Durante a audiência semanal no Vaticano, realizada na quarta-feira, o Papa Francisco, de 87 anos, instou os padres a manterem as suas homilias curtas, recomendando um período máximo de oito minutos.
O pontífice justificou esta orientação afirmando que discursos mais longos levam os fiéis a perderem a atenção e, eventualmente, a adormecerem. Segundo o The Guardian, o Papa sublinhou que a homilia “deve ser curta: uma imagem, um pensamento, um sentimento” e reiterou a importância de não ultrapassar os oito minutos, pois após esse tempo “perde-se a atenção e as pessoas adormecem, e com razão”.
O Papa Francisco destacou ainda que “os padres, por vezes, falam muito e não se percebe do que estão a falar”, enfatizando a necessidade de clareza e concisão nas mensagens transmitidas durante as missas. Este pedido do Papa surge num momento em que ele próprio enfrenta críticas ao seu discurso. No final de Maio, o Papa mencionou a existência de um ambiente de “demasiada paneleirice” dentro da Igreja, expressão pela qual mais tarde pediu desculpa, esclarecendo que não tinha a intenção de ser homofóbico.
Apesar das desculpas, a imprensa italiana relatou que o Papa voltou a utilizar a mesma expressão numa reunião privada com cerca de 200 sacerdotes, realizada na terça-feira. Com este apelo à brevidade nas homilias, o Papa Francisco pretende melhorar a comunicação entre os padres e os fiéis, tornando as celebrações mais eficazes e evitando a dispersão da atenção dos participantes.















