O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Luís Giquira, expressou sérias preocupações sobre a actuação da Polícia Municipal, acusando alguns dos seus agentes de se envolverem em esquemas de corrupção e de negligenciarem as suas funções.
As críticas foram proferidas durante uma parada policial, onde Giquira revelou a sua “profunda insatisfação” com a performance da corporação.
O edil apontou que a ausência da polícia em bairros e avenidas tem gerado desordem e contribuído para o aumento do comércio informal. “Temos polícias que preferem entrar em esquemas, que não honram a farda nem o juramento que fizeram”, afirmou Giquira, sublinhando que os agentes envolvidos em actividades ilícitas enfrentarão punições severas.
Segundo o autarca, a ineficácia na fiscalização tem desencorajado investidores e comerciantes formais, levando muitos a encerrar os seus negócios devido à ocupação desordenada das vias públicas. “Estamos a perder agentes económicos que deviam contribuir com taxas municipais. Muitos desistem porque não conseguem aceder aos seus estabelecimentos. Isso é inaceitável”, declarou.
Giquira reconheceu os esforços de alguns sectores, mas enfatizou a necessidade de maior disciplina e comprometimento por parte do comando policial. “Os planos operativos não podem ficar guardados nas gavetas. A cidade precisa de ordem e segurança, e a polícia tem de ser o primeiro exemplo”, afirmou.
O edil anunciou a realização de uma avaliação interna rigorosa para identificar agentes que não estejam comprometidos com o serviço público, antecipando que alguns poderão ser afastados ou transferidos. “Há colegas que estão comprometidos e que não honram o compromisso com a bandeira. Esses terão de sair”, concluiu.















