A China reagiu com indignação nesta quinta-feira (30) a um alerta dado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte sobre as ambições do governo liderado pelo presidente Xi Jinping.
Pequim rebateu enfaticamente as declarações da aliança, a qual acusou de possuir “mentalidade de Guerra Fria e inclinação ideológica”.
“O chamado novo conceito estratégico ignora fatos, confunde […] e difama a política externa chinesa”, afirmou o porta-voz do Ministério chinês do Exterior Zhao Lijian. “A China se opõe categoricamente.”
“Gostaríamos de alertar a Nato que exagerar uma suposta ameaça chinesa é algo completamente inútil”, disse Zhao. O porta-voz disse que a China não representa o “desafio sistêmico” imaginado pela Nato, e que as afirmações referentes ao seu “desenvolvimento militar normal” e sua política de defesa nacional são irresponsáveis.
Ele, ao contrário, acusou a Nato de ser um “desafio sistêmico à paz e estabilidade mundial”, e que “suas mãos estão manchadas com o sangue de pessoas em todo o mundo”.
O novo conceito estratégico da Nato, divulgado na reunião de cúpula da entidade em Madrid, afirma, pela primeira vez, que as ambições e as políticas coercitivas da China representam desafios a seus interesses, valores e segurança.
A aliança advertiu ainda que a aproximação da China com a Rússia contraria os interesses ocidentais.
Na reunião, o secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberg, acusou a China de “reforçar substancialmente suas forças militares, incluindo seu arsenal nuclear, provocando seus vizinhos e ameaçando Taiwan”.
“A China não é nossa adversária. Mas temos de enxergar com clareza os graves desafios que ela representa”, destacou. Esta foi a primeira atualização do concento estratégico da aliança desde 2010.
Os Estados Unidos vinham insistindo junto aos demais países da aliança para que prestassem maior atenção à China, apesar da resistência de alguns em desviar o foco das questões envolvendo a Europa.













