Centenas de cidadãos estrangeiros encontram-se aglomerados junto ao centro de repatriamento de Epping, na Cidade do Cabo, após o encerramento oficial da infraestrutura durante o fim-de-semana.
A maioria destes indivíduos, provenientes do Malawi e do Zimbabwe, enfrenta uma crise humanitária severa, agravada pela ausência de condições básicas.
As agências humanitárias na África do Sul alertam para o colapso das condições de saneamento no local. Com o fecho definitivo do centro, as autoridades retiraram os serviços essenciais que anteriormente apoiavam os migrantes. A perda destas infraestruturas deixou centenas de pessoas completamente desamparadas. Nas últimas semanas, o espaço acolheu milhares de migrantes que fugiram de ataques xenófobos enquanto aguardavam o seu repatriamento.
Até ao passado fim-de-semana, mulheres e crianças podiam pernoitar nos gabinetes do edifício do Ministério do Interior, mas este privilégio foi agora revogado, aumentando a vulnerabilidade destas populações.
O governador da província do Cabo Ocidental, Alan Winde, afirmou que o processamento dos cidadãos estrangeiros foi concluído com sucesso. No entanto, a realidade no terreno contrasta com esta afirmação.
Imagens recolhidas no local evidenciam o asfalto coberto de restos de comida, roupas e cobertores, reflectindo a difícil situação vivida por aqueles que agora se encontram sem abrigo e em condições precárias.
















