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Segunda-feira, Julho 13, 2026
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País regista sessenta e dois novos casos de covid-19, elevando para 1330

O país registou, nas últimas 24 horas, sessenta e dois casos positivos do novo coronavírus, elevando para mil, trezentos e trinta, o número de pessoas infectadas pela Covid-19.

Um comunicado do Ministério da Saúde refere que os 62 casos reportados fazem parte das oitocentas e seis amostras testadas nos laboratórios do sector público e privado.

Deste número, um caso de infecção é de uma criança menor de 5 anos de idade.

O país conta ainda com dois pacientes totalmente recuperados da doença, nas últimas horas.

Assim, Moçambique tem 375 pessoas recuperadas da Covid-19.

O documento refere ainda que Moçambique continua com um cumulativo de 30 indivíduos internados devido a Covid-19, destes, 7 estão sob cuidados hospitalares.

Encerrada segunda base da Renamo em Muxúnguè

Foi encerrada uma segunda base da Renamo, localizada em Muxúnguè, distrito de Chibabava, província de Sofala nesta quarta-feira 15. Ao longo de 14 dias, 251 ex-combatentes (incluindo 7 familiares dos combatentes falecidos) passaram pelo processo de desarmamento e desmobilização e chegaram em segurança às suas famílias.

De acordo com um comunicado enviado à nossa redacção, a inspeção e encerramento da base de Muxúnguè esteve a cargo de membros do Grupo Técnico Conjunto para o DDR (GTCDDR) e do GTC para Monitorização e Verificação (GTCMV), juntamente com membros da equipa do Secretariado do Processo de Paz (PPS), peritos em desarmamento e um médico. Também estiveram presentes representantes do governo local e da PRM para salvaguardar a entrega da base e das armas bem como em todas as operações em Muxungwe.

O comunicado avança ainda de que o sentimento entre os ex-combatentes é de esperança e expectativa, uma vez que os ex-combatentes estão ansiosos por regressar às suas casas e iniciar um novo capítulo das suas vidas.
“O DDR não é uma tarefa fácil e os desafios são inevitáveis, contudo, o compromisso assumido de seguir em frente prevalece e, um factor importante, o encerramento da base de Muxúnguè assinala o marco de 10% (de Dondo e Muxungwe) do total de beneficiários que regressaram a casa (554 de 5.221).

Gostaríamos igualmente de manifestar o nosso reconhecimento pelos esforços incansáveis das partes, dos grupos de trabalho, dos representantes do governo local, dos serviços de segurança e dos líderes comunitários e do povo de Moçambique, que apoiam este processo de tantas formas”, afirma em comunicado o Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique e Presidente do Grupo de Contacto, Mirko Manzoni.

Fronteira de Ressano Garcia encerrada

Está encerrado por tempo indeterminado o lado sul-africano da Fronteira de Ressano Garcia. O encerramento aconteceu na tarde desta quarta-feira 15, devido à confirmação de um caso positivo da Covid-19 no local.

A fronteira de Ressano Garcia está encerrada desde que foi decretado lockdown na vizinha África do Sul, contudo pessoas que necessitassem de viajar para tratamento médico ou questões ligadas à educação poderiam fazê-lo mediante autorização do Ministro do Interior.

Na tarde desta quarta-feira 15, foi confirmado um caso positivo do novo coronavírus entre os funcionários do serviço de migração do lado sul-africano, o que forçou ao encerramento para desinfeção. A informação foi confirmada pelo Chefe do Posto Fronteiriço, Pedro Pene.

A situação afecta todas as operações do lado moçambicano, ou seja, não podem atravessar pessoas nem mercadoria até a reabertura da fronteira.

As autoridades fronteiriças garantem que o encerramento aconteceu enquanto já tinham atravessado todos os mineiros que pretendiam regressar para retoma do trabalho nas minas.

Reacção do Governo

A Ministra dos Negócios Estrangeiros, Verónica Macamo, explicou, que o encerramento da Fronteira de Ressano Garcia é temporário, para revisão dos cuidados sanitários. Assim, “a previsão de reabertura, segundo nos foi dito pelos nossos colegas, é de que a fronteira vai reabrir amanhã à tarde ou, se falhar, na sexta-feira de manhã”.

Seja como for, as medidas de prevenção da COVID-19 continuarão a ser tomadas do lado moçambicano, quer para as pessoas que estão a entrar, quer para as pessoas que estão a trabalhar nas fronteiras, segundo disse Verónica Macamo.

Juventus empata e Ronaldo fica em branco após seis jogos seguidos a marcar

Num verdadeiro jogo de loucos, a Juventus empatou (3-3) frente ao Sassuolo, 8.º classificado da Serie A. Dos três golos apontados pelos ‘bianconeri’ neste encontro, nenhum contou com a assinatura de Cristiano Ronaldo e o madeirense acaba por quebrar um ciclo de seis jogos consecutivos a marcar na Liga Italiana.

Quanto ao filme do desafio, que se realizou no Allianz Stadium, a ‘Juve’ quis resolver cedo a partida e aos 12 minutos já vencia por 2-0, graças a golos de Danilo e Higuaín, ambos assistidos por Pjanic. Mas, a reacção do Sassuolo não tardou e aos 29 minutos o sérvio Djuricic – que conta com passagem pelo Benfica – reduziu antes do intervalo.

Ora, no segundo tempo, os pupilos de Zerbi deram a volta ao marcador quase de ‘rajada’. Primeiro por Berardi (51′) e depois por Caputo (54′). Ao aperceber-se da péssima reentrada no relvado, Sarri lançou Dybala e Rabiot para mexerem com as coisas e aos 64 minutos foi Alex Sandro a fixar o resultado final.

Com este empate, a Juventus continua no primeiro lugar da Serie A, com 77 pontos averbados até agora, mais sete que o segundo, a Atalanta. A Vecchia Signora prepara-se para celebrar mais um título de campeã.

Bolsonaro diz que permanece infectado após segundo teste

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, realizou um segundo teste laboratorial que confirmou que ainda está infetado pelo novo coronavírus, pelo que vai permanecer em isolamento, informou a CNN Brasil.

O chefe de Estado sul-americano, de 65 anos, afirmou à CNN que permanecerá confinado no Palácio da Alvorada, sua residência oficial em Brasília, capital do país, onde cumpre o seu trabalho há uma semana por videoconferência.

Crítico das medidas de isolamento social determinadas por governadores regionais e prefeitos no país, Bolsonaro minimizou a gravidade da pandemia mesmo depois de descobrir estar infetado.

Na última segunda-feira, Bolsonaro disse à CNN Brasil que iria submeter-se a um novo teste e que estava impaciente para recuperar a liberdade de movimento.

“Vou esperar o resultado com ansiedade, porque não suporto essa rotina, ficar em casa é horrível”, disse o chefe de Estado brasileiro.

“[Na terça-feira], se tudo correr bem, volto ao trabalho. É claro que, se não, vou esperar mais alguns dias”, acrescentou.

Bolsonaro explicou ao mesmo canal de televisão que não apresenta sintomas desde o dia 06 de julho, embora permaneça infetado.

O Presidente brasileiro destacou que continua a fazer tratamento com hidroxicloroquina, um fármaco cuja eficácia não foi comprovada por pesquisas científicas.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de infetados e de mortos (mais de 1,96 milhões de casos e 75.366 óbitos), depois dos Estados Unidos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 579 mil mortos e infetou mais de 13,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

FC Porto conquista 29.º título de campeão nacional

O FC Porto venceu, no Estádio do Dragão, o Sporting, por 2-0, valendo os tentos de dois ex-jogadores do Marítimo, na ocasião Danilo Pereira e Marega, este último a selar o resultado final para lá dos 90.

O ‘clássico’ do futebol português serviu assim para carimbar o 29.º título nacional dos portistas, que ainda poderão alcançar os 85 pontos até final do campeonato, em caso de vitória frente ao Moreirense e Sporting de Braga.

De resto, a campanha dos ‘dragões’ na I Liga fica até agora marcada pelas 25 vitórias, quatro empates e três derrotas que resultaram em 67 golos marcados e 19 sofridos.

Juventus avança pelo “novo Varane”

De acordo com o L’Équipe, a Juventus está interessada em Félix Nzouango. O central de 17 anos é descrito como o ‘novo Raphael Varane’, atual jogador do Real Madrid.

 

A mesma fonte avança que a Juventus está disposta a pagar €3 milhões ao Amiens. Valor que o emblema francês deverá aceitar para libertar o jogador.

 

Formado no Amiens, Félix Nzuoango é presença habitual na equipa de juniores do conjunto gaulês. É ainda internacional pelos sub-17 de França.

Barcelona quer tirar Sessègnon a Mourinho

De acordo com a Sky Sport, o Barcelona está interessado na contratação de Ryan Sessègnon. O lateral-esquerdo de 20 anos chegou esta temporada ao Tottenham de José Mourinho.

A mesma fonte avança que o conjunto catalão já terá feito uma primeira abordagem, de forma a perceber as exigências financeiras dos londrinos.

Formado no Fulham, Sessègnon soma 12 partidas e um golo pelo Tottenham. O jogador inglês tem contrato com o emblema londrino até 2025.

Manchester United avança por Declan Rice

De acordo com o Mirror, o Manchester United está interessado em Declan Rice. O médio inglês de 21 anos tem sido um dos destaques do West Ham esta temporada.

A mesma fonte avança que os red devils já fizeram uma primeira proposta, de forma a ultrapassar a concorrência do Chelsea.

Formado no West Ham, Declan Rice estreou-se pela equipa principal em 2016. Desde então soma 107 partidas pelos londrinos.

 

Turquia: Dois homens e uma mulher condenados a prisão perpétua por ataque em Istambul

A Justiça da Turquia condenou, na segunda-feira, dois homens e uma mulher a prisão perpétua, por causa de um ataque, em 2016, em Istambul, que provocou a morte a 12 pessoas.

De acordo com a agência de notícias da Turquia Anadolu, citada pela France-Presse, seis das vítimas deste ataque eram elementos das forças de segurança e as restantes seis eram civis.

Dois dos condenados, Eyup Sever e Murat Bal, foram considerados culpados dos crimes de “violação da constituição” e “homicídio premeditado”, e sentenciados a prisão perpétua.

A terceira condenada, Gulsah Bahadir, foi considerada culpada pelo crime de “homicídio premeditado”, sendo também condenada a prisão perpétua.

Outros quatro suspeitos foram libertados, mas vão permanecer sob supervisão judicial.

Os Falcões pela Liberdade do Curdistão, que germinaram de uma fação do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, conhecido como PKK, reivindicaram o ataque.

O PKK, que se opõe ao Estado turco desde 1984, é considerado um grupo “terrorista” por Ancara e pelos aliados ocidentais do Governo do Presidente Recep Tayyip Erdogan.

Inflação na África do Sul cai para o valor mais baixo dos últimos 15 anos

A taxa de inflação da África do Sul caiu para 2,1% em maio face ao período homólogo de 2019, o valor mais baixo dos últimos 15 anos, anunciou hoje o gabinete nacional de estatísticas (StatsSA).

“Os preços ao consumidor aumentaram 2,1% em maio de 2020 em comparação com maio de 2019″ e caíram 0,6% face a abril, de acordo com uma nota da StatsSA.

Os preços nas bombas de abastecimento caíram 25,9% em relação ao ano anterior e, por outro lado, os preços da carne e dos produtos lácteos aumentaram 5,5% e 7,1%, respetivamente, em maio.

A economia da África do Sul, a mais industrializada da África subsaariana, entrou em recessão no final do ano passado, tendo a taxa de desemprego passado os 30% e a produção industrial desceu para menos de metade devido às medidas impostas pelo Governo para combater a propagação da pandemia de covid-19.

África do Sul, o país com mais infetados e mais mortos em todo o continente, com 287.796 casos e 4.172 vítimas mortais.

pandemia de covid-19 já provocou mais de 578 mil mortos e infetou mais de 13,34 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

“Messi não está ao nível de outros anos, mas continua estratosférico” diz Quique

Quique Setién admitiu que Leo Messi está um pouco cansado, numa altura em que o título está praticamente perdido para o Real Madrid.

«De certeza que há muitos jogadores que precisam de descansar. Os registos dele são os mesmos, mas todo a gente perde um pouco de brilho. Mas acho que ele está bem. Em Algumas estatísticas se calhar não está ao nível de outros anos, mas é um futebolista de nível estratosférico. Se não produz em golos, produz em assistências. Já dissemos tudo o que havia a dizer sonbre ele», referiu na antevisão do jogo com o Osasuna

Rede Aga Khan foca-se no apoio à sociedade civil em Cabo Delgado

A Fundação Aga Khan está a concentrar-se no apoio à sociedade civil e comunidades de Cabo Delgado, norte de Moçambique, por forma a colmatar as dificuldades em estar presente na região devido à covid-19 e ataques armados.

“Neste momento, devido à covid-19 e à situação de segurança, não conseguimos estar presentes junto das comunidades. Contudo, estamos a fazer um trabalho através das raízes plantadas há 19 anos: uma das raízes é a sociedade civil”, afirmou Rui Carimo, adjunto do representante diplomático da Rede Aga Khan.

Por outro lado, há apoio às autoridades locais – distritos, administradores e governo provincial – que permite “de forma indireta dar resposta às necessidades da população”.

“Estamos à espera que a situação de saúde e de segurança [em conformidade] possa ser assegurada para podermos estar presentes a apoiar as comunidades”, referiu Rui Carimo.

Entre as marcas da Rede de Desenvolvimento Aga Khan (AKDN, sigla inglesa) na região está o Instituto Agrário de Bilibiza, gerido pela AKDN na sequência de um acordo assinado com o Governo moçambicano em 2014 e que tem estado a introduzir novas técnicas agrícolas, além de realizar projetos de infraestruturas.

O instituto foi alvo de um ataque de grupos armados responsáveis pela violência armada em Cabo Delgado a 29 de janeiro, no mesmo dia em que foi atacada a povoação de Bilibiza, localizada no distrito de Quissanga, um dos mais afetados pela violência armada.

“Não temos ideia concreta do impacto da destruição porque por razões óbvias não podemos lá voltar, mas pelos relatos da comunidade sabemos que houve destruição e saque”, disse Rui Carimo.

O Instituto contava com mais de 350 alunos, alguns em regime interno, residindo no recinto educativo, tendo sido encontradas soluções deslocando-os para outras instituições de ensino na sequência do ataque e suspensão das aulas, em janeiro.

Segundo Rui Carimo, a Fundação Aga Khan está em Cabo Delgado há quase duas décadas, apoiando vários projetos em setores como agricultura, segurança alimentar ou saúde, entre outros.

Cabo Delgado, província onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma ameaça terrorista.

As incursões de grupos armados nos últimos dois anos e meio naquela província já provocaram a morte de, pelo menos, 700 pessoas.

A capital provincial (Pemba) tem sido o principal refúgio para as pessoas provenientes dos distritos afetados, localizados mais a norte da província, mas há quem prefira fugir para outros lugares, incluindo Nampula, província vizinha.

O número de deslocados internos devido à violência no norte de Moçambique duplicou desde março e já ascende a 250.000 pessoas, segundo a mais recente informação do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, sigla inglesa).

Moçambique tem um total acumulado de 1.268 casos de infeção pelo novo coronavírus, com nove mortos e 373 recuperados.

Rússia anuncia testes clínicos em humanos de potencial vacina

A Rússia anunciou esta quarta-feira 15, que está a fazer ensaios clínicos em humanos de uma potencial vacina para o novo coronavírus, que deverão estar concluídos no fim do mês.

Os testes, feitos pelo Ministério da Defesa e pelo centro de investigação em epidemiologia e microbiologia Nikolai Gamaleia, começaram em meados de junho num hospital militar de Moscovo com um grupo de voluntários militares e civis.

“A sua imunidade está boa, os anticorpos estão a formar-se e estão protegidos contra o coronavírus“, afirmou a médica Svetlana Voltchikhina, uma das responsáveis clínicas pelos ensaios.

O principal objetivo da sua participação foi verificar a segurança da vacina e a tolerância do organismo humano aos seus componentes.

Durante os testes, as funções vitais dos voluntários estiveram “dentro dos limites normais”, sem nenhum dano colateral grave ou complicações, assegura a mesma fonte.

Um segundo grupo de 20 voluntários, que foi inoculado a 23 de junho, está em isolamento e sob vigilância médica no hospital.

A Rússia tem mais de 746 mil casos de infeção e já registou 11.770 mortos.

pandemia de covid-19 já provocou mais de 578 mil mortos e infetou mais de 13,34 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.668 pessoas das 47.051 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

China acusa EUA de sabotarem paz regional

A China acusou esta terça-feira os Estados Unidos de “sabotarem a paz e estabilidade regionais”, depois de o secretário de Estado norte-americano ter classificado como “ilegais” as reivindicações territoriais de Pequim no Mar do Sul da China.

“É uma acusação totalmente injustificada”, afirmou, em comunicado, a embaixada da China nos EUA, acrescentando que “o lado chinês se opõe firmemente” aos comentários de Mike Pompeo.

O secretário de Estado norte-americano alertou na segunda-feira que os Estados Unidos consideram “ilegais” as reivindicações chinesas, aumentando a pressão sobre Pequim.

“Os Estados Unidos defendem a ideia de uma região livre e aberta no Indo-Pacífico. Hoje, estamos a fortalecer a política dos Estados Unidos numa área vital e disputada da região: o Mar do Sul da China”, de acordo com um comunicado de Mike Pompeo.

“Nós dizemo-lo claramente: as reivindicações de Pequim sobre os recursos ‘offshore’ na maior parte do mar do Sul da China são completamente ilegais, tal como o é a campanha de intimidação para o controlar”, sublinhou o responsável norte-americano.

Embora os Estados Unidos recusem há muito a soberania chinesa sobre a maioria do território do mar do Sul da China, é a primeira vez que Washington articula formalmente uma posição por escrito, num comunicado que pormenoriza o perímetro que considera estar fora do controlo legítimo de Pequim.

Pompeo lembrou que o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia decidiu em 2016 que a China não tem base legal para reivindicar “direitos históricos” naquela área.

“A decisão do tribunal arbitral é final e é executória para ambas as partes”, concluiu. “O mundo não permitirá que a China trate o mar do Sul da China como o seu império marítimo”, advertiu.

Os Estados Unidos têm repetidamente acusado Pequim de “militarizar” a região para estender o domínio territorial.

Pequim reivindica quase toda a área do mar do Sul da China, apesar dos protestos dos países vizinhos, e opõe-se, frequentemente, a qualquer manobra ou ação militar dos Estados Unidos na região.

No início deste mês, o Pentágono denunciou exercícios militares chineses em torno do arquipélago disputado das Paracel, reivindicado pela China, Vietname e Taiwan.

Mais do que as Paracel, é o arquipélago das Spratly, mais a sul, que cristaliza a maioria das tensões marítimas regionais, sobrepondo as reivindicações dos vários países vizinhos.

Antes do comunicado de Pompeo, que assume uma posição explícita de Washington em relação às reivindicações da China, os Estados Unidos limitaram-se, até à data, a apoiar a “liberdade de navegação”, evitando qualquer posição mais firme sobre as disputas territoriais na região.

COVID-19: Escola Secundária Geral de Coalane em Quelimane não vai retomar as aulas

Uma das seis escolas Secundárias não vai retomar aula por falta de condições de prevenção da COVID-19 em Quelimane, na Zambézia.

Trata-se da Escola Secundária Geral de Coalane localizada arredores da cidade de Quelimane por não apresentar condições exigidas no âmbito da prevenção da COVID-19, para retoma das aulas no próximo dia 27 do mês em curso, tal como deu a conhecer o administrador distrital Eduardo Vida.

Eduardo Vida, referiu que das seis escolas previstas que deviam entrar em funcionamento, “a escola Secundária-Geral de Coalane apresenta sérios problemas com destaque para o fornecimento água e saneamento”.

De acordo com o dirigente, a decisão de não retoma das actividades lectivas, serão levantadas assim que forem criadas todas as condições necessárias na escola para que os alunos não vivam situações propícias para contaminação do novo Coronavírus.

Cada uma das escolas que vai retomar o processo lectivo em Quelimane, teve que aplicar fundos próprios para melhorar sistemas de saneamento e abastecimento de água.

O facto de o governo não ter alocado apoios financeiros, comprometeu trabalhos de melhoramento de fornecimento de água e saneamento na Escola Secundária Geral de Coalane.

Pelo menos 16 mortos e 23 desaparecidos em inundações na Indonésia

Pelo menos 16 pessoas morreram e 23 estão desaparecidas após fortes chuvas na província de Sulawesi, no sul da Indonésia, terem provocado inundações, disseram na quarta-feira (15) fontes oficiais.

As inundações começaram na segunda-feira, desencadeadas por fortes chuvas que fizeram três rios transbordar, cobrindo de lama e escombros estradas e milhares de casas, informaram.

As cheias afetaram mais de quatro mil habitantes da região de North Luwu e deixaram bloqueadas estradas, bem como o acesso entre o principal posto de comando e as áreas afetadas.

As fortes chuvas causam frequentes aluimentos de terra e inundações na Indonésia, um país onde milhões de pessoas vivem em zonas montanhosas ou perto de planícies aluviais.

COVID-19: Antigo ministro da Educação com dúvidas sobre reabertura das escolas

O Governo moçambicano anunciou que o 12.º ano e os institutos de formação de professores vão retomar as aulas a partir do dia 27 deste mês, no âmbito do reinício gradual do ensino, após uma interrupção de cerca de quatro meses, devido à pandemia de COVID-19.

“A sociedade tem razão e eu também tenho as mesmas dúvidas”, referiu o antigo governante, em entrevista à Lusa.

“O problema é a forma de transportar os estudantes, porque as famílias que têm estudantes nas nossas escolas públicas não têm um carro”, ilustrou.

As direções das escolas podem conseguir controlar a conduta dos alunos dentro do recinto escolar, assim como as medidas de prevenção da pandemia de COVID-19 mas já não têm essa supervisão fora, muito menos no itinerário entre a casa e a escola e vice-versa.

“Nós não controlamos todo o ecossistema em que está inserido o aluno. Na paragem do autocarro, estão mais pessoas, não há distanciamento social e o transporte é precário”, frisou.

Por outro lado, Jorge Ferrão disse não ter dúvidas de que a retoma das aulas deve ser adiada se o país registar mais focos de transmissão comunitária, depois de esse quadro ter sido declarado nas cidades de Nampula e Pemba, no norte do país.

“Se até ao dia 20 nós dissermos que Maputo tem uma contaminação comunitária, depois de Nampula e Pemba, eu acho que o melhor é cuidarmos, primeiro, desse aspeto, reduzirmos essa propagação comunitária e deixar as aulas para depois”, realçou.

Sobre os investimentos que o Governo moçambicano prometeu realizar nas escolas para a prevenção de COVID-19, Jorge Ferrão partilha do ceticismo de vários círculos da sociedade moçambicana, assinalando que a rede escolar do país padece de carências estruturais.

“As pessoas têm dúvidas” ao verem “escolas em baixo de árvore” e quando assim é questionam: “onde é que vão buscar o dinheiro para construir uma escola e pôr uma casa de banho”.

A decisão do reinício das aulas não deve transmitir a ideia de que se pretende fazer experiências com os alunos sobre a resistência dos moçambicanos à COVID-19, alertou Ferrão.

“Precisamos de ter muito cuidado, é imprevisível aquilo que vai acontecer, não façamos experiências com a saúde e a vida das pessoas”, realçou aquele académico, com um doutoramento sobre “A Convenção da Diversidade Biológica”.

O antigo governante defendeu que a covid-19 destapou de um modo mais incisivo as deficiências da infraestrutura escolar em Moçambique, mostrando a urgência de investimentos, principalmente na área sanitária.

“Aqueles investimentos que não foram feitos nas escolas vão passar a ser feitos: dotar a escola de água e melhorar as casas de banho, porque nunca tivemos orçamento para fazer isso”, declarou Ferrão.

O reitor da Universidade Pedagógica de Maputo considerou gigantesca a tarefa das autoridades moçambicanas face à COVID-19, tendo em conta que deve gerir cerca de oito milhões de alunos do 1.º ao 12.º ano, “um número superior a toda a população de Lesoto, Botsuana e Essuatíni (antiga Suazilândia)”, países vizinhos de Moçambique.

“Ter oito milhões de crianças no sistema educacional pressupõe ter uma economia muito forte para assegurar o mínimo de condições”, referiu Jorge Ferrão.

Sobre a possibilidade de dar o atual ano letivo como perdido, como já o fizeram alguns países africanos, o antigo ministro da Educação e Desenvolvimento Humano considerou tal cenário um dilema, tendo em conta que há 1,5 milhão de crianças moçambicanas à espera de entrar no primeiro ano de escolaridade em 2020.

Moçambique tem 1.268 casos de infeção pelo novo coronavírus, nove mortes e 373 recuperados.

China promete “resposta firme” e sanções aos Estados Unidos

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês promete retribuir na mesma moeda e impor sanções aos Estados Unidos, bem como a cidadãos norte-americanos, avança o South China Morning Post, sem entrar em mais detalhes. No entanto, um especialista ouvido pelo jornal acredita que a resposta será semelhante às sanções tomadas contra quatro diplomatas norte-americanos no seguimento da polémica de Xinjiang, território onde a China é acusada de violar os direitos humanos contra a minoria muçulmana uigur. Pelo caminho, o ministério avisa que “os esforços dos Estados Unidos para impedir a implementação da segurança nacional de Hong Kong serão fúteis”.

“Pedimos aos EUA que corrijam os seus erros. Se seguirem obstinadamente esse caminho, a China dará uma resposta firme”, sublinhou, na sua resposta, o ministério. “Para defender os seus interesses legítimos, a China responderá conforme necessário e imporá sanções aos indivíduos e entidades americanos relevantes.”

Na terça-feira, Donald Trump assinou nova legislação que, entre outras medidas, penaliza bancos que mantenham negócios com autoridades chinesas que tenham implementado a nova lei de segurança. Para além disso, Hong Kong perde o seu estatuto especial.

“Hong Kong agora será tratado da mesma forma que a China continental”, anunciou o presidente norte-americano. “Esta lei concede à minha administração novas ferramentas poderosas para responsabilizar os indivíduos e as entidades envolvidas na extinção da liberdade de Hong Kong.”

Boris Johnson quer inquérito independente “no futuro” para tirar lições

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu a realização de um inquérito independente à forma como o governo respondeu à pandemia covid-19 no Reino Unido, um dos países onde o coronavírus provocou mais mortes.

Johnson respondia ao líder interino dos Liberais Democratas, Ed Davey, durante o debate semanal na Câmara dos Comuns, que pediu um “compromisso em princípio” na realização de um inquérito independente.

Até agora o chefe do governo tinha descartado um inquérito exigido por uma petição iniciada por familiares de vítimas, que angariou mais de 150 mil assinaturas.

O grupo, auto-intitulado “Covid-19 Bereaved Families for Justice”, é composto por famílias de mais de 1.200 pessoas que morreram durante a pandemia covid-19 no Reino Unido, e invoca como objetivo ajudar a impedir uma segunda vaga de mortes.

Em resposta ao líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, que disse que ia encontrar-se com representantes do grupo esta tarde, Johnson prometeu que o governo está a tomar medidas para impedir um ressurgimento da pandemia, como o desenvolvimento de um sistema de rastreamento e investimento nos serviços de saúde.

“Vamos fazer absolutamente tudo o que estiver ao nosso alcance para prevenir uma segunda vaga desta pandemia e é por isso que estamos a tomar passos”, afirmou.

De acordo com o ministério da Saúde britânico, o Reino Unido registou até terça-feira 44.968 mortes (entre 291.373 casos de contágio confirmados por teste), o maior número na Europa e o terceiro maior a nível mundial, atrás dos Estados Unidos e Brasil.

Porém, estatísticas oficiais que incluem casos suspeitos cujas certidões de óbito faziam referência à covid-19 apontam para um balanço de quase 56 mil óbitos, embora o ritmo tenha decrescido significativamente nas últimas semanas.

Um relatório publicado na terça-feira pela Academia das Ciências Médicas estimou que uma segunda onda de infeções no inverno pode provocar mais cerca de 120 mil mortes, sobretudo entre janeiro e fevereiro.

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