Internacional Exército do Mali e rebeldes separatistas do Norte terminam acordo de paz

Exército do Mali e rebeldes separatistas do Norte terminam acordo de paz

(FILES) Tuaregs fighters of the Coordination of Movements of the Azawad (CMA) drive near Kidal, northern Mali on September 28, 2016, where rival groups have clashed in recent weeks over the country's shaky peace deal. The ex-rebels from the Coordination of Azawad Movements (CMA) in northern Mali said on September 11, 2023 they were in a "time of war" with the ruling junta, in a statement received by AFP. The CMA, an alliance of Tuareg-dominated groups seeking autonomy or independence from the Malian state that was signatory to a 2015 peace deal, called on all residents of Azawad to "go to the field to contribute to the war effort" in a statement also distributed on social media networks. (Photo by STRINGER / AFP)

O acordo de paz que existia entre o governo do Mali e os rebeldes separatistas do Norte chegou ao fim na quinta-feira. O anúncio foi feito pelo exército do país.

De acordo com a Agência France-Presse, o fim do acordo, em vigor desde 2015, tem efeitos imediatos.

O acordo em causa existia desde 2012 e era considerado essencial num país que, desde 2012, tem vindo a ser atingido por uma onda de violência jihadista.

Causas do fim do acordo

O porta-voz do governo, citado pela AFP, disse que a junta militar culpa “a mudança de postura de alguns grupos signatários do acordo”, mas também “actos hostis” levados a cabo pelo mediador principal deste acordo, a Argélia.

A junta militar tomou o poder no Mali em agosto de 2020, depois de um golpe de Estado. Os rebeldes separatistas do Norte têm criticado a junta militar, acusando-a de não cumprir os termos do acordo de paz.

Consequências do fim do acordo

O fim do acordo de paz é um revés para os esforços de paz no Mali. O país está a enfrentar uma onda de violência jihadista há vários anos, e o acordo era visto como uma forma de promover a estabilidade na região.

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O fim do acordo também pode levar a um aumento da violência no Norte do Mali. Os rebeldes separatistas podem voltar a intensificar os ataques contra o governo e as forças de segurança.

Reações internacionais

A União Africana (UA) já expressou preocupação com o fim do acordo de paz. A UA disse que está a acompanhar a situação no Mali e que está pronta para ajudar o país a encontrar uma solução pacífica.

Os Estados Unidos também expressaram preocupação com o fim do acordo de paz. O governo dos Estados Unidos disse que está a trabalhar com os parceiros internacionais para encontrar uma solução para a crise no Mali.

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