
O acordo de paz que existia entre o governo do Mali e os rebeldes separatistas do Norte chegou ao fim na quinta-feira. O anúncio foi feito pelo exército do país.
De acordo com a Agência France-Presse, o fim do acordo, em vigor desde 2015, tem efeitos imediatos.
O acordo em causa existia desde 2012 e era considerado essencial num país que, desde 2012, tem vindo a ser atingido por uma onda de violência jihadista.
Causas do fim do acordo
O porta-voz do governo, citado pela AFP, disse que a junta militar culpa “a mudança de postura de alguns grupos signatários do acordo”, mas também “actos hostis” levados a cabo pelo mediador principal deste acordo, a Argélia.
A junta militar tomou o poder no Mali em agosto de 2020, depois de um golpe de Estado. Os rebeldes separatistas do Norte têm criticado a junta militar, acusando-a de não cumprir os termos do acordo de paz.
Consequências do fim do acordo
O fim do acordo de paz é um revés para os esforços de paz no Mali. O país está a enfrentar uma onda de violência jihadista há vários anos, e o acordo era visto como uma forma de promover a estabilidade na região.
O fim do acordo também pode levar a um aumento da violência no Norte do Mali. Os rebeldes separatistas podem voltar a intensificar os ataques contra o governo e as forças de segurança.
Reações internacionais
A União Africana (UA) já expressou preocupação com o fim do acordo de paz. A UA disse que está a acompanhar a situação no Mali e que está pronta para ajudar o país a encontrar uma solução pacífica.
Os Estados Unidos também expressaram preocupação com o fim do acordo de paz. O governo dos Estados Unidos disse que está a trabalhar com os parceiros internacionais para encontrar uma solução para a crise no Mali.














