A Montepuez Ruby Mining (MRM) foi alvo de uma incursão significativa na sua mina Maningue Nice, na passada sexta-feira, perpetrada por cerca de 150 indivíduos.
A empresa emitiu um comunicado à imprensa, detalhando os eventos ocorridos durante esta invasão.
Segundo a MRM, os invasores tomaram como reféns um membro da Polícia da República de Moçambique (PRM) e um segurança contratado, utilizando-os como escudo para evitar a intervenção das autoridades. Quando as equipas de reforço chegaram ao local, ambos os reféns foram libertados sem ferimentos.
As investigações iniciais realizadas pela segurança da MRM identificaram o alegado líder do grupo, Airos Samuel Tolecha, conhecido por “Boica”. Este indivíduo já havia sido acusado em outras investidas na mina e tinha conseguido evadir-se da Esquadra de Polícia de Namanhumbir, onde se encontrava detido desde 6 de Setembro.
Os participantes da incursão eram incentivados a juntar-se ao movimento com uma recompensa de duzentos meticais, sendo prometidos mais quinhentos meticais se regressem com sacos de “camada” contendo cascalho rico em rubis.
A operação foi supostamente organizada por uma figura identificada apenas como “Laye”, um conhecido comprador ilegal de rubis oriundo da Guiné. O financiamento da invasão estaria a cargo de um indivíduo identificado como Zacare Idrisse, cuja nacionalidade é suspeita de ser nigeriana ou guineense.
Face a esta situação alarmante, a MRM informou que, desde o início do ano, já foram detidos 44 cidadãos estrangeiros relacionados com actividades de exploração mineira ilegal na sua área de operação, uma realidade que levanta preocupações sobre a segurança e a legalidade da mineração na região.















