A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) recebeu dois novos aviões como parte do seu plano de reestruturação. As aeronaves, do modelo Embraer-190, têm capacidade para transportar até 100 passageiros cada uma e custaram 12,5 milhões de dólares norte-americanos.
Em declarações à comunicação social no Aeroporto Internacional de Maputo, na segunda-feira, Agostinho Langa, presidente da empresa de portos e caminhos-de-ferro CFM, uma das novas accionistas da LAM, afirmou que a chegada destes aviões “é o resultado de compromissos assumidos durante a recuperação da companhia”.
Langa sublinhou que, embora este seja “um pequeno passo para a LAM, representa um grande avanço para o país”. Destacou que as aeronaves são de propriedade da LAM e não estão em regime de leasing, e assegurou que ambos os aparelhos são plenamente operacionais, tendo sido certificados pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). “Estiveram a voar na Holanda e toda a manutenção necessária foi realizada”.
Os aviões serão pintados nas cores da LAM no início de Janeiro, data em que começarão a realizar voos comerciais. Langa também destacou que as tripulações dos Embraer estão a receber formação, revelando que “dispomos de 20 pilotos treinados”, sendo que 12 se encontram no país e os restantes deverão chegar nos próximos dias.
O Ministro dos Transportes, João Matlombe, durante a cerimónia, afirmou que “não vim para celebrar, pois os desafios são enormes, mas reconhecemos com humildade o esforço que está a ser feito”. Matlombe demonstrou a sua crença de que a LAM está a caminho da recuperação após um período de “falência técnica”.
“Pela primeira vez, as vendas superam as despesas”, declarou, no entanto, os débitos acumulados ainda representam um peso grande para a companhia.
O objectivo do governo é garantir que os voos da LAM sejam previsíveis e acessíveis, possibilitando a ligação regular entre as principais cidades do país. “Estes dois aviões não resolvem todos os problemas”, acrescentou Matlombe, “mas ajudarão a mitigar as dificuldades nas conexões entre as províncias”.















