Já foi remetido ao Tribunal, para a marcação do julgamento, o caso dos agentes da Brigada anti-raptos, acusados de ter aprisionado uma suposta traficante de drogas na Matola, província de Maputo.
Trata-se de um caso que tem como arguidos 11 agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), 10 dos quais que respondem o processo, em prisão preventiva.
Segundo o Ministério Público, o caso ocorreu ano passado, quando os agentes, que não estavam em serviço no dia, orquestraram uma operação de perseguição da suposta traficante, que viria a envolver-se num acidente de viação no bairro Khongolote, Município da Matola.
O Ministério Público entende que os agentes pretendiam raptar a cidadã moçambicana e apoderar-se da droga, bem como de valores monetários que a mesma trazia na sua viatura.
“Pretendiam apoderar-se de bens, drogas e valores monetários na posse da cidadã, uma vez que a mesma se dedicava ao tráfico e venda de drogas, tendo-a ameaçado e agredido fisicamente, com recurso a armas de fogo do tipo Makarov e AK-47”, segundo um comunicado do Ministério Público emitido em Fevereiro do ano passado, citado pela publicação electrónica Carta de Moçambique.














