O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, fez um apelo aos residentes do distrito de Micanhelas, na província nortenha de Niassa, para que aproveitem a campanha de registo civil gratuita que decorre em todo o país, através de brigadas móveis.
Lançado em Março e com término previsto para Dezembro, o projecto visa alcançar 7 milhões de pessoas, sendo implementado por 500 brigadas móveis que se deslocam às comunidades para realizar o registo de nascimento e a emissão de documentos de identificação.
Durante um comício realizado na aldeia de Nsaca, no âmbito da sua visita de trabalho ao Niassa, Chapo sublinhou a importância da campanha, afirmando que “aqueles que ainda não possuem certidão de nascimento ou outro documento devem aproveitar esta iniciativa, pois o serviço é prestado gratuitamente.”
O Presidente frisou que esta medida visa responder à “grave défice de registo de nascimentos e ao elevado número de cidadãos sem identificação legal no país.”
Na mesma ocasião, Chapo entregou duas ambulâncias e anunciou a construção de um novo hospital distrital ainda este ano, “como parte dos investimentos públicos destinados a fortalecer os serviços sociais, melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento local.”
“Enquanto o hospital não for construído, estas ambulâncias serão muito úteis no transporte de pacientes desde os postos administrativos até à aldeia e, a partir daí, ao distrito de Cuamba. Também lançámos concursos públicos para a construção da estrada Cuamba-Mecanhelas. Este ano iniciaremos as obras”, acrescentou.
O Presidente explicou que as ambulâncias entregues ajudarão a mitigar os problemas enfrentados pelas comunidades no transporte de pacientes, especialmente mulheres grávidas e indivíduos em estado crítico, provenientes de postos administrativos e locais remotos.
Chapo incentivou, ainda, a produção agrícola, afirmando que “culturas como arroz, soja, gergelim, feijão, caju e macadâmia são fundamentais para combater a pobreza e gerar rendimento familiar.”
“O bem-estar reside no campo. Produzamos mais para enfrentar a pobreza e o aumento do custo de vida”, concluiu.














