No decorrer de menos de uma semana, o Serviço Nacional de Migração (SENAMI) deteve um total de 64 cidadãos de nacionalidade malawiana por entrada e permanência ilegal no território moçambicano.
As detenções ocorreram em três grupos distintos. O primeiro grupo, composto por 44 indivíduos, foi retido no domingo anterior, enquanto os restantes 30 foram interpelados em duas ocasiões distintas. Outros 10 foram detidos anteontem na vila do Dondo, estando em curso ações para o seu repatriamento.
Francisco Chambal, porta-voz do SENAMI na região, expressou preocupação com a alta frequência de cidadãos estrangeiros que entram no país sem cumprir os procedimentos legais de entrada. Segundo Chambal, muitos destes indivíduos têm como intenção utilizar Moçambique como corredor para outros destinos.
Um dos grupos de malawianos foi interceptado na quinta-feira, quando tentavam viajar de Dondo para Inchope. A Polícia da República de Moçambique (PRM), após suspeitar do grupo, entrou em contato com o SENAMI, que confirmou a situação ilegal dos indivíduos e organizou o seu repatriamento para o Malawi.
Os malawianos foram encontrados a bordo de um transporte público de passageiros, e os motoristas responsáveis foram autuados por facilitarem a entrada de estrangeiros ilegais. As autoridades conseguiram agir rapidamente, e a empresa de transporte cobriu todas as despesas associadas ao repatriamento dos 34 malawianos.
Chambal observou que muitos imigrantes ilegais optam por rotas interdistritais para alcançar os seus destinos, incluindo a África do Sul, que parece ser o principal destino para muitos. Esta estratégia é adotada porque acredita-se que as autoridades prestam mais atenção às rotas interprovinciais.
Por fim, as autoridades apelaram à população para não acolher nem facilitar a permanência de estrangeiros em situação ilegal no país, bem como para denunciar qualquer movimentação suspeita de pessoas estranhas.















