A Mozal, uma das principais empresas de alumínio em Moçambique, emitiu um comunicado esclarecendo que a paragem das suas actividades, iniciada a 15 de Outubro corrente, não é uma medida definitiva nem indica o abandono do negócio.
A paralisação resultou na indemnização de 1.100 trabalhadores directos, na sequência da falta de consenso na renovação do contrato de fornecimento de energia.
A informação foi revelada através de uma carta enviada à Procuradoria-Geral da República, em resposta a constatações do Ministério Público sobre irregularidades no processo de suspensão, que, segundo esta entidade, teria sido decidido de forma unilateral pelo accionista maioritário South 32. O executivo da Mozal defendeu que a interrupção das actividades é uma medida operacional temporária, destinada à conservação e manutenção dos activos.
No seu esclarecimento, a empresa rejeita as conclusões do Ministério Público que aponte a decisão como viciada, afirmando que esta se insere nas competências dos órgãos de gestão, não devendo ser confundida com uma suspensão da actividade da sociedade. A Mozal enfatizou ainda que mantém a sua personalidade jurídica e que as suas obrigações legais e contratuais continuam em vigor.
A paragem foi motivada por dificuldades nas negociações para a renovação do contrato de concessão de energia. A empresa manifestou preocupação com os termos propostos pela fornecedora Eskom, que elevam consideravelmente os custos de energia, colocando em risco a sua viabilidade económica.
A oferta formal apresentada por esta empresa estabeleceu o preço de quase 100 dólares por MegaWatt-hora (MWh), um valor que a Mozal considera excessivo em comparação com os preços praticados noutras partes do mundo.
A Mozal reafirmou a sua disposição em cooperar com as autoridades e reiterou a sua intenção de retomar as actividades assim que as condições sejam favoráveis para a continuidade do negócio.

















