A cidade de Barcelona foi palco de intensos confrontos, decorrentes de uma manifestação convocada através das redes sociais, especialmente no TikTok, sob o lema “Institut Indignats”, que se traduz como “estudantes indignados” em catalão.
A intenção era replicar as manifestações violentas que têm ocorrido em França, motivadas por mobilizações estudantis.
Desde as primeiras horas da tarde, o centro da cidade ficou repleto de jovens vestidos de preto, que se congregaram na Plaza Catalunya. A situação rapidamente se deteriorou, com incêndios a afectarem equipamentos urbanos, vandalismo a lojas e saques em estabelecimentos comerciais. No final da noite, as autoridades reportaram a detenção de 100 pessoas, 27 das quais menores de idade.
De acordo com fontes da imprensa espanhola, como o jornal El País, não havia qualquer comunicação formal da manifestação junto da Câmara Municipal de Barcelona. A convocação, que circulou exclusivamente online, teve grande adesão entre os jovens, que iniciaram os distúrbios cerca das 18h30, horário local.
À medida que a noite avançava, os jovens começaram a partir montras de lojas e a invadir espaços comerciais. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram centenas de pessoas retidas dentro do famoso centro comercial El Corte Inglés, que optou por fechar as portas na tentativa de evitar a entrada dos vândalos. Imagens também mostraram comerciantes a tentarem barrar o acesso aos estabelecimentos.
Com a crescente presença policial, os manifestantes reagiram lançando pedras e outros objectos contra os agentes. Cerca das 20h30, a polícia catalã fez um apelo nas redes sociais, alertando para a situação de violência em curso. As hostilidades na Plaza Catalunya diminuíram por volta das 22h, mas pequenos grupos continuaram a provocar distúrbios nas imediações da rua Balmes e da Ronda Universitat.
Durante os confrontos, foi relatado que os jovens tentaram participar em uma acampada pela habitação, um protesto pacífico em andamento na Plaza Catalunya há três semanas, mas foram impedidos pelos seus organizadores. Kiara Monroy, porta-voz do acampamento, referiu que não desejavam que a violência prejudicasse um protesto que vinha sendo desenvolvido de forma pacífica.
As autoridades continuam a avaliar a situação e a investigar a origem da convocatória que levou a este desfecho conturbado.














