Sete indivíduos suspeitos de integrar uma quadrilha dedicada a assaltos a residências e crimes sexuais foram detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Malema.
O grupo atuava desde Julho, invadindo casas durante a noite, onde não apenas praticavam roubos, mas em alguns casos, abusavam de mulheres.
De acordo com Dércio Samuel, chefe do departamento de Relações Públicas da PRM em Nampula, a quadrilha operava entre os distritos de Malema, na província de Nampula, e Cuamba, no Niassa. Três dos suspeitos residiam na vila de Malema, enquanto quatro eram originários de Cuamba. O grupo contava ainda com a colaboração de mototaxistas, já detidos, que realizavam o reconhecimento prévio das residências e informavam os comparsas, facilitando a execução dos crimes.
Durante a operação policial, foram recuperados diversos bens, incluindo motorizadas, electrodomésticos e aparelhos de som, além de instrumentos utilizados para arrombamentos, como catanas, paus, facas e picaretas. A PRM mantém esforços conjuntos com os comandos distritais de Malema e Cuamba para identificar outros envolvidos e localizar mais bens roubados. Dércio Samuel fez um apelo às vítimas de assaltos ocorridos desde Julho para que se dirijam ao Comando Distrital de Malema a fim de reconhecerem os seus pertences.
O porta-voz da PRM reiterou o compromisso da instituição no combate ao crime. “Seremos duros com os indivíduos que insistem em perturbar a ordem pública e estaremos sempre acessíveis a quem colaborar com a Polícia na denúncia de actividades criminosas. O nosso foco é garantir a segurança das pessoas e dos seus bens”, declarou.
Um dos detidos admitiu a sua participação nos assaltos e confirmou o envolvimento em um caso de abuso sexual contra uma menor, cuja identidade não será divulgada por questões éticas. Uma das famílias afectadas relatou a tensão vivida durante a invasão da residência, quando os assaltantes coagiram os ocupantes.
A comunidade expressou alívio com a detenção do grupo, afirmando que a segurança na região melhorou. “Já não dormíamos descansados. Era medo todas as noites. Hoje sinto-me mais tranquila e agradeço o trabalho da Polícia”, afirmou uma residente.















