O presidente da Bielorrússia prometeu esta terça-feira 03, manter uma estreita aliança com a Rússia, numa altura em que Alexander Lukashenko está a tentar conquistar um sexto mandato como chefe de Estado, mas enfrenta uma onda de protestos internos.
Num discurso sobre o estado da nação, feito hoje, a poucos dias das eleições – marcadas para o próximo domingo -, o presidente afirmou que a parceria com os vizinhos russos reflete laços históricos.
“A Rússia sempre foi e continuará a ser o nosso aliado mais próximo, independentemente de quem assuma o poder na Bielorrússia ou na Rússia“, disse Lukashenko.
Esta posição contrasta com as críticas feitas por Lukashenko à Rússia na semana passada, quando a agência de segurança da Bielorrússia prendeu 33 russos perto de Minsk, acusando-os de planearem “tumultos em massa”.
Moscovo negou as acusações, dizendo que os russos estavam a caminho de outro país e só ali ficaram porque perderam o transporte.
No poder há 26 anos, Lukashenko conta com energia russa barata e outros subsídios, além de empréstimos no valor de milhões de dólares, para sustentar a economia de estilo soviético do país, que conta com 9,5 milhões de habitantes.
No entanto, Lukashenko envolveu-se em ferozes discussões económicas com o Kremlin, resistindo às tentativas russas de assumir o controlo de ativos económicos da Bielorrússia.
A Rússia reduziu drasticamente os seus subsídios à Bielorrússia este ano, alegando que o país vizinho deve aceitar uma integração económica se quiser receber energia russa com descontos.
Lukashenko descreveu a medida como parte dos esforços de Moscovo para subjugar o país vizinho, tendo lamentado hoje, no seu discurso, que a Rússia tenha alterado o conceito de relação com a Bielorrússia de ‘fraterna’ para ‘parceria'”.
Lukashenko lembrou Moscovo que a Rússia precisa de manter relações calorosas com o seu vizinho, já que “não tem mais aliados próximos” e referiu que “o Ocidente demonstra um crescente interesse” pela Bielorrússia.
Ao longo do seu mandato, Lukashenko tentou várias assustar o Kremlin com a perspetiva de se voltar para o Ocidente.
A tática tem funcionado até certo ponto, apesar de Lukashenko ter ganhado, no Ocidente, a alcunha de “o último ditador da Europa” devido aos seus modos autoritários.
Lukashenko, de 65 anos, conseguiu, durante a sua estada no poder, sufocar a imprensa dissidente e independente e prolongar o seu governo através de eleições que o Ocidente considerou fraudulentas.
Desta vez, o líder bielorrusso enfrenta um desafio mais difícil: uma oposição interna e o cansaço público face ao seu governo, além de se ver confrontado com as consequências da pandemia de covid-19.
A Interpol avisou que o crime informático aumentou de forma “alarmante” durante os primeiros quatro meses do ano, em plena crise sanitária, com ataques dirigidos a pessoas que trabalham em casa, empresas e governos.
De acordo com a organização internacional de polícia, os criminosos aproveitam as falhas de segurança das companhias e dos organismos que tiveram de adaptar os sistemas informáticos, roubando dados, dinheiro ou criando perturbações.
“O crime informático está a desenvolver-se e os ataques estão a incrementar-se a um ritmo alarmante, explorando o medo e a incerteza causada pelas falta de estabilidade social e a situação económica provocada pela pandemia de SARSCoV-2“, refere em comunicado o secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock.
No período entre janeiro e abril, a Interpol detetou 907.000 mensagens de correio “spam”, 737 incidentes relacionados com programas malignos e mais de 48 mil episódios ligados à instalação de vírus informáticos.
De acordo com Jurgen Stock, a dependência da internet “em todo o mundo” está a criar “novas oportunidades” aos delinquentes, sobretudo a pessoas e empresas que não têm sistemas de segurança atualizados.
O panorama atual do cibercrime mostra mudanças nos padrões de fraude eletrónica, roubo de imagens através de câmaras ‘web’, vírus informáticos contra infraestruturas básicas, instituições sanitárias ou bancos, entre outros.
A Interpol alerta que a elevada circulação de informação falsa que se chega rapidamente ao público, com “teorias de conspiração” e informação sem qualquer tipo de verificação “contribuíram para a ansiedade das comunidades e, em alguns casos, facilitaram a execução de ataques informáticos”.
Também se constatam fraudes relacionadas com medicamentos, mensagens de texto com ofertas sobre alimentação gratuita ou descontos em vários produtos.
A Interpol avisa que esta tendência vai continuar, a curto prazo, e que provavelmente vai verificar-se um novo “pico” quando estiver disponível uma vacina contra o covid-19, com táticas relacionadas com produtos médicos, intrusões de vária ordem com o intuito de roubo de dados.
A Unesco teme que 24 milhões de estudantes de todos os níveis ao redor do mundo abandonem a escola devido aos fechamentos das instituições por conta da crise do novo coronavírus e pede que a continuidade da aprendizagem seja mantida, especialmente para os mais vulneráveis.Em uma declaração publicada nesta terça-feira (4), coincidindo com uma mensagem da ONU para priorizar a reabertura de escolas sempre que possível, a Unesco explica que o ensino superior será relativamente o mais afetado pela evasão escolar, com uma taxa de 3,5% menos matrículas, equivalente a 7,9 milhões de estudantes.No nível pré-escolar, a queda esperada será de 2,8%, com cinco milhões a menos de crianças nas salas de aula, enquanto no ensino fundamental a queda será de 0,27% e no médio, 1,48%.
No total, isso significa que 5,2 milhões de meninos e 5,7 milhões de meninas abandonarão as escolas dos ensinos fundamental e médio.
As regiões mais afetadas, de acordo com esta agência da ONU, serão o sul e oeste da Ásia, com 5,9 milhões de estudantes abandonando a escola e a África subsaariana, com 5,3 milhões.
A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, insistiu que “esses resultados ressaltam a urgência de garantir a continuidade do aprendizado para todos diante da crise sem precedentes, principalmente para os mais vulneráveis”.
Ela também alertou para um aumento de um terço no déficit de financiamento para atingir as metas de desenvolvimento sustentável da educação até o horizonte de 2030, inicialmente estimado em US$ 148 bilhões (cerca de R$ 779,3 bilhões).
O comissário provincial da polícia sul-africana no KwaZulu-Natal, Khombinkosi Jula, disse, em comunicado divulgado ontem (04) no sítio oficial de Internet da SAPS, que a droga foi apreendida num assentamento informal em Bayview, oeste de Durban.
“Ontem, 3 de Agosto de 2020, os agentes da polícia abordaram um homem de 26 anos após investigações sobre actividades com droga na área de Bayview”, refere a nota.
“O homem foi encontrado com 1.150 cápsulas de heroína num assentamento informal situado na Unity Avenue, em Bayview”, adianta.
O comunicado indica que a polícia confiscou a droga e deteve o indivíduo na esquadra de Bayview para comparecimento hoje no tribunal da magistratura de Chatsworth sob acusação de posse de droga.
“As drogas confiscadas têm um valor de rua estimado em 34.000 rands (1.671.48 euros)”, indica o comunicado da Polícia sul-africana.
Forças de segurança do Afeganistão cercaram uma prisão capturada por combatentes do Estado Islâmico, em Jalalabad, cidade do leste do país, nesta segunda-feira (3), com pelo menos 29 pessoas mortas, depois de o ataque noturno dos militantes levar a uma fuga em massa.
Mais de 300 prisioneiros estavam foragidos, afirmou o porta-voz do governador da província de Nangarhar, Attaullah Khugyani. Dos 1.793 prisioneiros, mais de 1.025 tentaram escapar e foram recapturados e 430 permaneceram dentro da prisão.
“O restante está desaparecido”, disse.
Após detonar um carro-bomba na entrada, na noite de domingo, homens armados do Estado Islâmico atacaram a prisão, onde muitos militantes do EI foram presos após serem capturados mês passado, ao lado de soldados do Taliban e criminosos comuns.
Mohammad Idres, um dos prisioneiros que ficaram presos no lado de dentro e contactado por telefone, disse que conseguia ver quatro corpos no lado de fora. “Estamos com muita fome, está muito quente e não temos água”, disse, à Reuters.
“Às vezes, está silencioso e os tiros começam”, disse. “As forças de segurança parecem que não conseguem avançar porque os invasores mantêm pontos estratégicos, incluindo as torres de vigia.”
O Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque, que ocorreu um dia depois de a agência de inteligência afegã dizer que forças especiais haviam matado um importante comandante do grupo perto de Jalalabad, capital da província de Nangarhar.
Autoridades disseram que o chefe de Estado-Maior do Exército afegão, general Yasin Zia, chegou na segunda-feira para supervisionar a operação, envolvendo forças especiais, para expulsar os soldados do EI que estão dentro da prisão.
O porta-voz do governador disse que civis, prisioneiros e membros das forças de segurança estavam entre os 29 mortos e mais de 50 feridos.
“Oito homens armados foram mortos quando algumas áreas, onde os agressores haviam assumido posições, foram liberadas”, disse Khugyani.
À medida em que o cerco se arrastava ao longo do dia, a normalmente agitada cidade foi colocada em toque de recolher.
Cerca de 130 kms ao leste de Cabul, Jalalabad fica na estrada que leva ao passo Khyber e à cidade de Peshawar, no Paquistão.
Um relatório da Organização das Nações Unidas mês passado estimou que há por volta de 2.200 membros do Estado Islâmico no Afeganistão e que, embora o grupo tenha perdido território e sua liderança sido esvaziada, ele continua capaz de realizar ataques de grande repercussão.
Em comunicado, a embaixada da Alemanha em Maputo refere que a verba vai financiar programas sociais de transferência de renda para cerca de 130 mil famílias durante um período de três meses e o pagamento de salários de guardas florestais durante dez meses.
No âmbito do apoio à luta contra a COVID-19, a Alemanha já financiou a compra de máscaras para vendedores de mercados, material informativo com conteúdos sobre a pandemia e anúncios publicitários.
O apoio alemão também ajudou a equipar brigadas móveis de saúde envolvidas em ações de combate ao novo coronavírus, aquisição de artigos de higiene e de gestão de estresse para 12.250 crianças.
Moçambique regista um total de 1.973 casos positivos de COVID-19, 14 mortos e 676 pessoas dadas como recuperadas, segundo a última atualização do Governo.
A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 689 mil mortos e infetou mais de 18,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-Representante de Vendas. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista de Transporte de Pessoal. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Distrital. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Moamba pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 de Inglês. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Moamba pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de Português. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Moamba pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de História. Saiba mais.
A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Digitalização de internamentos da COVID-19. Saiba mais.
A On Time Investment ‘’VIVA TAXI’’, empresa moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para quadro de pessoal um (1) Gestor de Redes Sociais. Saiba mais.
O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul – ProAzul, FP pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Administradores Executivos para Conselho de Administração. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos de Medicina Preventiva e Saneamento de Meio. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Serventes de Unidades Sanitárias. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Medicina Física e Reabilitação. Saiba mais.
A Click Auto pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Técnicos de Tecnologias e Electrónica para sua extensão em Niassa e Cabo Delgado. Saiba mais.
Pelo menos seis pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas, após uma explosão numa fábrica de produtos químicos na cidade chinesa de Xiantao, no centro do país, informou hoje a imprensa local.
A televisão estatal CGTN detalhou que a explosão aconteceu por volta das 17h30 (10h30, em Lisboa), de segunda-feira, nas instalações da Companhia de Químicos Bluesky, em Xiantao, que fica a cinquenta quilómetros de Wuhan – a cidade onde o novo coronavírus foi detetado inicialmente, em dezembro passado.
Imagens divulgadas pela imprensa chinesa mostram fumo denso proveniente de um edifício branco.
A CGTN garantiu que os serviços de emergência conseguiram conter o incêndio causado pela explosão e que várias equipas de resgate estão a procurar os desaparecidos, cujo número não especificou.
Segundo a imprensa local, a empresa, que suspendeu as operações após o acidente, começou a operar em 2015 e teria até cem funcionários.
A Bluesky produz e vende produtos de silicone, embora a imprensa chinesa também aponte que produz “produtos químicos perigosos”.
Acidentes laborais são frequentes na China, com o país a registar cerca de 70 mil mortos por ano devido a desastres em fábricas, minas ou armazéns – 20% do total mundial de mortes no trabalho, segundo a Organização Internacional do Trabalho.
Em 2015, a explosão num armazém no porto de Tianjin, no norte do país, por causa da armazenagem ilegal de químicos, provocou 173 mortos.
O sistema de defesa antiaérea do exército sírio foi ativado na noite de segunda-feira 03, contra ataques no sul do país reivindicados por Israel, informou a agência noticiosa oficial síria Sana.
“Às 22:40 de hoje [segunda-feira, 20:40 em Portugal], helicópteros inimigos israelitas lançaram mísseis sobre algumas das nossas posições […] em direção a Quneitra“, escreveu a agência, citando fonte militar, que deu conta apenas de “danos materiais”.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) também relatou “ataques israelitas” à província de Quneitra, sem precisar se houve mortes entre soldados sírios e combatentes aliados.
A cidade de Bukamal, no nordeste do país, perto da fronteira iraquiana, também foi alvo de mísseis israelitas, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o diretor do OSDH, RamiAbdelRahmane.
No dia anterior, aviões não identificados mataram 15 combatentes pró-iranianos, na sua maioria iraquianos, de acordo com aquele organismo.
Israel reivindicou a responsabilidade pelos ataques a Quneitra na segunda-feira, como retaliação pelas “tentativas” de colocar explosivos ao longo da disputada fronteira com a Síria.
“Em resposta, jatos de combate, helicópteros de ataque e aviões das forças armadas israelitas atingiram alvos militares no sul da Síria”, disse o exército israelita em comunicado.
“Os alvos atingidos incluem postos de observação e sistemas de recolha de informações, instalações antiaéreas e sistemas de controlo em bases das forças armadas sírias“, informou o exército israelita, numa rara admissão de responsabilidade em ataques aéreos à Síria.
“As forças armadas israelitas consideram o governo sírio responsável por todas as atividades em solo sírio e continuarão a agir de forma determinada contra todas as violações da soberania israelita”, acrescentava-se na nota.
Desde o início do conflito na Síria em 2011, Israel realizou numerosos ataques contra as forças do regime e contra os seus aliados, o Irão e o Hezbollah libanês, considerados inimigos do Estado hebreu.
No domingo, o exército israelita tinha assumido a responsabilidade pela morte de quatro pessoas suspeitas de colocar explosivos nos montes Golã, na Síria.
O tenente-coronel Jonathan Conricus, porta-voz militar, disse nessa altura que as tropas israelitas participaram numa emboscada na sequência de atividade “irregular” nos montes Golã, ocupados por Israel.
As Nações Unidas pediram esta terça-feira 04, a todos países para que seja dada prioridade à reabertura das escolas sempre que haja controlo da transmissão local dos contágios de covid-19, alertando que o encerramento prolongado pode provocar uma “catástrofe geracional”.
“Vivemos um momento decisivo para as crianças e jovens de todo o mundo. As decisões que os governos venham a tomar agora vão ter um efeito duradouro em centenas de milhões de jovens, assim como nas perspetivas de desenvolvimento dos países, durante décadas”, assinalou o secretário-geral da ONU, António Guterres, através de uma mensagem em vídeo.
Guterres apresentou um relatório elaborado pela organização para analisar o impacto do encerramento das escolas, institutos e universidades e propõe recomendações aos responsáveis políticos.
De acordo com o relatório, já se verificava uma “crise na educação” no mundo, antes da pandemia de SARSCoV-2, com mais de 250 milhões de crianças que não estavam escolarizadas e, nos países em desenvolvimento, apenas uma quarta parte dos alunos do ensino secundário tinham terminado os estudos com “competências básicas”.
“Agora enfrentamos uma catástrofe geracional que pode vir a desperdiçar um potencial humano incalculável, minar décadas de progresso e exacerbar desigualdades instaladas”, disse Guterres.
A pandemia, sublinhou Guterres, causou “a maior disrupção de sempre na educação”.
Segundo dados da ONU, em meados de julho as escolas permaneciam encerradas em mais de 160 países, o que afeta mais de mil milhões de estudantes sendo que mais de uma centena de países ainda não anunciaram as datas de reabertura.
Entre os aspetos que mais preocupam as Nações Unidas destacam-se o tempo perdido por milhões de crianças do pré-escolar, uma etapa considerada essencial, disse em conferência de imprensa a diretora geral adjunto para a Educação da UNESCO, StefniaGiannini.
A educação à distância, com aulas através da rádio, televisão ou internet, “deixa muitos alunos para trás”, avisa a ONU que destaca em especial o risco daqueles que sofrem deficiências, de comunidades minoritárias ou desfavorecidas, os deslocados, refugiados e aqueles que vivem em zonas remotas.
Assim, a pandemia está a aumentar as desigualdades na educação e ameaça desfazer rapidamente os progressos alcançados nas últimas décadas.
Perante esta situação, a ONU pede a aplicação de medidas, começando pela reabertura das escolas o mais rápido possível, uma questão que está a gerar amplos debates em vários países.
“Assim que a transmissão local de covid-19 esteja controlada é preciso devolver os alunos às escolas e aos estabelecimentos de ensino de forma segura: esta deve ser uma das prioridades fundamentais”, afirmou Guterres.
Para a ONU “é essencial encontrar um equilíbrio entre os riscos para a saúde e os riscos para a educação e proteção das crianças e ter em conta também a repercussão da situação na participação das mulheres na força do trabalho”.
Segundo o relatório, em todo este processo é fundamental consultar os pais, cuidadores, docentes e os próprios alunos.
As Nações Unidas pedem para que seja dada prioridade à educação na distribuição de fundos, protegendo e aumentando os orçamentos para a educação nas contas públicas dos respetivos países e reclama que a questão passe a estar no centro dos “esforços internacionais de solidariedade”.
A ONU pede também especial atenção aos estudantes em situação mais vulnerável e pede para que seja “aproveitada” a pandemia para se transformar os sistemas educativos através de infraestruturas digitais, revitalizando a aprendizagem ou usando métodos de ensino mais flexíveis.
“Temos uma oportunidade geracional de recriar a educação e o ensino. Podemos dar um salto e avançar para sistemas progressistas que consigam educação de qualidade para todos, como um ‘trampolim’ para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse Guterres.
No dia 26 de setembro de 2015, o lituano Ricardas Puisys saiu de seu local de trabalho e nunca mais foi visto. Na ocasião, acreditava-se que ele teria sido assassinado, e um suspeito chegou a ser preso. Mas uma nova conta de facebook levou as autoridades até Puisys. A informação é do The Guardian.
As buscas pelo estrangeiros começaram após dois dias que que ele não voltou ao trabalho, na Nightlayer Leek Company. Por anos, o desaparecimento de Ricardas Puisys foi considerado um mistério pelas autoridades locais, que abriram um inquérito de assassinato.
Nesta segunda-feira (3), a polícia de confirmou que Ricardas Puisys foi encontrado vivendo em uma área de floresta, no dia 1º de julho, em Wisbech, na Inglaterra. As autoridades esperaram para anunciar que ele havia sido encontrado com vida, depois que perceberam que ele pode ter fugido por medo.
As esperanças de que Puisys estivesse vivo surgiram após a abertura de uma conta de facebook com suas fotos. As autoridades começaram então a rastrear o local de onde a conta vinha sendo atualizada.
Segundo o chefe da polícia de Cambridgeshire, Rob Hall, Ricardas Puisys foi encontrado escondido em Harecroft Road. A decisão de adiar o anúncio de que ele havia sido encontrado vivo, foi feita para dar tempo de garantir sua segurança.
Puisys não tinha parentes nem amigos na Inglaterra, e passou sérias dificuldades financeiras, e por estar vulnerável à exploração, decidiu fugir. Agora as autoridades vão investigar se houve exploração no caso do lituano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (3) um prazo até o dia 15 de setembro para que a rede social TikTok, propriedade da empresa chinesa ByteDance, seja adquirida por uma companhia norte-americana ou deixe de operar no país por motivos de segurança nacional.
De acordo com o mandatário, o TikTok não poderá funcionar nos EUA após o prazo caso não aceite ser vendido para a Microsoft, que negocia a aquisição do aplicativo, ou outra empresa de capital americano.
“Não me importa se é a Microsoft ou outra grande empresa, uma companhia muito segura, muito americana tem que comprá-lo”, comentou o presidente na Casa Branca.
Trump afirmou que o Departamento do Tesouro deverá “receber muito dinheiro” da operação de venda, sem especificar em que conceito ou como isso ocorreria.
O TikTok, que tem mais de 80 milhões de usuários nos EUA, é uma das redes sociais que mais cresceu nos últimos anos, tornando-se uma das principais formas de entretenimento para muitos adolescentes e um canal de marketing para celebridades.
Questão de segurança
O governo de Trump argumenta que o crescimento do TikTok coloca em risco a privacidade dos dados de americanos e a segurança nacional, já que a ByteDance está exposta a intervenções do governo chinês.
A Microsoft anunciou no domingo passado que continua a negociar a possível compra do TikTok nos EUA e prometeu concluir a operação até setembro.
A decisão foi divulgada após o CEO da Microsoft, Satya Nadella, conversar com Trump, que na quinta-feira passada anunciou a intenção de proibir a rede social chinesa no país.
O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse no domingo que Trump tem a capacidade de forçar a venda das operações americanas do TikTok, e que esta estratégia conta com o apoio dos líderes democratas no Congresso.
A Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional permite que o presidente bloqueie transações e congele ativos caso considere que existe uma “ameaça descomunal e extraordinária” à segurança nacional ou a economia do país.
O Ministério das Relações Exteriores da China se opõe à venda forçada do TikTok, uma operação que, segundo a pasta, viola os princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A China vê a questão do TikTok como mais um capítulo da guerra comercial com os EUA, que tenta conter o poderio tecnológico do país asiático.
O principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse que os Estados norte-americanos com altos números de casos de coronavírus deveriam reconsiderar a imposição de restrições de lockdown. Para o especialista, é recomendável baixar o número de infecções antes da temporada de resfriados no outono do hemisfério norte.
Em alguns Estados com números moderados de casos, especialistas estão vendo “o mesmo aumento traiçoeiro no percentual de casos positivos que havíamos visto e apontado em Estados como Tennessee, Kentucky, Ohio, Minnesota e outros”, disse Fauci durante uma entrevista com o Journal of the American Medical Association.
Fauci disse na semana passada que estava vendo sinais de que a epidemia de casos de covid-19 poderia estar atingindo o pico no Sul e no Oeste enquanto outras áreas estavam à beira de novos surtos da doença. Os Estados deveriam considerar fazer uma pausa ou retroceder nas iniciativas de reabertura, embora eles não precisem necessariamente voltar ao lockdown completo, disse.
Arkansas, Califórnia, Flórida, Montana, Oregon e Texas reportaram altas recordes de fatalidades na semana passada.
Fauci disse que é crucial que a epidemia seja contida antes do Outono no hemisfério norte, quando os casos de gripe comum devem disparar ao lado da covid-19, quando mais pessoas passam a ficar mais tempo em ambientes fechados, aumentando o risco de contágio.
Reabertura de escolas
Fauci também alertou que embora dados sugiram que crianças mais jovens não adoeçam gravemente com a covid-19, elas ainda podem se infectar e propagar a doença.
O presidente Donald Trump fez da reabertura das escolas para aulas presenciais parte de sua campanha de reeleição, mas alguns professores resistem a esse esforço, argumentando que abrir as escolas poderia colocar adultos em risco de doenças graves.
Fauci acrescentou que continua cautelosamente otimista de que uma vacina possa estar disponível contra o vírus antes do final do ano, mas que as empresas devem se abster de emitir declarações sobre os estudos clínicos em andamento até que haja dados suficientes para julgar se as vacinas são seguras e eficazes.
Moçambique registou mais uma morte devido a Covid-19. Nas últimas 24 horas o país registou também mais vinte e sete novos casos da Covid-19, segundo anunciou a directora nacional-adjunta de Saúde Pública, Benigna Mastinhe.
“Gostaríamos aqui de lamentar mais uma vez, o registo de mais um óbito, em um paciente infectado pelo novo coronavírus na província de Nampula. Trata-se de um indivíduo de 45 anos, sexo masculino e de nacionalidade indiana. O mesmo deu entrada no Hospital Central de Nampula no dia 30, em estado grave. Foi colhida a amostra para a Covid-19, esteve internado no Centro de Isolamento durante três dias, período no qual a situação agravou e infelizmente na madrugada deste dia três, veio a perder a vida. Assim, contamos actualmente com 14 óbitos devido a Covid-19” disse.
Assim, o país tem cumulativamente mil novecentos e setenta e três casos positivos registados, sendo mil e setecentos e noventa e oito de transmissão local e cento e setenta e cinco importados.
O Fórum de Monitoria de Orçamento diz que já tem acesso a informação sobre os fundos enviados ao governo pelos parceiros de desenvolvimento de Moçambique, no âmbito dos esforços para o combate aos efeitos negativos da pandemia da Covid-19.
Para esta organização, a informação é importante para o trabalho seguinte no âmbito da implementação do programa “ Combate a Covid-19, com Contas Certas”.
Um documento do Fórum de Monitoria de Orçamento recebido na nossa redacção, indica que a informação foi disponibilizada pela Presidência da República através de uma adenda que consta do relatório sobre o estado de emergência, enviado ao parlamento.
O documento indica que o governo recebeu até esta parte 340 milhões de dólares dos 700 milhões solicitados para a implementação do plano de mitigação dos efeitos socioeconómicos da Covid-19.
Mau tempo provoca a morte de duas pessoas no Niassa, na sequência de um naufrágio registado no lago Amaramba, distrito de Mecanhelas.
O caso aconteceu quando uma canoa transportando dois indivíduos de idades compreendidas entre dezoito e trinta anos virou e que depois de buscas os seus corpos foram encontrados.
O ex-avançado Didier Drogba apresentou oficialmente no sábado 01, a sua candidatura à presidência da federação de futebol da Costa do Marfim (FIF), com a promessa de relançar esse desporto no país, numa altura em que “está a passar uma má fase”.
“Não é tanto ser presidente da FIF que me interessa, mas a missão que esse cargo tem. O nosso futebol está a passar uma má fase. Estou comprometido em contribuir para o renascimento do futebol marfinense. Estou de volta e determinado em retribuir ao futebol do meu país tudo aquilo que me deu”, afirmou Drogba na apresentação da sua candidatura, em Abidjan.
O ex-capitão da Costa do Marfim esteve perto de não entrar na corrida à presidência da FIF quando em Julho a associação de futebolistas do país lhe retirou inesperadamente o apoio, mas mesmo assim o antigo avançado arranjou condições para poder avançar.
No acto da sua candidatura, Drobga fez-se acompanhar dos seus apoiantes na sede da Comissão Eleitoral da FIF, e na ocasião agradeceu aos actores do mundo desportivo ivoiriense que acreditam nele e o apoiam para esta eleição.
Nas eleições, Drogba, de 42 anos, vai ter a concorrência de Idriss Diallo, antigo dirigente da FIF, e de Sory Dianaté, actual vice-presidente do organismo.
Formado no Le Mans, Drogba deu primeiro nas vistas no Marselha e depois no Chelsea, clube que representou durante oito temporadas, tendo conquistado vários títulos, incluindo quatro ligas inglesas e uma Liga dos Campeões.
Considerado um dos melhores jogadores de sempre da Costa do Marfim, o antigo avançado passou também pela China e pelo Galatasaray, antes de terminar a sua carreira no futebol norte-americano.
Para já, a Comissão Eleitoral tem cinco dias para decidir sobre a admissibilidade ou não dos processos de candidatura.
O promotor público federal de Nova York Cyrus Vance Jr. afirmou, nesta segunda-feira (3/8), que está investigando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua empresa por possíveis fraudes bancárias e de seguros, uma investigação significativamente mais ampla do que a promotoria admitiu no passado.
O gabinente de Vance divulgou a informação em um novo processo federal argumentando que Trump deveria cumprir a intimação que exige a publicação de oito anos de suas declarações de impostos pessoais e corporativos. Trump pediu a um juiz que declarasse a intimação inválida.
Os promotores não divulgaram detalhes da investigação, mas disseram que as informações “indiscutíveis” sobre as práticas comerciais de Trump deixaram claro que o escritório tinha uma base legal para a intimação.
Os relatórios, incluindo investigações sobre a riqueza do presidente e detalhes do testemunho de seu ex-advogado Michael Cohen, mostram que o presidente pode ter inflado ilegalmente seu patrimônio líquido e o valor de suas propriedades a credores e seguradoras. Advogados de Trump disseram que ele não fez nada de errado.
O conflito sobre a intimação que pede a entrega das declarações de Trump ocorre menos de um mês depois de a Suprema Corte, em uma decisão importante sobre os limites do poder presidencial, abrir caminho para os promotores de Nova York solicitarem acesso aos registos financeiros de Trump.
A apresentação dos promotores veio em resposta a um argumento que Trump fez na semana passada, chamando a intimação de Vance, um democrata, de “descontroladamente desmedida” e emitida de má-fé.
O gabinete de Vance intimou a empresa de contabilidade de Trump, Mazars USA, em Agosto de 2019, solicitando as declarações de impostos como parte de sua investigação, que até agora se acreditava estar focada em pagamentos ocultos feitos durante a campanha de 2016 para comprar o silêncio de duas mulheres que disseram ter tido relações com Trump, incluindo a atriz pornô Stormy Daniels.
As autoridades alfandegárias posicionadas na província central de Manica apreenderam 50 mil maços de cigarro que estavam na rota de contrabando.
A mercadoria, segundo apurou o “O País” seguia do vizinho Zimbabwe, tinha como destino a cidade de Maputo.
Remigy Guiamba, director das Alfândegas em Manica avançou que os cinquenta mil maços de cigarros de marca Pacific Blue de fabrico zimbabweano, foram apreendidos no distrito de Gondola e estavam a ser transportados num camião articulado.
Os cigarros, segundo Guiamba, estavam arrumados em caixas de água, uma estratégia que pode ter sido usada para driblar os homens da Brigada da Reacção Táctica (BRT) que nos últimos dias tem se empenhado no desmantelamento de redes de fuga ao fisco, sobretudo de cigarros e bebidas.
“Mostravam que eram caixas de água, mas afinal de contas tinham lá misturados e disfarçados também cigarros de fabrico zimbabweano contrabandeado de marca Pacific Blue em número de 250 caixas correspondentes a mais de 50 mil maços de cigarro sem selo”, revelou a fonte para quem o Estado poderá ter perdido uma quantia de mais de 2.5 milhões de meticais.
Remigy Guiamba alerta aos que enveredam por este esquema de fuga ao fisco a abandonarem a prática, pois poderão ver as suas mercadorias apreendidas tal como tem estado a acontecer.
“Nós vamos continuar a fazer o nosso trabalho, principalmente para esse caso de cigarros e bebidas não selados, para que o Estado não perca os valores que devia cobrar”, disse.
As autoridades alfandegárias já instaram um processo sobre esta mercadoria, o qual já segue seus tramites no tribunal Aduneiro, o qual deverá decidir sobre o seu destino.
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