Fulvia Castro, expulsa do Brasil na quinta-feira, foi recentemente nomeada ministra de Economia Familiar pelo governo da Nicarágua.
Esta nomeação é uma resposta directa à expulsão do embaixador brasileiro em Manágua, Breno Souza da Costa, que ocorreu como uma retaliação a um episódio diplomático recente.
Fulvia Castro, que actuava como embaixadora nicaraguense no Brasil há cerca de três meses, assumirá a nova posição no governo presidido por Daniel Ortega, conforme anunciado pela vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, esposa de Ortega.
A crise diplomática iniciou quando, na quarta-feira, Breno Souza da Costa foi expulso de Manágua após não comparecer às celebrações oficiais dos 45 anos da Revolução Sandinista, evento em que o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, participou como ex-guerrilheiro.
A decisão de não comparecer foi motivada pela decisão do Brasil de congelar as relações com a Nicarágua por um ano, em Abril, em resposta à prisão de padres e bispos no país. A situação agravou-se quando Ortega recusou a libertar um bispo, apesar do pedido do Vaticano, enquanto o Brasil mediava as negociações.















