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Kamala Harris atribui políticas antiaborto de Trump à morte de mulher na Geórgia

A vice-presidente dos Estados Unidos e candidata do Partido Democrata, Kamala Harris, declarou na terça-feira (17), que as políticas antiaborto defendidas e implementadas pelo ex-presidente Donald Trump foram responsáveis pela morte de uma mulher de 28 anos na Geórgia.

A mulher, identificada como Thruman, teve o direito a um aborto “vital” — um procedimento necessário para salvar sua vida — negado devido à proibição estadual da Geórgia, que impede a interrupção da gravidez após seis semanas.

“Estas são as consequências directas das acções de Donald Trump”, afirmou Kamala Harris.

Após o caso de Thruman ganhar destaque, um comitê estadual de revisão médica classificou sua morte como “previnível” e afirmou que ela teria uma “boa chance” de sobreviver se tivesse sido submetida a uma curetagem (D&C), um procedimento para remover tecido fetal do útero.

Segundo a ProPublica, as últimas palavras de Thruman foram: “prometa-me que você cuidará do meu filho.”

Kamala Harris afirmou que Thruman deveria estar viva e que as políticas dos republicanos impediram a sobrevivência da jovem mãe. “Esta jovem mãe deveria estar viva, criando seu filho e perseguindo seu sonho de ingressar numa escola de enfermagem. Isso é exactamente o que temíamos quando a decisão Roe foi derrubada. Mulheres estão a sangrar em estacionamentos, sendo mandadas embora de salas de emergência, perdendo a capacidade de ter filhos novamente. Sobreviventes de estupro e incesto estão a ser informadas de que não podem decidir sobre os seus próprios corpos. E agora, mulheres estão a morrer”, afirmou a vice-presidente.

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Kamala Harris sublinhou que os americanos não devem ser enganados pela tentativa de Trump de moderar o discurso sobre o aborto, lembrando que, como presidente, ele nomeou três juízes conservadores para a Suprema Corte, cujas decisões foram cruciais para a anulação da decisão Roe, que permitia o aborto em todo o país.

“Se Donald Trump tiver a oportunidade, ele assinará uma proibição nacional do aborto, e essas realidades horríveis se multiplicarão. Devemos aprovar uma lei para restaurar a liberdade reprodutiva. Quando eu for presidente dos Estados Unidos, assinarei orgulhosamente essa lei. Vidas dependem disso”, concluiu Kamala Harris.

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