Pelo menos nove milicianos, incluindo o líder de um grupo pró-Irão, perderam a vida em ataques ocorridos na região de Deir Ezzor, no leste da Síria.
A informação foi divulgada pela organização não governamental (ONG) Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
De acordo com o comunicado da OSDH, mais de 20 pessoas ficaram feridas nos ataques aéreos contra uma vila que servia como centro de comunicações e onde os milicianos estavam localizados.
Apesar de sediado no Reino Unido, o observatório possui uma ampla rede de colaboradores na Síria. No entanto, a origem dos bombardeamentos permanece desconhecida, uma vez que foram realizados por caças não identificados.
Segundo a OSDH, um avião de carga iraniano, transportando equipamento técnico e membros dos Guardas da Revolução, havia aterrado em Deir Ezzor vindo de Damasco poucas horas antes dos ataques.
Embora não tenham sido especificados detalhes, meios de comunicação próximos ao Governo da Síria atribuíram os ataques aos Estados Unidos.
Esses bombardeamentos ocorreram cerca de dois meses após os EUA terem atacado mais de 85 alvos e instalações relacionadas aos Guardas da Revolução iranianos, também no leste da Síria e em algumas partes do vizinho Iraque. Essas ações resultaram na morte de pelo menos 29 milicianos.
Os ataques norte-americanos foram uma resposta a um ataque anterior, atribuído por Washington a grupos pró-Irão, ocorrido em 28 de janeiro. Na ocasião, três soldados norte-americanos foram mortos durante um ataque a uma base na Jordânia, próxima às fronteiras com a Síria e o Iraque.














