Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, refutou as críticas direcionadas às suas declarações sobre o futuro da NATO, assegurando que durante seu mandato a organização se tornou mais forte.
O favorito do Partido Republicano para as eleições presidenciais de novembro abordou o tema novamente, mas evitou repetir as observações contundentes feitas no sábado, quando mencionou a possibilidade de incentivar a Rússia a atacar países da NATO caso estes não cumprissem com suas obrigações financeiras.
“Tornei a NATO forte, e até mesmo os democratas de esquerda radical e os falsos republicanos reconhecem isso”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social. “Quando exigi que os 20 países que não estavam pagando sua parte justa o fizessem, ou não se beneficiariam da proteção americana, o dinheiro começou a entrar”, salientou, segundo a agência AFP.
“Mas agora, que não estou mais aqui para cobrar, eles estão voltando aos velhos hábitos”, acrescentou o ex-chefe de Estado norte-americano. Trump, que provavelmente enfrentará o atual presidente democrata Joe Biden nas próximas eleições, critica frequentemente os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte por não cumprirem seus compromissos com os gastos militares.
O republicano também criticou hoje o montante de verbas que os Estados Unidos destinaram à ajuda à Ucrânia, em comparação com seus parceiros da NATO. As críticas sobre o apoio a Kiev surgem em um momento em que um novo pacote de 60 mil milhões de dólares (55,7 mil milhões de euros) para a Ucrânia está sendo debatido no Congresso americano.
“Estamos ajudando a Ucrânia com mais de 100 mil milhões de dólares a mais do que a NATO”, frisou Donald Trump. “A NATO precisa se equilibrar, e agora. Caso contrário, será a América em primeiro lugar!”, insistiu o ex-empresário, referindo-se ao slogan de política externa de seu mandato (2017-2021).

















