A economia moçambicana está a caminho de um crescimento de 2,8% em 2026, uma estimativa superior à previsão de 1,6% para o presente ano.
Esta informação foi divulgada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a apresentação do relatório anual sobre a situação do país, realizada na Assembleia da República, em Maputo.
O crescimento projectado será impulsionado por diversas áreas, incluindo serviços, dinamismo na agricultura, investimentos no sector energético e as exportações de Gás Natural Liquefeito (GNL), com actividades concentradas nas províncias de Inhambane e Cabo Delgado.
Chapo sublinhou os principais indicadores macroeconómicos que sustentam as projecções: um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8%; exportações de bens estimadas em cerca de 8.436 milhões de dólares; e uma inflação média anual prevista de 3,7%. As reservas internacionais brutas são estimadas em 3.234 milhões de dólares, o que corresponde a 4,4 meses de cobertura das importações, excluindo megaprojetos.
O Presidente realçou a importância de continuar a apoiar o sector privado, em especial as Micro, Pequenas e Médias Empresas, que desempenham um papel fundamental na criação de emprego e no crescimento local.
A inflação mensal registou um aumento de 1,45% em Janeiro de 2025, o que teve um impacto significativo no poder de compra das famílias moçambicanas. Este cenário foi agravado pelas manifestações violentas e ilegais que ocorreram após as eleições gerais de 9 de Outubro de 2024. A inflação média anual em 2024 situou-se nos 3,20%, uma desaceleração em comparação com os 3,80% de 2023.
O último trimestre de 2024 foi marcado por uma severa contracção de 4,87% no PIB, enquanto a inflação de Dezembro daquele ano era de 4,15%, reflectindo um ambiente económico instável e incerto. Chapo atribuiu parte dessa instabilidade ao impacto devastador das referidas manifestações, que resultaram em danos significativos na economia e na sociedade.
Organizadas pelo ex-candidato presidencial derrotado, Venâncio Mondlane, as manifestações resultaram em actos de vandalismo e destruição, com cerca de 1.733 estabelecimentos comerciais danificados, incluindo farmácias e armazéns de medicamentos, juntamente com escolas e unidades sanitárias.
Os danos causados pelas manifestações resultaram na perda de mais de 50 mil postos de trabalho, com uma avaliação das perdas em aproximadamente 27,4 biliões de meticais.
O Presidente Chapo reiterou que as acções perpetradas por grupos que atuam contra a ordem pública têm dado origem a consequências nefastas para o desenvolvimento sustentável do país.

















