Os transportadores semi-colectivos de passageiros da rota T3, que liga a Praça dos Combatentes, interromperam as suas actividades em protesto contra a circulação de viaturas não licenciadas, vulgarmente conhecidas como “piratas”.
Os veículos encontraram-se estacionados na Avenida Lurdes Mutola, onde a situação gerou momentos de tensão entre os operadores e a Polícia, especialmente após a detenção de um condutor por obstrução à circulação rodoviária.
Os transportadores manifestam a sua preocupação com a concorrência desleal proporcionada pelos “piratas”, que operam à margem das normativas e sem o pagamento de taxas às autoridades municipais de Maputo e Matola. Esta situação tem provocado uma diminuição do número de passageiros, forçando-os frequentemente a realizar os trajectos sem a lotação completa, o que compromete significativamente a sua receita diária.
Mateus Zandamela, cobrador com mais de sete anos de experiência, expressou a insustentabilidade da actividade. Segundo ele, as obrigações financeiras que recaem sobre os operadores licenciados não são compensadas pelos rendimentos obtidos. “Não é justo que alguns paguem taxas enquanto outros operam livremente na mesma rota. Contactámos as associações dos transportadores e a Polícia Municipal de ambos os municípios para que a situação fosse resolvida, mas até agora não houve resposta”, lamentou.
Joaquim Ruasseiro, motorista, partilhou a sua frustração face à falta de retorno financeiro, atribuindo a mesma à ineficácia da fiscalização. “Partimos da Praça dos Combatentes sem passageiros, na esperança de preencher os bancos, mas nunca conseguimos. Se a situação não se alterar, iremos deixar de pagar as taxas, para estarmos em igualdade com aqueles que operam fora da legalidade”, alertou.














