Omar Bin Laden, filho de Osama Bin Laden, ex-líder da Al-Qaeda, foi oficialmente proibido de retornar a França, conforme anunciou o ministro da Administração Interna do país, Bruno Retailleau, através da rede social X (antigo Twitter).
Omar, de 43 anos, viveu na Normandia, no norte de França, entre 2016 e 2023, onde se dedicava à pintura de paisagens, ganhando a vida como artista.
A proibição foi decretada pelo novo ministro da Administração Interna, que assinou uma ordem que impede o seu regresso ao território francês. Retailleau justificou a medida, acusando Omar Bin Laden de fazer publicações nas redes sociais que, segundo as autoridades, “glorificavam o terrorismo”, uma infracção grave às normas de segurança e ordem pública do país.
Em 2023, Omar deixou França depois de as autoridades francesas terem decidido revogar a sua autorização de residência por um período de dois anos, uma decisão que agora foi reforçada pela nova ordem emitida pelo ministro. Esta decisão reflete a política firme das autoridades francesas em relação à segurança nacional, especialmente no que diz respeito a figuras associadas a discursos de apologia ao terrorismo.
Omar Bin Laden, apesar de ser filho de um dos homens mais procurados do mundo durante a última década, tentou distanciar-se do legado terrorista do seu pai, dedicando-se às artes, mas as suas recentes actividades nas redes sociais levantaram preocupações graves por parte das autoridades francesas, levando à sua expulsão e à interdição do seu regresso ao país.

















