Um membro das Forças Armadas de Defesa de Moçambique encontra-se detido nas celas da PRM na Província de Maputo, indiciado de ter desviado mais de um milhão e seiscentos mil meticais.
Trata-se de um membro afecto no Comando da Força de Defesa no distrito de Boane, que em conluio com a parceira, também a contas com a polícia, desenhou um esquema para o recebimento mensal de salários indevidos na instituição, conforme a RM.
Neste esquema, o membro das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e a parceira que não fazia parte da instituição beneficiarem-se, durante dois anos, de salários indevidos que variam de 50.000,00 a 70.000,00MT.
Em comunicado enviado a nossa redacção, o Gabinete Provincial de Combate a Corrupção em Maputo explica que em torno deste assunto já foi aberto um processo e os mesmos deverão responder pelos crimes de peculato e Associação Criminosa.
Ainda na província de Maputo, outras duas funcionárias afectas a direcção provincial de Educação foram constituídas arguidas por terem corrompido o processo de contratação de uma empresa para a construção de seis salas de aula e um bloco sanitário, na Escola Primaria Completa de Boquisso, no distrito da Matola.
As duas funcionárias que respondem o processo em liberdade adjudicaram o concurso a empresa, seleccionada fraudulentamente, num montante de mais de onze milhões e setecentos mil meticais, em detrimento da que havia sido proposta pelo júri.
O Gabinete Provincial de Combate a corrupção, que investiga o caso, refere que as duas funcionárias do sector de educação, em Maputo, descuraram todos os trâmites previstos no Regulamento de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado.
Neste âmbito, as duas funcionárias foram acusadas em co-autoria material pela prática de crime de Abuso de Cargo ou Função, por adjudicarem as obras a uma empresa não qualificada pelo júri do concurso.















