As fortes chuvas que assolaram o sul do Brasil provocaram um aumento no número de mortos para 144, com mais de 2,1 milhões de pessoas afetadas, enquanto novas tempestades ameaçam aumentar ainda mais o caos na região, de acordo com autoridades.
O número de óbitos subiu com sete novas vítimas, elevando o total de mortos desde o sábado anterior, enquanto ainda há 125 pessoas desaparecidas.
Conforme dados do último relatório da Defesa Civil, cerca de 620.000 pessoas foram deslocadas, com mais de 81.000 buscando refúgio em abrigos improvisados pelas autoridades. Equipes de resgate já retiraram 76.399 pessoas e 10.555 animais de áreas de risco.
A situação mais crítica é observada no estado do Rio Grande do Sul, na fronteira com Argentina e Uruguai, onde foram registradas pelo menos 146 mortes e 806 feridos em 446 municípios afetados. O estado de Santa Catarina também foi afetado, com um registro de uma morte.
Quase todo o Rio Grande do Sul permanece em estado de alerta devido às previsões meteorológicas, com as forças de resgate aproveitando os momentos de calmaria para continuar as buscas.
Além das chuvas torrenciais, são esperados ventos fortes e temperaturas baixas que podem persistir até terça-feira. O Centro Nacional de Vigilância e Alerta de Desastres emitiu um alerta de alto risco para deslizamentos de terra em praticamente todo o estado, com especial atenção para a região metropolitana de Porto Alegre e Serra Gaúcha.
As áreas mais afetadas, como Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, estão enfrentando enchentes, com os níveis do rio Uruguai continuando a subir.
As operações de assistência continuam, com a entrega de alimentos, roupas, cobertores e medicamentos. Os serviços de energia e água estão sendo gradualmente restabelecidos, principalmente na capital gaúcha.
Os danos causados pelas inundações no Rio Grande do Sul são estimados em cerca de 18.839 milhões de reais (aproximadamente 3.700 milhões de dólares ou 3.400 milhões de euros), segundo o governo regional. O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um programa de apoio de 50.000 milhões de reais (aproximadamente 9.800 milhões de dólares) para o estado, com linhas de crédito e medidas de assistência direta.
















