O ex-ajudante de ordens da presidência brasileira, tenente-coronel Mauro Cid, cujas denúncias contra Jair Bolsonaro causaram turbulência política, agora alega ter sido coagido pela Polícia Federal a fazer tais acusações.
Em áudios divulgados pela imprensa na noite de quinta-feira, Cid também critica o juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator dos processos contra o antigo chefe de Estado.
Durante a conversa, o militar afirma que foi pressionado por inspetores da Polícia Federal para confirmar uma narrativa predefinida, sob ameaça de enfrentar uma condenação de mais de 30 anos de prisão pelos crimes dos quais é acusado, a menos que colaborasse para atingir Bolsonaro.
Cid também ataca o Supremo Tribunal, especialmente o juiz Alexandre de Moraes, acusando-os de ultrapassar os limites legais e atuar sem restrições. Ele afirma que o juiz age como a própria lei, prendendo quando quer e como quer, independentemente das circunstâncias.
A divulgação dos áudios pode ter implicações sérias nos processos que investigam supostos crimes praticados por Bolsonaro, podendo afetar significativamente a posição de Cid, que foi libertado após colaborar com as autoridades. Se o acordo for anulado devido às acusações de coerção por parte das autoridades, Cid corre o risco de voltar à prisão.















