A vila-sede de Nametil do distrito de Mogovolas foi palco de um violento protesto, quando populares incendiaram o bloco operatório do centro de saúde local, numa demonstração de descontentamento em relação ao recente assassinato de um agente económico na região.
O incidente ocorreu em meio a um clima de desinformação e tensão relacionada à propagação da cólera.
Segundo o administrador do distrito, Emanuel Mpissa, o descontentamento da população iniciou com a crença de que a organização Médicos Sem Fronteiras estaria a “distribuir cólera” nas comunidades.
Enquanto as autoridades locais tentavam esclarecer a origem da doença, um crime violento ocorreu, resultando no assassinato de um agente económico em sua residência, onde foram levados valores ainda não especificados.
Em reacção à tragédia, a família da vítima mobilizou-se junto do Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) com o intuito de exigir a libertação dos suspeitos do crime, optando por fazer justiça pelas próprias mãos, o que foi impedido pelas forças de segurança.
Em solidariedade, um grupo de indivíduos não identificados decidiu incendiar o bloco operatório, bem como o posto policial adjacente ao hospital e os escritórios da organização Médicos Sem Fronteiras.
A onda de violência não se limitou a esses locais, com a população a destruir ainda a residência do chefe do posto distrital, a casa do primeiro secretário do Comité Distrital do partido Frelimo, e as instalações de uma rádio comunitária.
Informações adicionais indicam que, até o final da tarde, os revoltosos tentavam também atear fogo à residência oficial do procurador distrital e do comandante da PRM.














