Internacional Etiópia: criado um comité para negociar com rebeldes do Tigray

Etiópia: criado um comité para negociar com rebeldes do Tigray

Em declarações no Parlamento, Abiy disse que “foi criado um comité para negociar” com a Frente Popular para a Libertação de Tigray (TPLF, na sigla em inglês) e acrescentou que, “quando terminarem os trabalhos, serão tornados públicos”.

Negou ainda as especulações sobre o início de contactos diretos com o grupo rebelde, segundo o canal de televisão etíope Fana.

O chefe do Governo considerou que a TPLF “é uma inimiga da Etiópia” e denunciou que o conflito deflagrou devido às tentativas do grupo de “usar a força para derrubar o Governo”.

Apesar disso, defendeu a necessidade de “dar a paz como herança aos filhos” e frisou que “um país não pode crescer através da guerra”.

“Não queremos guerra com ninguém”, afirmou Abiy, defendendo que “o interesse da Etiópia é evitar o conflito”.

Nesse sentido, recordou o acordo alcançado com a Eritreia para pôr fim à guerra, que lhe valeu o Prémio Nobel da Paz em 2019.

O conflito na Etiópia eclodiu em novembro de 2020 após um ataque da TPLF contra a principal base do Exército, localizada em Mekelle, após o qual o primeiro-ministro ordenou uma ofensiva contra o grupo após meses de tensões políticas e administrativas.

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Uma “trégua humanitária” está atualmente em vigor, embora ambos os lados se acusem mutuamente de impedir a entrega de ajuda.

A TPLF acusou Abiy de aumentar as tensões desde que chegou ao poder em abril de 2018, quando se tornou o primeiro Oromo a assumir o cargo.

Até então, a TPLF tinha sido a força dominante dentro da coligação de base étnica que governava a Etiópia desde 1991, a Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope (EPRDF).

O grupo opôs-se às reformas de Abiy, vendo-as como uma tentativa de minar a sua influência.

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