O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BM) decidiu aumentar a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 300 pontos base, para 13,25%, anunciou o banco central em comunicado.
A decisão é suportada por uma “substancial revisão em alta das perspetivas de inflação para o médio prazo” que refletem “a contínua depreciação do metical, num ambiente de maior agravamento dos riscos e incertezas”.
Há um ano, era preciso juntar 63 meticais para ter um dólar (moeda de referência para a divisa moçambicana) e hoje já são precisos 74 meticais, segundo a ferramenta cambial XE da Euronet.
Entre as incertezas apontadas pelo banco central destacam-se “as consequências negativas da propagação acelerada da covid-19 e a ocorrência de calamidades naturais, para além da instabilidade militar” no centro e norte do país.
O BM faz ainda um alerta: “perspetiva-se uma recuperação mais baixa da atividade económica em 2021”, ao mesmo tempo que “a pressão sobre as finanças públicas tende a aumentar e o mercado cambial regista pressão na procura de moeda estrangeira”.
A inflação anual aumentou pelo quarto mês consecutivo, “passando de 2,98% em setembro para 3,52% em dezembro de 2020”, sendo que “a inflação subjacente, que exclui os preços dos bens e serviços administrados e das frutas e vegetais, aumentou, no mesmo período, de 2,92% para 5,10%, com perspetivas de agravamento nos próximos trimestres”.
O Banco de Moçambique antecipa ainda “o fim da vigência de parte das medidas de contenção de preços decretadas pelo Governo, no âmbito da covid-19 e dos choques climáticos”.
O comité decidiu ainda na sessão de hoje incrementar as taxas de juro da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 300 pontos base, para 10,25% e 16,25%, respetivamente.
Mantêm-se os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 11,50% e 34,50%, respetivamente.
A próxima reunião ordinária do CPMO está agendada para o dia 17 de março.
Moçambique tem um total acumulado de 329 mortes e 34.055 casos positivos de covid-19, com aceleração de infeções desde final do ano.
O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou na quarta-feira (27) a suspensão de 63 agentes da corporação acusados de envolvimento na facilitação de imigração ilegal em Namaacha, posto que faz fronteira com a África do Sul.
“Há indícios de os colegas se terem envolvido em esquemas de facilitação de travessias ilegais e isso levou-nos à suspensão de todo o efetivo da companhia de Macuácua [zona por onde se faziam as travessias]”, estando também a ser processados disciplinarmente, disse Bernardino Rafael.
O comandante-geral falava hoje durante uma visita ao primeiro regimento da polícia de fronteira, no posto fronteiriço de Namaacha, na província de Maputo.
Em causa está uma denúncia, feita pela televisão privada STV, sobre agentes da polícia de fronteira moçambicana envolvidos na facilitação de imigração ilegal.
Segundo o comandante-geral, do grupo de agentes sancionados fazem parte, além dos agentes afetos à zona de Macuácua, a direção do regimento, referindo que estes deviam ter sido os primeiros a reportar as anomalias.
“Eles têm de respeitar as regras. Ninguém está autorizado, por estar na frente da linha de fronteira, a meter ou tirar alguém e eles sabem disso. Então tivemos de tomar essas medidas”, frisou.
“O comandante do ramo da fronteira vai anunciar os despachos e apresentar a nova direção e os restantes vão ter de assumir outras funções enquanto aguardam a decisão dos processos disciplinares já abertos”, acrescentou Bernardino Rafael.
De acordo com os últimos dados do Serviço Nacional de Migração de Moçambique, num balanço da quadra festiva, um total de 582 moçambicanos foram deportados pela África do Sul e pelo reino de Essuatíni (ex-Suazilândia) entre 14 de dezembro e 13 de janeiro, por imigração clandestina e permanência ilegal.
Moçambique registou mais sete óbitos por covid-19, totalizando 336 mortes, e registando ainda 871 novos casos, anunciou ontem (27), o Ministério da Saúde.
Os sete óbitos foram registados em pessoas de nacionalidade moçambicana desde o dia 23, com idades entre 34 e 92 anos.
Moçambique passa a ter um total acumulado de 34.926 pessoas infetadas pelo novo coronavírus, das quais 258 estão internadas (79% destes na Cidade de Maputo) e 64% estão recuperadas.
Um total de 331.929 casos suspeitos foi testado em Moçambique desde o anúncio da primeira infeção em março.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.159.155 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O ministro da Saúde moçambicano, Armindo Tiago, disse na quarta-feira (27) que a variante sul-africana do novo coronavírus circula em Moçambique “desde novembro”, segundo revelaram análises laboratoriais.
O governante falava durante uma visita às obras de instalação de um centro de internamento de covid-19 no Hospital Geral de Mavalane, Maputo.
Segundo o ministro, 70% das amostras do mês de dezembro já eram constituídas pela nova variante.
As análises foram feitas na vizinha África do Sul e noutros países.
O virologista Pedro Simas afirmou na última semana em declarações à Lusa que as novas estirpes do vírus não “têm impacto de provocar maior doença”.
De acordo com o virologista, as novas variantes devem ser vigiadas e não criar pânico na sociedade, porque faz parte do “processo natural” de replicação e evolutivo do vírus SARS-CoV-2.
Moçambique enfrenta desde final do ano uma aceleração da propagação da covid-19.
O centro de internamento cujos trabalhos de instalação Armindo Tiago hoje visitou servirá para dar resposta ao aumento do número de casos.
Sem avançar detalhes, o ministro da Saúde disse ainda que o Governo tem disponível parte dos fundos necessários para a obtenção da vacina contra o novo coronavírus, mas “vai ser difícil” haver disponibilidade “no mercado internacional”.
“Como todos estamos a acompanhar, a vacina está a ser difícil mesmo para os países europeus”, lamentou Armindo Tiago, reiterando que se vai fazer “de tudo” para que a vacina esteja disponível entre fevereiro e março.
Pretendemos “adquirir vacinas cuja conservação é possível no nosso contexto”, afirmou.
“Portanto, vamos adquirir vacinas que ficam armazenadas entre dois e oito graus, o que é compatível com o atual sistema de frio que nós temos”, acrescentou.
Moçambique conta com um cumulativo de 336 óbitos por covid-19, havendo ainda 34.926 pessoas infetadas pelo novo coronavírus, das quais 64% estão recuperadas.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.159.155 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O provedor de Justiça, Isac Chande, entregou, na quarta-feira (27), 160 toneladas de produtos alimentares e não-alimentares a mais de 950 famílias deslocadas por causa do terrorismo, em Cabo delgado.
Os produtos beneficiaram em maior parte as comunidades de Marocane, na localidade de Nanjua, no distrito de Ancuabe.
Segundo Isac Chande, o donativo resulta de um movimento de angariação que teve o seu início em Dezembro do ano passado.
O Instituto Nacional de Meteorologia garantiu na quarta-feira (27), na cidade da Beira que as chuvas vão continuar a cair, mas em quantidades reduzidas, principalmente nas zonas centro e norte do pais, e que não existe neste momento nenhum sistema ciclónico formado que venha a passar pelo canal de Moçambique. A garantia foi dada pelo meteorologista Lelo Tayob.
“Durante os próximos 15 dias esperamos ocorrência de chuvas em quase todo o país em quantidades reduzidas. Quando digo chuvas de intensidade reduzida quero referir que as previsões apontam que as chuvas que cairão nas próximas semanas não constituirão perigo, ou seja não haverá inundações”, explicou Tayob.
Em relação a actividade ciclónica, o meteorologista garantiu que até nesta quarta-feira, não há nenhum sistema formado.
Circulam nas redes sociais, desde o passado domingo, informações dando conta da formação de mais um ciclone, de categoria 4, denominado Joshua, que atingirá a costa de Madagáscar no próximo dia 1 de Fevereiro e três a quatro dias depois a costa moçambicana.
“Reitero que nós como INAM não garantimos que exista um sistema ciclone formado que venha a atingir o canal de Moçambique dentro de uma semana. Já vimos isso escrito nas redes sociais mas o que nós garantimos é que sempre que se formar algum sistema, pelos canais próprios comunicaremos oficialmente a todos os moçambicanos, e vocês, como órgãos de informação são os nossos parceiros privilegiados, serão os primeiros a saber”, garantiu Lelo Tayob.
A maioria dos países africanos só terá imunização em massa a partir de 2023, segundo previsão da The Economist Intelligence Unit, que admite que, com o evoluir da pandemia, muitos dos países mais frágeis possam desistir da vacinação.
O relatório da The Economist Intelligence Unit prevê que a maioria da população adulta nas economias avançadas terá sido vacinada até meados de 2022.
Para os países de rendimento médio, este período prolongar-se-á até finais de 2022 ou princípios de 2023, enquanto para as economias mais pobres, a imunização em massa levará até 2024, se chegar mesmo a acontecer.
Nesta última fase, encontram-se a generalidade dos países africanos, incluindo os lusófonos Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, bem como Timor-Leste.
No continente africano, a exceção é a África do Sul, que segundo o relatório, deverá ter a generalidade dos seus cerca de 58 milhões de habitantes vacinados até meados de 2022.
Marrocos, Egito, Quénia, Etiópia e o Gabão deverão atingir essa meta em finais de 2022.
A The Economist Intelligence Unit classifica como “inquietantes” as perspetivas de vacinação para as economias em desenvolvimento, apontando que alguns países de rendimento médio e a maioria dos de baixo rendimento contam com a COVAX, uma iniciativa liderada pela Organização Mundial de Saúde, que visa assegurar 6 mil milhões de doses de vacinas para os países mais pobres.
Os primeiros 2 mil milhões de vacinas serão dados em 2021, com prioridade para os profissionais de saúde, mas as doses fornecidas pela COVAX cobrirão apenas até 20% da população de cada país.
O estudo estima, no entanto, que os fornecimentos de vacinas venham a sofrer atrasos e a acontecer a um ritmo mais lento do que o inicialmente previsto, sobretudo se os atrasos na produção e entrega para os países mais ricos se agravarem.
“Dado que já ocorreram problemas inesperados na aquisição e fornecimentos na maioria dos países desenvolvidos, é provável que os países em desenvolvimento com infraestruturas pobres, poucos trabalhadores na área da saúde e refrigeração inadequada encontrem ainda mais dificuldades” na implementação dos seus planos de vacinação, aponta o estudo.
“Isto significa que para muitas nações pobres, a chegada generalizada de vacinas só terá início em 2023, se acontecer de todo”, acrescenta.
O documento aponta a produção como o principal obstáculo, uma vez que muitos países encomendaram previamente mais doses do que as que necessitavam, sublinhando igualmente os “significativos custos” associados aos programas de imunização em massa, especialmente para os países menos desenvolvidos.
“A diplomacia da vacina desempenhará um grande papel na determinação dos países em desenvolvimento que terão acesso nos próximos meses, com a Rússia e a China a utilizarem o lançamento das suas próprias vacinas para fazer avançar os seus interesses”, refere o estudo.
A análise prevê ainda que, uma vez vacinados os grupos prioritários, alguns países – especialmente os mais pobres e com um perfil demográfico jovem – venham a perder a motivação para distribuir vacinas, especialmente se a doença se tiver espalhado ou se os custos associados se revelarem demasiado elevados.
O estudo aponta os exemplos de vacinas como a da poliomielite ou a tuberculose, que estão disponíveis há décadas, mas às quais largas franjas da população nos países mais pobres continuam sem acesso.
“O que foi denominado de ‘novo coronavírus’ há apenas um ano estará connosco a longo prazo, a par de muitas outras doenças que moldaram a vida ao longo dos séculos”, aponta a The Economist Intelligence Unit.
O Reino Unido, os EUA e a maioria dos países da União Europeia deverão ter imunizado os seus grupos prioritários (incluindo idosos, pessoas com doenças associadas e trabalhadores do setor da saúde) até ao final de março, com outros países a recuperarem o atraso até ao final de junho, prevê o estudo.
O que, segundo a The Economist Intelligence Unit, deverá permitir que as perspetivas económicas globais “se tornem mais favoráveis a partir de meados de 2021, com a recuperação económica global a ganhar velocidade no terceiro e quarto trimestres.
“No entanto, a vida não voltará ao normal, uma vez que os programas de imunização para a maioria da população nas economias avançadas continuarão até meados de 2022”, refere o documento, apontando como “prováveis”, mesmo depois dessa data, “surtos locais de Covid-19, que poderão levar à imposição de bloqueios locais ou nacionais”.
A polícia holandesa deteve na terça-feira (26), 131 pessoas durante a quarta noite de distúrbios e protestos contra as medidas de confinamento e diz que conseguiu controlar a situação de forma rápida.
Segundo o balanço oficial comunicado ontem (27), 131 pessoas foram detidas na noite de terça-feira em diferentes pontos da Holanda.
Os confrontos foram particularmente graves em Roterdão, onde foram detidas 81 pessoas.
Os distúrbios começaram pouco antes das 21:00 de terça-feira (20:00 em Lisboa), altura em que entra em vigor o recolher obrigatório, em várias cidades holandesas.
Segundo a polícia, a maioria dos detidos das últimas noites foram jovens de menos 25 anos de idade, além de um grupo de menores de idade, e outras pessoas “suspeitas de sedição e de incitamento à violência através da Internet”.
Mesmo assim, as forças de segurança afirmam que na terça-feira ocorreu uma redução no número de confrontos devido ao envio de mais agentes para os locais onde se concentravam os manifestantes.
Além da mobilização da sociedade em geral contra a falta de cumprimento das medidas de proteção sanitária, a polícia intensificou a vigilância às redes sociais, alertando que uma simples mensagem sobre “provocação de distúrbios” pode levar o detido a ser acusado de sedição.
“A informação que nos chegou (nos últimos dias) foi sobre lojas que iam ser pilhadas, sobre o uso da violência contra a polícia e sobre as formas como os manifestantes devem atuar. Houve apelos sobre o uso de engenhos de fogo-de-artifício e bombas incendiárias”, disse a polícia num comunicado anunciando a detenção de 18 suspeitos de vários delitos cometidos através do uso da internet.
Os reis da Holanda, apoiaram, através de uma nota oficial a atuação da polícia e lamentaram as pilhagens que prejudicam os empresários proprietários de estabelecimentos comerciais.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.159.155 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 11.012 pessoas dos 653.878 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China
As autoridades chinesas estão a pressionar as famílias das primeiras vítimas da covid-19 para que não entrem em contacto com os investigadores da Organização Mundial da Saúde em Wuhan, segundo familiares dos falecidos.
Mais de um ano após o novo coronavírus surgir, no centro da China, uma equipa da OMS deslocou-se a Wuhan para investigar a origem da pandemia.
Após duas semanas em quarentena, os doze especialistas estão a preparar-se para começar a investigação, na quinta-feira, enquanto Pequim promove a narrativa de que a pandemia não começou na China.
Familiares das vítimas acusaram o regime comunista de tentar dissuadi-los de abordar os especialistas internacionais.
As famílias reuniram-se, no ano passado, para exigir compensações às autoridades locais, que minimizaram e encobriram informações sobre a epidemia, chegando a repreender os primeiros médicos que alertaram para a doença.
Vários familiares tentaram ir a tribunal, mas as suas queixas foram rejeitadas pelas instâncias judiciais.
Desde a chegada dos especialistas da OMS, a pressão das autoridades aumentou, dizem, segundo a agência France-Presse.
Enquanto quase uma centena de familiares das vítimas trocavam mensagens na aplicação de mensagens instantâneas WeChat, o grupo de discussão foi bloqueado, há dez dias, revelou Zhang Hai, um dos responsáveis pelo movimento, citado pela AFP.
“Isto mostra que [as autoridades] estão muito nervosas. Temem que as famílias entrem em contacto com especialistas da OMS”, disse à AFP o homem de 51 anos, cujo pai morreu no início do ano.
“Quando a OMS chegou a Wuhan, [o grupo] foi bloqueado. Como resultado, perdemos o contacto com muitos membros”, lamentou.
Como outras redes sociais na China, o WeChat, administrado pela gigante da internet Tencent, bloqueia regularmente conteúdo considerado sensível pelas autoridades.
A pandemia matou oficialmente 3.900 pessoas em Wuhan, a grande maioria do total das mortes registadas na China.
O país conseguiu conter a pandemia na primavera, embora alguns casos tenham surgido nas últimas semanas em algumas regiões.
Com menos de 90.000 pacientes, segundo dados oficiais, a China continua muito distante dos balanços registados no resto do mundo, que soma mais de 100 milhões de infetados.
Muitos parentes das vítimas dizem duvidar desses números, dizendo que muitas mortes ocorreram antes que pudessem ser formalmente identificadas como doentes com o coronavírus.
Uma aposentada, que acredita que a filha foi vítima do vírus em janeiro de 2020, disse à AFP que foi convocada na semana passada pelas autoridades, que a ordenaram que não “falasse com a imprensa”.
“Depois disto, vieram a minha casa e deram-me 5.000 yuan (640 euros) como condolências”, testemunhou.
Questionado pela AFP, o governo de Wuhan não respondeu às perguntas relacionadas com os pedidos das famílias.
Zhang Hai pediu aos especialistas da OMS que tivessem “coragem” de se reunir com as famílias, dizendo temer que eles fossem enganados pelas autoridades ou restringidos durante a investigação.
Segundo Zhang, o depoimento de famílias sobre a explosão do vírus em Wuhan pode servir para esclarecer os investigadores internacionais, já que Pequim recusa assumir responsabilidades.
Segundo os primeiros elementos fornecidos por investigadores chineses no início de 2020, o vírus teria sido transmitido por um morcego a outro animal, antes de ser transmitido para os humanos.
A contaminação teria ocorrido num mercado de Wuhan onde animais selvagens, incluindo pangolins, foram vendidos vivos.
Outra teoria, difundida em particular pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpa o laboratório de virologia de Wuhan, onde se investiga o coronavírus.
Não ficou claro se os especialistas internacionais terão acesso a este laboratório durante sua estada em Wuhan.
A escolhida do Presidente norte-americano como embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, diz que, se for confirmada no Senado para o cargo, se oporá de forma resoluta à agenda autoritária da China.
Perante os senadores do Comité de Relações Exteriores do Senado, onde presta declarações para garantir a sua nomeação, Linda Thomas-Greenfield disse que o Governo de Donald Trump enfraqueceu as alianças internacionais e avisou que, sob a liderança do atual Presidente, Joe Biden, os EUA procurarão reaproximar-se dos aliados e combater a “agenda autoritária” da China.
“Se sairmos de cena e permitirmos que outros preencham o vazio, a comunidade global sofre e sofrem também os interesses americanos”, explicou Thomas-Greenfield, alertando para os riscos da afirmação da China no cenário global.
“Sabemos que a China está a trabalhar em todo o sistema da ONU para impulsionar uma agenda autoritária que se opõe aos valores fundadores da instituição – os valores americanos”, disse Thomas-Greenfield.
“O sucesso deles depende de nossa retirada. Isso não vai acontecer no meu turno”, garantiu a diplomata indicada por Biden, que se referiu a relevância de a ação dos Estados Unidos se articular com as instituições internacionais.
“Quando a América se afirma, quando somos consistentes e persistentes, quando exercemos a nossa influência de acordo com os nossos valores, as Nações Unidas podem ser uma instituição indispensável para promover a paz, segurança e bem-estar coletivo”, disse a embaixadora nomeada por Biden para a ONU.
Se for confirmada pelo Senado, Thomas-Greenfield não será nem a primeira mulher, nem mesmo a primeira afro-americana, a servir como embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, mas, ainda assim, apresenta-se no Senado como uma diplomata inovadora.
Thomas-Greenfield ingressou no Departamento de Estado há mais de três décadas, quando as mulheres negras eram raras no corpo diplomático dos EUA, tornando-se uma das mais experientes das seis pessoas nomeadas por Biden para os principais cargos de segurança nacional.
“Ao longo da minha carreira, da Jamaica à Nigéria, do Paquistão à Suíça, aprendi que diplomacia eficaz significa mais do que apertar as mãos e organizar sessões fotográficas”, disse Thomas-Greenfield perante o Comité do Senado.
“(Diplomacia eficaz) significa desenvolver relacionamentos reais e robustos. Significa encontrar um terreno comum e gerir pontos de diferenciação. Significa fazer uma diplomacia genuína, pessoa a pessoa”, explicou a diplomata.
Thomas-Greenfield disse que a liderança americana deve estar enraizada nos valores centrais do país – “apoio à democracia, respeito pelos direitos humanos universais e promoção da paz e segurança” — prometendo que apoiará reformas que tornem a ONU “eficiente” e comprometendo-se com uma forte parceria com o Comité de Relações Exteriores do Senado.
O diretor do Programa Alimentar Mundial (PAM) disse ontem (27), que a pandemia de covid-19 realçou a necessidade de reforçar as cadeias de abastecimento vulneráveis às nações empobrecidas, que lutam para alimentar as suas populações.
David Beasley, diretor executivo do programa da Organização das Nações Unidas, distinguido com o Prémio Nobel da Paz em 2020, afirmou que a pandemia colocou mais ênfase nas cadeias de abastecimento que levam os alimentos aos famintos.
“Temos de continuar a trabalhar o sistema, temos de nos certificar de que somos… menos vulneráveis aos impactos do tipo covid”, disse Beasley, a um painel virtual do Fórum Económico Mundial.
“Se pensa que teve dificuldades em obter papel higiénico em Nova Iorque, devido à rutura da cadeia de abastecimento, o que pensa que está a acontecer no Chade e no Níger e no Mali e em lugares como esses?”, questionou.
Beasley salientou que o sistema de abastecimento alimentar “não está quebrado”, mas que 10% da população global está em extrema pobreza e precisa de ser abastecida pelos fornecedores, um problema que esta pandemia exacerbou.
“Com 270 milhões de pessoas à beira da fome, se não recebermos o apoio e os fundos de que necessitamos, haverá fome em massa, desestabilização das nações e migração em massa. E o custo disso é mil vezes maior”, frisou o diretor do PAM.
O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, cujo país é um centro de inovação agrícola e um grande exportador de produtos agrícolas, anunciou que o seu país iria acolher um centro de coordenação global para “polos regionais de inovação alimentar”, estabelecidos pelo Fórum Económico Mundial para ajudar a enfrentar o que chamou de “desafios do sistema alimentar”.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.149.818 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos da América.
A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
As empresas europeias e norte-americanas de bebidas espirituosas pediram na quarta-feira (27), aos EUA e Comissão Europeia a suspensão imediata das tarifas adicionais e “retaliatórias” sobre o comércio transatlântico.
A informação foi divulgada pela Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE) que integra a spiritsEUROPE (spirits.eu), associação que representa o setor de bebidas espirituosas da Europa.
Segundo a ANEBE, 72 associações empresariais internacionais fizeram “um apelo urgente à remoção ou suspensão imediata de todas as tarifas adicionais e retaliatórias que afetam atualmente o comércio transatlântico” numa carta dirigida à nova administração norte-americana, liderada por Joe Biden, e à Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
“A suspensão destas tarifas é uma necessidade urgente para enfrentarmos os danos económicos que as nossas indústrias enfrentam atualmente, além de ser um passo positivo para o restabelecimento de uma relação comercial transatlântica cooperante”, referem os signatários do documento.
A ANEBE lembra que em 2019, a Organização Mundial do Comércio autorizou os EUA a aplicarem tarifas alfandegárias às importações oriundas da União Europeia até um valor máximo anual de cerca de 7,5 mil milhões de dólares.
No final de 2020, os EUA anunciaram um novo aumento de tarifas sobre alguns produtos da União Europeia, incluindo acessórios de aeronáutica e vinhos não frisantes, bem como conhaques e outros brandies, tarifas adicionais que surgem depois da União Europeia ter decretado, no mês anterior, taxas aduaneiras sobre o equivalente a 4,0 mil milhões de dólares de produtos provenientes dos EUA.
“A atual pandemia e o necessário encerramento de negócios não-essenciais continuam a afetar a economia global, incluindo os nossos setores que suportam milhares de empregos em ambos os lados do Atlântico”, referem.
“O prolongamento das disputas comerciais EUA-UE e a imposição de tarifas adicionais, que continuam a pressionar o comércio transatlântico, agravaram uma situação já de si difícil. Atendendo aos danos sofridos em 2020, e que permanecem, não podemos permitir que esta situação se prolongue. Acreditamos que a suspensão imediata destas tarifas é fundamental e um estímulo económico importante no momento em que é mais necessário”, pode ler-se na carta enviada aos responsáveis políticos, acrescentam.
O secretário-geral da ANEBE, João Vargas, nomeado pela spiritsEUROPE para liderar a coordenação das políticas de apoio à recuperação económica e responsável pela relação com a presidência portuguesa da União Europeia, refere que “estão criadas as condições para a reversão imediata de algumas tarifas com pouco racional económico, como por exemplo rum, brandies e licores que foram um resultado da escalada de tensões comerciais nos últimos anos, sob a administração Trump”.
“O tom das negociações irá certamente mudar e, apesar de possivelmente terem de existir cedências de parte a parte, penso estarem reunidas as condições para o apaziguamento das relações comerciais transatlânticas. Dada a atual situação económica, seria de louvar que os responsáveis políticos o traduzissem rapidamente em medidas concretas”, acrescenta.
Fórum das Associações Moçambicana de Pessoas com Deficiência pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Direitos Humanos e Advocacia. Saiba mais.
Fórum das Associações Moçambicana de Pessoas com Deficiência pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Saúde Mental. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pedriatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Profissionais de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Profissionais de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Fórum das Associações Moçambicana de Pessoas com Deficiência pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Contabilidade – Estaiária. Saiba mais.
A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial da Rapariga Fora da Escola. Saiba mais.
A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Júnior para Componentes de Direitos Humanos. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Operador de Máquinas. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
AIPDC Moçambique – Associação de Iniciativa Para o Desenvolvimento da Comunidade, é uma organização não-governamental Moçambicana, sem fins lucrativos; pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Supervisor/a de HIV Pediátrico. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), pretende recrutar para seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Provincial de Ensino e Aprendizagem do Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) um/a (1) Arquitecto Júnior (Ref:01/Arquitecto Júnior/01/Pemba/2021/AVSI. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma empresa que actua no ramo de Petróleos um (1) Jurista. Saiba mais.
A Agência de Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento (CAD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Administrativo e Financeiro. Saiba mais.
A Agência de Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento (CAD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Administrativo e Financeiro. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellsschaft fur Internationale Zusammenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) Administrador(a) de Projecto. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellsschaft fur Internationale Zusammenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) Administrador(a) de Projecto. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusamemenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assessor/a de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Aldeia das Crianças SOS Kinderdorf International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director da Escola Primária e Secundária para Maputo. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento- (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) (1) Assessor/a Para a Promoção do Emprego Juvenil nas Zonas Rurais para Nampula. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento- (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) (1) Assessor/a Para a Promoção do Emprego Juvenil nas Zonas Rurais para Beira. Saiba mais.
A DSD Capital, Lda. pretende recrutar para o seu quadro 30 Agentes de Crédito, em regime de prestação de serviços, a fim de atender a demanda do mercado pelos serviços. Saiba mais.
A DSD Capital, Lda pretende recrutar para o seu quadro 20 Agentes Comerciais, em regime de prestação de serviços, a fim de atender a demanda do mercado pelos serviços, entre outras o agente de crédito. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Sénior de Pediatria. Saiba mais.
Uma moção apresentada pelo senador republicano do Kentucky Rand Paul contra a continuação do segundo processo de destituição de Trump foi rejeitada com 55 contra e 45 a favor.
A rejeição significa a validação pelo Senado do processo como constitucional e que o processo terá início, como previsto, na semana de 08 de fevereiro, depois de a Câmara dos Representantes ter já votado a favor da destituição.
A votação denota, contudo, que não existe suficiente apoio de senadores republicanos para que a destituição, a primeira a visar um presidente que já cessou funções, seja aprovada, o que exige uma maioria de dois terços no Senado.
Para condenar Trump, os democratas precisam do apoio de 17 senadores republicanos, sendo que poucos destes se mostraram favoráveis à destituição, apesar de se terem pronunciado criticamente em relação ao comportamento do ex-presidente antes e durante a invasão do Capitólio por apoiantes do ex-presidente, que consideravam fraudulenta a eleição de Biden.
Na segunda-feira, os argumentos iniciais da acusação contra o 45º presidente dos Estados Unidos foram lidos perante o Senado pelos nove congressistas democratas responsáveis pelo processo.
Jamie Raskin, congressista do Estado de Maryland que lidera a acusação, descreveu perante o Senado os motins de 06 de janeiro na sede do poder legislativo em Washington, em que cinco pessoas morreram.
O senador republicano John Cornyn afirmou que o castigo de Trump foi ter perdido as eleições e questionou as consequências de o Congresso começar a debater processos de destituição de ex-dirigentes políticos.
“Podemos voltar atrás e julgar o presidente Obama?”, questionou Cornyn, com ironia.
Dado que Trump já não é presidente, o juiz-presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, não irá presidir ao julgamento no Senado, ao contrário do que aconteceu no primeiro processo de destituição, cabendo a tarefa ao senador democrata Patrick Leahy.
Perante ameaças contra os senadores envolvidos no processo, e preocupação em relação a uma possível repetição da invasão do Capitólio, a força policial que protege a sede do poder legislativo norte-americano, a par de outras forças de segurança federais, requereram já que se mantenham em Washington os cerca de 13.000 elementos da Guarda Nacional que permanecem na capital.
A apresentação dos argumentos iniciais ficou agendada apenas para 08 de fevereiro, permitindo que até lá o Senado se mantenha focado nas audiências, já em curso, de confirmação dos nomeados pelo novo presidente, o democrata Joe Biden, e na discussão sobre as medidas de emergência relacionadas com a pandemia de Covid-19.
O período de duas semanas até início dos procedimentos sobre a destituição era também pretendido pelos republicanos, para que a equipa jurídica do ex-presidente tivesse mais tempo para preparar a sua defesa.
Caso seja condenado, o Senado poderá impedir Trump de voltar a assumir a Presidência.
Uma centena de milicianos foram mortos e outros vinte capturados durante uma operação militar franco-maliana realizada em janeiro no centro do Mali, anunciaram ontem, os militares do país africano.
“Uma centena de terroristas neutralizados, uma vintena capturados e várias motas e material de guerra apreendidos” durante a operação “Eclipse”, realizada entre 02 e 20 de janeiro, pelos militares malianos e a força francesa Barkhane, especificaram aqueles, em comunicado colocado no seu sítio na internet.
“Esta operação tinha por objetivo expulsar o inimigo das zonas de refúgio”, segundo o comunicado.
Ela inscreve-se em uma sequência “muito ambiciosa que durou dois meses”, sublinhou o coronel francês Jean Baptiste, comandante do Agrupamento Tático do Deserto 1 (Lamy) da operação Barkhane, citado no comunicado.
“A primeira parte consistiu em treinar-nos melhor em conjunto, para melhor nos conhecermos no terno para evoluirmos como irmãos de armas”, declarou, segundo o texto.
“A segunda foi perseguir os terroristas no Gourma (uma região do país) maliano até à fronteira com o Burkina” Faso, acrescentou.
A região onde se desenrolou a operação serve de zona de treino e retaguarda de vários grupos filiados na Al-Qaida do MagrebeIslâmico ou o seu rival, o Estado Islâmico do Grande Sara.
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, retificou na terça-feira a afirmação, que fez no domingo, de o fármaco Carvativir “neutralizar 100%” o novo coronavirus, dizendo que este produto, desenvolvido no país, é “complementar” do tratamento.
“Posso dizer que está provado que o Carvativir é um poderoso antiviral complementar para a cura da covid-19”, disse Maduro durante um encontro com médicos, transmitido pela estação de televisão pública VTV, depois de criticar algumas redes sociais por eliminarem o vídeo em que aparece a fazer esta declaração.
No domingo, o presidente venezuelano garantiu, durante uma intervenção transmitida pela televisão, que o Carvativir, que apresentou como umas “gotas milagrosas”, “neutraliza o coronavirus em 100%”.
Este tratamento, explicou então, é produto de vários estudos clínicos, científicos e biológicos que decorreram durante nove meses e incluíram testes em doentes, em estado moderado e grave, que, adiantou, recuperaram graças a estas gotas.
Mas a sua afirmação de que o fármaco neutraliza totalmente o novo coronavirus causou uma “tremenda polémica” na Venezuela, como o próprio reconheceu na terça.
A Academia de Medicina da Venezuela recomendou “esperar por mais dados dos testes” do fármaco, antes de o classificar como “candidato a medicamento anticovid-19”, se bem que tenha destacado o “potencial terapêutico” dos óleos derivados da planta de tomilho (‘thymus vulgaris’), que são a base do medicamento.
Mesmo assim, Maduro disse que as suas afirmacões sobre o Carvativir foram censuradas no YouTube e em outras redes sociais.
“Aos que odeiam a Venezuela, arde-lhes” a efetividade do Carvativir, disse Maduro, durante o seu encontro com médicos, realizado na terça-feira.
No domingo, o presidente venezuelano anunciou que o seu governo ia iniciar imediatamente a “produção massiva” deste medicamento e que ia enviar toda a informação ao diretor da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “para que conheça e certifique este poderoso antiviral”.
O campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2021, arrancou a 16 de Janeiro corrente e no pretérito final de semana rodou a sua segunda jornada. A prova é disputada por 14 equipas de todas as zonas (Norte, Centro e Sul) do país.
A prova já leva trinta e oito (38) golos nos 14 jogos disputados nas duas jornadas, sendo que o melhor ataque até ao momento pertence ao líder Ferroviário da Beira com cinco tentos seguido pela Associação Black Bulls, Incomáti de Xinavane, e ENH de Vilankulo, todos com quatro.
O Textáfrica de Chimoio que encontra-se no fundo da tabela classificativa com a Liga Desportiva de Maputo sem qualquer ponto, é a única equipa que ainda não conseguiu introduzir a bola na baliza adversária.
Se os locomotivas do Chiveve tem o melhor ataque, o Ferroviário de Maputo é a equipa menos batida, porque ainda não viu as suas redes a serem violadas pelos adversários.
O melhor marcador da prova é o avançado da Associação Black Bulls Ejaita que já apontou três golos em dois jogos. O nigeriano marcou um tento na primeira ronda e fez balançar as redes por duas vezes na segunda jornada do campeonato nacional de futebol.
De recordar que o melhor marcador do Moçambola 20219, foi o avançado camaronês Eva Nga, com 24 golos, que ajudaram o Costa do Sol a conquistar a prova, que fugia aos canarinhos desde 2007.
O presidente russo, Vladimir Putin, enviou para a Duma um projeto-lei que prevê a extensão por até cinco anos do acordo com os EUA para anti-proliferação de arsenais nucleares, o novo START.
Segundo nota publicada no site da Duma, parlamento russo, o projeto prevê a possibilidade de prolongamento por até 5 anos do acordo entre Rússia e Estados Unidos, que expira no próximo dia 5 de fevereiro.
A Duma refere na mesma nota queas partes chegaram a um entendimentode princípio sobre a extensão do novo START, o único acordo atualmente existente entre os dois países para controlo de armas nucleares.
Citado pela agência TASS, o presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros do parlamento russo, Léonid Sloutski, afirmou que ratificação do acordo poderá ser discutida em sessão plenária já na quarta-feira.
O Novo START foi assinado em 2012 entre o ex-presidente norte-americano Barack Obama e o ex-presidente russo Dmitry Medvedev, limitando o arsenal de cada país a 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis balísticos e bombardeiros, contemplando ainda medidas de controlo rigorosas para verificar o cumprimento.
O presidente russo defendeu hoje uma “normalização” das relações com os Estados Unidos para manter a segurança global, segundo comunicado emitido pelo Kremlin após a primeira conversa telefónica entre Putin e o seu homólogo norte-americano, Joe Biden.
O presidente russo afirmou que uma “normalização” das relações bilaterais é desejável para os interesses dos dois países, mas também “de toda a comunidade internacional, dada a responsabilidade especial (dos dois Estados) em manter a segurança e estabilidade no mundo”.
Na chamada, Biden divergiu da postura mais complacente do seu antecessor, Donald Trump, em relação à Rússia, procurando aumentar a pressão sobre Putin, mas também preservar espaço para a diplomacia entre os dois países, segundo as fontes ouvidas pela AP.
O director regional do Banco Mundial, Taufila Nyamadzabo, defende urgência na resolução dos problemas de saneamento que afectam, há muito tempo, alguns bairros periféricos da cidade de Maputo.
Taufila Nyamadzabo falava ao após uma visita aos bairros de Chamanculo, Xipamanine, KaTembe e uma parte da baixa da cidade de Maputo, nomeadamente as avenidas 25 de Setembro e 10 de Novembro.
O representante do Banco Mundial visitou aqueles bairros um dia após a chuva forte que caiu na cidade e província de Maputo. Segundo ele, a escolha foi “propositada para se inteirar dos reais problemas da urbe”.
Durante a visita aos bairros, Taufila Nyamadzabo passou por estradas alagadas, viu os becos de Xipamanine e Chamanculo, quase intransitáveis por conta da água da chuva. O desordenamento territorial também deu nas vistas do director regional do Banco Mundial.
Por conta desses problemas, Nyamadzabo considerou que “há ainda muito que se fazer para reduzir o nível de inundações em Maputo, sobretudo, nesses bairros. Há ainda muitos desafios”.
Para resolver esses e outros problemas, o país recebeu, em Dezembro passado, 100 milhões de dólares do Banco Mundial, no âmbito do projecto de reestruturação da cidade de Maputo.
Parte desse valor deverá ser usado para a construção de um sistema de drenagem. “Espero que dentro de dois anos, Maputo ultrapasse os problemas de inundações, pois é urgente uma acção nesse sentido”, sublinhou Nyamadzabo, acrescentando que cabe ao Governo e ao município definirem os bairros prioritários.
Segundo o substituto do presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eduardo Nguenha, os trabalhos de requalificação já iniciaram e, neste momento, estão em curso alguns estudos que irão culminar com trabalhos no terreno.
Nguenha explicou ainda que no Distrito Municipal da KaTembe é preciso instalar infra-estruturas básicas como água, energia eléctrica e vias de acesso para que a população tenha uma vida condigna.
As operações de evacuação das vítimas das intempéries iniciaram há seis dias, mas ainda não foi possível tirar todas as pessoas que perderam suas casas e bens da vila sede do distrito de Búzi, em Sofala. As vítimas aguardam o momento da sua transferência para iniciar uma nova vida no posto administrativo de Guara-Guara, no mesmo distrito.
Búzi continua uma vila ainda isolada pela água. Não se consegue chegar ao local via terrestre. Os únicos meios para evacuar as vítimas do meu tempo são embarcações, que, por vezes, param de circular por falta de combustível.
Vive-se um drama humanitário no distrito do Búzi. A espera já vai longa. Os rostos denunciam cansaço e impaciência. As operações de resgate das vítimas das inundações naquele distrito começaram há quase uma semana, mas as filas continuam longas.
São centenas as histórias de quem perdeu quase tudo. Debaixo do sol, multiplicam-se as reclamações.
“Não estamos a conseguir ser evacuados. Estamos a sofrer com as crianças. Estamos debaixo do sol e sem nenhuma explicação sobre o problema de fundo”, reclamou Angélica Armando, na fila de espera com seus quatro filhos, dos quais um bebé no colo.
“Os barcos pararam e não estão a levar pessoas para Guara-Guara”. O posto administrativo de Guara-Guara, no distrito de Búzi, é uma espécie de terra prometida para homens, mulheres e crianças que sonham em construir uma nova vida longe da obrigação de terem que mergulhar sempre que cai chuva intensa.
Mas enquanto esse momento não chega, Angélica e seus dependentes submetem-se ao sacrifício imposto pela natureza. “Nem tomar banho conseguimos. Não há água e está difícil conseguir o que comer”, avançou.
Sofre-se também para comer e a fome obrigou pessoas a começaram a confeccionar comida no mesmo local onde dormem e guardam seus bens. As condições de saneamento são deficitárias. Enquanto a equipa do “O País” conversava com as pessoas afectadas, não havia combustível para levá-las a Guara-Guara.
Entretanto, o delegado marítimo do distrito de Búzi desdramatiza a situação. “Temos combustível. Ontem (segunda-feira) recebemos e esta terça-feira voltamos a receber mais”.
NÚMERO DE AFECTADOS CONTINUA A AUMENTAR
Nas últimas 24 horas, mais 76 mil pessoas foram adicionadas à lista das vítimas do ciclone tropical “Eloise” nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Inhambane. Contabilizam-se, agora, 248.481 pessoas afectadas, o correspondente a 46.816 famílias nas mesmas províncias, incluindo em Gaza. O número de óbitos subiu de seis para sete.
O levantamento preliminar dos dados aponta para 9.806 casas parcialmente destruídas, 4.154 casas totalmente destruídas e outras 3.007 inundadas.
Há 74 unidades sanitárias destruídas nas cinco províncias, 322 salas de aula parcialmente devastadas e 89 completamente reduzidas a escombros. O drama vai levar o seu tempo a passar.
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