O Ministério do Género, Criança e Acção Social (MGCAS) reintegrou nas suas famílias pelo menos 818 pessoas que viviam nas ruas, de um total de 1.956 que praticavam a mendicidade, durante o período compreendido entre 2020 e Dezembro de 2023.
Durante o mesmo período, 6.901 crianças retornaram às suas famílias, das quais 4.642 viviam nos centros de acolhimento existentes no país, anunciou a ministra Nyeleti Mondlane. Ela falava no posto administrativo de Chidenguele, distrito de Mandlakaze, na província meridional de Gaza, durante a cerimónia de abertura da IX sessão do Conselho Coordenador do MGCAS.
O evento decorreu sob o lema: “Por uma Sociedade Mais Justa, Baseada na Igualdade de Género e Inclusão Social”.
No âmbito da educação pré-escolar, entre Janeiro e Junho deste ano, os centros infantis e escolinhas comunitárias atenderam um total de 115.082 crianças, contribuindo para o seu desenvolvimento psíquico, físico e motor.
O MGCAS apoiou mais de duas mil mulheres com kits de geração de renda, incentivando o empreendedorismo feminino nos distritos e nas capitais provinciais.
“Priorizamos a expansão das intervenções e o fortalecimento da complementaridade com outras iniciativas em curso a nível das comunidades, especialmente as que visam impulsionar o desenvolvimento local, através do aumento da produção e da criação de mais postos de trabalho”, afirmou a ministra.
Como exemplo, mencionou o Programa Acção Social Produtiva, uma oportunidade excepcional para alcançar o objectivo de expansão dos projectos alicerçados no Programa. Este programa assistiu pelo menos 16.978 agregados familiares em situação de pobreza e vulnerabilidade, com kits de activos produtivos, reforçando a capacidade produtiva dos beneficiários para serem auto-suficientes.
Relativamente à terceirização dos pagamentos dos subsídios às pessoas vulneráveis, com a abordagem de pagamentos electrónicos, a ministra informou que foram pagos subsídios monetários a 410.132 famílias, através da Carteira Móvel. Este sistema deverá abranger mais de 300 mil beneficiários.
“Estabelecemos mecanismos de monitoria da selecção de novos beneficiários e pagamento de subsídios, para garantir maior transparência e redução de erros de inclusão e exclusão nos programas de assistência social”, destacou a ministra.
O conselho coordenador termina na próxima quarta-feira.















