O general Horta Nta Na Man foi oficialmente empossado como Presidente de transição da Guiné-Bissau, segundo um comunicado divulgado pelo exército do país nesta quinta-feira, conforme reportado pela Reuters.
A sua nomeação ocorre após o golpe de Estado que resultou na destituição do presidente Umaro Sissoco Embaló por um grupo de militares que se autodenominam “Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública”.
“Não foi uma decisão fácil”, declarou Horta Nta Na Man, enfatizando que os membros do Alto Comando se têm destacado por uma conduta disciplinada e pelo respeito aos princípios constitucionais que regem as Forças Armadas. O general explicou que a acção militar foi desencadeada por uma “ameaça crescente à democracia e à estabilidade política”, a qual comprometia a integridade das instituições do Estado de Direito.
Entre as razões que levaram à intervenção militar estão a incapacidade das autoridades políticas em conter a degradação do ambiente eleitoral, bem como a alegada infiltração de redes de narcotráfico no processo político. O novo presidente de transição alertou que a intensa actividade de grupos ligados ao narcotráfico estava a tentar manipular e capturar o próprio sistema democrático.
Horta Nta Na Man apelou à colaboração de todos os guineenses, incluindo partidos políticos e a sociedade civil, para enfrentar os desafios urgentes que o país enfrenta. “Vamos combater energicamente as redes de narcotráfico e salvaguardar a estabilidade política, a paz, a ordem pública e a unidade nacional”, afirmou.
A cerimónia de posse teve lugar no Estado-Maior General das Forças Armadas, onde Horta Nta Na Man assumiu a liderança do Alto Comando Militar, que inclui representantes dos três ramos das Forças Armadas. O novo presidente já ocupou cargos de relevância, como chefe de Estado-Maior Particular do presidente cessante e chefe de Estado-Maior do Exército.
















