O Anantara Bazaruto Island Resort, um dos principais destinos turísticos na província de Inhambane, enfrenta um dos momentos mais críticos da sua história.
Recentemente, o gestor da estância foi agredido e forçado a deixar o local por um grupo de cerca de 50 trabalhadores que protagonizaram protestos contra a falta de pagamento de salários e benefícios laborais.
De acordo com fontes próximas à situação, a negligência dos proprietários em cumprir com as suas obrigações legais e contratuais teria alimentado um clima de tensão laboral, que agora culminou numa grave manifestação de descontentamento. O gestor, que se encontrava no seu escritório, foi surpreendido pelos trabalhadores que exigiram a sua imediata saída da unidade turística.
Relatos de testemunhas descrevem a cena tensa, onde o gerente foi retirado à força do escritório, sendo fisicamente contido e acompanhado até à sua residência. No local, os protestantes intensificaram a pressão, exigindo que o gestor arrumasse os seus pertences e deixasse a morada de forma imediata. A situação escalou quando tentaram forçar a entrada na casa, colocando em risco a segurança da esposa do gestor, que foi empurrada durante a confusão.
Durante o tumulto, o casal conseguiu reunir os seus bens essenciais e abandonar a Ilha de Bazaruto, sob vigilância da polícia local e com o auxílio de segurança privada. Recuaram para Vilankulo, onde cumpriram as instruções para se dirigirem ao aeroporto.
Importa salientar que todo o desenrolar dos eventos ocorreu com a presença das autoridades policiais, levantando questões sobre a eficácia da gestão do conflito e os métodos de mediação de tensões laborais na unidade turística.
Neste momento, o gestor do Anantara Bazaruto Island Resort, através do seu advogado, apresentou uma participação criminal à Procuradoria Provincial de Inhambane, relatando os incidentes ocorridos. O processo encontra-se a ser analisado pelas autoridades competentes, aguardando-se novos desenvolvimentos.















