O ex-primeiro-ministro são-tomense Jorge Bom Jesus pediu um “inquérito internacional” para avaliar o ataque a um quartel militar, na sexta-feira, que condenou, repudiando “a forma exageradamente musculada e arbitrária como o poder tem gerido a situação”.
“Foi com grande tristeza e preocupação que tomei conhecimento da tentativa de assalto ao quartel militar e sobretudo o trágico desfecho de mortos e detenção do ex-presidente da Assembleia Nacional, o deputado Delfim Neves, a quem endereço uma palavra de conforto e muita força à família”, afirma Jorge Bom Jesus, numa publicação na sua página no Facebook.
O líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD) chefiou o Governo de São Tomé e Príncipe até ao passado dia 07 de Novembro, na sequência das eleições legislativas de Setembro, em que a Acção Democrática Independente (ADI), de Patrice Trovoada, venceu com maioria absoluta.
“Sendo condenável qualquer ato de alteração da ordem constitucional, em regime democrático, também não se pode aceitar a forma exageradamente musculada e arbitrária como o poder tem gerido a situação. A maioria absoluta não deve ser confundida com o absolutismo, não se pode esmagar os direitos humanos elementares de cada um”, diz o ex-primeiro-ministro, que afirma estar ausente do país para participar no XXVI Congresso da Internacional Socialista, em Madrid.















