O Ministério da Saúde (Misau) de Moçambique anunciou ontem (09) duas mortes por covid-19 e 179 casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o boletim de atualização diária sobre a pandemia.
As duas vítimas mortais são de nacionalidade moçambicana, com 41 e 75 anos, cujos óbitos foram declarados na terça-feira.
Moçambique passa a ter um total acumulado de 700 mortes e 62.882 casos, dos quais 76% recuperados e 166 internados (a maioria em Maputo).
Desde março de 2020, Moçambique já testou 443.786 casos suspeitos, dos quais 1.314 nas últimas 24 horas.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Supervisores de Campos de Retenção. Saiba mais.
O Centro Internacional para Saúde Reprodutiva Moçambique (ICRH-M) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Nacional (M/F). Saiba mais.
A Tracker Moçambique Segurança SA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Instalação de Sistemas de GPS e Car-Tracking. Saiba mais.
A Caritas Diocesana de Pemba pretende contratar para o preenchimento do seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação (MEAL). Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar vinte e três (23) Formadores na área de Género e Protecção dos Direitos da Mulher e da Rapariga. Saiba mais.
O Ministério da Saúde (MISAU) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Aquisições para Unidade Gestão do Fundo Global. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva do Projecto Ungumi. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva do Projecto Ungumi. Saiba mais.
A RCL Consultoria e Serviços, Lda pretende recrutar para o seu cliente no ramo de seguros um (1) Assistente de Controle de Crédito e Sinistros. Saiba mais.
O Parlamento Europeu aprovou ontem (09) o novo programa europeu para a saúde, o “EU4Health”, com um orçamento de 5,1 mil milhões de euros até 2027 e com o objetivo de preparar melhor os sistemas de saúde dos 27 para ameaças futuras.
Proposto pela Comissão Europeia em maio de 2020, já em resposta à crise da pandemia da covid-19, e negociado entre as instituições, que alcançaram um compromisso em dezembro passado, o programa foi hoje aprovado de forma expressiva no hemiciclo de Bruxelas, com 631 votos a favor, 32 contra e 34 abstenções.
O novo programa “UE pela Saúde” irá intervir em domínios nos quais a União Europeia pode oferecer um claro valor acrescentado, complementando assim as políticas dos Estados-membros.
O principal objetivo da iniciativa, financiada pelo Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, é reforçar os sistemas de saúde, ajudando os países a coordenar-se entre si e a partilhar dados, bem como tornar os medicamentos e os dispositivos médicos mais disponíveis, acessíveis e baratos.
A iniciativa apoiará também ações relacionadas com a saúde em linha e a criação do espaço europeu de dados de saúde, devendo ainda ajudar a promover o acesso a cuidados de saúde de qualidade, incluindo os cuidados de saúde sexual e reprodutiva, a melhorar a saúde mental e a acelerar a luta contra o cancro.
A Comissão Europeia já saudou o aval de hoje do Parlamento ao que classifica como “a base de uma União Europeia de Saúde forte e resiliente”.
“É a nossa resposta às lacunas reveladas pela pandemia da covid-19 e à necessidade urgente de modernizar os sistemas de saúde da UE. Hoje estamos a enviar uma mensagem clara de que a saúde pública é uma prioridade para a Europa. Que estamos prontos a investir na nossa preparação coletiva para crises e a reconstruir sistemas de saúde mais fortes, resilientes e acessíveis”, comentou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.
A relatora da posição da assembleia foi a eurodeputada portuguesa Sara Cerdas (PS), que apresentou hoje no plenário o relatório final.
A eurodeputada considerou “o programa mais ambicioso e completo na área da saúde” e disse acreditar que permitirá à UE “não repetir os erros do passado”.
“Porque a saúde vai muito mais além da prestação de cuidados de saúde e da doença, o principal objetivo é a promoção da saúde e a prevenção da doença, reduzindo aquelas que são as desigualdades em saúde, promovendo estilos de vida mais saudáveis e reduzindo a carga da doença na União”, afirmou.
Após a aprovação final do Conselho, o regulamento entrará em vigor no dia seguinte à sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia, sendo as novas regras aplicáveis com efeitos retroativos, a partir de 01 de janeiro de 2021.
Uma em cada três mulheres já foi vítima de violência física ou sexual por parte dos seus parceiros, números praticamente inalterados na última década e provavelmente inferiores à real extensão do problema, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O “maior estudo alguma fez feito sobre violência contra mulheres”, frisou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, em conferência de imprensa de apresentação do documento das Nações Unidas, que incidiu sobre 158 países com dados recolhidos entre 2000 e 2018, revela também que a violência contra as mulheres começa cedo nas suas vidas e é mais grave e desproporcionada nos países mais pobres, mencionando a Oceânia, a África subsariana e o sudeste asiático.
Uma em cada quatro adolescentes entre os 15 e os 19 anos já sofreu violência física ou sexual por parte dos seus parceiros.
“Os resultados revelam um retrato devastador”, disse o diretor-geral da OMS, apontando que 736 milhões de mulheres já sofrerem violência pelo menos uma vez na vida, um facto com custos e consequências de saúde duradouros, a nível físico, mental, sexual e reprodutivo, mas também sociais e económicos, mas com respostas possíveis, conhecidas e que funcionam.
Tedros Ghebreyesus elencou um conjunto de “ferramentas” em várias áreas, como ferramentas económicas que garantam mais direitos e melhores salários às mulheres; de educação, com programas que questionem estereótipos e incluam educação sexual; ou sociais, com modelos que questionem normas e visões de masculinidade e condenem a violência contra as mulheres.
“A ferramenta mais poderosa que temos somos nós próprios. Podemos todos dizer que a violência contra as mulheres nunca será aceitável. Podemos todos ensinar os nossos filhos que a violência contra as mulheres não é aceitável e podemos todos tratar as mulheres nas nossas vidas com o respeito e a dignidade que merecem”, disse.
Cláudia Garcia Moreno, que coordena o departamento da OMS que trabalha com a saúde sexual e reprodutiva das mulheres e lidera os trabalhos contra a violência sobre as mulheres, disse que a verdadeira prevalência será ainda desconhecida, uma vez que mesmo com o impulso de movimentos sociais de denúncia e contra a violência sobre as mulheres, como o ‘MeToo’, este é ainda um “assunto estigmatizante” que deixa muitas mulheres em silêncio.
O diretor-geral da OMS sublinhou a necessidade de estratégias orientadas para o trabalho com comunidades que compreenda as suas especificidades culturais, referindo que o problema está muitas vezes na família, que obriga a que os casos não sejam revelados, ou em convenções sociais que normalizam e aceitam a violência.
Questionada sobre os dados e a sua comparabilidade, nomeadamente devido a diferentes métodos de recolha dos países, Claudia Garcia Moreno defendeu que estes “são tão robustos quanto possível” de acordo com a informação fornecida por cada país, mas admitiu que a recolha de dados tem desafios que necessitam de continuar a ser trabalhados e que neste momento não é possível estabelecer comparações nem apontar tendências.
Por serem dados até 2018, a responsável sublinhou que não é possível tirar ilações face à pandemia de covid-19, que será abordada em inquéritos futuros, mas frisou que os números revelam que a violência contra as mulheres já era um problema prevalente na sociedade.
“A pandemia expôs os problemas sérios que o mundo tem. Pobreza, desigualdade, consequências das alterações climáticas, violência contra as mulheres, todos problemas com uma dimensão maior do que a que julgávamos ter”, disse, por seu lado, Tedros Ghebreyesus, frisando que no pós-pandemia será necessário “reconstruir melhor”, com uma perspetiva abrangente e de conjunto.
Os editores Jessemusse Cacinda, da Ethale Publishing, e Sandra Tamele, da Trinta Zero Nove, vêem como solução para os problemas relacionados com o mercado editorial moçambicano a aquisição do livro pelo Estado, pelos intelectuais e pela sociedade em geral.
Nesse sentido, segundo defenderam na feira virtual da Fundza, é urgente que os leitores compreendam que os autores, os tradutores, os editores, os livreiros e etc., precisam que o livro venda para que possam pagar contas diárias.
Já se disse de várias formas que o negócio do livro não é lucrativo no país de Noronha, Craveirinha, Knopfli e Noémia de Sousa. Para as editoras moçambicanas, é sempre um grande desafio editar livros sem patrocínio num contexto em que o nível de cultura de compra é demasiado baixo. Convidados a desenvolver uma conversa sobre o tema “Mercado editorial em Moçambique: problemas e soluções”, Jessemusse Cacinda e Sandra Tamele apontaram alguns caminhos, que, se forem seguidos, podem alimentar a esperança de dias melhores.
Na feira do livro virtual realizada pela Fundza, os editores reafirmaram que o sucesso da literatura moçambicana depende da disponibilização de mais livros aos leitores. “Eu penso que cada leitor e a sociedade civil têm aqui um papel muito maior a desempenhar do que o Estado. Claro que não podemos perder de vista que, por exemplo, se o Ministério da Educação resolver criar um fundo que vai implicar a compra dos livros das editoras independentes e colocar em todas as bibliotecas escolares estará a dar um apoio enorme”. Entretanto, para Sandra Tamele, essa abertura só poderá acontecer se o país aprender a considerar que os escritores, os poetas e todos os intervenientes do mercado editorial precisam de gerar renda para superarem as contas diárias.
Mesmo reconhecendo a importância do Estado na promoção do livro, Jessemusse Cacinda perdeu todas as ilusões em relação a esse tema. Aliás, o editor lembrou que a Ethale Publishing nunca teve um apoio de Moçambique através, por exemplo, de um fundo de cultura ou de outro que vise apoiar o negócio do livro. Por consequência disso, desabafou: “o nosso principal objectivo, o nosso principal sonho, está sendo frustrado, porque nós precisamos de ter leitores. Sem leitores, nada do que estamos a fazer aqui vai funcionar, ou seja, vamos ser editoras hoje, que estão a fazer história, mas daqui a três anos não teremos como continuar”.
Na sua intervenção, Cacinda lembrou que Moçambique possui aproximadamente 50 instituições do ensino superior. Considerando que uma universidade pública pode possuir 500 professores, o sonho da Ethale Publishing passa por esgotar quinhentas cópias de livros. Foi a essa altura que, aproveitando a deixa de Cacinda, Sandra Tamele reforçou que Moçambique tem intelectuais e pensadores que não apoiam as editoras com compra de livros de autores nacionais.
O braço direito de Mariano Nhongo, André Oliveira Matade Matsangaísse Júnior apelou na terça-feira (09) em Maputo a uma trégua definitiva nos ataques protagonizados pela auto proclamada Junta Militar da Renamo e na perseguição movida pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), nas províncias de Manca e Sofala.
André Matsangaíssa Júnior diz que a retirada das FDS estacionadas no centro do país, vai acelerar a saída das matas dos homens da chamada Junta Militar da Renamo.
“Gostaria que haja uma trégua definitiva que é a primeira segurança. Que nessa trégua deve haver também lei de amnistia que defende os militares quando saírem das matas e que defende também o povo moçambicano“, disse.
Com protestos nas ruas de Minneapolis, começou na segunda-feira nos Estados Unidos, e logo com um primeiro adiamento, o julgamento pela morte do cidadão norte-americano George Floyd, sufocado durante cerca de nove minutos sob o joelho do então agente da polícia Derek Chauvin, a 25 de Maio de 2020.
Derek Chauvin, demitido das forças da ordem, chegou a sentar-se esta segunda-feira no banco dos réus, para responder a acusações de homicídio em segundo grau, isto é, morte não intencional ou por negligência.
Na sexta-feira, na sequência de um recurso dos procuradores, o juiz Pete Cahill, do condado de Hennepin, foi ordenado por um tribunal de Relação a rever as acusações contra o réu e eventualmente incluir uma acusação de terceiro grau, que inclui homicídio não intencional causado por acção imprudente iminentemente perigosa, a qual já havia sido rejeitada em outubro.
A revisão das acusações, segundo a Euronews, terá motivado um adiamento de pelo menos 24 horas do processo de escolha do júri, que deverá conter 16 elementos, incluindo 4 suplentes.
Em Minneapolis, pede-se justiça por George Floyd. “Tínhamos a sensação de que podia ser adiado”, começou por dizer Cortez Rice, um residente em Minneapolis presente nas manifestações.
“Esperávamos e rezámos para que prosseguissem e acelerassem o processo. Descobrimos que estavam a tentar pressionar com a acusação de terceiro grau, mas essa é a mais leve. Nós queremos a máxima”.
Nikky, também residente na cidade e presente nos protestos disse que “definitivamente, ele tem de ser condenado por homicídio. Se conseguirem o de segundo ou primeiro grau… quanto mais tempo passar na prisão, melhor”.
O caso de George Floyd causou a revolta das comunidades afro-americanas e latinas contra o alegado racismo das forças da ordem norte-americanas e reforçou os argumentos do movimento “as vidas negras importam”.
Derek Chauvin, de 44, arrisca, para já, uma pena máxima de 40 anos na prisão. Até 25, se for condenado por homicídio de terceiro grau. Em Agosto, sentam-se no banco dos réus outros três ex-agentes da polícia de Minneapolis, acusados de cumplicidade na morte de George Floyd.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de vaga de calor, caracterizada por tempo quente a muito quente, com temperaturas máximas que poderão variar de 35 a 38 graus, a partir desta terça-feira até quinta-feira, na região Sul do país.
Segundo um documento do INAM, adicionalmente, espera-se mudança do estado do tempo, caracterizado pela ocorrência de aguaceiros ou chuvas fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas no final do dia de quinta-feira, 11 de Março.
Áreas de risco:
Província de Maputo (distritos de Matutuíne, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola.
Província de Gaza (principalmente nos distritos de Massingir, Chókwè, Bilene, Chongoene, Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Chigubo, Chibuto, Guijá, Massangena, Mandlakazi, Limpopo e cidade de Xai-Xai.
Província de Inhambane (principalmente nos distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Jangamo e cidades de Maxixe e Inhambane).
Face ao desconforto derivado pelo calor, o INAM recomenda para a tomada de medidas de precaução e segurança.
A população de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, vai regressar brevemente às zonas de origem, depois de se terem refugiado a outras zonas consideradas seguras, devido a ataques terroristas.
A garantia foi na segunda-feira (09), pelo vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Bertolino Capetine, que falava no âmbito das acções em curso no Teatro Operacional Norte.
Bertolino Capetine sublinhou que o regresso da população às zonas de origem deverá incluir a reabertura da via que liga a cidade de Pemba e a vila de Palma, passando por Mocímboa da Praia.
“Nós vamos determinar a hora e o momento em que a comunidade deve voltar e a comunicação social vai ser convidada para testemunhar este grande acto. É só daí que vamos anunciar e comunicar as autoridades governamentais no sentido de convidar as comunidades para regressar a Mocímboa, porque é do interesse do estado moçambicano ver Mocímboa em dia, a fazer aquilo que nos habituou”, disse.
O Vice-Chefe do Estado Maior General das FADM sublinhou que a vila de Mocímboa da Praia não está sob controlo de terroristas.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, defende a criação de um programa específico da União Africana sobre mudanças climáticas em consideração aos compromissos do Acordo de Paris 2016.
Filipe Nyusi teceu este posicionamento, ontem (09) em Maputo na cimeira virtual do Conselho de Paz e Segurança da União Africana.
“No que tange a crescentes ameaças, particularmente as decorrentes das mudanças climáticas, este desrespeito pela natureza resulta num rasto de destruição com realce em países do continente africano. A título de exemplo, só no presente ano, a região austral de África, sobretudo a República de Moçambique já foi fustigada por três ciclones tropicais nomeadamente Chalane, Eloise e Guambe. Exacerbando, por isso nós Moçambique, defendemos a necessidade de um programa de acção da União Africana que tome em consideração os compromissos do Acordo de Paris Sobre as Mudanças Climáticas que constitui a convenção-quadro das Nações Unidas sobre mudança do clima medicação, adaptação e financiamento das mudanças climáticas, assinado em 2016”, disse.
O Presidente da República disse ainda que no âmbito dos compromissos do Acordo de Paris, Moçambique vai acolher um Centro de Assistência Humanitária da África Austral, em Nacala, província de Nampula.
A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 2.600.802 pessoas no mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado ontem (09) pela agência de notícias AFP a partir de fontes oficiais.
Mais de 117.063.380 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.
Os números são baseados em relatórios diários das autoridades de saúde de cada país até as 11:00 e excluem as revisões posteriores de agências estatísticas, como ocorre na Rússia, Espanha e Reino Unido.
Na segunda-feira, 6.498 novas mortes e 299.273 novos casos foram registados em todo o mundo.
Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus mais recentes levantamentos são o Brasil, com 987 novas mortes, os Estados Unidos (749) e a França (359).
Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 525.816 mortes para 29.045.448 casos, de acordo com levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.
Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 266.398 mortes e 11.051.665 casos, o México, com 190.923 óbitos (2.130.477 casos), a Índia com 157.930 mortes (11.244.786 casos) e o Reino Unido com 124.566 óbitos (4.223.232 casos).
Entre os países mais atingidos, a República Checa é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 207 mortes por 100.000 habitantes, seguida da Bélgica (192), Eslovénia (187), Reino Unido (183) e Montenegro (173).
A Europa totalizou hoje, às 11:00, 878.311 mortes para 38.809.591 casos, a América Latina e Caribe 700.441 mortes (22.146.374 casos), os Estados Unidos e Canadá 548.074 mortes (29.934.008 casos), a Ásia 260.291 mortes (16.408.214 casos), o Médio Oriente 106.668 mortes (5.756.502 casos), a África 106.064 mortes (3.975.834 casos) e a Oceania 953 mortes (32.862 casos).
Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou drasticamente e as técnicas de rastreamento e despistagem melhoraram, levando a um aumento no número dos contágios declarados.
O número de casos diagnosticados, entretanto, reflete apenas uma fração do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detetados.
Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A população da cidade de Hazyview, na África do Sul, está preocupada com os crocodilos que escaparam de uma quinta de criação e que ainda não foram recapturados, como dá conta a ABC. As autoridades sul-africanas conseguiram recapturar pelo menos 50 crocodilos, no entanto, mais de 100 continuam à solta.
Acredita-se que os répteis estão em rios ou barragens. Os habitantes locais afirmam que estão a viver com medo.
“As crianças gostam deste lugar. Até os mais idosos vêm aqui nadar. Gostávamos que as autoridades nos ajudassem e recapturassem os crocodilos. Não é seguro porque o rio está a transbordar. Não conseguimos ver se os crocodilos estão aqui. Não é de todo seguro”, declarou um dos residentes de Hazyview.
A Mpumalanga Tourism and Parks Agency (MTPA) já advertiu os habitantes locais para não se aproximarem dos rios ou nadarem neles.
Os crocodilos fugiram da quinta de criação através de um “buraco na vedação”. A responsável da MTPA, April Lukhele, frisou que a licença de criação do proprietário da quinta foi temporariamente revogada.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos alertou ontem (09) que a decisão dos suíços de proibirem o uso do véu integral (burca) “levará a uma maior marginalização e exclusão da vida pública” das muçulmanas no país.
“A Suíça juntou-se a uma minoria de países nos quais a lei discrimina ativamente as mulheres muçulmanas e isso é profundamente lamentável”, sublinhou Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado, numa conferência de imprensa.
A porta-voz do gabinete dirigido por Michelle Bachelet adiantou que a medida foi aprovada em referendo “após uma campanha publicitária com um forte tom xenófobo” e numa altura em que as muçulmanas na Europa enfrentam crescente discriminação e hostilidade devido à roupa que usam.
Reconhecendo a complexidade da questão, Shamdasani considerou que “as mulheres não deveriam ser forçadas a cobrir o rosto”, mas sustentou que “uma proibição legal nesse sentido restringe a sua liberdade de manifestar a sua religião ou crenças, o que têm um grande impacto nos seus direitos humanos”.
“A utilização de leis para ditar o que as mulheres devem ou não usar é problemática numa perspetiva de direitos humanos” e apenas é contemplada na Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos em situações de risco para a saúde ou segurança pública (por exemplo, com a atual utilização generalizada de máscaras).
A proibição do véu integral ou burca – peça de vestuário que cobre todo o corpo e cabeça, incluindo o rosto, com apenas uma abertura rendilhada na zona dos olhos — foi levada a referendo por iniciativa do partido conservador suíço UDC e aprovada no domingo por 52% dos votantes,apesar de o Governo federal ter apelado ao voto contra.
Calcula-se que a medida afete apenas cerca de três dezenas de muçulmanas que usam a burca na Suíça, embora também se aplique a outras pessoas que tentem ocultar o rosto, como grupos violentos que se infiltram em manifestações.
Por outro lado, pode afetar o turismo com origem nos países árabes e geralmente de alto poder aquisitivo.
Várias organizações católicas alertaram na terça-feira (09) para “o escândalo internacional” que é a escassez de vacinas contra a covid-19 para os países do sul e apelaram a uma “recuperação justa para todos”, incluindo os que são menos ouvidos.
Um comunicado divulgado pela Fundação Fé e Cooperação (FEC), um organismo da Igreja Católica em Portugal e um dos subscritores deste apelo, chama a atenção para “a necessidade urgente de uma estrutura ética e eficaz na distribuição global de vacinas”.
“O atraso atualmente esperado e a escassez de vacinas disponíveis para os países do sul global e para as populações mais pobres é nada menos que um escândalo internacional”, lê-se na nota.
A FEC considera que “a monopolização das vacinas e das suas patentes pelos Estados mais ricos é uma resposta míope à crise da covid-19, priorizando interesses egoístas em vez de soluções verdadeiras e, em última análise, colocando-nos a todos em perigo”.
E recorda: “Originalmente, os produtores de vacinas projetaram a capacidade de fabricar vacinas suficientes para um terço da população mundial até o final de 2021. No entanto, metade dessas vacinas foram encomendadas por países desenvolvidos, que constituem apenas 13% da população mundial – 27 Estados-membros da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá”.
“Embora os países mais ricos tenham recursos para garantir acordos bilaterais com empresas farmacêuticas, provavelmente apenas 10% das pessoas em países de baixo rendimento receberão uma vacina este ano”, prossegue o comunicado.
Esta federação considera que uma proposta de renúncia ao Acordo Sobre os Aspetos dos Direitos de Propriedade Intelectual (TRIPS) na Organização Mundial do Comércio “permitiria a todos os países aumentar e diversificar a produção de vacinas”.
E lamenta que os países desenvolvidos e poderosos do Norte, incluindo a União Europeia, os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá tenham bloqueado a renúncia.
“A Covax (COVID-19 Vaccines Global Access), que pretende desenvolver e adquirir uma ampla gama de vacinas para países de baixo rendimento, ainda tem uma lacuna no financiamento de 22 biliões de dólares”, alerta.
Com a próxima reunião do Conselho TRIPS marcada para quarta e quinta-feira, a Agência Europeia de Organizações Católicas para o Desenvolvimento (CIDSE), à qual a FEC pertence, junta-se “a outras organizações não-governamentais para o desenvolvimento e para a saúde, assim como às vozes do Vaticano, num apelo urgente por igual acesso global às vacinas”.
A FEC também defende “a anulação da dívida global do sul”, uma vez que esta “libertaria enormes fundos para a melhoria dos sistemas nacionais de saúde de distribuição e aumentaria as condições dos cuidados de isolamento dos doentes”.
“Este é um fator imperativo para que os países do sul se possam preparar para a longa luta contra a covid-19 e futuras possíveis pandemias”, adianta a FEC.
A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 2.600.802 pessoas no mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP.
As principais minas de carvão de Moçambique perderam um terço da produção e mais de metade das receitas de venda, agravando o prejuízo em 2020, face ao ano anterior, segundo dados divulgados ontem (09) pela empresa brasileira Vale em Maputo.
A produção total do ano “situa-se em 5,9 milhões de toneladas, refletindo os impactos da pandemia da covid-19”, lê-se em comunicado, após uma produção de 8,8 milhões de toneladas em 2019.
Segundo os resultados financeiros da Vale relativos a 2020, a receita líquida de vendas de carvão caiu de mil milhões de dólares (857 milhões de euros) em 2019 para 473 milhões de dólares (397 milhões de euros), uma queda de 54%.
O prejuízo do segmento de carvão agravou-se em 74%, de 533 milhões de dólares (447 milhões de euros) em 2019 para 931 milhões de dólares (782 milhões de euros), segundo os resultados operacionais (EBITDA) ajustados.
Além do impacto da covid-19, “a produção desacelerou no quatro trimestre devido ao início do projeto de manutenção geral do complexo mineiro”, em Moatize, província de Tete, no interior centro de Moçambique.
A Vale anunciou em janeiro que está a procurar um comprador para deixar a operação em Moçambique e pretende entregar as minas com maior capacidade de produção.
O carvão é um dos principais produtos de exportação de Moçambique e a Vale emprega cerca de 8.000 pessoas, perto de 3.000 trabalhadores próprios e os restantes subcontratados.
A On Time Investiment é uma Empresa Moçambicana, de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal 10 motoristas. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Tecnologias de Informação para Beira. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista Em Desenvolvimento Socioeconômico/Coordenador (M/F) para Beira. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar vinte e três (23) técnicos para os Serviçcos de Formação na Área de Género e Protecção dos Direitos da Mulher e da Rapariga. Saiba mais.
O Ministério da Saúde (MISAU) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Aquisições para Unidade Gestão do Fundo Global. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva do Projecto Ungumi.Saiba mais.
Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva do Projecto Ungumi. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário de Linha “Alô Adolescente Seguro” – NORAD (M/F). Saiba mais.
A R.C.L Consultoria e Serviços, Lda está a recrutar para o seu Cliente que dedica-se a Medição de Seguros, nos ramos de “Vida” e “Não Vida”, um Assistente comercial. Saiba mais.
A RCL Consultoria e Serviços, Lda pretende recrutar para o seu cliente no ramo de seguros um (1) Assistente de Controle de Crédito e Sinistros. Saiba mais.
Uma mulher teve de ser conduzida ao hospital após tentar usar uma batata-doce como contraceptivo.
Depois de ter ouvido a avó dizer que o tubérculo evita a gravidez, a mulher quis experimentar este ‘novo’ método contraceptivo. O resultado não correu como esperado e a mulher foi parar ao hospital com dores na zona pélvica, avança o The Sun.
Myhre, a profissional de saúde que a acompanhou revela ter ficado preocupada com este caso, porque existiam fortes probabilidades desta mulher ter vesícula biliar, um tumor ou um quisto, e por isso, a mulher realizou vários exames de despiste, que acabaram por confirmar que algo estava introduzido na vagina da mulher, tratando-se da batata-doce.
“Uma batata-doce não impede que nada entre, apenas fica na vagina e causa infecção”, diz Myhre, citada pelo jornal britânico, acrescentando que quando essas bactérias crescem podem causar uma infeção disseminada.
A infecção da mulher foi detetada na hora certa e facilmente tratada com antibióticos, após a remoção da batata doce.
O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro anulou na segunda-feira (08) todas as condenações do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas com as investigações da Operação Lava Jato.
A decisão foi tomada pelo juiz Edson Fachin, que é o relator dos casos da Lava Jato no STF.
A anulação foi decretada na sequência da decisão de Fachin de declarar a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos processos sobre a posse de um apartamento de luxo no Guarujá, estado de São Paulo, e de uma quinta em Atibaia, também em São Paulo, que haviam levado a duas condenações do ex-chefe de Estado brasileiro, em decisões da primeira e segunda instâncias.
Luiz Inácio Lula da Silva, de 75 anos, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, foi preso em 2018 após ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras pela construtora OAS.
O ex-Presidente brasileiro foi libertado no dia 8 de Novembro de 2019, um dia após o STF decidir anular prisões em segunda instância, como era o caso do ex-governante.
Um piloto brasileiro sobreviveu 36 dias na selva amazónica, comendo apenas ovos e fruta. António Sena, de 36 anos, foi obrigado a fazer uma aterragem de emergência na selva a 28 de Janeiro.
O avião incendiou-se e o piloto ficou junto dos destroços à espera de ajuda. O local foi sobrevoado por aviões e helicópteros mas ninguém o viu.
Quando as buscas acabaram, começou a andar até encontrar um grupo de coletores de castanhas, e foi finalmente resgatado.
Presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva após s reunião com. o presidente da Petrobras Robetto Castello Branco e ministro. presente os ministros José Levi, Tarciso de Freitas, Bento Albuquerque, Paulo Guedes. Lima/Poder360 05.0.2021
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, recusou decretar um confinamento a nível nacional, frisando que não usará o seu Exército para “obrigar o povo a ficar em casa”, naquele que é o pior momento da pandemia no país.
“Alguns querem que eu decrete ‘lockdown’. Não vou decretar. E podem ter certeza de uma coisa: o meu Exército não vai para a rua para obrigar o povo a ficar em casa. O meu Exército, que é o Exército de vocês. Fiquem tranquilos no que toca a isso. Agora, vamos ver até onde o Brasil aguenta esse estado. Eu quero paz, tranquilidade, democracia, respeito às instituições. Mas alguns estão se excedendo”, disse na segunda-feira Bolsonaro a apoiantes, em Brasília, citado pela imprensa local.
Bolsonaro, um dos chefes de Estado mais negacionistas em relação à gravidade da covid-19 e que desde o início da pandemia se tem posicionado contra as medidas de isolamento social, voltou a defender que a população brasileira saia à rua, num momento de recordes diários de mortes e novos casos de infeção.
“Parece que está a voltar a onda, o ‘lockdown’. Se coloque no lugar do chefe de família que não tem o que levar para casa”, criticou o mandatário, referindo-se às novas restrições impostas por vários governadores e prefeitos em todo o país, para travar a disseminação da doença e de novas variantes, como a detetada no Amazonas (P.1), considera pelo próprio Ministério da Saúde brasileiro como “três vezes mais contagiosa” do que a original.
O chefe de Estado brasileiro elogiou ainda a posição do Japão perante a pandemia, e insinuou existirem tentativas para o derrubar da Presidência.
“No Japão não tem o fica em casa. E é uma população, acho que talvez a mais idosa do mundo. Mas lá ninguém estava unido para derrubar o Presidente. Assim é quase no mundo todo. Raros são os países que estão aproveitando a pandemia para tentar derrubar o Presidente”, disse Bolsonaro, sem dar mais detalhes.
O Brasil, um dos três países do mundo mais afetados pela pandemia, totaliza 265.411 mortes e 11.019.344 infeções pelo novo coronavírus.
Face a um forte agravamento da pandemia nas últimas semanas, os hospitais em quase todo o país chegaram a um nível de colapso, a tal ponto que alguns estados, como Santa Catarina, um dos mais prósperos do país, tiveram que transferir dezenas de pacientes para outras regiões diante da falta de camas de cuidados intensivos.
“Tem um grupo da elite brasileira, de esquerda, me denunciando na ONU, Tribunal Penal Internacional, como genocida, dizendo que o Brasil é uma câmara de gás. (…) Agora, eu pergunto: quem é que obrigou o pessoal a ficar em casa, destruiu milhões de empregos?”, criticou ainda Bolsonaro, referindo-se a um manifesto de religiosos e intelectuais que assinaram a “carta aberta à humanidade” denunciando a situação atual do Brasil.
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