Internacional Centenas de pessoas juntam-se em Washington para apoiar a Ucrânia

Centenas de pessoas juntam-se em Washington para apoiar a Ucrânia

WASHINGTON, DC - FEBRUARY 25: Supporters of Ukraine and members of the Ukrainian community hold a rally to mark the one-year anniversary of Russia's invasion of Ukraine, near the Lincoln Memorial on the National Mall February 25, 2023 in Washington, DC. U.S. President Joe Biden traveled to Kyiv, Ukraine earlier in the week to meet with Ukrainian President Volodymyr Zelensky to reaffirm the United States support for the country's fight against the Russian invasion. Drew Angerer/Getty Images/AFP (Photo by Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Centenas de pessoas, envoltas em bandeiras ucranianas, manifestaram-se no sábado na capital dos Estados Unidos para pedir mais ajuda para a Ucrânia e protestar contra o presidente russo, Vladimir Putin.

A concentração decorreu aos pés do Monumento a Lincoln e foi convocada por uma dezena de organizações ucranianas com sede nos Estados Unidos, como a organização não-governamental (ONG) United Help Ukraine.

A maioria dos participantes na marcha reclamava mais ajuda militar para a Ucrânia gritando palavras de ordem e agitando cartazes contendo mensagens como “As palavras não param os ditadores, as armas sim”, enquanto outros chamavam a Putin “criminoso de guerra” e o comparavam ao líder nazi Adolf Hitler, responsável pela Segunda Guerra Mundial e pelo Holocausto.

No entanto, o que predominava na manifestação eram as bandeiras ucranianas de diferentes tamanhos, e muitas das mulheres presentes levavam o cabelo adornado com coroas de flores, no que se transformou num símbolo de feminilidade, feminismo e nacionalismo para as ucranianas.

As manifestações de apoio à Ucrânia sucederam-se no sábado em várias cidades do mundo, como Bruxelas, por exemplo, enquanto, paralelamente, também se realizaram protestos com multidões questionando o fornecimento de armas à Ucrânia ou exigindo um cessar-fogo.

Em Berlim, os críticos do envio de armamento para Kiev conseguiram reunir cerca de 10.000 pessoas.

A invasão russa da Ucrânia completou um ano na sexta-feira, dia em que o Governo do Presidente norte-americano, Joe Biden, aproveitou para anunciar a imposição de novas sanções a 200 pessoas e entidades russas, além de um pacote de 2.000 milhões de dólares em ajuda militar.

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Também a União Europeia adotou no sábado o seu 10.º pacote de sanções à Rússia, incluindo na sua ‘lista negra’ mais 87 pessoas e 34 entidades daquele país.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 368.º dia, 8.006 civis mortos e 13.287 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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