da Guarda Nacional foram destacados para reforçar a força militar de 1.200 que já existe na capital norte-americana.

“Sou o vosso Presidente da lei e ordem e um aliado de todos os manifestantes pacíficos”

“Vou mobilizar todas os meios federais disponíveis, civis e militares, para parar os tumultos, para acabar com a destruição, para proteger os direitos de todos. Vamos acabar com os tumultos, vamos acabar com eles agora”, declarou Donald Trump, que se apresentou como um “aliado dos manifestantes pacíficos”.

“O meu principal dever é defender o país e o povo norte-americano. Jurei aplicar as leis da nação e é exatamente isso que vou fazer. Todos os norte-americanos estão revoltados com a morte brutal de George Floyd. A minha administração está totalmente comprometida em garantir justiça à família de George e mostrar que ele não morreu em vão”, afirmou, acrescentado que não pode deixar que manifestantes comprometidos com a paz sejam engolidos por uma “multidão enraivecida”. “Sou o vosso Presidente da lei e ordem e um aliado de todos os manifestantes pacíficos”, disse.

“Estes não são atos pacíficos de protesto, são atos de horror doméstico”, afirmou ainda, atribuindo a violência dos últimos dias a “anarquistas profissionais, a multidões enraivecidas, a criminosos” e a membros da ANTIFA.

Bolsonaro diz que falou com Trump sobre participação do Brasil no “novo” G7

O Presidente brasileiro conversou com o seu homólogo dos Estados Unidos sobre a possibilidade de o Brasil fazer parte do novo modelo de G7 proposto por Donald Trump.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse na segunda-feira que conversou com o seu homólogo dos Estados Unidos sobre a possibilidade de o Brasil fazer parte do novo modelo de G7 proposto por Donald Trump.

“Conversei, na tarde de hoje, com o Presidente, Donald Trump”, escreveu Bolsonaro numa mensagem divulgada na rede social Twitter. “Conversámos sobre o G-7 expandido, o qual o Brasil deverá integrar, bem como questões do aço brasileiro”, acrescentou.

No sábado, Donald Trump, que detém atualmente a presidência rotativa do grupo, anunciou o adiamento para setembro da cimeira dos líderes do G7, agendada para este mês nos Estados Unidos.

Nessa altura, o Presidente norte-americano considerou também que o modelo atual da cimeira está “ultrapassado”, afirmando que gostaria de ver mais países no fórum multilateral.

“Não sinto que o G7 represente adequadamente o que está a acontecer no mundo. É um grupo de países muito ultrapassado“, declarou Donald Trump aos jornalistas, a bordo do avião Air Force One, depois de visitar a Florida para assistir ao lançamento da missão Demo-2 da NASA e do SpaceX a partir de Cabo Canaveral.

Governo português desembolsa 16 milhões de meticais para o Fundo de Apoio à Educação

O governo português acaba de garantir o desembolso de duzentos mil euros, cerca de dezasseis milhões de meticais, para o Fundo de Apoio ao Sector da Educação em Moçambique.

A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namachulua, disse esta segunda-feira 01, em Maputo, que como Portugal, muitos outros parceiros comprometem-se a financiar o sector através do Fundo de Apoio ao sector da Educação.

Carmelita Namashulua que falava após a assinatura do compromisso de desembolso do financiamento para este ano ao sector da Educação por parte de Portugal, disse que a ajuda deste país expressa a preocupação em contribuir nos esforços de desenvolvimento de Moçambique.

“ Para além de Portugal a UNICEF que engloba outros parceiro também disponibilizou um pacote no valor de quinze milhões de dólares para que o Ministério da Educação reinicie as suas actividades que constam no plano estratégico, mas acima de tudo esta, de criação de condições para que as crianças retornem às aulas, em condições mais saudáveis” , frisou a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua.

Médicos cubanos em Angola custam 71 milhões de euros

Os custos para a contratação de médicos especialistas cubanos para assistência médica em Angola ascendem a 71,3 milhões de euros, segundo um despacho presidencial que autoriza a realização da despesa.

A contratação dos especialistas cubanos visa assegurar assistência médica às populações e formar profissionais nacionais, mas o diploma não faz referência ao combate à covid-19.

Num despacho presidencial, de 29 de maio, João Lourenço delegou na ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, competência para praticar todos os atos decisórios e de aprovação tutelar, incluindo a aprovação das peças do procedimento até à celebração do contrato.

Os recursos necessários à implementação do contrato devem ser assegurados pela ministra das Finanças.

Em Abril passado, a ministra da Saúde anunciou a chegada ao país de 244 médicos cubanos, para apoiar no combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, que estão a ser distribuídos por todo país.

A contratação de médicos cubanos para Angola levantou polémica entre a classe médica local, liderada sobretudo pelo Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (Sinmea), que já manifestou o seu descontentamento com a questão.

Em comunicado, o Sinmea considera desvalorizada a classe médica angolana numa comparação ao salário de 5.000 dólares (4.563 euros) atribuído aos seus colegas cubanos, segundo informação prestada pela ministra da Saúde, numa conferência de imprensa.

Angola conta atualmente com 86 casos diagnosticados de covid-19, dos quais quatro resultaram em mortes, e não teve novos casos nas últimas 24 horas.

Em África, há 4.228 mortos confirmados em mais de 147 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Bissau lidera em número de infecções (1.339 casos e oito mortos), seguida da Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), São Tomé e Príncipe (479 casos e 12 mortos), Cabo Verde (457 casos e quatro mortes), Moçambique (254 casos e dois mortos) e Angola (86 infectados e quatro mortos).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 372 mil mortos e infectou mais de 6,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Trump chama governadores de “fracos”

Ao que tudo indica, perante o caos em torno da Casa Branca, em Washington, este fim de semana, os serviços secretos terão protegido Donald Trump num bunker subterrâneo. Esta segunda-feira, o presidente convocava uma videoconferência para chamar os governadores americanos de “fracos”, apelando a mais detenções e à repressão dos protestos.

Isto numa altura em que foi adiada a primeira audiência em tribunal do polícia acusado da morte de George Floyd. Derek Chauvin será agora ouvido no dia 8 de junho. São-lhe imputados os crimes de homicídio involuntário e homicídio em terceiro grau.

A revolta antirracista levantada pela morte de Floyd já levou mais de 40 cidades americanas a declarar o recolher obrigatório, incluindo Los Angeles, Chicago e Filadélfia.

Nova Iorque abriu também essa possibilidade, depois de uma noite particularmente agitada, com mais de 400 detenções. Uma delas foi a de Chiara de Blasio, filha do próprio presidente da Câmara nova-iorquina.

Face à intervenção da Guarda Nacional em muitas das cerca de 140 cidades que vivem em tumulto, muitos ativistas realçam uma mobilização inédita desde a luta pelos direitos civis nos anos 60.

Abate de “quadros” de insurgentes não significa o fim da violência

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi disse este sábado, 30, que as Forças de Defesa e Segurança (FDS), terão abatido quadros superiores dos grupos armados que têm estado a atacar alguns distritos da província nortenha de Cabo Delgado, mas alguns analistas dizem que isso pode não significar o fim da violência naquela província.

Nyusi falava na sede distrital de Mueda, após um encontro com diversas patentes militares e os ministros da Defesa Nacional e do Interior, Jaime Neto e Amade Miquidade, respectivamente.

“A moral das FDS no terreno está boa, e estas estão a responder aos ataques com bravura e firmeza. Apesar de ataques esporádicos em Mocímboa da Praia, Quissanga e ontem, 29, em Macomia, os resultados da ação das Forças de Defesa e Segurança são encorajadores”, realçou o estadista moçambicano.

Para o ministro da Defesa Nacional, isso resulta do trabalho que está a ser feito no seio das forças armadas, “no sentido de capacitá-las para defender as populações e bens públicos, principalmente na província de Cabo Delgado”.

Entretanto, este domingo, 31, Televisão de Moçambique (TVM), citando fontes militares e o próprio ministro da Defesa Nacional, noticiou que na sequência do ataque a Macomia, na quinta e sexta-feira, foram mortos 78 insurgentes, dois dos quais líderes do grupo, sendo um de nacionalidade tanzaniana.

“Isso é propaganda”

O analista Sande Carmona, quadro sénior do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), diz ser “inconcebível que hoje o Governo venha dizer isso, passados mais de dois anos da insurgência, em que todos os dias morrem cidadãos na província de cabo Delgado. Não faz sentido”.

Para o diretor do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, “isso é propaganda do Governo; sabes que nos estudos militares, a propaganda é uma parte importante, tanto é assim que nos últimos dois meses consumíamos a propaganda dos insurgentes, e agora estamos a consumir a propaganda oficial”.

Por seu turno, o diretor da organização Observatório do Meio Rural, economista João Mosca, entende que as ações militares até podem enfraquecer a insurgência armada, “mas isso não significa, necessariamente, que o problema fica resolvido”.

Indícios sugerem que a covid-19 já estava na Europa em Novembro

Compreender o passado para entender o presente e sobretudo, para preparar o futuro. Yves Cohen é médico na região parisiense e não hesita em dizer que a covid-19 já tinha chegado a França em Dezembro. Chegou à conclusão depois de reanalisar amostras de doentes internados com pneumonia entre 16 de Dezembro e 16 de Janeiro hospital onde trabalha.

Refere que foram 14 pacientes e que um testou positivo a covid-19. Um homem de 53 anos, internado a 27 de dezembro. Caso se confirme, será o primeiro caso conhecido da doença na Europa e uma descoberta que pode mudar a nossa forma de encarar a covid-19.

O responsável pela unidade de cuidados intensivos do hospital de Avicenne refere que se pensava que o primeiro caso na Europa se tinha registado no fim de janeiro e que a crise se tinha iniciado cerca de um mês depois, pelo que esta descoberta sugere que o ritmo de contágio é mais lento do que pensavam, o que permitirá às autoridades agir bem mais cedo caso se venha a verificar um novo surto.

A nova estirpe do vírus já se encontrava presente na região de Paris em dezembro. Este estudo sublinha a importância de voltar a analisar amostras antigas para compreender melhor a pandemia antecipar melhor os problemas futuros.

A descoberta ganha relevância quando percebemos que aconteceu antes da China ter alertado a Organização Mundial da Saúde para a existência de um tipo desconhecido de pneumonia, agora identificado como covid-19, mas a presença do vírus na Europa pode ser ainda mais antiga.

A euronews teve acesso a um par de radiografias, tiradas no hospital de Colmar, no leste de França e uma das regiões mais atingidas durante a crise, que mostram lesões pulmonares similares às causadas pela covid-19. As radiografias datam de 16 de novembro, ou seja, quatro meses antes do início do confinamento para travar a progressão do vírus.

Para Laurent Gerbaud, responsável pelo serviço de saúde pública do hospital universitário de Clermont-Ferrand, o sistema de saúde francês falhou ao não dar o alerta mais cedo e é necessário um verdadeiro sistema para avisar a população, que está atenta ao que se passa nas unidades de cuidados intensivos. O médico acrescenta que quanto mais cedo forem capazes de dar o alerta, mais fácil será tomar as melhores decisões em termos de saúde.

Protestos e violência em São Paulo

Em São Paulo, no estado mais populoso do Brasil e aquele que soma o maior número de casos de Covid-19, manifestantes pró e contra Jair Bolsonaro enfrentaram-se e entraram em confrontos tendo a Polícia Militar no meio a tentar acalmar os ânimos.

Enquanto a Folha de São Paulo diz que Bolsonaro não cumpriu, para já, as promessas que fez para travar a pandemia e que os números avançados não correspondem à realidade, que uma parte dos mortos pode estar a ser contabilizada apenas no mês seguinte, há brasileiros que criticam a ação do presidente.

Os manifestantes contra o presidente brasileiro, um primeiro grupo de adeptos de clubes de futebol da cidade, pediam Democracia naquele que é o segundo país mais afetado pela pandemia, a nível mundial, mas acabaram por receber, dos agentes, gás lacrimogéneo e gás pimenta.

Do outro lado da barricada apoiantes de Jair Bolsonaro pediam a reabertura do comércio, encerrado devido à pandemia que já matou mais de 28 mil brasileiros e infetou mais de 500 mil, e criticavam a ação do Supremo Tribunal que está a investigar um grupo de apoio ao chefe de Estado, os chamados “300 do Brasil”.

Bolsonaro, desafiando as medidas de segurança e sanitárias, juntou-se a dezenas de apoiantes, em Brasília, que protestavam contra as medidas restritivas aplicadas por alguns governadores e presidentes de câmara para conter a pandemia de Covid-19.

Rússia planeia exportar medicamento antiviral

A 11 de Junho, o medicamento, desenvolvido na Rússia com base num antiviral japonês, será enviado para os hospitais russos. Depois para outros países. Russos dizem ser eficaz em 90% dos casos.

A Rússia planeia exportar para vários países do mundo um medicamento para a Covid-19 apresentado este fim de semana, logo que fiquem atendidas as necessidades domésticas, disseram as autoridades russas.

Este fim de semana, o Ministério da Saúde russo anunciou o registo do antiviral Afivavir, que se mostrou eficaz no combate ao novo coronavírus, em diversos ensaios clínicos.

“À medida que formos respondendo à procura interna, consideramos possível exportá-lo. Já temos recebido muitos pedidos do Médio Oriente e da América Latina”, disse o presidente do Fundo Russo de Investimento Direto, Kiril Dmitriev.

De acordo com Dmitriev, em 11 de junho, este medicamento, desenvolvido na Rússia com base num antiviral japonês, vai começar a ser enviado para os hospitais russos onde estão internados doentes com Covid-19. Os investigadores dizem que o medicamento provou ser eficaz em 90% dos casos, mas a sua administração está vedada a mulheres grávidas.

As autoridades sanitárias russas dizem que o Afivavir não estará à veda em farmácias e apenas pode ser administrado em centros hospitalares.

A Rússia registou mais 9.035 novos casos de infecção, nas últimas 24 horas, e mais 162 mortes com Covid-19. No total, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus na Rússia é de 414.878, o que coloca o país no terceiro lugar em número de casos confirmados, depois dos EUA e do Brasil.

Brexit: Arrancou nova ronda de negociações

A quarta ronda de negociações relativa à futura parceria comercial após a saída do Reino Unido da União Europeia começou esta segunda e decorre até sexta-feira à distancia.

Uma nova ronda de negociações para o futuro comercial de Bruxelas e Londres, após o Brexit, arrancou esta segunda e decorre até sexta-feira, sendo decisiva para avançar nos trabalhos, dado o balanço dos progressos no final deste mês.

Esta é a quarta ronda de negociações relativa à futura parceria comercial após a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), em final de janeiro passado, e será realizada à distância e por meios tecnológicos, dada a pandemia de Covid-19, entre as equipas dos lados comunitário e britânico, respetivamente lideradas por Michel Barnier e por David Frost.

As discussões estiveram suspensas devido à pandemia – desde logo por ambos os negociadores terem sido infetados pelo novo coronavírus – e estão agora a ser realizadas por videoconferência, tendo em vista conseguir progressos palpáveis até ao final deste mês, altura prevista para um balanço das discussões.

Para junho continua, então, a estar prevista uma cimeira de líderes para avaliar o progresso e decidir sobre uma eventual extensão do período de transição, que termina em 31 de dezembro. Porém, ainda não se registaram quaisquer progressos ou cedências.

Entre os assuntos com mais divergências estão o acesso equilibrado a ambos os mercados, a governança da futura parceria, a proteção dos direitos fundamentais e o setor das pescas.

No final da mais recente ronda de negociações, em meados deste mês, o negociador-chefe da União Europeia (UE) para a futura relação comercial com o Reino Unido, Michel Barnier, mostrou-se “desapontado” com a “falta de ambição” de Londres.

Por seu lado, também após essa semana, o negociador britânico, David Frost, lamentou a falta de progresso nas suas negociações com a UE, pedindo a Bruxelas uma “mudança de abordagem”.

Dias depois, as tensões entre Bruxelas e Londres subiram de tom numa carta enviada por David Frost a Michel Barnier, na qual o britânico pedia ao homólogo comunitário para a UE alterar as suas propostas discutidas no âmbito das negociações, particularmente no que toca aos direitos aduaneiros, isto se o bloco comunitário quisesse alcançar um acordo até final do ano.

Em resposta, Michel Barnier pediu “respeito mútuo” e “compromissos construtivos” ao bloco britânico, adiantando esperar que o “tom adotado” por David Frost nessa carta não tivesse “impacto na confiança mútua” dos negociadores.

O Reino Unido abandonou oficialmente a UE em 31 de janeiro passado, mas permanece dentro do seu espaço económico e regulatório até ao final do ano, durante o chamado período de transição.

O acordo de saída entre o Reino Unido e a UE permite que o prazo seja prorrogado por dois anos, mas o governo britânico não quer o prolongamento para além de 31 de dezembro.

Resta então apenas mais uma ronda nas negociações, a desta semana, antes de as duas partes fazerem um balanço, tendo Londres já admitido abandonar as negociações se não houver suficiente progresso.

Lewis Hamilton e Michael Jordan condenam racismo após morte de afro-americano nos EUA

O campeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton e a ex-estrela do basquetebol norte-americano Michael Jordan são as mais recentes vozes do mundo desportivo a condenarem o racismo, após a morte do afro-americano George Floyd.

O seis vezes campeão mundial Lewis Hamilton denunciou o silêncio das “maiores estrelas” do mundo da Fórmula 1, “dominada por brancos”, após a morte de George Floyd às mãos da polícia norte-americana, que levou a dezenas de manifestações, em alguns alguns casos com tumultos e confrontos com a polícia.

“Alguns de vocês estão entre as maiores estrelas e ainda assim permanecem calados diante da injustiça”. “Ninguém mexe um simples dedo no meu setor, que é verdadeiramente um desporto dominado por brancos. Eu sou uma das únicas pessoas de cor lá, ainda estou sozinho”, disse o piloto britânico de 35 anos.

Já a ex-estrela de basquetebol da NBA Michael Jordan juntou-se a atletas de todo o mundo que lamentaram a morte do afro-americano.

Michael Jordan denunciou o “racismo enraizado” nos Estados Unidos, sublinhando estar “profundamente entristecido, a sofrer genuinamente”, dizendo-se “ao lado daqueles que se manifestam contra o racismo e a violência contra pessoas de cor no país”.

“Devemos procurar expressar-nos pacificamente contra a injustiça e exigir o reconhecimento de responsabilidades”, afirmou.

Governo chinês denuncia “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos

“Porque é que os Estados Unidos tratam os manifestantes violentos em Hong Kong e da chamada independência como heróis, enquanto chamam àqueles que denunciam o racismo de rebeldes?”

O Governo chinês denunciou hoje a “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos, após a morte de um afro-americano sob custódia da polícia, que desencadeou protestos em todo o país.

A agitação em várias cidades norte-americanas é um sinal da “gravidade do problema do racismo e da violência policial nos Estados Unidos”, afirmou Zhao Lijian, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em conferência de imprensa.

Zhao comparou a violência nos Estados Unidos com a que abalou a região semiautónoma de Hong Kong, no ano passado, em reacção à crescente influência de Pequim na antiga colónia britânica.

Segundo Zhao, a resposta dos Estados Unidos às manifestações contra a violência policial no seu território é “um exemplo dos padrões duplos do país”.

“Porque é que os Estados Unidos tratam os manifestantes violentos em Hong Kong e da chamada independência como heróis, enquanto chamam àqueles que denunciam o racismo de rebeldes”, questionou.

Pequim acredita que “forças estrangeiras” são responsáveis pelos distúrbios em Hong Kong e classifica os manifestantes mais radicais de “terroristas”.

A imprensa estatal chinesa tem também comparando as violentas manifestações antigovernamentais do ano passado em Hong Kong com as manifestações nos EUA.

Em editorial, o jornal oficial Global Times afirmou que os políticos dos EUA podem “pensar duas vezes” antes de comentarem novamente sobre questões em Hong Kong, sabendo que as “suas palavras podem sair pela culatra um dia”.

Irão pede aos Estados Unidos que parem a violência contra o seu próprio povo

“Ao povo americano: o mundo ouviu o vosso clamor sobre o estado de opressão. O mundo está ao vosso lado”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Moussavi, numa conferência de imprensa em Teerão.

“E às autoridades norte-americanas e à polícia: parem a violência contra o vosso povo e deixem-no respirar”, disse o porta-voz aos jornalistas, em inglês, referindo-se à frase utilizada nas manifestações nos Estados Unidos “Não consigo respirar”.

“Lamentamos profundamente que o povo norte-americano, que busca pacificamente o respeito e a não-violência, seja reprimido indiscriminadamente”, acrescentou Moussavi.

O porta-voz iraniano acusou os Estados Unidos de “praticar violência e intimidação no país e no estrangeiro”.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu na noite de dia 25, em Minneapolis, após uma intervenção policial violenta, cujas imagens foram divulgadas através da internet.

Floyd foi detido por suspeita de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares num supermercado.

Num vídeo filmado por transeuntes e divulgado nas redes sociais, é possível ver um dos agentes pressionar o pescoço de Floyd com o joelho durante vários minutos. Neste mesmo vídeo, vê-se Floyd a dizer ao polícia que não consegue respirar.

Desde então, várias cidades norte-americanas, incluindo Washington e Nova Iorque, têm sido palco de manifestações, com os protestos a resultarem frequentemente em confrontos com a polícia.

Parlamento aprova prorrogação da entrada em vigor da Legislação Penal

O Parlamento aprovou, esta segunda-feira o1, a pedido do Presidente da Republica a prorrogação por mais seis meses da entrada em vigor da Legislação penal devido a pandemia do novo coronavírus.

Trata-se dos códigos Penal, do Processo Penal e do código de Execução de Penas, aprovados em Dezembro último e que deviam entrar em vigor este mês.

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, explicou que devido a pandemia da Covid-19 o executivo não criou ainda condições para a entrada em vigor das referidas leis.

“ De forma inesperada, o país foi colhido pela eclosão da pandemia da Covid-19, cujas medidas restritivas comprometeram todo o plano de disseminação dos códigos, a formação dos magistrados e demais operadores da justiça e inviabilizou a implementação das medidas organizativas adequadas. Perante esta situação objectiva, feitas as análises pertinentes a nível dos órgãos e instituições do sistema da administração da justiça, conclui-se que o país não está em condições de implementar a importante legislação penal, havendo por conseguinte a necessidade de prorrogar excepcionalmente os prazos anteriormente fixados”, disse.

Governo anuncia criação de linha de crédito para empresas poderem mitigar o impacto da Covid-19

O governo anuncia a criação de uma linha de crédito para apoiar pequenas e medias empresas e minimizar o impacto do novo coronavírus.

Dentro de dias, serão publicadas as fichas técnicas sobre os critérios para ter acesso ao crédito.

O facto foi anunciado no Parlamento pelo ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, na sessão de perguntas ao governo. “ Criamos uma linha de crédito para as pequenas e médias empresas. Esta linha de crédito que é o estado que está a pôr, vai ser naturalmente gerida através do sistema de banco com regras claras, porque é mesmo para apoiar na reactivação económica. A linha de crédito vai apoiar o agro-negócio”, afirmou.

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