O Secretário de Estado Antony Blinken disse na terça-feira, na capital congolesa Kinshasa, em encontro com o Presidente da RDC Felix Tshisekedi que os Estados Unidos estavam “preocupados” com relatórios “credíveis” de que o Ruanda está a apoiar os rebeldes no leste da República Democrática do Congo.
O ressurgimento do grupo M23 na restive zona leste do Congo exacerbou as tensões entre os vizinhos, com Kinshasa a acusar Kigali de apoiar os rebeldes.
O Ruanda negou as alegações e o M23 negou ter recebido apoio ruandês. Blinken chega ao Ruanda hoje, onde tema central, segundo afirmou, será o conflito no leste do Congo.
“Estamos muito preocupados com as notícias credíveis de que o Ruanda apoiou o M23”, disse o chefe da diplomacia norte-americano numa conferência de imprensa em Kinshasa.
“Todos os países têm de respeitar a integridade territorial dos seus vizinhos. Qualquer entrada de forças estrangeiras na RDC deve ser feita de forma transparente e com o consentimento da RDC”.
O diplomata americano apelou a todas as partes para suspenderem qualquer apoio ou cooperação com o M23 ou outros grupos armados não estatais.
Blinken acrescentou que “não estava a fazer vista grossa” e que iria discutir o assunto com o Presidente ruandês Paul Kagame.
Ele disse que a sua viagem à região era para assegurar o apoio dos EUA aos esforços de mediação liderados por Angola e pelo Quénia “para prevenir mais violência, para pôr fim ao conflito (e) para preservar a integridade territorial da RDC”.
















